– Gina está grávida! — Era um almoço de família, em um domingo, na casa dos Potter. Gina e Hermione tinham arrumado todo o jardim e pediram aos escravos dos Potter para que arrastassem a mesa da casa de ambas para o quintal, assim arrumaram a enorme mesa para receber Gui com Fleur que está grávida de 5 meses e a pequena Victóire que já tem 4 anos, Carlinhos com Rebecca e seu pequeno rebento Carlos II de 3 anos, Percy e Audrey com a pequena Meg de 2 meses, Fred com Angelina e o pequeno Piter de um ano, Jorge com Alicia, Lílian e James, Sírius, Remo com Dora e Teddy de 7 anos, Éponine que ainda estava hospedada na casa de Hermione, Hermione e Rony e o pequeno Ed, e Molly e Arthur.

A família não entendera a princípio o motivo daquela festança toda, mas ao ver Harry e Gina anunciarem a chegada do novo Potter à família estava em festa.

x.x.x.x.x

A gravidez de Gina foi tranquila, enquanto a de Fleur deixava a todos de cabelo em pé, Ed já estava às vésperas de fazer dois anos e a cada dia Hermione e Rony babavam mais o filho que estava sendo deixado de lado pela família, por conta da chegada dos novos netos. Molly só sabia mimar a filha caçula, o que deixava a nora francesa um tanto enciumada. Em uma tarde de fim de verão, Dominique Weasley veio ao mundo. Tinha pouco cabelo de um loiro avermelhado, muito parecido com ferrugem e os olhos castanhos do pai, tinha o rostinho manchado de sardas e era um recém-nascido relativamente tranquilo. Enquanto James nasceu no início do ano seguinte em uma fria madrugada de inverno.

x.x.x.x.x

Conforme o tempo ia passando, Rony e Hermione eram mais companheiros. Rony vivia brincando pelo jardim com Ed, Hermione e ele nadavam num riacho que cortava a propriedade, estavam vivendo como uma família. Hermione estava começando a ensinar Ed a falar francês, que segundo ela, ele era francês, deveria saber falar a língua de seu país fluentemente.

James crescia forte e matreiro a olhos vistos, todos o chamavam de Jay para que não confundissem com o avô. O pequeno tinha a cabeleira negra do pai, e os olhos castanhos da mãe, era uma exata réplica de Harry, e o pai todo babão se orgulhava disso. Enquanto a pequena Dominique era uma menininha enjoada e adulada pela mãe, o que causava certo ciúme da irmã mais velha, Carlinhos II, ou Carl como era comumente chamado pela família, era ruivo e tinha os cabelos compridos do pai, e os olhos negros da mãe, estava cada vez maior e mais independente, e era o melhor amigo de Ed, todas as reuniões de família, os dois desandavam a correr pela propriedade e andar juntos de um lado para o outro. Meg era a menina dos olhos da avó, lembrava muito Gina bebê, o que deixava Molly maravilhada e Audrey em exctase causando inveja nas demais noras, enquanto Píter era mimado pelo pai Fred e pelo tio Jorge, fazendo com o que o menino crescesse fazendo as maiores traquinagens existentes.

Os anos passavam tranquilos, e o ano de 1640 chegou depressa e o aniversário de Hermione de 21 anos se aproximava. Hermione estava em pânico, pois já era casada há cinco anos e não conseguia engravidar. Gina a esnobava quase que diariamente, a família inteira a olhava atravessado por conta disso, mas Rony se mantinha firme e forte ao seu lado dizendo não se importar. Alícia e Angelina eram as únicas que ainda falavam com ela. Angelina, pela sogra nunca ter gostado dela, e dizer que ela não sabia educar Piter, e Alícia porque a família não aceitava também o fato dela não ter engravidado ainda.

– Hermione eu sou casada há oito anos, eu me casei assim que minha mãe morreu pra que assim eu não desse um mau passo, e ainda não tive filhos, nem um alarme falso que fosse nada, e Jorge não se importa. Ele é apaixonado pelos sobrinhos, e é isso que me deixa mal, não são as cobranças da família, e sim o fato dele não ter o filho dele. Eu amo muito o meu marido pra ver ele assim. Eu já pensei em viajarmos e pegarmos o filho de alguma mulher de estrada, mas Jorge não quer, ele diz que se for para termos filhos será na hora certa. – Dizia Alícia enquanto via Carlinhos (que tinha ido passar um tempo com Rony e Hermione por pedido do ruivo), Ed e Pitter que brincavam com uma bola de pano que Hermione havia feito. — Hermione fique calma, vocês tem o Ed, embora ele seja seu irmão, Rony o ama como se fosse filho dele, você e Angelina deram muita sorte, então não se culpem. Ainda não chegou a hora.

– Mas meu aniversário já está chegando. Eu estou ficando cada vez mais velha... E se eu tiver a mesma dificuldade de engravidar que minha mãe? – Hermione perguntou com o rosto vermelho.

– Isso só o tempo vai te dizer. – Alícia disse por fim. – E quando é o seu aniversário Mione?

– Dia 19 desse mês. – Respondeu a morena.

– Mas isso é em menos de uma semana. – Angelina disse. – Porque você nunca disse quando era o seu aniversário? Não gosta de comemorar?

– Gosto, sempre comemorei quando morava na França com meus pais, mas aqui nunca perguntaram, então nunca disse. – A morena disse dando de ombros.

x.x.x.x.x.x.x

– Sr Weasley? – Um mulecote de aproximadamente quatorze anos se aproximou do local onde Harry trabalhava. – O Sr é o Sr Weasley?

– Dependendo de qual Sr Weasley for eu posso te dizer qual é. – Harry respondeu para o menino.

– Ronald Billius Weasley. É o senhor? – Insistiu o rapaz.

