A Prometida

6 Perdas e ganhos


Sete meses depois...

– Senhora Weasley? Hermione que cuidava dos jardins de casa foi surpreendida por um mulecote que a procurava. A senhora é Hermione Weasley?

– Sim, sou eu. Hermione disse cética. O que deseja?

– Um recado. Da fazenda de seus pais. — O menino entregou o envelope e foi embora em seu burrinho.

Hermione pegou o envelope, havia sido escrito por Tala.

"Hermione... Lamentavelmente não trago boas notícias. Seu irmão nasceu, e é realmente um menino o nome é Edward Poul Granger. Ficou bonito, não? Mas infelizmente, sua mãe não sobreviveu ao parto e seu pai... Deu um tiro na própria cabeça. Hermione, eu posso cuidar de seu irmão se você quiser, mas você tem o direito de saber. Já escrevi a sua irmã também. O enterro já está quase todo pronto, não sei se vocês chegarão a tempo, mas mesmo assim. Com amor, Tala".

Hermione não pôde agüentar o choque da notícia. Sentou-se no jardim e chorou. Por quanto tempo? Ninguém sabe. Hermione continuou ali até que Rony chegasse do centro da vila com Harry. Os dois vinham distraídos e quase não notaram a presença de Hermione, mas quando Rony ia andando na direção da entrada dos fundos de sua casa, pois queria surpreender Hermione ele se deparou com uma Hermione desacordada. O choro a fez perder as forças e a mesma se entregou, ali mesmo, a inconsciência.

– Hermione? O ruivo assustou-se ao encontrar a morena toda enlameada. Hermione... Choramingou. Então viu o bilhete que estava caído próximo à mão de Hermione, leu-o rapidamente e pronunciou uma maldição inaudível.

Ele carregou-a até a casa e deitou-a no sofá. A morena foi recobrando a consciência lentamente. Rony sorriu nervosamente para ela.

– Rony...? É verdade?

– Sim Hermione, é verdade.

– Não... Hermione ronronou chorando mais um pouco.

– Hermione, vá se lavar que partiremos em trinta minutos. Rony disse. Vou avisar ao Harry e a Gina e volto para partirmos.

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Rony estava mostrando ser um ótimo marido. Eles em uma semana chegaram a Nancy, e lá Hermione foi até o fundo da propriedade ver o túmulo dos pais. Era doloroso ver o estado em que Hermione se encontrava. Ela em uma semana tinha perdido 5kg, os enormes cabelos castanhos sempre bem presos estavam soltos e desgrenhados. O rosto de Hermione estava encovado, não parecia à linda morena de 16 anos, e sim uma caveira cabeluda. Uma caveira cabeluda de anáguas e vestidos.

Rony estava ao seu lado todo o tempo. Insistindo para que a morena se alimentasse, mas era impossível. Tudo que ela botava na boca, o estômago da mesma fazia questão de se livrar.

– Hermione, não vai conhecer seu irmão? Rony disse abraçando-a e depositando um beijo em sua testa.

– Sim, claro que vou. Hermione parecia perdida. Rony... Ele não conheceu a mãe...

– Garanto que você será uma ótima mãe para ele. Arrume o enxoval dele, que nós o levaremos para a nossa casa.

– Mas Rony, nós não temos berço, nem nada do tipo. Hermione disse preocupada.

– O que pensava em fazer? Rony perguntou cético.

– Que iríamos ficar aqui.

– Lá Hermione, ele terá amigos, meus irmãos tem filhos que podem fazer companhia para o pequeno Ed.

Hermione e Rony entraram na casa abraçados, logo uma Tala de olhos vermelhos veio na direção dos dois e abraçou Hermione.

– Minha querida... Minha querida... Foi tudo tão rápido. Tirar o corpo da sua mãe, o tiro vindo do escritório. Seu irmão recém nascido... Foi tudo tão depressa! Tala disse enquanto chorava copiosamente. E você! Está tão magra... O que aconteceu? Senhor Weasley ela está doente?

– Ela não se alimenta há uma semana. Perdeu peso muito depressa. Vou esperar voltarmos para casa e pedirei a minha mãe para me ajudar com a alimentação de Hermione. E Senhora Myrel, pode ajudar a Hermione a arrumar o enxoval do pequeno Ed? Nós vamos levá-lo.

