A missão pareceu simples no papel, o que, para Rum'ea, já era motivo suficiente para desconfiança.

Tarla lhe explicou tudo durante o trajeto até o hangar menor do Templo, enquanto a manhã ainda estava limpa e Coruscant se derramava abaixo deles em camadas de trânsito e brilho frio. Um tratado havia sido finalmente assinado entre Aelyr Vonera, um planeta agrícola, e Draskor, sua lua mineradora, depois de setenta e seis anos de inimizade, desconfiança comercial, pequenos boicotes, sabotagens veladas e um acúmulo tão antigo de ressentimento que nenhuma das partes sabia mais dizer exatamente onde começara o primeiro insulto. Como gesto de boa-fé, Aelyr Vonera enviaria à Draskor um animal sagrado de sua tradição, um Lumikith chamado Porin, cuja presença deveria representar fertilidade, continuidade e disposição para dividir aquilo que antes havia sido guardado com ciúme. Era, segundo Tarla, um símbolo vivo. Segundo Rum'ea, isso queria dizer que transportariam uma criatura cuja importância diplomática seria irracionalmente maior do que seu tamanho, e que qualquer erro provavelmente se tornaria uma ofensa cultural por pelo menos mais três gerações.

— Exatamente. — Disse Tarla, com a serenidade exasperante de quem a ouviu formular isso mentalmente antes de ela abrir a boca.

Rum'ea lançou-lhe um olhar enviesado enquanto entravam na nave. Tarla chamava aquilo de “simples e sem necessidade de sabre”. Rum'ea ouvia “ninguém vai tentar matar você, mas muitas pessoas ficarão muito ofendidas se você pisar na palavra errada”.

Quando chegaram a Aelyr Vonera, foram recebidos por um pequeno grupo de cuidadores, anciãos locais e duas autoridades administrativas que tinham a expressão respeitosa e tensa de quem sabia estar entregando algo ritualmente valioso. A paisagem ao redor era aberta e macia, cheia de campos varridos por vento morno, árvores baixas e estruturas de criação pintadas em tons de areia, verde-claro e vermelho queimado. O recinto de Porin ficava numa construção circular meio aberta, mais templo do que estábulo, e Rum'ea percebeu imediatamente o cuidado quase reverente com que todos ali se moviam.

Então viu o animal.

Porin era… Redondo.

Essa foi a primeira e mais importante verdade sobre ele. Era redondo, muito peludo, do tamanho de um Tooka, e tão absurdamente fofo que Rum'ea sentiu, por um segundo, o próprio cérebro falhar diante da imagem. Tinha pelagem densa e macia, num tom entre creme e mel suave, olhos escuros grandes e expressivos demais para um corpo tão compacto, um focinho rosa úmido e inquieto que farejava o ar como se tudo no universo fosse interessante, patinhas pequenas demais para a quantidade de determinação que aparentavam sustentar, e orelhinhas pontudas, quase escondidas no pelo, que surgiam e desapareciam conforme ele se agitava.

Porin viu Rum'ea.

E o mundo acabou para ele.

O pequeno Lumikith soltou um guincho agudo e feliz, tão cheio de entusiasmo que uma das cuidadoras juntou as mãos diante do peito como se tivesse acabado de testemunhar um presságio favorável. No segundo seguinte, Porin disparou na direção de Rum'ea com toda a velocidade que um corpo redondo e felpudo daquele tamanho conseguia reunir. Deu voltas ao redor das botas dela, roçando-se nas canelas, guinchou outra vez, expôs a barriga, depois ergueu-se de novo e começou a tentar escalar suas vestes com patinhas decididas, as pequenas garras prendendo-se no tecido com um desespero comovente.

Rum'ea, que passara os primeiros vinte anos da vida sem desenvolver qualquer expectativa de ser recebida por um ser vivo como se fosse um milagre pessoal, ficou imóvel por um instante, olhando para baixo em absoluto espanto.

… Tarla?

Sim?

Ele está…?

Sim.

