Notas iniciais
Hey amadas! Como vão? Então people, desculpe a demora, mas aconteceram várias coisas... Enfim, vamos a fic? Então gente, existem alguns personagens de "A Prometida" que não se encaixam - pelo menos na minha visão - nos atores que originalmente são da Saga. Por isso, decidi colocar os atores que - em minha mente- são os personagens da fanfic. Observem os links nos nomes, ok? Espero que também imaginem-os - como eu - enquanto leiam a história. :D Só para relembrar os principais: Renesmee: Natalie Portman ( em Star Wars); Jacob: Taylor Lautner; Elizabeth: Amanda Seyfried ( em Os Miseráveis). Bom, espero que curtam o capítulo, comentem, recomendem - faz tempo que não recomendam, néh gente?- e me digam suas impressões sobre os personagens da fic. Ahhhh ainda tem outros personagens, mas no decorrer dos capítulos vou colocando, ok? Logo, logo responderei os review, ok? Agradecimento especial a minha amiga/leitora Dry que tanto me ajudou nos personagens. Valeu lindonaaa! Qualquer erro me avisem, certo? As vezes passa despercebido :D CHEEEGAA!! Boa Leitura...



Castelo de – Clã Vulturi – Clã Black 29 de agosto de 1352



Aro polia sua espada encoberta de joias. Nunca a usara, um artefato tão valioso não era para ser manchado com sangue inimigo. Também não deixava nenhum criado poli-la. Verdadeiramente, ele nunca participara de uma batalha, haviam homens para fazê-lo, ele jamais arriscaria sua vida por nenhuma ideologia idiota. Bem, talvez se pudesse aniquilar a William Black...

__Ainda tem isto? – levantando a cabeça, Aro observou os cabelos loiros e porte físico do filho. Alec tinha mudado bastante desde que o havia mandado a corte. O rapaz, obviamente tinha ganhado músculos e uma habilidade notável com a espada, mas além disso, seus valores estavam irritavelmente distorcidos.

__Uma joia como esta não se deve desfazer. – respondeu contemplando novamente a arma.

Alec sacudiu a cabeça, não entendia como ainda se impressionava com as atitude do pai. Seu povo vivia a beira da miséria, e o homem apenas tinha interesse em si mesmo.

__Acabo de chegar da vila e estou decepcionado com o que vi. – começou aproximando-se da cadeira do pai __ crianças doentes, sem um curandeiro. A vila em ruínas pelo ultimo ataque inimigo e nossos muros estão desprotegidos. Sem contar na falta de comida para o inverno.

__E...? – disse ainda dando atenção a arma em suas mãos.

__Você já visitou a vila? Viu aquelas pessoas? Seus parentes? Ao menos esta ouvindo o que falo? – desafiou irritado com o desinteresse do pai.

__Não, nunca vou aquela vila, consequentemente não vejo as pessoas. Meus parente? Que eu saiba nenhum deles pertencem a família do Senhor. E sim, ouço perfeitamente o que fala. Temos comida o suficiente no castelo, esses camponeses que saiam para encontrar a sua comida!

Estranhamente, Alec não se impressionou com a resposta de Aro. Lembra-se de que, quando era apenas um menino, seu pai proibia sua mãe e a ele de criar algum tipo de laço afetivo com o restante do clã. Só podia brincar com os filhos de outros Senhores ou sozinho. Seria uma infância solitária, se sua mãe não o tivesse apoiado. Ajudava-o a sair do castelo para brincar com as outras crianças da vila e o acobertava quando o pai perguntava por ele. Infelizmente, sua mãe morreu muito cedo e ele logo depois foi mandado para corte.

Graças aos céus, os ensinamentos que sua mãe lhe deu, permaneceram impregnados nele.

__Se bem me lembro, todos os integrantes de um clã possuem o mesmo sobrenome, sendo assim, parte da família. – este fora uma das coisas que aprendeu com Renata — falecida Senhora de Lindisfarne.

Aro o olhou longamente, franzindo a testa. Tanto quanto odiava, o garoto havia saído a mãe. Tanto na aparência quanto na personalidade.