– Vocês vão levá-lo? Tala parecia surpresa. Hermione, sua irmã ia se mudar pra cá com o Diggory e a menina Evangeline.

– Eles vão cuidar do Ed? Hermione perguntou confusa.

– Bem... Eles não disseram nada, mas creio que sim.

– De qualquer forma, iremos levá-lo. Rony disse por fim. Deixem-os cuidarem da propriedade, que quando Ed tiver idade irá tomar o que é dele por direito.

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Hermione estava com o pequeno bebê de cabelos castanhos escuros e bochechas coradas dentro de uma manta em seu colo, Rony e Dino colocavam toda a bagagem do bebê no coche que eles iriam pegar até a costa, onde tomariam um navio até a Grã Bretanha.

– Hermione, vamos direto, a Senhora Myrel deixou comida suficiente para o bebê, não precisaremos parar até o navio. Em uma semana chegaremos lá.

Hermione apenas assentiu e os dois seguiram viagem. Em alguns momentos, Ed os punha em situações constrangedoras. Como era recém nascido apenas dormia e comia, mas em determinados momentos deixavam uma surpresinha para o casal. Hermione quase chorava todas às vezes que isso acontecia. Se já era difícil trocar os coeiros de uma criança em casa, imagine dentro de um coche? Hermione achava estranho amar uma criança tão rapidamente. Era seu irmão, mas não era igual o amor que ela tinha por Hannah. Era algo maior, mais forte... Era um amor sem fronteiras ou medidas.

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Hermione e Rony foram direto para a casa dos pais do rapaz, onde uma empregada da família dava comidas as galinhas. O sol ainda não tinha nascido, Ed dormia a sono solto nos braços de Hermione e a moça parecia muito mais magra do que há uma semana antes. Rony bateu na porta da frente e Molly Weasley os recebeu, ainda com toucas na cabeça.

– Crianças! O que aconteceu para estarem aqui tão cedo? Hermione! Porque você está tão magra? Que bebê é esse? Entrem, entrem. Molly deu passagem para que os dois passassem. Então, me digam o que aconteceu, vou preparar um café para vocês.

– E um reforçado para Hermione, por favor, mamãe. Ela está muito magra. Rony disse depositando um beijo na testa de Hermione. Vou a casa prepará-la para Hermione e o pequeno Ed e já volto para buscar os dois.

– Rony, depois venha no porão buscar o antigo berço da Gina e a cômoda. Venha você e Harry para carregar. Molly disse para o filho indo para a cozinha.

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– Hermione sente-se aqui na cozinha. Molly disse para a nora. Bem, sete meses de casada e um filho já? Molly sorriu ternamente para a nora e pôs para ela um copo de suco de beterraba com cenoura e um prato farto de ovos e bacon. Coma tudo Hermione, você tem que ganhar peso para cuidar desse meninão.

Hermione olhou para o irmão que dormia em seu colo e ficou admirando aquela face angelical. Não senhora Weasley, eu não tenho um filho, ele é meu irmão, eu nunca irei substituir mamãe.

– Você não irá substituí-la, em momento algum eu quis dizer isso, você será a única referência materna. E ele será criado junto com os filhos de vocês dois, até uma determinada idade ele não irá entender. E eu estarei aqui para ajudá-la. Tanto com Ed, quantos com os filhos que serão frutos do seu casamento com Rony. Dê-me ele um pouco e coma Hermione. Se não por sua saúde que seja pelo seu irmão que precisa de você.

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Com o passar dos dias Hermione foi ganhando peso e Rony, Harry e Arthur mobiliaram o quarto do pequeno Edward, e Rony e Hermione o decoraram. Rony pintou as paredes com um azul-claro e pintou o berço a cômoda de branco. Comprou um baú e com a ajuda de seu pai fez alguns brinquedos de madeira, enquanto Hermione costurou uma pequena bola de pano para quando o menino crescesse.

A vida do casal estava sendo um pouco puxada e cansativa, mas nenhum dos dois ousava reclamar, sabiam que estavam fazendo o certo e quanto ao certo não existem questionamentos.

O primeiro mês do pequeno Ed na Inglaterra foi de extrema adaptação para todos. Para Rony que não dormia direito à noite preocupado com o bebê, para Hermione que passava todo o tempo aquecendo o bebê, ou então fervendo leite de vaca, o que Molly desaprovou, pois achava que a moça deveria ter uma ama de leite.