Mas… Eu não fiz nada.

Claramente fez o suficiente para Porin discordar.

O Lumikith continuava tentando subir nela como se estivesse sendo impedido pela gravidade de alcançar o destino inevitável de sua existência. Rum'ea agachou-se por reflexo e o pegou no colo. Foi a única coisa que de fato o acalmou. Assim que se viu nos braços dela, Porin soltou um suspiro quase trêmulo, ajeitou-se contra ela, encostou o focinho úmido no tecido das vestes dela, piscou uma vez e ficou com a expressão de algo que acabara de encontrar o centro exato do universo e decidira que não pisaria novamente em chão profano.

Tarla inclinou-se para examinar.

No instante em que ele moveu o ar, Porin congelou.

A mudança foi tão abrupta que Rum'ea quase riu. O Lumikith ergueu a cabeça, fixou em Tarla os grandes olhos escuros, puxou um pouco o lábio e soltou um rosnado minúsculo, ofendidamente sério. Em seguida mostrou os dentinhos.

Eram pequenos, sim. Brancos.

Mas muitos.

E eram afiados demais para caber naquela cara redonda.

Tarla parou e retornou a uma distância prudente.

A principal cuidadora local, uma mulher idosa de mãos finas e expressão muito satisfeita, fez um ruído compreensivo.

— Ah… — Disse ela, com a calma de quem acabara de ver uma profecia se cumprir. — Isso pode trazer pequenas complicações.

Rum'ea ergueu os olhos.

— Pequenas?

A mulher sorriu com gentileza.

— Os Lumikith escolhem um pai e uma mãe. Nem sempre no sentido que outras espécies entendem como romântico. Às vezes é apenas proximidade, confiança, sensação de lar. Mas… — Ela olhou para Porin, que ainda rosnava para Tarla com um ódio totalmente desproporcional ao próprio tamanho e formato. — Eles costumam ser muito territoriais com a mãe.

Tarla cruzou os braços.

Porin rosnou mais alto.

— Estou vendo. — Disse Tarla.

O cuidador mais jovem, segurando com muita cautela uma pequena caixa cerimonial e evitando chegar perto demais, esclareceu com um respeito quase acadêmico:

— Em termos simples, Mestre Jedi, Porin parece amar sua Padawan e odiar o senhor.

Rum'ea baixou os olhos para o animal.

Porin ergueu o focinho para ela imediatamente e fez um pequeno som satisfeito antes de mirar Tarla novamente com uma hostilidade ancestral que não combinava em nada com suas patinhas pequenas.

— Isso parece excessivo. — Comentou Tarla.

— Ele discorda. — Respondeu Rum'ea, completamente séria.

A viagem para a Draskor confirmou que o cuidador havia sido, se alguma coisa, otimista.

Porin passou os primeiros minutos na cabine principal aninhado no colo de Rum'ea, o focinho enfiado na dobra das vestes dela, emitindo pequenos ruídos de contentamento. Aparentemente, aquele era o estado natural e correto do universo – estar nos braços dela. Qualquer mudança, por menor que fosse, era vista como grave perturbação cósmica. Tarla sequer conseguiu cruzar as pernas na poltrona diante dela sem que Porin erguesse a cabeça e rosnasse como um espírito vingativo encarnado num novelo de pelos.

Rum'ea ficou olhando, fascinada demais para esconder.

— Ele rosna se você mexe o joelho.

— Já percebi.

Tarla descruzou as pernas.

Porin relaxou imediatamente e tornou a enfiar o focinho nas vestes dela com a dignidade de uma criatura que acreditava ter imposto uma ordem moral necessária ao ambiente.

— Talvez ele só seja sensível. — Disse Rum'ea.

Tarla ergueu uma sobrancelha.

— Sensível?

— À energia.

— Minha energia atual é a de alguém tentando não ofender o seu filho.

Rum'ea apertou Porin um pouco mais contra o peito, e o Lumikith soltou um som tão contente que parecia agradecer o fortalecimento da aliança.