__Acordou com o intuito de irritar-me, ou veio dizer algo mais importante? – retrucou.

__Acredito que discutir sobre o nosso clã, é algo importante. Mas, não foi por esta questão que vim lhe falar.

__Então...?

__Salvamo-nos por pouco.

__Salvamo-nos? Do que fala? – questionou dando total atenção ao filho.

__Soube de fontes seguras que Jacob Black, esta vivo e em recuperação. – anunciou.

Aro levantou-se abruptamente, derrubando na ocasião a tão valiosa espada. Alec levantou uma sobrancelha.

__Vivo?! Como vivo? Disse-me que estavam todos mortos! – gritou em plenos pulmões.

Calmamente Alec aproximou-se e agachou-se para pegar a espada do chão. Analisando-a, respondeu:

__Sim, pelo o que soube, todos os outros soldados estão mortos. Mas parece que há algum anjo que protege a Jacob Black, e acabou nos protegendo também. A decadência em que se encontra os muros, seriamos facilmente abatidos. – relatou.

__Não me importa! Queria este Black miserável morto! – gritou agarrando uma taça que estava ao seu lado e atirando em uma das paredes de pedra do castelo.

O temperamento de Alec mostrou-se.

__Não se importa?! Pois deveria! Este clã é a sua responsabilidade, assim como proteger as pessoas que aqui vivem. Sua ordem de ataque foi idiota e egoísta. Deus nos protegesse se William Black marchasse para Lindisfarne, seriamos aniquilados em pouco tempo. – falou com tom ameaçador __ Deus, se soubesse quem estávamos atacando, pode ter certeza que jamais o teria feito! Ao menos uma vez na vida seja sensato e não provoque a ira dos Black! – falou dando as costas para o pai.

As atitudes impensadas do pai ainda os mataria. Não queria pensar muito sobre isso, mas quanto mais via em que situação seu clã vivia, mais a ideia de assumir seu posto como Senhor se tornava atraente. Alguns soldados do clã e camponeses o questionaram sobre o assunto, ele preferiu dizer-lhes que estava ali para ajudar ao pai. Mas se continuassem assim, não havia outra opção.

Teria que forçar a saída do pai e tornar-se – precocemente – o Senhor de Lindisfarne.

Antes de desaparecer totalmente da grande sala, ele gritou por cima do ombro e mostrou a espada que permanecia em suas mãos.

__A propósito, dê adeus a esta arma. Essas pedras valeram algumas moedas de ouro que pretendo usar em beneficio do clã.

Não esperou uma resposta, mas ouviu um urro violento vindo do pai, antes de chegar ao pátio.



Castelo de Dumfries — Clã Black 29 de agosto de 1352



__Você está louco! – esbravejou ela. __Completamente e absolutamente louco. Agora, temos de começar a tirar aquelas botas de você. Como na terra você as colocou? Deve ter sido uma agonia. E sua túnica?! – cada vez que lembrava-se onde o encontrou, mais a sua raiva borbulhava.

Sarah a tinha levado ao redor do castelo, lhe mostrado as torres, o lago e no momento desciam uma pequena elevação de terra, em direção a vila. Ao longe podiam também observar as atividades dos homens no pátio do castelo. Os guerreiros Black eram ferozes e destemidos, inimigos para não se desejar.

Mas, então, um guerreiro em particular, chamou sua atenção. Ele não estava praticando. Nem sequer segurava uma espada. Ele levantou-se para o lado com o Senhor observando enquanto os outros homens brigaram.

__Esse idiota! – Nessie murmurou.

__O quê? – Sarah perguntou completamente confusa.

Ignorando-a, Nessie desceu em direção ao pátio com a fúria borbulhando, com cada passo.

__Ignorante, idiota, teimoso impossível!

Ela não tinha percebido que os homens tiveram uma pausa no momento em que entrou no pátio ou que suas palavras voaram como flechas.

William inclinou a cabeça para o céu como se rezasse para ter paciência enquanto Jacob sorria e colocava os braços para afastar seu ataque iminente.

__Você estava dizendo? – Jacob perguntou quando ela parou na frente dele.

__O que você acha que está fazendo? – Ela perguntou. __Disse para ficar na cama. No seu quarto. Descansando! Você não deveria estar aqui fora no frio. Não deve nem mesmo estar de pé. Como posso cuidar de você quando não vai ouvir o que estou pedindo?

Jacob estremeceu enquanto Sam riu. Jacob atirou em seu primo um olhar sombrio.

