Notas iniciais
Oi sweet's!! Como vão? Estou ótima! Desculpe o atraso, mas com o Nyah em manutenção eu meio que me embananei com o tempo, enfim, sorry. Mas então, preparadas para uma dose mais de A Prometida? Grande acontecimento neste capítulo que muitas já previam. A partir de agora teremos TODOS os capítulo com um banner, não é legal? Créditos para queridinha da Gwen lá do Nyah Conference- também faço parte do blog, quem quiser dar uma olhadinha lá. Bem vindas novas leitoras belíssimas que comentaram ;) Queria agradecer realmente, aquelas que nunca abandonam a fic ou deixam de comentar. O capítulo passado teve poucos review, me deixa triste, é claro, mas eu tenho vocês fiéis!! :D Mas, se alguém - fantasminha - quiser comentar com um: "gostei" já estaria de bom tamanho pra mim. P.S: Por isso acho legal blog's "privados" de fanfics, por que você pode até controlar quem a lê, por que sinceramente, viu? Tá difícil! ¬¬' Desculpem o desabafo. Ahhh sim, resolvi colocar as datas nos capítulos, logo vocês verão nos anteriores. Acho que fica mais fácil a cronometragem, não é? Vamos lá? Boa leitura

Castelo de Dumfries – Clã Black 29 de agosto de 1352

Renesmee suspirou e se aconchegou mais perto da fonte de calor. Ela deu um bocejo preguiçoso e quase ronronou na mão grande esfregando para cima e para baixo de suas costas. Era uma maneira maravilhosa para despertar.

Rapidamente ela abriu os olhos, lembrou-se que não estava em sua cabana, mas sim na cama com Jacob Black e só poderia ser a mão dele vagando sem rumo em suas costas.

Ela levantou a cabeça e encontrou-o olhando para ela. Sua mão subiu para seu cabelo e ele gentilmente massageou sua nuca. Ela estava hesitante em falar, e quebrar a paz que ainda reinava no quarto.

Luz suave fluía através da abertura das peles na janela, e o fogo mais uma vez morreu, para um queimar de brasas.

Jacob estava apoiado sobre ela. Ele olhava deliciosamente selvagem, mas satisfeito também. Nenhuma dor escurecia seu olhar. Ficou aliviada que ele não estivesse mais sofrendo, mas logo percebeu em que situação se encontrava.

Algo a fez arrepiar por dentro e esquentar por fora.

Ela lambeu os lábios nervosamente e seu olhar tornou-se mais escuro que o habitual. Sua boca separou e sua respiração veio em empurrões desiguais. Sua mão apertou em torno de sua nuca e antes que ela pudesse processar a situação, a puxou para ele, inclinando a cabeça para encontrar seus lábios.

Foi um beijo suave. Apenas um toque em toda a sua boca formigando, mas com um doce sabor.

Ele virou novamente, desta vez pressionando a boca para o canto dela. Sua língua rodou para fora, arrastando sobre a curva de sua boca e depois correu ao longo da costura, exigindo seus lábios novamente.

Incapaz de negar-lhe qualquer coisa, ela abriu e permitiu-lhe entrar. Ele sondou cautelosamente como se saboreasse o primeiro encontro de suas línguas.

Ela se encontrava completamente anestesiada.

__Você tem um gosto tão doce – o ouviu sussurrar.

Sua voz causou arrepios em sua coluna, mas também a despertou para o que estavam fazendo. Ela estava deitada em sua cama, com ele meio deitado em cima dela, beijando-a sem sentido.

E ele estava noivo de outra.

Este último pensamento foi tão eficaz como um balde com água fria.

__ O que foi, Anjo?

Ela arrancou-se de suas mãos e colocou espaço entre elas, embora ainda estivesse deitada em sua cama.

__Está tudo errado – ela murmurou.__ Você está noivo de outra.

Jacob fez uma careta. __Quem lhe disse isso?

Ela franziu a testa. Pretendia negar? __ Não importa quem me disse. – disse soando mais zangada.__ É verdade. Você pertence a outra. Não é certo você me beijar e me segurar assim.

__Eu não estou casado com ela ainda.

Nessie suspirou em indignação. __Foi uma desculpa bem podre e você sabe disso. Você tem planos para não se casar com ela?

Os lábios do guerreiro desceram em desagrado, mas ele balançou a cabeça. __Não. É um casamento arranjado. A união é necessária para garantir que a profecia se cumpra.

Isso não devia machucá-la por ouvir o que já sabia. O que era este homem para ela, afinal? Não era nada, mas alguém que precisava de sua ajuda. Nada mais. Alguns beijos compartilhados não faziam um futuro.

Ela balançou a cabeça para se livrar de uma ideia tão absurda. Elizabeth era filha de um Senhor. Renesmee não era nada. Ela não tinha nada para levar a um casamento. Sem conexões. Sem dote. Nem mesmo o apoio de seu clã.

