Notas iniciais
Hello girls!! ^^ Prontas para mais um capítulo?? Preparadas para conhecer Elizabeth Cullen?? Vamos dar uma chance pra garota? hummm??? Quem sabe - remotamente - ela não seja tão mal quanto dizem... rsrsrs Só gostaria de agradecer as meninas fiéis que SEMPRE comentam e aquelas que chegaram agora, mas já estão em meu coração :) Ainda existem fantasminhas - sim, infelizmente- Mas ainda há espaço pra elas também, por favor se façam presentes, sim? Nem se for pra dizer : Gostei, Say. Continue. Please!! E não posso deixar de mencionar a maravilhosa Alice Medeiros pela recomendação! Já são três!!! Obrigada flor, espero que tenha curtido o capítulo adiantado ^^ Então...Vamos ler?? Não se esqueçam de comentar!! - Olha lá, hein? Boa Leitura...

Castelo de Northumberland — Clã Cullen

As enormes portas de carvalho foram abertas abruptamente, fazendo com que os presentes da sala se sobressaltassem.

Porem a altiva moça que entrou sem cerimônias não parecia tímida pela má educação, pelo contrário, estava bastante irritada.

__ Diga-me que é mentira, papai!__ soltou Elizabeth enraivecida__ E me fale a verdade, não venha enrolar-me como tens feito nos últimos dois dias!

Um suspiro surpreso veio da moça que a seguia apressadamente.

__Elizabeth, isso são modos de apresentar-se?!__ perguntou Bella incomodada com o tom que a filha usou com seu pai.

__Desculpe Senhora. Lady Elizabeth só esta preocupada com alguns comentários maldosos que ouviu...__ a jovem Leah tentou explicar, mas a lady do castelo a interrompeu.

__Posso defender-me sozinha muito bem, Leah! Saia ou cale sua boca!__ o tom imperioso e frio da moça para com sua dama de companhia chocou a sua mãe novamente.

__Elizabeth! Onde estão seus modos?__ não lhe era surpresa o mal gênio da filha, fora muito mimada pela família do marido, principalmente pelo avô.

__Boas noites, família. Poderiam me informar, por favor por que os criados dizem que o homem que dizem ser noivo não virá a Northumberland? __ derramou ironia enquanto falava, deixando mais irritada a mãe, e agora o pai.

__Cuidado com o jeito que fala com sua mãe, Elizabeth! Não tolerarei suas crises agora!__ Edward fora duro.

__Crise?__ falou e abriu os braços exageradamente__ Os malditos criados deste castelo cochicham e riem de mim, e o senhor meu pai, diz que tenho crises??

__Fale mais baixo, ou rirão de sua histeria!__ Edward ralhou mais uma vez. Passou a mão pelos cabelos acobreados e indicou uma poltrona junto ao fogo.__Sente-se, explicaremos tudo, mas não quero mais escândalos, e pelo céus, comporte-se!__ pediu calmamente, odiava repreender sua única filha, mas Elizabeth lhe testava a paciência.

Bufando e cruzando os braços infantilmente, a moça passou direto pela poltrona indicada pelo pai e sentou-se junto ao avô, que a recebeu de braços abertos.

__Elizabeth Cullen.__ ele chamou seu nome em tom de advertência.

__Acalme-se querido.__ pediu Esme sorrindo sem graça.__Leah, por favor, prepare um banho quente para Lady Cullen. Ela descansará logo que subir aos seus aposentos.__ a moça morena assentiu e saiu da sala apressadamente para cumprir sua tarefa.

__Não trate a moça assim na frente dos criados, Edward.__ ralhou Carlisle acariciando os braços da neta.__ Lizzie só esta preocupada com o noivo. Não é a verdade meu anjo?__ perguntou delicadamente a moça.