A cidade cochichava sobre o fato de Hermione ter tido um bebê em apenas sete meses de casada, mas os Weasleys levavam tudo isso de cabeça erguida. Não faziam questão de sair contando para todos que o bebê não era filho do casal, não que fosse segredo, eles apenas não faziam questão de contar algo que não dizia respeito a ninguém.

O bebê havia se tornado o rei da casa. Depois de um bom tempo que Hermione pôde reparar que o menino tinha os olhos como os de seu pai: azuis. Hermione já conseguia distinguir o choro de fome com o de dor, o menininho já tentava pegar os óculos do tio Harry ou os brincos da tia Gina que sempre passava as tarde com Hermione. Os cabelos de Rony chamavam muito a atenção de Edward que todas as vezes que estava no colo do pai agitava os bracinhos freneticamente.

Durante o segundo mês de vida de Ed com o casal Weasley, já havia uma rotina estabelecida: Hermione acordava, preparava o café, arrumava a cozinha, lavava roupas, regava as flores, acordava Edward, dava-lhe a mamadeira e lhe dava banho, o menino voltava a dormir, ela arrumava a casa e preparava o almoço, e depois ia preparar o ferro para passar a roupa. Com a tarde livre sempre buscava cuidar de si mesma ou ler algum livro. Normalmente Gina ia durante a tarde lhe fazer companhia, mas era algo que estava ficando raro.

Em um domingo após o almoço, Rony e Hermione estavam na sala conversando até que um choro vindo de um quarto foi ouvido.

– Deixe que eu o pego Rony se levantou e foi na direção do quarto. Hermione ficou na sala folheando um livro, após notar grande demora de Rony e achar que o ruivo se encontrava em apuros e não iria querer lhe chamar por simples e puro orgulho, ela foi andando sorrateiramente até o quarto do menino e viu Rony com o bebê no colo, em pleno diálogo.

– Esse sorriso grande ai é do papai, é? Quem é o garotão do papai? Então, não vejo a hora de você crescer! Sim, ai poderemos correr por toda a propriedade, você será meu escudeiro.

– E eu fico em casa morrendo de preocupação? Hermione disse sorrindo.

– Sim. Você é a mulher da casa, você é quem tem que organizá-la para caso cheguemos com joelhos ralados você ter tempo de sobra para nos mimar.

– Sendo assim. Hermione olhou para o bebê que estava bem acordado e sorria para Ronald. Vamos levá-lo para a sala?

E assim os dois saíram do quarto levando o pequeno bebê que estava começando a aprender a segurar e adivinhe a primeira coisa que o menino agarrou? Sim, os cabelos de Rony.

"Assim nós até parecemos um casal... Um casal que se ama". Rony pensou consigo mesmo alheio aos puxões de cabelo que levava.

E assim o tempo ia passando e cada vez mais Rony e Hermione se uniam. Ficavam mais cúmplices e amigos. Durante o terceiro mês da vida de Edward, Hermione acordou em uma manhã com muita dor nas costas; então Rony não foi trabalhar para ajudá-la a cuidar do bebê. Como Hermione ficou na cama dormindo, Rony colocou o pequeno bebê ao seu lado, sendo que, por inexperiência do ruivo o bebê fora colocado de barriga para cima o que ocasionou a queda do mesmo.

– Hermione ele não quebrou nada? Ele está respirando? Eu sou um péssimo pai! Rony dizia desesperado enquanto andava de um lado para o outro no quarto.

Hermione que examinava cada pedacinho de Ed apenas mandou que o ruivo chamasse James. Hermione não queria brigar com Rony, a mesma sentia muita raiva do marido. "Como ele pode ser tão irresponsável assim?"

James foi até a casa do casal e disse que o bebê estava bem e sem nenhuma fratura aparente. Que o casal deveria prestar atenção nos movimentos das pernas do bebê: se elas se mexessem estava tudo bem, caso contrário deveriam procurá-lo.

E por conta disso, Rony ficou analisando cada movimento de Ed e perguntava para Hermione a todo o momento se ele havia mexido a perna.