E sem uma profecia.

__Então, está beijando a mulher errada. – disse ela conformada.

Jacob suspirou e inclinou a cabeça para trás em seu travesseiro. __Você não pode esperar que eu ignorasse esta atração entre nós, Nessie. Não poderia mesmo se eu quisesse. A reação é mais forte do que já tive com uma mulher. Eu desejo você, moça.

Nessie fechou os olhos. Sua garganta apertou e ela engoliu em seco. Quando reabriu os olhos, viu o olhar em chamas de Jacob sobre ela.

__Diga-me, guerreiro. O que acontecerá comigo? – Resolveu mostrar-lhe o quanto era impossível para ela ceder ao desejo. __ Entrego-me a você só para ver você casar com outra? O que será de mim quando se tornar o Senhor dos Cullen e Black?

Jacob estendeu a mão para tocar seu rosto. __Gostaria de vê-la bem cuidada. Você tem que saber disso. Eu não faria nada para lhe causar vergonha ou desgraça.

Ela sorriu levemente. Vergonha e desgraça são as coisas com que estava bem acostumada. __Então você deve saber que nada deve acontecer entre nós.

Ele olhou como se quisesse argumentar, mas ela apertou o dedo sobre os lábios em reprovação gentil.

__Está amanhecendo agora. Temos dormido a noite toda. Preciso ver a sua ferida e pedir uma refeição para quebrar o seu jejum. Então preciso ver o seu Senhor para determinar o meu lugar nesse castelo.

__Meu pai vai cuidar de você. – Jacob disse firmemente. __ É um grande homem

Ela deixou sua mão cair e então se ocupou de inspecionar os pontos ao seu lado.
__A vermelhidão está quase desaparecendo – disse ela. __ Descanse mais alguns dias e vou deixar você sair da cama, mas não pode voltar a lutar quando pôr os pés no chão.

Sua tentativa de distrai-lo foi desperdiçada. Jacob ainda olhava para ela, seus olhos sombrios e cheios de pesar. Ela desviou o olhar e, em seguida, empurrou-se da cama.
Ela foi até a janela e afastou as peles para permitir que o ar fresco e o sol da manhã entrassem. Por um momento ela estava lá, xingando o destino que mostrou-lhe o homem que queria para si, mas pertencia a outra.

Ela tinha feito o que era certo, ao rejeitar Jacob. Tinha tomado uma posição para se proteger... de quê? Infelicidade? Desgraça?

Devia estar se sentindo melhor, com a consciência tranquila. Em vez disso, ela ficou com uma dor em seu peito e uma sensação fugaz de desejos não realizados.

Ela por acaso deu outro olhar sobre Jacob para ver os olhos fechados, com a cabeça imóvel em seu travesseiro. Sim, isso era o melhor. Ele nunca poderia ser dela. Se ela concordasse em um caso, iria apenas machucá-la mais para deixá-lo ir. Melhor ela nunca conhecer as alegrias de seu amor.

Respirando fundo, ela endireitou os ombros e atravessou o quarto da porta. Era hora de determinar o resto do seu destino. William Black tinha sequestrado a pessoa errada. Foi arrancada de sua cabana sem oportunidade de avisar para ninguém. Sua mãe não se importava com ela, mas Seth e tia Sue sim! Estariam loucos quando não a encontrassem.

Ela saiu do quarto e quase tropeçou em Quil que estava sentado no corredor, a cabeça apoiada contra a parede. Chamando a atenção imediatamente se pôs de pé.
Jacob não tinha exagerado quando disse que o seu homem iria ficar de fora no caso de ele precisar.

__Existe algo que eu possa fazer por você? – perguntou gentilmente.

Ela balançou a cabeça. __Não. Jacob está indo bem. Vou descer as escadas para falar com o Senhor e pedir uma refeição para que Jacob possa quebrar seu jejum.

Uma expressão inquieta brilhou no rosto de Quil. __Talvez fosse melhor se eu fosse para o Senhor com todos os pedidos que você tem.

Ela estreitou os olhos no guerreiro muito maior. __Eu não acho que seja melhor. Se você quiser ajudar, pode ir até a cozinha e pegar uma refeição trazendo ao quarto de Jacob. Eu estarei com o Senhor, se você precisar de mim.

Não dando ao guerreiro a chance de defender o seu ponto, ela passou por ele para as escadas e correu para baixo. Uma vez no grande salão, examinou o interior com curiosidade. Havia uma enxurrada de atividades enquanto as mulheres passavam para frente e para trás fazendo suas funções.

Se não tivesse falado bravamente com Quil, teria alguma ideia de onde procurar o Senhor. E ela estava nervosa, apesar de sua bravata anterior.

__Renesmee! Existe algo que eu possa ajudá-la?

Nessie virou-se para ver Emily aproximando das cozinhas.