__Acredito que a moça apenas sugeriu que você está fora de seu juízo, – Sam brincou. __ É evidente que não lhe dei crédito suficiente. Ela é uma moça astuta, de fato.

Jacob virou-se, o punho erguido quando Nessie agarrou seu pulso e forçou-o a encará-la.

__Você está tentando se matar? Não tem cuidado com o seu bem estar? – Ela enfiou um dedo no peito e levantou-se na ponta dos pés para que pudesse olhá-lo mais diretamente no olho, mas somente conseguia chegar até o seu queixo. __Se você rasgar meus pontos, não vou consertá-los. Você vai sangrar até a morte. A ferida vai inflamar e sua carne vai apodrecer, mas não espere nenhuma ajuda minha. Homem, teimoso irritante!

Jacob colocou as duas mãos nos ombros dela e apertou suavemente. __ Nessie, moça, por favor. Acalme-se. Estou me sentindo muito bem. Minha ferida ainda dói. Sei que não estou totalmente recuperado, mas passei muito tempo no quarto, e estou enlouquecendo. Precisava de um pouco de ar fresco.

__Bem você já teve seu ar fresco, – William resmungou. __Agora coloque-se de volta para seu quarto, para que possamos restaurar a paz por aqui. – Disse diretamente olhando Nessie.

Sarah permaneceu calada. Também achou imprudente o filho sair do quarto ainda em recuperação, merecia um bom e longo sermão, mas acreditou que a moça foi bastante eficaz nesse assunto.

Sorriu. Muito eficaz.

Nessie não perdeu mais um momento. Agarrou ao braço de Jacob e começou a puxá-lo em direção aos degraus da entrada do castelo. Ele riu, mas seguiu atrás dela e permitiu a ela guiá-lo para dentro e subir as escadas.

Sorriu ao recordar o quão bonita ficava quando zangada. Jacob facilitou na borda da cama e estendeu o pé para ela.

__Você quer que eu tire suas botas? – soltou enervada __ Você não as colocou?Você pode sangrar até tirá-las! – a irritava ainda mais o fato do grande idiota ter um sorriso tão grande quanto possível na face.

__Alguém já lhe disse que tem o que poderia ser a boca mais ultrajante, deliciosa, sedutora e incrível?

Ela parou seu discurso e olhou silenciosamente para ele. __Eu...você...o quê? – Ela gaguejou.

Ele sorriu, fazendo uma covinha aparecer no lado de seu rosto. Senhor, mas o homem era simplesmente irresistível.

__Venha aqui – ele ordenou, entortando o dedo para ela.

Muito confusa para fazer qualquer coisa, apenas obedecer, ela fechou a distância entre eles e veio para ficar próximo a suas coxas.

__Assim é melhor, – ele murmurou. __Agora, se aproxime.

Ele passou os braços em volta da cintura e puxou-a até sua boca estar a uma lufada de seu seio. Esse conhecimento fez coisas peculiares aos seus mamilos. Eles endureceram e esfaquearam implacavelmente o corpete do vestido, e doía como se tivessem sido acariciado pelo fogo.

__Você não vai me ignorar e fingir que não estou aqui, – ele reprovou.__Você não vai me impedir.

Ela colocou as mãos em seu ombro e olhou para ele com um olhar de consternação.

__É por isso que você saiu do seu quarto?

__É a única maneira de chamar a sua atenção, – disse ele preguiçosamente. __Pense que eu colocaria aquelas botas apenas para obter uma lufada de ar fresco quando é está congelando lá fora? Você estava certa, moça. Aquelas botas malditas quase me mataram.

Algo torceu na região de seu coração.

__Você testa a minha paciência, guerreiro. Eu tinha tarefas para fazer esta manhã. Inclusive acertar com seu pai minha situação neste clã, e depois Sarah tentou me mostrar todo o castelo. É importante conhecer as pessoas que esperam que eu as cuide.

__Sua primeira prioridade sou eu. Acho que não gosto quando você está longe, moça. Não vá tão longe na próxima vez.

Ela suspirou. __Acho que você ficou mimado. Alguém já lhe disse isso? – um sorriso brincava nos lábios do homem.

__Tenho certeza que eles disseram, mas no momento não me lembro.

__Vou cuidar de você, guerreiro. Não me dá outra opção se for para você sobreviver. Sua impulsividade vai matá-lo.

O triunfo brilhou nos olhos de Jacob, conseguira o que queria no momento.