__Sim vovô.__ seu tom beirava ao choro.__ O senhor entende minha preocupação, não?

__Claro, meu bem. __lançou um olhar mordaz para o filho.__ Ela precisa saber o que acontece, Edward, ela será uma das pessoas mais afetadas.__ a moça endireitou-se saindo dos braços do avô, parecendo genuinamente preocupada.

__Como assim vovô? O que houve realmente?__ intercalou os olhares entre o antigo e o novo chefe do clã. Mas fora o mais jovem quem respondeu.

__Jacob, seu noivo desapareceu.__ disse logo depois sentando-se ao lado da esposa.

__Como assim “desapareceu”?__indagou curiosa.

__Sim, filha.__ Bella explicou__ Deveria ter chegado a Northumberland há duas noites.

Silêncio. Pela primeira vez, Elizabeth havia ficado sem fala. Mas não por muito tempo.

__Não pode ter simplesmente sumido!__ estalou consternada.

__Mas aconteceu, filha.__ disse Edward em tom cansado.__ Vamos ajudar a procura-lo e...

A moça loira soltou uma risada de escarnio.

__Terá mesmo desaparecido ou enganaram-nos dando esta desculpa? __ supôs desgostosamente.

__Como podes pensar isso do homem que irá se casar?__ perguntou sua avó com a voz doce.

__Bom, parece-me uma resposta mais óbvia que acreditar no absurdo de que tenha desaparecido.__ disse a última palavras sarcasticamente__ De qualquer forma, não o conheço, avó!

__Por Deus, Elizabeth. Não diga absurdos!__ sua mãe repreendeu.

__Não está de todo errada, minha nora.__ Carlisle apoiou a neta. E voltou-se para o filho.__ Pense Edward, nós somos os mais prejudicados nesta situação.

O chefe dos Cullen que até o momento encontrava-se com o rosto enfiados nas mãos, olhou seu pai com ferocidade.

__Como pode dizer isso, pai? E William? Estão desesperados para encontrar o filho. Sarah teve um mal estar. Como pode pensar que nós saímos mais prejudicados? É o filho deles!__ esclareceu indignado. A que ponto seu pai chegaria para apoiar as loucuras de Elizabeth?__ E enquanto a você moça, conheço muito bem a Jacob e lhe garanto que é um homem honrado e de palavra. Duvido que tenha feito algo assim intencionalmente.__ ralhou para a moça.

O clima havia se tornado tenso na sala. Prevendo uma discussão mais séria, a senhora do castelo resolveu intervir.

__Acho melhor subir para descansar, filha__ disse Bella.

__Mas, mãe...__ Bella a cortou.

__Não Elizabeth! Acho melhor ir descansar, tem sido um dia agitado para todos.__ insistiu não deixando outra opção.

__E como fica minha reputação!?__ a moça parecia realmente revoltada__ Ele deixou-me esperando, não quero ser o centro de fofoca pelo clã, mãe!

__Não será, querida. Tenho certeza que todos só estão preocupados com a segurança de seu noivo.__ Elizabeth escondeu um grunhido e virou-se para o pai.

__Papai?

__Sua mãe tem razão.__ cortou Edward se aproximando da moça__ Vá descansar, amanhã, tenho certeza, terei noticias de Jacob.__ segurou os ombros da filha. Mesmo com o gênio difícil, amava a filha profundamente.__ Recolha-se, querida.

Seus olhos verdes franziram e pensou que ela retrucaria, mas logo estampou um lindo e forçado sorriso na face.

__Claro papai!__ estalou um beijo em sua bochecha__ Boa noite a todos!__ falou sorridente e saiu da sala.

__Como sabe que terá notícias do Black?__ perguntou Carlisle assim que a neta passou pela porta.

__Escrevi uma mensagem a William, vou ajudá-lo a encontrar o filho.__ tinha as mãos nas têmporas, enquanto que Bella dava-lhe um aperto de total apoio no ombro.__ Ao amanhecer levarei alguns soldados Cullen pelas terras do clã. Rezo para que esteja por perto e a salvo.