__Onde posso encontrar o Senhor?

Emily franziu o cenho. __ Ele está fora em uma reunião com Paul no escritório. E logo depois treinará seus homens no pátio.

Nessie lhe sorriu. __Os meus agradecimentos. – disse indo para fora do castelo e recebendo a brisa fria das Terras Altas. Abraçando-se protetoramente. Esperaria que a reunião do Laird acabasse e falaria com ele sobre seu destino. Somente rezava para que fosse agradecido por curar seu filho e a mandasse de volta para casa.

Castelo de Northumberland – Clã Cullen

__Como desapareceu? – Sue gritou com um misto de surpresa e susto.

Leah fez uma careta. Odiava o olhar agoniado que estampava o rosto de sua mãe. Seth havia percorrido todo clã Cullen, até as fronteiras, assim como ela tinha perguntado a todos os moradores da vila se haviam visto Renesmee, mas nenhuma resposta fora positiva. A garota desapareceu.

__Procuramos em todos os lugares, nenhum sinal dela. – Seth explicou com o mesmo olhar preocupado de Sue__ Precisei até falar com tia Tânia, mas sabes que Renesmee estava na cabana que construímos juntos. Tinha sido expulsa de casa novamente. – a raiva de sua voz era evidente. Seth nunca gostara da irmã de seu pai, mas nunca a destratou.

__E Tânia não sabe onde foi? – perguntou desesperada na vã esperança que a mãe de sua sobrinha não fosse tão miserável.

__Não. Estava mais preocupada em quem faria suas refeições agora. – Seth desdenhou.

Sue desabou em uma das cadeiras da cozinha de sua casa. Tinha acabado de retornar do outro lado do clã, próximo a fronteira dos Black, depois de horas ajudando em um parto difícil. Pensou que, quando chegasse a sua casa teria um pouco de descanso, antes de retomar sua rotina no castelo, mas enganou-se.

__O que faremos agora, mãe? – perguntou seu caçula. Ela suspirou profundamente, Seth cresceu com Renesmee e era muito protetor em relação a ela, mais até do que com sua própria irmã. Entendia seu desespero.

__O que há para se fazer, Seth? – Leah resmungou__ Renesmee não foi responsável desaparecendo desta maneira. Tia Tânia pode não importar-se com ela, mas deveria ao menos avisar a nossa mãe. O inverno chegará nos próximos dias, e pelo o que prevem os mais velhos, haverá tempestades intensas. Não podemos mais sair em busca de Renesmee.

__Claro que podemos! – retrucou o rapaz__ Posso investigar além das fronteiras dos Cullen e... – Sue o interrompeu.

__Sua irmã tem razão. – Leah sorriu triunfante para o irmão__ Mas não acredito que Renesmee tinha intenção de deixar sua cabana e nem deixarmos preocupados, filha. Ela é uma boa menina. – não podia imaginar as circunstâncias que fizeram Renesmee abandonar sua cabana...Não queria nem supor o que poderia ter acontecido__ Porém, tem razão quando diz que não podemos procura-la, ao menos não agora.

__E vamos deixa-la morrer congelada? – Perguntou Seth angustiado.

__Nada podemos fazer a essas alturas, filho. Se você não a encontrou em sua busca, significa que ela deve estar mais distante e não podemos arriscar saindo quando o inverno se aproxima. – Explicou Sue__ Eu só espero que alguma alma caridosa tenha piedade de minha menina e a acolha, ou seja o que aconteceu com ela, que esteja protegida em algum lugar.

Leah assentiu enquanto que Seth balançou a cabeça negativamente e saiu porta a fora.

__Deixe-o Leah. – Sue disse suavemente__ Esta apenas preocupado com a prima. Sabe que esses dois são como irmãos. – somente esperava que Seth não cometesse uma loucura.

Assim que saiu da cabana, um vento gélido atingiu seu rosto, lembrando-o do inverno impiedoso logo chegaria.

Como Renesmee sobreviveria a isto? Perguntou-se.

Sempre fora extremamente protetor com ela, principalmente pelo fato de sempre ver a maneira que as pessoas do clã e a própria mãe a tratava. Mesmo assim, sua prima não demonstrou nenhum sentimento maldoso, pelo contrário, ajudava como podia – seu dom da cura – aqueles que a desprezavam.

Não. Não poderia sentar próximo a uma lareira quente e confortável, sabendo que Renesmee poderia estar morrendo por conta do frio. Ele iria procura-la novamente, e desta vez, só voltaria para casa quando a tivesse encontrado.

__A encontrarei, prima. Juro-o! – sussurrou assim que montou em seu cavalo.

Castelo de Dumfries – Clã Black

__ Mandou-me chamar, meu Senhor? – Rebecca perguntou temente. Passara toda madrugada antecipando mentalmente a decisão de seu pai, a fadiga a dominava.