__Eu sei que você me disse para não beijá-la, moça, mas devo avisá-la que eu nunca fui bom em receber ordens.

Ele sentiu sua rendição depois de uma curta hesitação, e aproveitou, puxando-a mais perto até que seus lábios se tocaram. Por um momento ficou parado, simplesmente absorvendo a sensação de sua boca deliciosa contra o dele. Então pressionou, movendo-se sensualmente sobre a boca, mais duro, mais profundo, até que ambos engasgaram para o ar.

Ele engoliu o fôlego, saboreando-o e depois o devolveu. Era como se respirasse para ela.

Absorveu-a em seu corpo e ela se tornou uma parte viva dele.

Leves e delicadas, as mãos alisaram por cima dos ombros antes de segurá-la por sua nuca.

Se ela percebeu ou não, agarrou-o e puxou-o para ela. Beijou-o avidamente, acalmando as chamas que dominavam seu corpo.

Ele esfregou sua língua sobre o lábio superior e em seguida brincou, lambendo toda a junção da boca. Sua língua se arrastou para fora com cautela para tocar a dela e ele gemeu quando finalmente se encontraram e se enlaçaram. Leve, no início, mais urgente em seguida, como se eles não se cansassem e quisessem mais e mais.

Suas mãos escorregaram pelo rosto, segurando-a enquanto mergulhava os dedos em seus cabelos. Ele a apertou firmemente. Segurou-a com mais força para não deixá-la ir. Devorando sua boca, ele impulsionou sua língua no fundo, em uma imitação perfeita do que queria fazer com seu pênis. Sua boca era tão quente e tão úmida, perfeita, e só de imaginar como o sexo dela seria sentindo-se queimar pelo fogo.

Estava perigosamente perto de girar em torno dela e prendê-la no colchão. Poderia levantar suas saias e tê-la ali naquele momento. Mas não era a maneira certa de tratá-la. A mulher lhe salvou a vida, deveria ao menos ser cortejada antes.

Seu coração disparou enquanto puxava sua boca da dela.

__O que você faz comigo, moça, – ele sussurrou cada palavra dolorosa atravessando sua garganta apertada.

Foi como se tivesse engolido cacos de vidro. Sua pele sentia-se muito apertada. Seu corpo estava muito pesado. Seu pênis estava prestes a explodir de suas calças, e sua ferida doía como o fogo do inferno.

E a queria com cada respiração a mais que dava.

Ele não era assim. O que sentia estava no limite da obsessão. Quase tinha enlouquecido algumas horas atrás quando ela deixou o quarto e não retornou. Ele levantou da cama, suado, praguejando com cada movimento. Passeou pelo quarto, olhando pela janela, ouviu atrás da porta, ansioso para ouvi-la chegar.

Finalmente, foi tudo o que conseguiu suportar. Simplesmente tinha que sair do quarto. Ir lá fora, onde poderia respirar. Onde poderia se sentir mais livre da loucura que tomou conta dele.

__Não podemos continuar a fazer isso, – ela sussurrou de volta. __Por favor, Jacob. Deixe-me ir. – disse incapaz de fazê-lo ela mesma.

__Sinto muito, Nessie. Escuto os seus argumentos e eu compreendo-os bem, mas então você olha para mim ou eu olho para você e toda a razão voa para fora da janela. Só sei que se não tocar em você, se não te beijar, eu vou enlouquecer.

Ela embalou seu rosto nas mãos e deu-lhe um olhar tão triste que apertou seu estômago em uma bola.

__Você nunca será meu, guerreiro. Exatamente como nunca serei sua. É loucura continuar a nos atormentar.

__ Eu não posso, não quero aceitar que não podemos estar juntos, mesmo por pouco tempo, – ele sussurrou. __Não é melhor termos um pouco de tempo agora do que não ter nada? Não é melhor nós termos algo do que nos arrepender de não ter experimentado?

__É como uma ferida. É melhor fazer um corte rápido e limpo e se livrar da dor, em vez de esperá-lo para tornar-se angustiante.

Ele fechou os olhos à convicção em sua voz. Ela realmente acreditava no que ela falava. Fazia sentido para ele, sim. Mas ele não concordava.