Elizabeth sufocou um grito assim que deixou a sala de reuniões do castelo. Controlou-se perante seus pais e avós, mas sua vontade era de destruir tudo o que estivesse ao alcance de suas mãos.

Claro que o melhor era fingir ser a moça obediente e compreensiva que gostariam que fosse, mas isso seria até, finalmente, tornar-se a senhora absoluta dos clãs Cullen e Black, não teria que suportá-los por muito tempo. Contudo, isso só seria possível, se o imbecil Black resolvesse aparecer.

Subiu as escadas rapidamente, segurando a barra de seu caro vestido de seda francesa. Entrou em seus aposentos como um furacão, dando um grunhido irritado e assustando a sua dama de companhia Leah.

__ Oh, milady assustou-me!__ disse Leah com os olhos arregalados.

__ Malditos! Todos eles!__ gritou enquanto alcançava uma de suas caixinhas de porcelana e atirava na parede de pedra e logo começou a andar de um lado a outro do quarto.

__Houve alguma noticia ruim, milady?__ Leah perguntou temerosamente. Sabia que nesses momentos de crises, a última coisa que se devia fazer era perturbar a Elizabeth Cullen, mas seria pior se fingisse não se importar, Lizzie – como apelidara o avô – era perita em jogar esses momentos na cara.

__Que pergunta idiota. É evidente que algo ruim aconteceu!__ disse ainda parecendo um animal feroz enjaulado__ Esses malditos, que dizem ser meus parentes, não tomaram uma atitude!

__Fala de seu pai?__ Leah perguntou.

__Fala de seu pai?__ imitou sua voz sarcasticamente__ Certamente que falo dele! Como se atreve a me deixar estar nas fofocas desta maldita gente?!

Era inadmissível para ela ser alvo e chacota de pessoas de tão baixo nível, como os camponeses. Já podia imaginar sendo apontada nas ruas de Northumberland, sendo motivo de risos e piadas.

Pegou uma escova de cabelo que seu pai havia lhe comprado e novamente atirou na parede. Gostaria de fazer isso com o próprio.

__Ãhn...Por que tanta raiva de seu pai, milady? Pelo que ouvi, seu noivo desapareceu, ninguém foi culpado.__ Elizabeth riu histericamente.

__E realmente crê que Jacob desapareceu, assim como uma brisa de verão??? É evidente que está querendo adiar mais o nosso casamento.__ disse voltando-se para a grande janela de seu quarto.__ E meu pai, insiste em mostrar cordialidade para com este maldito povo! Mesmo que acabe humilhando sua única filha!

__Milady... Deve ter paciência, logo seu noivo aparecerá e quem sabe quando conhecê-lo...__ pretendia dizer que o jovem lhe daria uma explicação para o sumiço, mas fora interrompida.

__Nada vai acontecer quando conhecê-lo. Casaremos seja qual for as circunstancias, gostando ele ou não. Eu serei senhora dos maiores clãs da Inglaterra e Escócia!__ Sacrificaria seu corpo e juventude para dar a Jacob Black um herdeiro — o que era seu maior esforço, odiava aos pequenos -o mínimo que o homem poderia dar-lhe era uma vida de rainha e mimos.

Intrigada e vendo que Elizabeth tinha se acalmado, arriscou perguntar:

__Não pensa na possibilidade de apaixonar-se por seu noivo?

Sua resposta imediata fora uma gargalhada que deixou os pelos da nuca de Leah em pé. Havia momentos que a herdeira dos Cullen parecia desequilibrada.

__Amor é para os tolos!__ Voltou-se para olhar a criada e comentou maleficamente__ Diga-me você Leah, se apaixonar-se por um homem que luta em terríveis batalhas lhe foi válido.