Observando em volta, notou que Paul continuava no mesmo lugar. Parado de pé ao lado do Senhor Black, como um soldado que era.

__Sim. Sente-se. – pediu ele demonstrando uma frieza que só dedicava a seus inimigos.

William continuava decepcionado com sua filha, mas o matava tomar a decisão que teve.

__Estive pensando durante toda noite em uma solução para o seu...problema. – completou asperamente. Rebecca assentiu.__ Cheguei em apenas uma conclusão.

Seu coração batia tão fortemente que acreditavam que todos na sala escutavam-no.

__Decidi que... – um alvoroço do lado de fora da sala fez seu pai calar-se.

Logo a porta fora aberta ruidosamente e uma Rachel raivosa adentrava a sala sendo seguida de perto por um Jared totalmente desconcertado.

__O que significa isto? – perguntou William, levantando-se de sua cadeira.

__Desculpe-me, Senhor. Mas a moça entrou a força e não pude evitá-lo – Obviamente Jared poderia tê-la interrompido, mas com força bruta, e não havia perdido a mente para machucar a filha do Laird.

__Não pode segurar um pedaço de moça, rapaz? – Billy desdenhou, mas sabia que quando queria algo, sua filha era idêntica a mãe, e seria impossível para-la.

__Peço desculpas novamente, meu Senhor. – disse com o rosto vermelho de vergonha.

__Ora meu pai. Sabes que nem Jared, e nem ninguém conseguirá tirar-me daqui. Por isso poupe-o de uma vergonha! – declarou sentando descaradamente ao lado da irmã.

Paul que estava sério até o momento, esbouçou um sorriso no canto dos lábios. Cada vez mais admirava a moça.

William soltou um suspiro alto sentando-se novamente e dispensou o rapaz.

__Permiti que ficasse, Rachel. Mas não lhe concedo a palavra, ouviu-me? Não quero que se intrometa mais do que já esta envolvida! – disse ele sem chances para retruco.

A moça assentiu. Sabendo que, no momento em que abrisse a boca, estaria fora da sala, e queria muito estar ao lado de sua irmã para apoia-la.

William voltou-se para Rebecca novamente.

__Serei sincero, Rebecca, estou extremamente decepcionado com o que fez. Sei que disse-lhe ontem, mas depois de uma noite refletindo, não somente a consequência de sua ação , percebi o quão egoísta você foi. Pensou somente em si mesma, e não importou-se quem atingiria, mesmo que Embry tivesse sobrevivido, seu ato seria punido, de uma forma ou outra, e me traria vergonha da mesma maneira. – explicou.

Rachel segurou a mão da irmã por baixo da mesa e a apertou, tentando demonstrar que estava com ela.

__Por ser minha filha, não significa que abrandarei sua punição, pelo contrário. Você deveria ser um modelo a ser seguido pelas moças do clã, mas mostrou-se um mal exemplo. – suspirou novamente, aparentando reunir coragem e força para fazer o que devia em seguida. __ Você será banida do castelo de Dumfries. Não a expulsarei do clã, pela sua mãe, tenho certeza que me impediria se tentasse. Viverá como uma moradora comum na vila. Terá uma casa e um trabalho, mas isso é tudo.

As lágrimas já rolavam na face de Rebecca e seu soluço baixo foi ouvido logo depois da sentença. Não seria mais reconhecida como filha do Laird.

Rachel que ainda prendia a respiração, soltou-a em uma lufada e ignorando a ordem dada a ela, pronunciou-se:

__Então, devo alerta-lo, meu Senhor. Que também viverei na vila, com minha irmã! – disse petulantemente.

__Não, você não irá.

__Ninguém vai me impedir! – William levantou-se bruscamente de sua cadeira, assustando a todos.

__Disse que não, Rachel! – bateu com o punho a mesa enfatizando sua ordem.

__Já decidi. Irei com ela, queira o Senhor ou não! – Rachel também levantou-se da cadeira, inclinando-se a mesa para mostrar o quão decidida estava.

__Não me provoque, moça! – William disse entre os dentes.__ Sabes que eu posso... – sentiu a mão de Paul firmemente agarrada em um de seus ombros para detê-lo.

Sabia que estava perdendo o controle e agradeceu mentalmente que o rapaz lá estava para garantir que não batesse em sua filha insolente. Se fosse em outra ocasião, teria sentido orgulho de sua determinação, mas agora, lutava para não aperta-lhe o pescoço.

__Rach...-- a voz soluçante e frágil de Rebecca interrompeu. __Por favor, não é necessário. Estarei na vila, bem próximo de você. Pode me visitar quando quiser...

__Não! Não a abandonarei quando mais necessita de meu apoio. – disse para Rebecca e logo depois voltou-se a seu pai__ Deve haver algo que possa fazer, meu pai.

