A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard
2 Onde nós estamos?
Sentindo o corpo doer, Vergil achou que estava delirando: parecia estar deitado em algum tipo de objeto molhado. “Eu estou morto?”, pensou. “Não, não posso estar morto, mas porque aquilo aconteceu?”. “Eu estava apenas conversando com Kenneth e aí isso acontece?”. Vergil abriu os olhos, e então tomou um grande susto: não estava mais no shopping. Estava em uma grande área, coberta por copas de árvores. Ele sentiu o ar úmido e o chão molhado, diferente do ar e chão seco do shopping. Vergil se levantou e percebeu que tinha se cortado no braço esquerdo. “Sorte a minha não ter sido pior”, pensou. Ele foi caminhando à deriva para ver se encontrava outras pessoas por ali, o que estava muito difícil, pois estava no meio de algum tipo de floresta. Mas mesmo assim, passou-se 15 minutos e nada de vida humana. Vergil agora começou a correr, com o braço ainda sangrando e a respiração ofegante. Mas quando ele menos espera, tropeça em algo mole. Virou-se para ver: era Cole. Vergil pensou aliviado que ele tivesse achado alguém:
– Cole! Tais me ouvindo? – perguntou desesperado. Nenhuma resposta.
– Cole! Tais me ouvindo? – repetiu nervoso. Nenhuma resposta.
– TÁ ME OUVINDO?! – repetiu com raiva, percebendo que ele estava vivo, mas não querendo acordar.
– Meu Deus, vai berrar no ouvido de outro! – replicou Cole, também com raiva.
– Foi mal. Mas finalmente! Você tá vivo! – falou Vergil, aliviado.
– Para sua infelicidade! Agora precisou me chutar quando você veio aqui?
– Desculpa aí! Tu não sabes onde estão os outros?
– Não sei, mas me ajuda a levantar.
– Tá certo.
Então com um grande esforço, conseguiu por Cole de pé. Ele estava machucado no cotovelo, mas não era coisa séria, pois ele conseguia se manter em pé sem dificuldades. Vergil olhou para os lados, incrédulo porque ainda faltavam os outros:
– Vamos, Cole, me ajuda a achar os outros!
– Tá beleza!
Então, os dois garotos foram à busca dos outros membros, torcendo para que não estivessem longe. Andaram por entre várias árvores, passando por um pequeno córrego. Todo o cenário era essencialmente bonito, apesar de muito amedrontador. Não demorou muito e acharam Suzan:
– Suzan! Vamos acorda! Você está me ouvindo? – disse Vergil desesperado.
– Estou, mas... Ai!!! Minha perna tá machucada! – disse ela com a voz fraca.
– Temos que arranjar uma coisa pra isolar a perna dela – disse Vergil rapidamente.
– Eu vi uns cipós quando estávamos vindo para cá – falou Cole.
– Eu vou buscar, me espere aí Suzan! – disse Vergil em tom de liderança.
– Ei! Espere! Não me deixe aqui! Se tiver animais aqui nessa selva, como vou me defender? – suplicou Suzan, que estava em pânico.
– Menina, você acaba pensando coisa demais – disse Cole em tom de censura – Mas deixe que eu vá buscar o cipó. Esperem-me aqui. E assim Cole foi à busca do cipó.
– Onde será que tá esse troço? – disse para si mesmo, pensativo. Andando mais adiante, passando por várias árvores estranhas, até encontrar o tão procurado cipó.
Enquanto isso:
– Caramba! O corte foi bem feio! Você consegue andar? – perguntou Vergil.
– Acho que sim, mas por quê? Vamos aonde? – perguntou Suzan desconfiada.
– Eu vi uma pequena cachoeira perto daqui, vamos lavar esse ferimento – disse Vergil depressa.
– Tá certo.
E então, Suzan tentou se levantar, mas não conseguiu, se apoiando em Vergil.
– Desculpa – falou Suzan.
– Não tem problema, mas é melhor eu lhe ajudar a se levantar pra andar – disse Vergil, meio envergonhado.
Então, passando um braço de Suzan pelo pescoço de Vergil, ele a levou para a pequena cachoeira. Era uma pequena, mas belíssima cachoeira: as pedras pequenas na água eram visíveis. A queda de água era como um fino véu de noiva. Grandes árvores protegiam essa beleza natural, que jazia escondia:
– Pronto, agora lava o ferimento para não infeccionar.
– Valeu Vergil – falou Suzan.
– Caramba! Por que isso teve que acontecer?! – exclamou Vergil incrédulo, do nada.
– Não sei dizer, mas tá óbvio que alguém não gosta da gente, pra fazer uma coisa dessas – disse Suzan pensativa.