Os olhos da morena tornaram-se tristes e ela abaixou a cabeça. James, seu noivo, tinha morrido em um campo de batalha, defendendo os Cullen há cinco anos. Desde então dedicou-se apenas a servir no castelo. Não tinha esperanças de casar-se e nem gostaria, ninguém conseguiria ocupar o lugar de James em seu coração.

Elizabeth mantinha o sorriso triunfante nos lábios. Não poderia esbravejar com seus pais ou avós, mas fazia isso constantemente com os criados, era sua forma de descontar sua raiva.

__Não sou uma tola como você, Leah.__ alfinetou__ Meu casamento será unicamente para gerar o herdeiro dos dois clãs. Se não fosse por isso, tenha certeza que preferiria me casar com um inglês puro a ter que passar o resto de minha vida com um bárbaro escocês.__ fez uma careta de escarnio, já odiava ao homem que casaria, pelo simples fato de ser obrigada a conviver com ele.__ Muito menos teria criança alguma.__ concluiu imaginando o futuro, quando esse pequeno serzinho destruiria seu belo corpo.

Leah nada disse, Elizabeth nunca foi agradável com qualquer um que estivesse abaixo de seu nível no clã, somente parecia a moça educada e doce quando estava em frente aos pais, avós e amigos destes. Porém, somente Leah sabia o quanto a jovem herdeira Cullen repudiava e criticava os parentes e quem lhe desagradasse.

A morena conhecia Lizzie desde seu nascimento, aliás, ela a havia ajudado a trazê-la ao mundo, e talvez por isso fosse a única criada que suportava o seu mal gênio. Na verdade tinha compaixão pelo seu futuro. Fora destinada ao herdeiro Black assim que nasceu, e por mais que fosse uma coisa comum os casamentos arranjados, compreendia sua revolta por seu inevitável destino: gerar uma criança para – simplesmente — ser a salvação dos Cullen e Black.

Tanto Jacob quanto Elizabeth corriam o risco de ter um casamento fadado ao fracasso.

__Meu banho esta preparado?__ a loira lhe tirou do topor.

__Sim, senhorita. Vou ajuda-la a assear-se.

O silencio durou a próxima hora, durante o banho e logo depois de trocada e penteada, Elizabeth pareceu um pouco melancólica enquanto olhava a escuridão janela a fora.

__Pode ir, Leah.__ disse estranhamente cálida.

__Mas, senhorita...__ cortou-a.

__Vá Leah. Quero ficar sozinha!

__Tenha uma boa noite, milady.__ falou Leah fazendo uma reverência e fechando a porta imaculadamente branca do aposento.

Elizabeth tinha o olhar fixo nas grandes árvores dos jardins do castelo. A ventania que uivava neste momento, fazia os galhos balançarem freneticamente, derrubando as poucas folhas que restavam. Logo seria inverno e seu casamento estava previsto para a primavera, mas com o desaparecimento de seu noivo, tudo poderia adiar um pouco mais.

Maldito seja!

Certamente que não tinha o sonho de casar-se com um ogro ignorante como ele, mas sempre ansiou tornar-se soberana dos dois clãs, e agora seus planos estavam ameaçados por um bárbaro idiota.

Isso não ficaria assim!

Encontraria uma maneira de vingar-se deste homem. Não sabia como, mas de uma coisa tinha certeza, faria da vida de Jacob Black um inferno.

Sua risada maléfica fora abafada pelos ruídos da ventania que castigava Northumberland aquela noite.

__Prepare-se Jacob Black, não sabe o que lhe espera!

Cabana entre os clãs Cullen e Black

Jacob tornou-se ciente da dor queimando ao seu lado ficando mais forte a cada segundo que estava consciente. Tornou-se tão incomoda que se mexeu na tentativa de aliviar a tensão insuportável.

__Aquiete-se homem, para que não lhe rasgue os pontos!

A doce voz foi acompanhada por mãos suaves que aqueciam sua pele já quente. O calor era quase insuportável e mesmo assim ele parou, não querendo que o seu Anjo parasse de tocá-lo. Era a única imagem de prazer que ele tinha.