__Sua irmã decidiu seu destino no momento em que teve esta ideia absurda! – falou, mas em seu interior gostaria que houvesse outra forma.

__E onde vai morar? Criará seu filho sozinha? – Rachel indagou ansiosamente.

__Creio que sim, nenhum homem gostaria de casar-se com uma mulher que, além de não ser mais uma donzela, esta grávida de outro. – William explicou passando as mãos nos cabelos.

__Mas, deve haver alguém que...

__Rachel! Creia quando digo que se houvesse, com certeza escolheria esta saída, mas não há! Sua irmã irá embora do castelo e viverá junto com os outros Black, é o melhor que posso fazer. – decretou__ Não há ninguém que assuma a ela e a criança que espera.

__Eu o farei.

Um longo silencio caiu sobre a sala. Até mesmo os soluços de Rebecca silenciaram. Todas as cabeças voltaram para Paul, que permanecia inabalável.

__O que disse? – perguntou William incrédulo.

__Disse que o farei. Me casarei com Rebecca e assumirei o filho de Embry. – brandou em tom calmo.

Recuperando a voz, William se pronunciou:

__Tem certeza, meu rapaz? Não quero que faça algo que se arrependerá mais tarde.

__Sim, meu Senhor. Tenho certeza. – disse convicto.

__P-Paul...O que... – Rebecca não conseguia formar uma frase coesa. Mas logo sua mente clareou__ Não! Não quero se case comigo forçadamente, seria um desastre! – disse em desespero.

__Agradeça ao rapaz que queira o seu bem e de seu filho, Rebecca! – seu pai falou.

__Mas... isto não é certo. – tentou balbuciar.

__O Senhor me permite falar a sós com a moça? – pediu Paul.

__Aye, tente colocar algum juízo nesta menina... Rachel! – chamou-a Billy.

Rachel tinha ficado momentaneamente muda. Sua cabeça dava voltas. Paul e Rebecca?

__Rachel! – William chamou-a novamente. Ela levantou-se tropega, não soube como, mas em um momento estava ao lado de fora da sala.

___Com sua licença, meu pai. – conseguiu murmurar antes de subir as escadas vagarosamente.

Paul e Rebecca? O homem que amava e sua irmã?

Tinha que haver alguma outra forma!

Assim que entrou em seu aposento, jogo-se na cama tentando clarear a cabeça.

Rebecca não se casaria com Paul, ela sempre soube que era apaixonada por ele. Aliás, sua irmã planejava formas para Rachel conquista-lo e sempre a apoiou. Não poderia lhe tomar o que sempre quis...

Mas ela poderia julgar Rebecca se ela aceitasse?

Não. Pensou.

Teria um filho ao qual pensar agora, e ele nasceria sem um pai. Por mais que amasse a Paul, seu gesto fora digno e louvável e sua irmã seria uma tola se não o aceitasse. Lhe doía muito admitir, mas era o melhor para todos.

Um par de horas depois, ainda deitada em sua cama, Rachel ouviu a porta de seu quarto abrir-se lentamente.

__Rach? Esta desperta?

Era Rebecca.

__Estou acordada. – disse levantando-se e olhando o rosto agoniado da irmã. Pensou em fingir que dormia, mas isso somente prolongaria seu sofrimento. __ Entre.

Com passos incertos Rebecca entrou no aposento e enfrentou sua irmã com sofrimento nos olhos. Rachel já sabia o que lhe veio dizer.

__Rachel... – ela levantou a mão para para-la e foi em direção a janela de seu quarto, mostrando a tranquilidade que não tinha por dentro.

__Imagino o que me veio dizer. Aceitou ao pedido de Paul, não é certo? – disse sentindo a brisa fria em seu rosto.

Sua irmã permaneceu alguns segundos em silêncio.

__Desculpe-me. Eu...só não sei o que fazer. – disse chorosa __ Não é justo que por um erro meu, você pague. – depois soluçou.

Rachel voltou-se para irmã.

__Não se sinta culpada. – tentou tranquiliza-la __ O que Paul lhe disse?

Rebecca a olhou indecisa. Sabia que sua irmã sofria com o pedido de Paul, não estava certa de que gostaria de escutar sua proposta. Mas Rachel permanecia olhando-a fixamente, como se a desafiando a não confessar.

Suspirando derrotada, Rebecca sentou-se em um banquinho ao lado da cama.

__Ele abriu-me os olhos. Disse que era a única saída se eu quisesse que meu filho nascesse com todo conforto do castelo, já que viveria aqui com ele, e sem ser apontado como um bastardo. – falou observando a reação de Rachel, mas esta nada demonstrava. __ Também me assegurou que não precisávamos viver como marido e mulher realmente. Somos amigos desde criança e acho que não consigo vê-lo de outra forma, assim como ele. Aceitei casar-me com ele apenas por meu filho, Rachel. E espero que um dia me perdoe.