Qualquer tempo para saborear sua doçura era melhor do que nada. Ele só tinha de convencê-la. Lentamente, ele lançou seu. __ Eu vou deixar você ir... por agora. Eu não quero que te aflija. A última coisa que quero é fazer você triste. Prefiro muito mais que você me repreenda ou mandando em mim com aquele sorriso atrevido seu. Então sorria, moça. Sorria para mim.

Os cantos da boca levantaram, mas seus olhos escorriam toda a tristeza que ele próprio sentia. Era loucura. Ele sempre teve o que queria. Nunca foi recusado por nenhuma mulher. Mas Nessie... Nessie era diferente e era importante cortejá-la com paciência.

__Agora, se terminou de falar as coisas que não deveria, você precisa estar de volta na cama, – disse ela sem todos os sinais de sua angústia.

Ele olhou para seu rosto bonito e para a dureza de seus traços. A verdade estava nos olhos dela. Nunca mentiram.

__Sim, curandeira. Estou voltando a minha cama. Acho que toda essa atividade tem me drenado as forças.

Ele inclinou-se cautelosamente para trás, descansando a cabeça no travesseiro macio. Os olhos fecharam quando o cansaço atacou. E então ele sentiu um hálito quente sobre a testa e a impressão de um doce lábio contra ela.

__Durma então, guerreiro, – ela sussurrou. __ Estarei aqui quando você acordar.

Ele sorriu.

Xxx

Castelo de Northumberland – Clã Cullen

__Mandei uma missiva para William, estamos viajando para Dumfries assim que receber sua resposta. – anunciou Edward assim que se sentou na cabeceira da mesa de jantar.

Olhou todos os rostos que estavam presentes e suas reações. Obviamente, ficaram surpresos, mas fora seu pai quem falou primeiro.

__ Quando fez isso? – perguntou devagar, como se absolvendo a noticia.

__Pensei sobre o que fazer depois que recebemos as noticias sobre Jacob. Hoje pela manhã mandei um mensageiro. – explicou sentando-se finalmente.

Ontem a noite havia chegado uma mensagem de William informando que o filho tinha sido atacado enquanto viajava para o castelo de Northumberland. Um ataque a mando de Aro Vulturi.

__Acha necessário, meu filho? – perguntou Esme.

__Creio que sim, minha mãe. – suspirou__ Devemos demonstrar solidariedade para com Jacob, principalmente Elizabeth que será sua esposa. E preciso esclarecer algumas coisas com William, mais do que nunca temos que nos mostrar unidos e encontrar uma solução para o assunto juntos. – explicou.

Observou enquanto sua filha franzisse o cenho.

__Desculpe, papai. Mas, creio que o ouvi dizer: “estamos viajando para Dumfries”. A quem se refere? – Elizabeth perspicaz como sempre questionou.

__Ouviu certo, minha filha. Nós vamos. – declarou convicto.

Um momento de silêncio tomou o ambiente.

__Eu tenho que ir? – disse Elizabeth horrorizada.

Edward soltou um longo suspiro. __ Sim, minha filha. É necessário sua presença.

__Mas por que, papai? Basta o senhor resolver tudo com William. – retrucou irritada.

__Você vai comigo, Elizabeth – enfatizou sem chances de resposta.

__A moça tem razão, Edward. Não há necessidade de sua presença. – Carlisle foi ao socorro da neta__ Veja, se necessitar, irei com você e...

__Meu pai, já decidi. Elizabeth deve me acompanhar.

__Marido. – Bella se pronunciou __ O inverno chegará a qualquer momento, não acharia mais prudente que esperassem até a próxima estação? Assim, Jacob terá tempo para se recuperar. – tentou.

__Entendam todos. Elizabeth nunca esteve em Dumfries, e considerando que será a Senhora dos dois clãs, deve conhece-los e tentar ganhar a confiança de todos. Acredito também que uma visita de nossa filha à Jacob, mostraria interesse em seu bem estar. – explicou.__ Precisamos estreitar os laços com os Black, pela mensagem que William mandou demonstrou estar muito desconfiado de todos, devemos apoia-los agora, futuramente seremos uma família.

Esme e Bella sacudiram a cabeça positivamente, como se entendessem seus motivos. Carlisle permanecia com o cenho franzido e Elizabeth...estava com uma coloração avermelhada na face. Parecia bastante irritada.