Ele sabia que um anjo cuidava dele, e estava agradecido. Poderia estar morto neste momento.

__Sede,__ disse ele com voz rouca.

__Sim, mas só um pouquinho. Não vou ter você vomitando todo o meu chão,__ disse o Anjo.

Ela enfiou o braço por baixo do pescoço e levantou a cabeça. Envergonhado que ele estava tão fraco como um gatinho recém-nascido. Jamais teria conseguido aprumar-se sem a ajuda dela.

A borda de uma taça pressionou seus lábios, e bebeu avidamente, quase inalando a água fria. O contraste era quase doloroso. Gelo para o fogo que queimava em seu corpo.

__Não,__ a voz de Anjo acalmou. __É o suficiente por agora. Eu sei que você está sofrendo. Vou fazer um chá para a dor e fará com que você durma um pouco mais fácil.

Mas ele não queria dormir. Queria permanecer ali nos braços dela, aninhado nos seus seios. Um seio muito agradável. Macios e cheios, assim como uma mulher deve ser. Ele inalou seu perfume doce e sentiu o fogo que o dominava recuar. Paz o rodeava.

__Diga-me seu nome,__ ele ordenou. Não queria seguir chamando-a de “Anjo”, assim parecia que era sua imaginação, que ela não estava ali.

__Renesmee, homem. Meu nome é Renesmee. Silêncio agora. Você deve descansar para que possa recuperar sua força. Não tenho trabalhado tão duro para você ser teimoso e morrer em meu colo.

Renesmee? Um nome diferente, um pouco estranho. Mas nada na situação em que se encontrava era convencional.

Nessie. Sim, a chamaria assim carinhosamente. Sua Nessie o tinha salvo da morte e continuava o fazendo.

Não, ele não iria morrer. Havia coisas importantes que devia fazer, embora no momento sua mente ferida não conseguisse entender exatamente o que era que era tão importante.

Talvez ela estivesse certa. Devia descansar por um tempo. Talvez quando despertasse, saberia exatamente o que era – quem era.

Ele inalou profundamente novamente e deixou-se ficar mole. Estava vagamente consciente de sua Nessie , baixando a cabeça. Ele inalou uma última vez, absorvendo seu cheiro.

Ele parou de lutar. Seu Anjo não lhe permitiria morrer.

__Não, guerreiro. Não vou permitir que você morra.

Lábios macios escovaram sobre a testa, tomando seu tempo lá. Ele virou o rosto, querendo sua boca por conta própria.

Houve uma vacilação, o que pareceu como uma eternidade, antes de, finalmente, sua boca o tocar. Apenas um gesto simples e inocente que uma criança podia fazer. Ele rosnou baixo em sua garganta. Porra, ele queria um beijo simples.

__Beije-me, Nessie!

Sentiu, mais do que ouviu o som de exasperação, entretanto sua respiração engatou, explodindo quente sobre sua boca. Ele podia sentir o cheiro dela. Podia sentir a sua vibração contra ele. O sopro de ar pequeno sinalizou que ela estava perto.

Tão perto.

Levou toda a sua força, mas ele levantou o braço e mergulhou a mão no cabelo dela, segurando sua nuca para segurá-la no lugar. Ergueu a cabeça e seus lábios se encontraram em um beijo, sem fôlego aquecido.

E como ela era doce! Seu gosto encheu a boca, deslizando sobre a língua como o mel suave. Ele empurrou com impaciência em seus lábios, exigindo para abrir-lhe. Com um suspiro, ela deu a ele o que ele queria. Os lábios entreabriram então ele mergulhou para dentro, explorando e degustando por todas as partes da boca.

Sua força se foi, ele caiu para trás, batendo a cabeça no travesseiro com um baque.