Rachel a olhou um longo momento, antes de responder-lhe.

__Não nego que estou destruída, minha irmã. Sabes que sinto amor por Paul desde que era uma menina. Me partirá o coração vê-lo casado com você. – o coração de Rebecca afundou. Jamais teve a intenção de magoar sua gêmea. __ Mas não pediria para não casar-se com ele. Não sou egoísta, não quero que meu sobrinho seja desprezado por todo clã, apenas por que você é uma moça solteira. Se para dar a esta criança uma vida digna necessita desposar Paul, eu aceito.

Conseguiu despejar tudo demonstrando calma, mesmo que por dentro estivesse acabada.

Um sorriso irônico surgiu em seus lábios ao pensar em algo.

__Não fique afligida, afinal, não é como se Paul estivesse a ponto de pedir-me em casamento. Ele nunca me viu de outra maneira. Nunca tive esperanças.– deu de ombros.

__Rach...

__Quando será? – perguntou interrompendo-a. Estava firmado, não tinha mais volta. Ela tinha que se conformar.

__O mais rápido possível. Papai dirá que estou casando com Paul para seguir com minha vida e que já estou mais do que na hora para casar-me.

Ela tem a mesma idade, e mesmo assim não tem nenhuma pretensão em casar, principalmente agora. Pensou Rachel amarga.

__Assim também pode dizer que o filho é de Paul, aye? – completou Rachel vendo a face de sua irmã corar.

__Teremos de dizer que a criança nasceu antes do tempo.

Já tinha informações o suficiente. Agora lhe restava lamber as feridas.

__Ãhn...Minha irmã, gostaria de descansar um pouco. Passei a noite acordada, preocupada com o que diria nosso pai.– dispensou-a sem rodeios.

__Sim...claro! – disse desconcertada levantando-se de onde estava e caminhando até a porta. Mas antes de sair totalmente voltou-se para Rachel.__ Desculpe-me irmã, se houvesse outra maneira, jamais faria algo assim.

Rachel balançou a cabeça e riu levemente. Acreditava nela.

__Não se culpe. Como disse: não tinha garantias que Paul um dia olharia para mim.

Depois que Rebecca saiu de seu quarto, Rachel desabou. Aparentava firmeza para que sua irmã não sofresse e acabasse prejudicando o bebê, mas sentia que lhe faltasse ar nos pulmões. Porém, se alguém tivesse de sofrer, que fosse ela própria.

Enfiou o rosto nos travesseiros quando seus soluços tornaram-se altos o suficiente para que alguém ouvisse.

Apoiaria sua irmã apesar de tudo, ela merecia ter o mínimo de felicidade depois de sofrer tanto após a morte de Embry.

Enquanto ela mesma teria que esforçar-se para manter-se bem na frente de todos, quando seu coração sangrava.

Renesmee havia se distraído enquanto vagava pelo castelo. Tinha passado um bom tempo conversando com algumas crianças que encontrou. As horas passaram sem nota-las.

Ela parou na porta que conduzia ao pátio e prendeu a respiração ao ver tantos guerreiros, todos envolvidos em luta. Havia centenas, e os sons da sua luta quase a ensurdeceu.

Segurando as mãos dela aos ouvidos, ela desceu para o pátio e cautelosamente evitou o perímetro procurando o Senhor. Parou quando um floco de neve acertou seu nariz e ela olhou para cima para ver que estava realmente nevando. Ela ainda não tinha notado por isso a intenção que estava em encontrar o Senhor. Tremendo, ela encolheu os ombros para frente e retomou a sua pesquisa.

Quando ela dobrou o lado da parede de homens, ela ficou cara-a-cara com o Senhor e Sam, ambos os quais estavam examinando o progresso de seus homens.

A carranca de Sam foi instantânea, mas o Senhor não estava muito atrás, uma vez que a viu.

__É algo errado? – O Senhor perguntou.__ Como está Jacob?

__Jacob está bem. Sua ferida esta curando e sua febre diminuiu. Eu não vim falar com você sobre Jacob.

__Estou ocupado – disse o Senhor.__ Seja o que for pode esperar.

Ele virou as costas para ela com desdém e o sangue de Nessie ferveu.

__Não, Senhor. Não pode esperar! – Ela bateu o pé para dar ênfase e fez com que sua voz pudesse ser ouvida acima do barulho.

O Senhor enrijeceu e, em seguida, virou-se lentamente de volta para olhar para ela. Em torno deles, a atividade cessou. Espadas foram baixadas quando os homens pararam de olhar para Renesmee.

__O que você disse? – Ele perguntou com uma voz perigosamente baixa.

Sam olhou para ela em descrença e depois olhou para o Laird como se confirmando que ela ousou discutir com ele.

Ela ergueu o queixo, recusando-se a recuar.