– Não, é o meu cunhado, aguarde que eu vou chamá-lo. – Então Harry levantou-se indo em direção a saletinha onde Rony estava concentrado realizando umas contas.

– Rony acho que tem recado pra você. – Harry disse ao amigo. – Tem um menino lá na porta querendo falar com você.

Ao ouvir o amigo dizer isso, os dois seguiram em direção à porta onde o menino aguardava.

– O que quer comigo rapaz? – Rony perguntou ao menino, que se encolheu ao ouvir a voz grave do ruivo.

– Uma carta da costa para o senhor. Um mensageiro deixou lá para que lhe fosse entregue. – O menino disse.

– Da parte de quem? –Rony perguntou curioso.

– Cedrico Diggory. – Disse o menino. – Aqui está senhor. – Concluiu o garoto entregando o envelope e recebendo o pagamento, assim partindo.

– Conhece Harry? – Perguntou o ruivo enquanto abria o envelope.

– Não, por quê? Você não sabe quem é? – Respondeu o moreno.

– Não tenho ideia, mas descobriremos agora. – Disse Rony ao correr os olhos pelo envelope.

"Senhor Weasley, achei melhor falar diretamente com o senhor, para não aborrecer a menina Hermione, e o senhor vai saber como falar com ela sem magoá-la, principalmente agora que o aniversário dela está tão perto...".

Rony interrompeu a leitura e se virou para o amigo:

– Harry, quando é o aniversário de Hermione?

– Não sei, por quê?

– Eu também não sei, ela nunca me disse.

– E você ao menos se interessou em saber? – Perguntou o moreno com um olhar inquisidor e censurador.

– Não. Você tem razão, vou perguntar a ela. – Disse o ruivo encolhendo os ombros.

– O que diz a carta? Só sobre o aniversário dela? – Perguntou Harry curioso.

– Na verdade parei de ler na metade. – Rony disse com as orelhas vermelhas.

"... Eu acho melhor lhe dizer logo o que é: Não foi o senhor Diggory quem escreveu a carta, eu somente usei o nome dele para que o mensageiro lhe entregasse a correspondência, a Hermione foi adotada pelos Granger, antes mesmo de nascer ela já seria dos Granger, pois todos acreditavam que fosse um menino, pois a verdadeira mãe de Hermione só tinha tido filhos homens, e não tinha mais condições de criar a pobre criança que estava sendo gerada, como a mãe de Hermione havia perdido o bebê no último mês da gravidez, ela pegou a menina faltando um mês pra nascer. Foi uma decepção pro Senhor Poul, mas a Elizabeth já amava a menina e não quis abandoná-la, e Hannah e Cedrico sabem, por isso ela e Cedrico estão indo para Ottery St. Catchpole para buscar o menino Ed, Cedrico é muito ambicioso, e eu tenho medo dele fazer algum mal ao menino.

Cuida bem da minha menina. Afetuosamente Tala."

– Rony? Rony? Está tudo bem? – Harry perguntou preocupado olhando para o amigo que estava pálido e com o olhar perdido.

– Ela... Vai ficar arrasada, nós vamos perdê-lo. Eu não posso deixar que levem meu filho. – Dizia Rony para ele mesmo, alheio a presença de Harry.

– Do que você está falando Rony? Quem vai levar o Ed? Conta-me o que esta acontecendo! – Harry disse desesperado.

– Mione... Ela é adotada... O cunhado quer ficar com Ed, para garantir a herança da esposa.

– Como assim? Explique-me isso direito!

– Toma, leia com seus próprios olhos... – Disse o ruivo estendo a carta para o moreno — Eu não consigo acreditar... Minha menina não podia passar por isso, não é justo com ela.

x.x.x.x.x

– Hermione, seu aniversário é por esses dias não é mesmo? – Rony disse displicentemente durante o jantar, enquanto a morena alimentava o pequeno Ed.

– É... É essa semana. – Hermione respondeu com o olhar curioso. – Mas o porquê da pergunta? Você nunca se interessou por isso antes.

– Ora Mione, depois de cinco anos de casados, que tal uma segunda lua de mel?

– E o Ed? – Hermione perguntou chorosa.

– O levamos é claro! – Rony respondeu sorrindo. É seu presente de aniversário. O que acha de Ross-Shire?

– É uma ilha não é. Ow Ed não faz isso na mamãe. – Hermione choramingou com o filho que jogou papinha em seu rosto provocando a grave risada de Ronald.

x.x.x.x.x.x

A semana passou rapidamente e logo o aniversário de Hermione chegou. A morena fora acordada com o pequeno Ed acariciando o seu rosto balbuciando "parabéns mamã" e Rony a agradando com uma bandeja de café na cama. Ele havia enfeitado a casa com flores colhidas do jardim, e havia presa nas paredes os desenhos de Ed. Segundo Hermione ela nunca tivera aniversário mais feliz, durante a tarde eles fizeram um pequenique juntamente com Angelina, Alícia e Píter. Os adultos se divertiram a valer vendo Píter e Ed brincando na margem do riacho. Rony havia chamado à irmã, mas a mesma alegara estar ocupada demais cuidando de James.

x.x.x.x.x.x

– Obrigada Ron. – Hermione disse a noite deitada no peito do marido. – De verdade, foi o melhor aniversário de minha vida. – Hermione sorriu sonolenta para o ruivo.

Os dois haviam "fechado a noite com chave de ouro", o que fazia que ambos estivessem um pouco sonolentos.

– De nada querida. – Hermione sentiu o coração disparar ao ouvir a doce palavra sair dos lábios do ruivo. – Você merece ser feliz.

– Obrigada. Eu te amo... – A morena disse meio adormecida. – De verdade.

"Eu também Hermione" Pensou o ruivo antes de se entregar ao sono.