__ Não quero ir a Dumfries, muito menos conhecer aqueles bárbaros! Não arriscarei minha saúde para visitar um homem que mal conheço! – esbravejou não se importando com os criados que assistiam a cena.

__Você fará o que eu ordenar, Elizabeth. – disse entre os dentes. Sua filha lhe testava a paciência__ E espero que quando chegarmos em Dumfries seja bem dócil. Você deve respeitar aqueles que serão sua futura família. – quando a moça abriu a boca para retrucar, Edward acrescentou __ Está decidido, moça! Não voltarei atrás de minha decisão.

Completamente contrariada, a futura Senhora do castelo, saiu da mesa sem permissão e saiu da sala a passos pesados.

Carlisle, Esme e Bella permaneceram calados. Tinham certeza que Elizabeth tinha empurrado o pai no limite, e preferiram não comentar.

Edward suspirou colocando as mãos na cabeça. Sempre teve certeza que sua filha tinha a melhor educação, mas vendo seu comportamento ele não tinha certeza se haviam feito um bom trabalho com ela. Só esperava que seu gênio não se mostrasse em Dumfries, ou jurou por Deus, lhe daria as palmadas que lhe faltaram na infância.





__Candidatei-me para ir a Dumfries junto com a guarda que acompanhará o Senhor e Elizabeth. – Seth informou a mãe.

Sue, que no momento preparava um chá calmante para o Senhor, franziu o cenho e olhou confusa para o filho.

__Como? – perguntou ainda confusa.

__Edward irá ao clã Black para resolver assuntos com William Black, e levará Elizabeth para que visite o noivo. – explicou __ Me ofereci para juntar-me a guarda. O Senhor me permitiu acompanha-los.

Sue piscou. Seth nunca esteve interessado em tornar-se soldado. Pelo menos, nunca demonstrou. Preferiu cuidar dos animais e tinha dom para lhe dar com eles.

__Mas...Por que, meu filho? – questionou __ Sabe o quão perigoso será esta viagem? O motivo de Edward ir a Dumfries é justamente por causa de um ataque durante a vinda de Jacob Black para cá. Não posso permitir que se arrisque desta forma.

Seth escolheu as palavras antes de falar. Apenas precisava ir.

__Mãe, pelo o que vi irão muitos soldados. Todos bem armados e os melhores. Estarei fazendo meu trabalho cuidando dos cavalos, será uma viagem mais lenta, por que usarão uma carruagem para que Elizabeth tenha mais conforto. Necessitam de mim. – suspirou antes de completar__ Aproveitarei a oportunidade para procurar melhor minha prima. Tenho certeza que posso encontra-la pelo caminho. Preciso ir.

Sue abriu a boca, mas rapidamente a fechou. Se seu filho não fosse com a comitiva, certamente encontraria uma forma de ir sozinho. Sua ideia era, realmente, muito boa.

__Certo. Mas me prometa que não irá se arriscar. A qualquer sinal de ataque, pegará um cavalo e voltará correndo para Northumberland. Não tente contra-atacar, você não foi treinado para ser um soldado. Entendeu-me? – perguntou.

__ Sim. – disse.

__Prometa-me! – pediu enfaticamente.

__Sim, mãe. Eu prometo. – disse vencido.

__Quando vão? Irei preparar uma capa grossa para proteger-lhe do frio e uma bolsa com alimentos.

__Não sei. O Senhor nos disse que estão aguardando a permissão de William Black para viajar-nos.

__Avise-me quando souber. – pediu.

Seth rapidamente assentiu. Sue riu um pouco antes de dizer:

__Tenho certeza que não é sua preocupação com os animais que o está levando para esta viagem. – Seth riu um pouco.

__Não o é. Estou indo ao socorro de uma moça.



Castelo de Dumfries – Clã Black29 de agosto de 1352



Tendo Nesise em tal proximidade estava dirigindo-o para acabar com sua inteligência. Embora ela tivesse o cuidado de manter uma distância respeitosa e modesta entre eles em todos os momentos, simplesmente sentado do outro lado da sala dela ou da mesma mesa de jantar na mesma sala era um exercício de frustração.

Sua ferida tinha tomado mais alguns dias para curar, e naquele tempo, Renesmee tinha se tornado um especialista em erguer uma barreira entre eles.

Quanto melhor ele se recuperava, o mais distante ela se tornava e menos tempo passava com ele em seu quarto.