Algum tempo depois, Tarla estendeu a mão para pegar o chá sobre a mesa baixa lateral.

Porin viu o movimento periférico do braço dele se aproximando demais de Rum'ea e decidiu, com a velocidade de um fanático religioso, que já bastava. Num segundo estava no colo dela; no seguinte, lançou-se adiante como um projétil redondo e peludo. Tarla mal teve tempo de recuar a mão antes de os dentinhos se enterrarem no lado dela, fundo o bastante para arrancar-lhe uma inspiração curta e involuntária. Não foi um grito, nem um xingamento — Tarla era elegante demais até quando era mordido por um animal sagrado — mas Rum'ea ouviu o ar entrando abrupto demais e percebeu, pelo vínculo, o clarão branco e breve da dor.

— Porin!

Ela agarrou o pequeno corpo redondo imediatamente, não para arrancá-lo com força, porque isso poderia rasgar ainda mais a mão de Tarla, mas para sustentar o peso de seus cerca de dois quilos e meio e impedir que ele pendesse da mordida como uma âncora furiosa. Porin ainda estava firme, os dentinhos afiados como navalhas enfiados na pele dele, rosnando com a boca ocupada e uma convicção que faria sentido em um predador de grande porte, não naquela criatura feita de redondeza e ultraje moral.

— Solta o pai! — Disse Rum'ea, segurando-o com muito cuidado. – Porin, solta o pai!

Tarla, já puxando a mão para mais perto do próprio corpo assim que Porin enfim largou, fitou Rum'ea com uma calma muito estudada.

— Você precisa controlar melhor o seu filho.

Rum'ea abraçou Porin contra si, quase protetora demais diante da acusação, e o Lumikith, ainda com ar de quem não se arrependia minimamente, enterrou o focinho sob o queixo dela.

— O filho é nosso. — Corrigiu Rum'ea, com uma naturalidade tão instantânea que Tarla precisou piscar. – O que? Você foi declarado pai.

Pelo vínculo, veio dela um brilho de diversão genuína, macia e travessa, e Tarla percebeu que a dor na mão seria comentada por ela por muitos dias.

— Um vínculo familiar não solicitado e não aprovado previamente, devo notar. — Disse ele, pegando o kit de limpeza para conter o sangue.

— Porin só está estabelecendo limites.

— Ele estabeleceu vários milímetros de limites dentro da minha mão.

Rum'ea quase sorriu. Quase. Só não o fez por completo porque Porin, ainda ofendido com a mera existência paterna de Tarla, precisava de apoio moral.

Quando chegaram à Draskor, porém, o humor rapidamente encontrou o risco de se transformar num incidente diplomático real. A recepção os esperava com formalidade suficiente, bandeiras locais, representantes do conselho de mineração, sacerdotes ligados ao novo tratado e uma pequena estrutura preparada para receber Porin com todos os gestos cerimoniais adequados.

O problema era que Porin não queria descer do colo de Rum'ea.

Não queria de forma alguma.

A primeira tentativa de um dos cuidadores locais de estender os braços foi recebida com um chiado ultrajado. A segunda, com o corpo inteiro de Porin enfiando-se mais contra Rum'ea, as patinhas prendendo-se ao tecido e os olhos grandes assumindo uma expressão de traição tão profunda que Rum'ea sentiu o próprio esterno apertar. A terceira fez o pequeno Lumikith começar a emitir guinchos alarmados, o que teve o efeito diplomático indesejável de fazer os presentes trocarem olhares apreensivos. Se o animal sagrado recusasse a oferta, isso poderia ser lido como um péssimo presságio para o tratado recém-assinado.

Tarla interveio antes que alguém dissesse a palavra “augúrio” em voz alta.

Enquanto em voz alta falava com serenidade impecável sobre a necessidade de respeitar o tempo de adaptação de uma criatura sagrada a novos ambientes, pelo vínculo explicava a Rum'ea o tamanho exato da borda diplomática sobre a qual estavam pisando.