Mesmo que seus joelhos estivessem tremendo. __ Eu disse que não vou esperar.

__É mesmo? Diga-me então. O que é tão importante que interromperia os meus homens em treinamento? Você tem toda a nossa atenção agora. Não seja tímida.

__Eu nunca fui acusada de ser tímida, – ela disse secamente. __ E o que é importante é que eu sei seus planos para mim. Você me levou de minha casa para cuidar de seu filho, agora que esta fora de perigo, me recuso a ser tratada como uma prisioneira! Eu gostaria de saber o meu lugar em seu clã.

William Black arqueou uma sobrancelha enquanto continuava a olhar para ela. __Você já foi tratada com respeito, mas nada até agora? Eu lhe asseguro, eu não dou meus prisioneiros seu próprio quarto nem lhes dou licença para fazer pedidos aos meus empregados. Eu tenho um calabouço onde meus prisioneiros são bem-vindos.

Ela se recusou a ser intimidada pela austeridade em sua voz. Conhecia o seu olhar e endureceu sua espinha. __ Eu sei exatamente a minha posição aqui, Senhor. Portanto, não haverá mal-entendidos numa data posterior. Eu tive que desistir da minha cabana e da segurança que eu conheço. Estou acostumada a viver a minha própria vida e obedecer as minhas regras. Acho que não sou de obedecer as ordens dos outros tão facilmente.

Omitiu o fato de que sua mãe regia sua vida, mas ninguém precisava saber desta informação.

A expressão de William escureceu, até que ela tinha certeza que ele pode explodir. Então, para seu espanto total, ele jogou a cabeça para trás e riu. __Diga-me, Renesmee você tem falado com minha mulher ou com minha filha Rachel? Será que elas colocaram isso em sua cabeça?

Ao seu redor, seus homens começaram a rir.

Mesmo Sam perdeu a carranca e riu por um momento.

Ela olhou para todos em perplexidade.

__ Por que Lady Black iria falar comigo? Eu não a vi esta manhã.

Os ombros de William soltaram em um suspiro exagerado. __ Jesus, eu estou amaldiçoado a ter tantas mulheres que insistem em desafiar-me a cada momento.

__Basta lembrar que foi sua ideia, Senhor – Sam murmurou.

Eles parecem pensar que era tudo brincadeira. Ela ficou totalmente séria, e furiosa por que eles poderiam rir quando ela tinha sido sequestrada e forçada a partir de sua cabana e pior, perdido a independência dela.

Seu rosto apertou e os dentes cerraram, ela virou e seguiu de volta para o castelo. Cruzou sua mente o quanto ela queria ir até Jacob e descarregar sua frustração e raiva, mas isso só causaria discórdia entre ele e seu pai. A última coisa que ele precisava no momento era isso.

Ela estava quase no castelo quando uma mão forte apertou em seu ombro e virou seu ao redor. Ela bateu seu punho e girou. Os olhos de Sam se arregalaram em choque pouco antes de ele esquivar sua cabeça para o lado e bater a mão para bloquear seu golpe.

__Dentes de Deus, mulher. Abaixe a guarda.

__Retire sua mão de mim! – ela retrucou.

__Renesmee, gostaria de falar com você. – William disse com uma voz sombria.
Ela olhou para além de Sam para ver o Senhor de pé atrás do homem que a mantinha cativa. Ela arrancou-se da mão de Sam e deu um passo para trás.

__Acho que você já disse o suficiente, Senhor.

__Não, eu não penso assim. Entre. Vamos falar na sala enquanto tomo o meu café da manhã. Você já comeu? Tenho o costume de comer com minha esposa. Mas ela tem se ocupado de alguns assuntos esta manhã.

Nessie emitiu um aceno curto e esperou o Senhor para passar para ir atrás dele para o castelo. Sam recuou e com um último olhar na direção de Nessie voltou para onde os homens estavam treinando.

Quando entraram no salão, os lugares já estavam prontos e Sarah aguardava na mesa. Seu rosto se iluminou quando encontrou os olhos do marido e tentou se levantar.

__Não, querida, não se levante – disse ele, colocando uma mão sobre seu ombro enquanto passava por ela. Ele parou e deixou cair um beijo suave em sua testa e deu um sorriso que fez Nessie se sentir melancólica até os dedos dos pés.

Quando ele se sentou, fez sinal para Nessie sentar-se ao outro lado em frente a Sarah.

__Bom dia, Renesmee – disse Sarah oferecendo um sorriso em sua direção.

__ Bom dia, Sarah – retornou.

__ Fui ao aposento de meu filho esta manhã lhe levar o desejum, e me parece muito melhor. – disse Sarah animada.

Nessie deu-lhe mais um sorriso __ Ele está muito melhor esta manhã. Sua febre diminuiu e o instrui a descansar pelos próximos dias.