O casal passou a dormir com Ed na cama com eles por exigência de Rony Para que assim pudesse reparar em qualquer problema. Mas não era isso que aguardava o casal. Em uma quarta feira, Rony acordou ouvindo um som peculiar. Não era ruim, pelo contrário, era algo bom, era um som muito agradável. Não se assemelhava com um choro nem nada. A curiosidade lhe levou a abrir os olhos para chegar à conclusão da origem do barulho. Quando abriu os olhos pode observar Hermione coçando o queixo de Ed que dava risadas. Sim, ele ria como uma criança grande, e ela estava radiante também.

– Bom dia mamãe. Rony disse lhe sorrindo.

– Bom dia papai. Hermione lhe sorriu de volta. O café já está pronto.

– Não acordou agora?

– Não. Eu aproveitei que você e Ed dormiam e fui adiantar meu serviço.

– Deixou Ed sozinho na cama?

– Não, eu pus um travesseiro. Ele não sabe pular ainda Rony.

Quando Ed fez quatro meses Hermione já estava tirando a maternidade de letra, e agora estava ainda mais fácil. O menino já dormia a noite inteira o que dava a Hermione uma noite de descanso. O pequeno já havia voltado a dormir em seu próprio quarto, o que dava ao casal mais intimidade. As noites do casal haviam diminuído bastante, sendo escassa no último mês, Rony sentia falta do corpo de Hermione, pois há quatro meses a entrega era quase diária, mas com a chegada do menininho, Rony tinha que se resolver sozinho. O rapaz acreditava que era apenas desejo físico o que nutria por Hermione, pois não acreditava ter outra explicação essa atração que sentia por ela.

Mas Rony se surpreendeu mesmo foi quanto ao fato de um dia ele chegar do trabalho e ver uma Hermione abaixada em frente ao sofá, de cabelos soltos e cheios de algo que ele reconheceu como uma sopa bem grossa, quase sólida.

– Que há Hermione? Rony perguntou adiantando-se para o lado da esposa.

– Há Rony... Hermione disse a beira de lágrimas. O bebê não quer comer. Ele cuspiu a papa toda em mim.

– Me dê. Deixe que eu dê comida a ele.

– Ele não vai querer.

– Me dê Hermione. Então a morena entregou ao marido o pratinho com a comida de Ed. E saiu da sala na direção do banheiro para se lavar.

Quando Hermione saiu do banho estava com os cabelos soltos e vestia uma camisola branca, ao passar pelo quarto do filho, pôde observar que Rony estava sentado no chão com Ed no seu colo enquanto os dois brincavam.

– Ele já comeu? Hermione disse na porta do quarto.

– Já sim. Rony respondeu hipnotizado para a mulher.

– Estou te esperando para o jantar.

– Tudo bem. Vou colocá-lo para dormir.

Assim Hermione saiu do quarto deixando os dois sozinhos e rumou em direção à cozinha.

Durante o quinto mês de Ed foi uma loucura, o bebê queria sempre estar conversando havia começado e engatinhar pela casa, o que estava quase enlouquecendo a morena. A maioria do tempo, Gina estava na casa da Hermione, ou Hermione ia para a casa de Gina. Para que assim Ed desse um maior descanso a mãe. Mas quando Ed teve a primeira febre e não parava de chorar não teve santo que acalmasse Hermione.

– Rony vá chamar James e sua mãe. Hermione disse enquanto ninava o menino e passava um pano úmido em sua testa. RÁPIDO! O ruivo saiu aos tropeços e pegou uma charrete em direção à casa de sua mãe, que estava de bob's na cabeça e camisola. O ruivo explicou tudo o que havia acontecido à mãe e a senhora ruiva apenas lhe disse que provavelmente era um dente rompendo, não havia necessidade de chamar James. Mandou que dessem um chá para acalmar o menino e que não havia remédio algum que tirasse a dor da criança.

Rony chegou a casa e contou tudo a Hermione que fez tudo que Molly havia mandado sem pestanejar.

– Eu tinha outros planos para hoje. Hermione comentou.

– E quais eram? Rony perguntou curioso.

– Nosso aniversário de casamento é hoje. Hermione disse displicentemente. Achei que quisesse comemorar.

Quando Ed fez seis meses foi o período de comemoração do aniversário da Gina, então a família inteira estava reunida pelo jardim da propriedade, então foi um ótimo motivo para Ed chamar a atenção da família inteira. Era incrível como o menino estava adorando ser passado de colo em colo. E o mais engraçado foi Jorge e Fred "conversarem" com o menino. As palavras sem sentido que os dois falavam, pareciam ridículas para qualquer pessoa que estava perto, mas para Ed fazia muito sentido.