Se ele continuar se recusando, metade desta recepção vai interpretar como sinal espiritual.

E a outra metade?

Vai fingir que não interpretou, o que politicamente é até pior.

Rum'ea apertou Porin um pouco mais, sentindo o corpinho quente e redondo vibrar de indignação.

Então o que fazemos?

Tarla já observava os elementos do entorno com aquela precisão terrivelmente eficiente que o tornava quase irritante.

Dê a ele algum ponto de transição. Não entregue o corpo inteiro. Entregue confiança.

… Tarla…?

Sim?

… Eu não quero.

Eu sei.

Mas preciso.

Sim.

Rum'ea respirou fundo. Baixou os olhos para Porin, que a fitava como se o universo dependesse daquela escolha.

— Porin… — Murmurou ela. — Você precisa ser educado. Não morde ninguém aqui sem motivo. — O Lumikith piscou para ela, profundamente cético. — E não pode morar no meu colo para sempre.

Pelo vínculo, Tarla sentiu a resistência dela à própria frase. Não porque não fosse sensata. Porque parte dela parecia achar a ideia de ser escolhida daquela maneira irracionalmente valiosa.

Rum'ea então fez o que ele sugerira sem precisar dizer mais: não estendeu Porin diretamente ao novo cuidador. Primeiro deixou-o cheirar um pedaço do tecido cerimonial. Depois guiou uma das patinhas dele até a manga do cuidador. Depois apoiou o corpinho de Porin parcialmente sobre uma almofada de transporte sem soltar totalmente. Porin protestou, mas menos. Um dos sacerdotes ofereceu então uma pequena faixa aromática usada ritualmente com Lumikith em transição de território, e Porin, após cheirá-la com grande ofensa e algum interesse, permitiu que Rum'ea o acomodasse nela. Só então o cuidador pôde recebê-lo sem que o pequeno terror tentasse iniciar uma nova guerra religiosa.

A cerimônia se salvou.

O tratado também.

Quando finalmente voltaram à nave, Tarla tinha a mão ainda bandada de maneira provisória, manchada sob o tecido por sangue que já havia secado em parte, e Rum'ea carregava no rosto a expressão de alguém que estava decididamente do lado do filho no divórcio imaginário daquela família improvisada. Assim que a rampa se fechou e a nave se estabilizou para o retorno, Tarla sentou-se na cabine menor de apoio médico e indicou o kit de cuidados.

— Troque estas bandagens.

Rum'ea olhou para a mão dele.

— Agora?

— Agora.

Ela se aproximou, visivelmente curiosa com a tarefa. Tarla apoiou o braço na mesa e começou a orientá-la passo a passo.

— Primeiro, o líquido claro no frasco menor. Não o azul, o incolor. Umedeça a gaze e limpe apenas em volta, sem arrancar a crosta nova. Depois a pasta cinza-clara, a mais espessa. Só uma camada fina sobre os pontos mais profundos. Em seguida o gel translúcido, muito pouco, para vedar sem amolecer demais a pele. Por fim, a bandagem estreita primeiro, e a larga por cima para fixar.

Rum'ea seguiu as instruções com toda a concentração de que era capaz. As mãos dela eram firmes, mas leves. Surpreendentemente leves. Tarla deixou que a surpresa vazasse um pouco pelo vínculo antes de perceber, e Rum'ea ergueu os olhos para ele por um segundo.

Você está surpreso.

Um pouco.

Com o quê, exatamente?

Com suas mãos.

Ela voltou a limpar a borda da mordida com cuidado, afastando um pouco a bandagem antiga.

— Às vezes eu encontrava cristais e pedras em carcaças de naves. — Disse ela, em voz alta. — Coisas pequenas, presas em encaixes, ou rolando em compartimentos quebrados. Se eu apertasse demais, podia lascar. Se puxasse errado, podia trincar no lugar. Uma vez encontrei um cristal Gallinore quase inteiro.