__Isto é maravilhoso de ouvir, e devemos tudo a você – disse Sarah enfaticamente. Algo em seu tom parecia repreender o marido.

William limpou a garganta e olhou para Nessie enquanto as outras mulheres serviam as tigelas de alimentos.

__Embora as circunstâncias de sua vinda aqui fossem menos do que desejável, minha intenção é que você ficasse conosco por algum tempo. Teremos necessidade de seu dom futuramente. – ela olhou para Sarah perguntando silenciosamente sobre o que ele estaria falando, mas a mesma tinha o mesmo olhar perdido que ela.

__ Admiro sua confissão, Senhor.

__Senti um mas em sua declaração – William disse secamente.

__Quero a sua garantia de minha situação aqui – Nessie retornou. – Eu quero a liberdade de ir e vir quando quiser. – não poderia ficar presa a um lugar sem dizer a sua tia ou ao primo que estava bem.

William sentou-se e estudou-a por um longo momento. __Se eu lhe dou essas liberdades, tenho a sua palavra que não vai deixar minhas terras?

Nessie respirou pelo nariz. Não era isso que pensava. Uma vez dada, sua palavra não seria quebrada. Que significava que ela iria ficar o inverno em Dumfries. Ela estaria em proximidade constante
com Jacob e a tentação, que ela nunca tinha conhecido.

Ela olhou para Sarah que também a olhava ansiosa. A mulher tinha lhe sido doce a todo momento e ido a seu favor e contra o marido. Sem contar que algo na declaração de William a fez entender que algo acontecia de importante no clã. Precisariam dela.

__Sim. Você tem a minha palavra.

William assentiu. __É importante saber que suas liberdades vêm com condições. Você não estará saindo sem alguma escolta. Temos inimigos que usariam todos os meios necessários para atacar-nos.

__Eu posso viver com essas condições.

__Sim, Renesmee. Você terá uma posição respeitada e reverenciada no nosso clã. Embora a trouxe aqui para curar Jacob, é verdade que não temos uma curandeira e os membros do meu clã necessitam de seus serviços. Espero que você possa ajudá-los. Se der a sua lealdade de boa vontade, será tratada como uma Black, o que significa que sempre terá o que podemos oferecer.

Seu discurso foi sério e sincero. Ele não parecia ser um homem que oferecia enganos.
Não, ele era um homem de honra. Apostaria tudo o que possuía sobre isso.

__Vou fazer o que você quiser, Senhor. – ela murmurou.

Sarah juntou as mãos de alegria. __É uma notícia maravilhosa! É bom ter outra mulher na fortaleza. Talvez você possa me ensinar algumas das suas habilidades, Renesmee.

__Como se não tivéssemos número suficiente de mulheres. – Billy resmungou.

Ambas ignoraram o comentário.

__Após a refeição, Emily e eu vamos mostrar-lhe outras roupas que reunimos para você. Então vou lhe mostrar todo o castelo e apresentá-la ao clã. Todo mundo está animado para saber que temos uma nova curandeira. – disse Sarah

Nessie sorriu para a outra mulher. __Obrigado. Eu gostaria disso.

Depois de uma refeição leve, William se afastou da mesa e inclinou para beijar a face de Sarah. __Devo voltar para os homens. Certifique-se de manter Quil e Paul com você enquanto dá a Renesmee a turnê.

Sarah revirou os olhos enquanto William ia embora.

__Vi isso, Sarah. – Billy rosnou.

Renesmee sorriu. Não aparentavam ter filhos adultos, eram tão jovens...

Sarah sorriu e acenou com a mão em admissão. __ Do que você precisa para verificar Jacob antes de começarmos? – Ela perguntou a Nessie.

__Ele vai ficar bem. – disse Renesmee rapidamente. __Estava descansando confortavelmente quando saí de seu quarto. Vou verificar sobre isso, uma vez que terminamos a turnê ao castelo.

A verdade era que, não gostaria de ficar muito tempo ao lado de Jacob, tinha certeza de que ele não desistiria em seduzi-la, e sendo sincera, ela estava sendo uma presa muito fácil.

Renesmee assentiu e, em seguida, levantou-se desajeitadamente de sua cadeira. __Venha então. Vou apresentá-la ao resto das mulheres.

Notas finais
Pois é, esta do Paul, desde o inicio tinha pensado. Pobre Rachel... :( O que acharam da atitude da Rebecca? traidora? correta? Dê-me suas opiniões. Jake...ai, ai, sempre safadenho, expôs o que ele realmente quer. Será que a Nessie sede? hummm... Comentários ou recomendações? Esperança é a última que morre, não é? rsrsrs Quem quiser bater um papinho ou fazer amizade, me encontra lá no face :D : https://www.facebook.com/sayuri.derrien.3 Bjokaasss flores lindas. Aguardo opiniões de vocês. Quem sabe mais um spoiler ATÉ A PRÓXIMA...