__Você se sobrecarregou, guerreiro__ela repreendeu em voz rouca.

__Mas valeu a pena.__ ele sussurrou.

Ele pensou que ela sorriu, mas a sala estava tão turva em torno dele que não podia ter certeza. Estava vagamente consciente de sua saída, mas não tinha forças para protestar. Um momento depois, ela voltou e pressionou uma taça aos lábios novamente.

A bebida era amarga e ele tossiu, mas ela não cedeu. Derramou o líquido em sua boca até que não tinha escolha a não ser engolir ou engasgar.

Quando terminou, ela abaixou a cabeça mais uma vez para o travesseiro e passou os dedos sobre a testa.

__Durma agora, guerreiro.

__Fique comigo, Nessie. Acho que não dói tanto quando você está próximo.__ confessou sinceramente. Não era o momento de mostrar-se valente ou orgulhoso. Queria tê-la por perto.

Houve um ligeiro sussurro e então ela apertou no seu lado não lesionado, seu corpo macio e tão quente, um escudo contra o frio que tomou conta dele mais a cada momento que passava.

Apenas no caso de ela pensar em deixá-lo, ele passou o braço em volta dela, puxando-a mais apertado para o seu lado. Ele virou a cabeça para o lado até que seu cabelo fez cócegas em seu nariz. Ele inalou profundamente e deixou a escuridão tomar conta dele.

Renesmee se encontrava em uma situação difícil. Apertada ao lado de um grande homem ferido, que a segurava firmemente com um braço. Estava a horas ali, imaginou que assim que adormecesse ele afrouxaria o aperto, mas isso não aconteceu.

Toda vez que ele balançou com o frio de sua febre Renesmee pode sentir. Várias vezes ele murmurou em seu sono e ela varreu-lhe a mão sobre o peito, até o seu rosto em um esforço para acalmá-lo.

Ela sussurrou palavras sem sentido, em tom baixo, de modo a oferecer conforto. Cada vez que ela falava, ele parecia acalmar e relaxar mais uma vez.

Era estranho como rapidamente ganhara a confiança deste homem desconhecido.

Renesmee olhou para a janela da cabana, a noite estava caindo e o frio logo tomaria conta do lugar. Precisava cobrir a janela, atiçar o fogo e buscar mais água fresca no rio. Ainda havia o cavalo, não sabia o que fazer, mas não podia deixar o pobre animal ao relento.

Fora difícil escapulir dos braços do guerreiro quando ele estava tão determinado que ela ficasse. Assim, o homem resmungou e fez uma careta quando ela desvinculou-se de seu abraço.

Ela esforçou-se para seus pés, esticando os músculos rígidos, antes de ir para a janela e puxar para baixo a cobertura e garantir os lados. O vento tinha aumentado e balançava seu teto de palha. Se nevasse, ela não ficaria surpresa.

Depois de buscar o xale e envolvê-lo com segurança ao seu redor, ela saiu e olhou ao redor, a procura do cavalo, mas este não era visto em lugar algum. Devia ter escapado assim que trouxe o guerreiro para dentro de sua cabana.

Com um suspiro de lamento, Renesmee começou a carregar mais lenha para dentro de casa, pela manhã teria que cortar mais, sua lenha já estava acabando. Logo depois trouxe um balde e o encheu no rio.

Estremeceu de frio quando o vento uivou ao seu redor, foi o mais rápido que o balde cheio de água lhe permitia. Correu para dentro e depois de se certificar que a porta e a janela estavam seguras, acrescentou mais lenha para o fogo.

Seu estômago roncou, lembrando que não tinha comido desde o amanhecer, quando comeu um mingau de aveia. Se decidindo por um pedaço de peixe salgado e sobras de pão que Sue tinha lhe mandado, ela se sentou de pernas cruzadas perto do guerreiro adormecido e comeu no calor do fogo.