Ainda estava dolorido. Seu lado ainda doía e se mexer era muito difícil. Mas se recusava a passar mais um momento olhando para o teto, procurando maneiras de fazer o desejo desaparecer. Mesmo agora, quando tentava se sentar e ouvir o que seu pai, primo e Paul estavam discutindo, mantinha o olhar à deriva por todo o salão onde as mulheres do castelo se sentavam para costurar.

Lá fora, a neve caia e estava acumulando no chão em pequenos montes que cresciam durante a noite. Todos tinham tomado dentro abrigo em suas casas. Os homens estavam bebendo cerveja e discutindo a guerra e alianças e, é claro, seu inimigo mais odiado, Aro Vulturi.

Jacob, não ouvia nada disso. Observava enquanto Nessie ria e seus olhos brilhavam de alegria enquanto conversava com as mulheres no círculo.

Seu pai ocasionalmente lançava olhares na direção de sua mãe. Isso nunca passava despercebido. Seu amor era óbvio e havia respeito um pelo outro o que fez o nó na garganta de Jacob crescer até que foi tudo o que podia fazer para não derrubar a mesa.

__Sai fora disso, Jacob.

Jacob piscou e depois encarou Sam por se intrometer de forma tão rude em seus pensamentos.

__Que diabos você quer?

__Que você preste atenção. São questões importantes que estamos discutindo e você está ocupado olhando sobre a moça.

Jacob curvou os dedos em um punho, mas não respondeu a Sam. William franziu a testa enquanto olhava entre o sobrinho e o filho.

__Eu estava dizendo que recebi uma carta de Edward Cullen. Ele dolorosamente lamenta que sua viagem tenha sido interrompida. Ele procurou selar a nossa aliança o mais rápido possível. Há muita agitação entre os nossos povos. Tanto os Black quanto os Cullen tem medo que algo grave aconteça e você e a moça não se casem.

Jacob olhou para o pai, mal-estar crescente em seu peito.

__Ele não quer esperar até a primavera para juntar nossos clãs através do casamento. Ele também sabe que estamos nos resguardando depois do ataque. Ele se ofereceu para viajar com Elizabeth para vocês se conhecerem melhor e entrarmos em um acordo favorável para os dois clã.

Jacob se forçou a não reagir externamente. Ele estava completamente imóvel até que pudesse ouvir seu coração bater contra seu peito. Ele não olharia para Nessie. Não iria pensar sobre o que queria quando o futuro de seu clã pousava em suas mãos.

__Jacob? O que você diria? – William perguntou.

Admirava o pai por sempre querer saber sua opinião sobre algo que já era um fato.

__É bom que ele esteja disposto a viajar até aqui – Jacob disse uniformemente. __Não podemos nos dar ao luxo de deixar o castelo sozinho, nem podemos dar ao luxo de dividir nossas defesas, enviando um contingente comigo. Já perdemos uma dúzia de homens bons.

William olhou pensativo para Jacob. __Então você está disposto a adiantar o casamento?

Jacob se surpreendeu com a pergunta do pai.

__Eu nunca disse nada para fazer você pensar diferente.

__Não é o que você disse ou não disse, – Billy disse calmamente, quando o olhar de Jacob levantou e foi mais além, para onde as mulheres estavam. __Sei que você a quer.

Jacob recusou-se a virar e seguir em direção ao olhar de seu pai. __O que eu quero não é o que importa.

Ele olhou longamente o filho. Sentia pena de seu destino, não poderia escolher uma mulher que amasse como foi com Sarah e ele, mas seu destino fora traçado desde que nascera e não havia nada a ser feito.

__Será feito então. Já havia respondido a missiva de Edward, concordando com sua visita, mas não tinha respondido sobre o adiantamento do casamento. Preferi conversar com você antes, filho. – Jacob murmurou um agradecimento.

A ideia de se casar com Elizabeth deixou uma sensação amarga o suficiente em sua barriga, mas tê-la aqui, vivendo como marido e mulher e ele tendo que ver Nessie em uma base diária, era insuportável.

__Vou mandá-la embora, logo que se case. – Billy murmurou.

Jacob protestou. __Não! Você não vai fazê-la sair no meio do inverno. Ela não tem nenhum lugar para ir ou uma casa para morar. Prometi-lhe que você daria isso. Jura-me que ela irá ter uma casa aqui pelo tempo que desejar.