No sétimo mês, Rony pegou Ed escalando alguns móveis e quando o pai lhe tirou do lugar o menino começou a fazer birra, como se estivesse certo.

No oitavo mês Gina e Hermione foram ao alfaiate mandar fazer roupas novas para o pequeno Ed, e no caminho encontraram com Lilá, o que causou grande desagrado a Hermione, e como se sentisse isso o pequeno Ed começou a chorar, como se ele é que estivesse desagradado do encontro. E ao perceber isso a loura permanecia ainda mais tempo junto das duas moças. Lilá tinha uma filha muito parecida com ela. Era loira, tinha as bochechas rosadas, cabelos ondulados e os olhos eram de um castanho muito claro. Mas não se dando por satisfeita em somente importunar Hermione, ela tinha que lhe ofender.

– Weasley! Seu filho se parece muito com você, e se não fosse esses olhos azuis, todos iriam ter plena certeza de que o menino não é filho de Rony.

– Iriam? Que pena. Rony nunca se questionou se era pai ou não de Ed. Hermione disse perdendo as estribeiras. Passar bem, a e pelo que eu saiba quem foi pega somente de blushes na beira do rio foi você, e não eu.

E as duas amigas saíram andando deixando Lavender e a filha, paradas na praça.

– Hermione, e quanto ao nome de Ed, como ficou a situação? — Gina perguntou a cunhada.

– Rony já resolveu. Conseguiu por o nome dele, já que o nome de papai seria muito difícil colocarmos.

E assim as duas continuaram o caminho. As lojas e as pessoas chamavam a atenção de Ed que sorria para tudo e fazia barulhos agitando as pernas e os braços em comemoração.

No nono mês de Ed ele já tinha quatro dentes, e dois pais babões. E o cinismo do menino estava mais aflorado nessa fase. Quando os pais lhe diziam não, o menino virava o rosto para o outro lado como se não fosse com ele e tornava a brincar, então quando os pais lhe tiravam algo, ele lhes beijava e fazia carinhos. Com Rony isso algumas vezes colava, mas era mais difícil dele conseguir enrolar Hermione, que o educava com mãos de ferro.

A maior parte do tempo, Hermione ficava tentando lhe ensinar palavras, enquanto Rony só lhe ensinava a falar papai. Mas foi em um almoço de domingo na casa dos pais de Rony que o menino disse suas primeiras palavras:

– Tata! O menino disse rindo. Tata!

– O que é tata meu amor? Hermione perguntou ao filho que apontou para a tigela de batatas a core.

– Você está ficando muito tempo com seu pai! Rony ele falou! Hermione disse sorridente indo na direção do marido.

– Meu meninão falou? E o que ele falou? Rony disse pegando o menino do colo da morena e o girando no alto.

– Batata. Hermione respondeu rindo da cara de descrença de Rony.

O décimo mês e o décimo primeiro de Edward foram mais tranqüilos até então, o menino estava mais disciplinado e não fazia mais tantas birras para chamar a atenção dos pais, e o menino já chamava pelo pai o que deixava Hermione morrendo de ciúmes.

No aniversário de primeiro ano de Ed, Hermione fez um bolo e alguns doces e chamou todos os Weasleys para o evento, Ed ainda não andava, mas o fez em seu primeiro ano, quando andou em direção a Hermione dizendo mamã. O que a fez se vangloriar durante dias para Rony.

Notas finais
N/A: E ai o que acharam desses momentos de paternidade de Rony? E os de maternidade de Hermione? Será que agora a coisa anda ou os dois vão continuar empacados? Espero que gostem. Blood Kisses Liih. N/B: Que lindo! Eu sou muito apaixonada por crianças e amei Ed. Ah tata não é batata! KKK. Aff sempre odiei Lilá, sempre sempre. E volto a dizer que Rony e Hermione estão se amando e nem sabem disso. Esse capítulo demorou pra sair, mas ficou demais... Ficou muito bem escrito e eu amo as coisas que a doce Liih escreve! E pessoal, não se esqueçam de deixar reviews, porque deixa a escritora feliz e deixa-me feliz por vê-la feliz!