Enquanto mastigava distraidamente, olhou para seu rosto, iluminado pelo brilho alaranjado das chamas. Sempre fantasiosa sua mente começou a pintar imagens. Ela suspirou enquanto imaginava que pertencia a este homem. Os dois comendo após um dia duro. Ou talvez ela recebendo-o para casa depois de uma batalha feroz. Ele teria, naturalmente, sido vitorioso, e ela teria dado a ele uma recepção de herói. Ele ficaria feliz em vê-la. Iria carrega-la em seus braços e beijá-la até que ela estivesse sem fôlego. Ele diria a ela que sentiu sua falta e pensou muito nela durante sua ausência.

Renesmee riu de sua ingenuidade. Como poderia ser tão boba?

Não havia muita chance de Renesmee se casar. Pelo menos não com um homem Cullen, era um tabu ali.

Ainda assim, um belo guerreiro cair em sua porta devia ser um sinal, certo? Talvez esta era sua única chance. Ou talvez ele estivesse apenas alimentando suas fantasias até que se tornasse bom o suficiente para sair de novo. Ela não sabia de onde tinha vindo, nem se tinha uma família, uma mulher com belos meninos de cabelos negros...

Ele não a teria chamado de Anjo se tivesse uma esposa, não é? Mais que isso, achou-a linda. Mas então ele esteva delirando em febre. Também tinha lhe chamado por outro nome. Um apelido.

Nessie.

Era estranho, mas ela gostou. Ninguém além de sua tia Sue e Seth lhe tinha demonstrado carinho.

Tocou os lábios com os dedos, ainda sendo capaz de sentir o formigamento provocado pelo calor de seu beijo. É verdade que ela não fez nenhum esforço para evitar o seu avanço, e talvez isso a fazia algum tipo de prostituta, como o clã denominava sua mãe. Mas ela se recusava a sentir culpa. Não havia ninguém pensando bem dela de qualquer maneira, então não era como se pudesse cair mais na estima.

Um sorriso malicioso ampliou sua boca.

Quem saberia afinal? Alguns beijos roubados e uma cabeça cheia de sonhos de menina não fariam mal a ninguém. Ela estava cansada de sempre dizer a si mesma a deixar de lado seus bobos sonhos de amor. Ela faria seu dever e cuidaria do guerreiro até estar bom de novo. E se ele escolhesse roubar um beijo ou dois no processo...

Limpando as mãos para baixo de suas saias, olhou para o homem adormecido e depois decidiu que era a melhor maneira de monitorar sua condição era dormir ao seu lado, como tinha feito antes.

Ela gentilmente moveu o braço de lado e se arrastou contra o seu lado. Imediatamente o braço prendeu ao seu redor e ele virou a cabeça como se estivesse procurando-a.

Aqueceu-a até os dedos dos pés quando ele murmurou roucamente __Nessie.

Ela sorriu e se aconchegou um pouco mais perto de seu calor. __Sim,__ ela sussurrou.__ Sua Nessie voltou.

Notas finais
Opa!!! Capítulo legal pra comentar kkkk Primeiramente: Alguém mais achou que a Elizabeth é uma encrenca - e doida?? Bom, não sei se foi só impressão minha...^^ Ahhh Jake safadeenho hein?? Tascou logo um bejinnnn na Nessie...E já deu o apelido a ela - que não tinha, só era Renesmee mesmo rsrsrs Mas, vamos lembrar que ele ainda está "meio grogue". Quem sabe mude de ideia quando retornar a si - quem acredita nisso?? Pobre da Nessie, néh? Realmente não tem pretensões em casar e se encanta logo pelo noivo da herdeira Cullen?? Pow! Mas confesso que se estivesse no lugar dela tirava uma casquinha do Jake também ;) Ok, ok parei de falar, agora é a vez de vocês me dizerem o que acham. Não sei se aparecerei por aqui antes do fim do ano - provavelmente não- então, já desejo um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de realizações e saúde, por que sem ela a gente não faz nada ¬¬' bjãããão espero o review de vocês! ATÉ A PRÓXIMA...