Tarla observou a concentração dela enquanto ela aplicava a pasta do jeito exato que ele havia pedido.

— E você o tirou sem quebrar?

— Sem quebrar. — Houve um traço de orgulho discreto na voz. — Também já usaram crianças como eu para contrabando de Coaxium bruto em dutos de ventilação, então precisei aprender a tocar certas coisas com delicadeza. Se você segura errado, explode. Se arranha onde não deve, explode. Se treme, explode. É um professor muito eficiente.

Tarla a observou em silêncio por um instante. Havia algo naquele modo quase casual com que ela dizia horrores da própria infância que sempre lhe deixava a tristeza presa em algum lugar entre a garganta e o peito.

— A Força realmente se manifesta de formas curiosas.

Rum'ea prendeu a primeira bandagem estreita com um cuidado meticuloso.

— E em formas absurdas.

— Sem dúvida.

Ele esperou que ela terminasse o gel e começasse a segunda camada antes de perguntar, com um tom quase distraído:

— E eu seria o quê, então? Um cristal Gallinore ou Coaxium?

Rum'ea não hesitou nem um segundo.

— Coaxium.

Tarla ergueu uma sobrancelha.

Pelo vínculo, porém, a resposta veio acompanhada de puro humor, claro como água: não havia maldade, só a satisfação muito viva de imaginá-lo como algo altamente valioso, perigosamente instável e capaz de explodir se manuseado com incompetência.

— Coaxium. — Repetiu ele, devagar.

— Sem dúvida.

— Porque sou perigoso?

— Porque precisa ser tratado com cuidado, tem utilidade demais, e claramente explode por dentro com frequência maior do que admite.

Tarla riu. Não aquele sorriso curto e diplomático, mas uma risada baixa e genuína, enquanto Rum'ea terminava de prender a última camada larga da bandagem com uma habilidade surpreendente.

— Concordo. — Disse ele. — Infelizmente, concordo.

Rum'ea recuou um pouco para inspecionar o próprio trabalho. A bandagem estava limpa, bem ajustada, firme sem apertar demais.

— Pronto.

Tarla virou a mão com cuidado, testando o conforto.

— Muito bom.

Ela tentou não demonstrar o quanto gostou de ouvir isso, mas o vínculo a traiu com um brilho pequeno e contente.

— Porin ainda estava certo. — Disse ela, depois de um momento.

— Em quê?

— Em morder você quando chegou perto demais.

Tarla olhou para a bandagem nova, depois para ela.

— Rum'ea.

— Estou apenas reconhecendo que nosso filho tem instintos fortes.

— Nosso filho quase causou uma crise entre dois mundos reconciliados.

— Mas não causou.

— Porque você o convenceu.

Ela ergueu o queixo um pouco, satisfeita.

— Exatamente.

Tarla observou-a por um instante, vendo a forma como ela guardava os frascos na ordem certa, como os dedos ainda se moviam com aquela leveza precisa, como o humor dela parecia mais solto do que em semanas anteriores, aquecido talvez pela missão bem-sucedida, pelo caos de Porin ou pelo estranho conforto de ter sido escolhida com uma devoção tão simples por um bicho pequeno e redondo.

Pelo vínculo, veio dela uma última imagem antes que pudesse escondê-la: Porin no colo, os grandes olhos escuros fechando-se com confiança absoluta, o corpo redondo relaxado como se nada no universo pudesse feri-lo enquanto ela o segurasse.

Tarla sentiu isso e compreendeu, sem precisar dizer nada, por que ela o protegera com tanta ferocidade também.

— Da próxima vez — Disse ele, levantando-se — escolheremos uma missão sem filhos adotivos sagrados.

Rum'ea fez uma careta pequena.

— Não prometa coisas que não pode cumprir.

Tarla sorriu.

E, por um momento, a mão mordida, o tratado salvo, o animal ciumento, a diplomacia, as bandagens e até o Coaxium pareceram apenas mais uma das formas improváveis pelas quais a vida com sua Padawan se recusava a ser simples.