William suspirou. __Sim, então. Eu juro.

__Você se tortura desnecessariamente, primo. – Sam assobiou. __Tome a moça. Livre-se dessa obsessão. Satisfaça a si mesmo enquanto sua noiva não chega e livre-se desse desejo.

Jacob olhou friamente para o primo. __Não, Sam. Cada vez mais temo que nunca vou me livrar da necessidade de tê-la. É muito profundo e muito quente. E não vou usá-la assim. Ela merece o meu respeito. Ela salvou minha vida.

Sam balançou a cabeça, mas não discutiu mais. Esvaziou o resto de sua cerveja.

Jacob segurou seu copo e olhou para a cerveja que restava. Então colocou o copo sobre a mesa, incapaz de beber mais.

__Odeio ver você assim, – Paul murmurou. __Há mais de uma mulher disposta a esquentar sua cama. Precisa esquecer essa curandeira. É impróprio deixar que uma mulher tenha tanto poder sobre você.

Jacob sorriu levemente para seu melhor amigo. __É claro que você nunca quis uma mulher da maneira que eu quero Nessie.

Paul assentiu tristemente.

Jacob teve pena do amigo. Logo estaria casado com sua irmã, uma moça que amava o ex-noivo morto e que carregava uma criança dele.

Fora um choque tanto para ele quanto para a mãe quando William anunciou o casamento dos dois. Ficou mais chocado ao saber o motivo do casamento. Nunca imaginara que sua irmã usaria de um artificio tão baixo para conseguir o que queria. Tinha lhe dado um grande sermão de quão egoísta e irresponsável fora sua atitude, que desencadeou ao sofrimento da gêmea.

Jacob sempre soube que Rachel era apaixonada por Paul, e mesmo tendo tentado convencê-lo que estava bem, sabia que todas as noites andava chorando, pois seus olhos vermelhos pela manhã a denunciava.

Sempre achou que no final, Paul iria enxergar a linda e forte moça que era Rachel e casaria com ela, mas cá estamos nós preparando a cerimônia de sua outra irmã. O casamento aconteceria em dois dias e seria somente para a família. Seu pai não queria levantar alardes.

__Estou agradecido pelo que irá fazer a Rebecca, mas sabes que não concordo. Gostaria de vê-lo casado com a mulher que ama. – disse ao amigo.

__Não amo a ninguém, Jake. – se limitou a responder.

__Mas poderia encontrar. – insistiu__ Sabes o quanto gostaria de ter uma escolha, assim como você tem, e por mais que estejamos falando de minha irmã, não concordo com este casamento.

__Não tenho mais escolha, dei minha palavra. Não há mais volta. – pelo tom de sua voz, tinha encerrado o assunto.

Tentou convencer aos dois a desistirem do casamento, poderia haver outra saída. Mas sua irmã tinha medo de ser expulsa do castelo e conforto, enquanto Paul sempre usava a desculpa de que tinha dado sua palavra.

Parece que não era apenas ele que estava sem perspectivas sobre este assunto.

Ergueu o copo e sinalizou para uma mulher para que o servisse.

De repente, decidiu que não tinha bebido o suficiente. Precisava de mais. Talvez assim ele esquecesse. Ele esvaziou o resto de sua cerveja de qualquer jeito e prontamente fez uma careta, uma vez que rodou e borbulhou em seu intestino. Ele tinha comido demais e sua cabeça já doía. Incapaz de resistir, ele por acaso deu outro olhar sobre Nessie quando ela virou a cabeça ligeiramente em sua direção.

Neste momento ele soube que estava perdido.

Notas finais
Primeiro: Impressões sobre Alec? O que acham do pensamento dele em se tornar o Senhor dos Vulturi. Seria melhor, não? Segundo: Nessie e Jake entre tapas e beijos? kkk Confesso que ri muito quando fui revisar o capítulo. Nessie mandona é hilária!! Terceiro: É impressão minha ou a Elizabeth parece cada vez mais insuportável? Leram? Logo, logo vai haver um: Jake, Nessie e Elizabeth O.O Comentários? Recomendações? Vamos lá gente, preciso de opiniões e comentários!! AHHHH e me falem o que acharam dos personagens, ok? Estou aguardando... ATÉ A PRÓXIMA!