– Pode ser, mas eu vou descobrir porque isso aconteceu – falou Vergil determinado.
Pela faixa de 20 minutos depois, Cole volta. Cansado, mas com o cipó que foi buscar em mãos:
– Caramba, pra onde vocês foram? Estavam tentando me despistar? – falou Cole, com uma inconfundível malícia na voz.
– Não tem nada a ver, eu a levei para que ela lavasse o ferimento na perna, que pelo jeito parou de sangrar – falou Vergil se virando para Suzan, vendo que o ferimento estancara.
– Hum... Tem certeza Vergil que era só pra que ela lavasse o ferimento? Hum... – falou Cole com aquela malícia na voz.
– Deixa de besteira e me dá esse cipó!!! A gente pode precisar dele! – replicou Vergil com raiva, puxando com violência o cipó das mãos de Cole.
– Mas e agora, onde vamos ficar? Já está ficando escuro – disse Suzan subitamente.
– Eu vi uma caverna aqui perto, podemos passar a noite lá. Pelo que eu vi estava vazia – falou Cole.
– Bom, então nos leve pra lá! Mas ainda estou preocupado com os outros, não sei dizer onde estão – disse Vergil preocupado.
Então, eles foram atrás da caverna: Cole na frente guiando os dois, e Vergil e Suzan mais atrás, porque ela já conseguia andar, embora com muita dificuldade. Passaram por muitas árvores altas e por outras muito estranhas, como uma que crescia feijões no lugar de laranjas. Tinha outra que crescia um tipo de espinho muito grande e afiado, mas que quebrava fácil, pois Vergil sem querer roçara em um deles. Eles foram em direção a uma pequena caverna a poucos metros dali e entraram, fazendo uma fogueira para se aquecerem com poucos gravetos:
– Boa noite para vocês! – disse Cole se deitando.
– Espera aí! Tem alguma coisa nessa caverna além da gente!!! – falou Vergil cauteloso.
E de fato havia: um grande vulto escuro agigantou-se na frente dos três garotos, rugindo com uma grande raiva e ecoando por toda a caverna. Todos se levantaram e se distanciaram desse enorme elemento. Pelo som, parecia um urso: tinha uma pele marrom, por volta de 2 metros, com os olhos vermelhos, transparecendo uma enorme raiva:
– Eu sabia! Tem um urso! Mas não temos uma arma! Como vamos nos defender? – disse Suzan, apavorada.
– Fujam! Eu tive uma idéia! – bradou Vergil, apontando para a saída.
Ele pegou uma pedra e atirou-a na cabeça do urso, atraindo a atenção para ele. Mas os outros não fugiram: ficaram absortos em ver Vergil lutando sozinho contra o urso e resolveram ajudar. Começaram a atirar pedras no urso, assim liberando espaço para Vergil, mas este pegou um pedaço de madeira e o brandiu como um bastão, atacando o urso:
– EU DISSE PRA VOCÊS FUGIREM!!! CORRAM!!! – gritou com toda a força.
– NÃO VAMOS SEM VOCÊ! IREMOS AJUDAR!!! – repetiu Suzan, sem tirar os olhos do urso.
Mas com os meninos ajudando, não mudou a situação: o urso ainda se mexia furiosamente e partiu para cima de Suzan. Cole havia se distanciando porque o urso o havia golpeado. Ele estava com a perna sangrando, mas ainda estava consciente. E então uma coisa estranha ocorreu: Vergil fora atrás do urso e com um esforço enorme, aplicou um golpe poderoso com o pedaço de madeira no urso, que o quebrou em dois e acabou por lhe machucar seriamente no ombro e no braço, mas o urso (ao invés te der se enfurecido mais) foi lançado para trás com toda a força, batendo numa árvore fora de lá. O urso fora nocauteado com aquele golpe:
– Como...? – começou Vergil, abismado.
– Como foi que você fez isso?! – perguntou Suzan, desconcertada.
– Eu quero saber de onde ele tirou tanta força! – perguntou Cole, também abismado.
– Não sei como foi isso, eu só me irritei e acabei fazendo isso – disse Vergil, agora caindo no chão, esgotado.
– Valeu Vergil! Você acabou com o urso! – disse Cole, com um polegar, aprovando.
– Obrigada!!! – disse Suzan, dando uma palmadinha no ombro de Vergil.
– Não entendo... – disse Vergil, desconcertado.
– Você nos salvou – agradeceu ela.
– Vamos remover esse urso daqui ou vamos embora?
– Vamos tirá-lo daqui. Ajudem-me a levantar.
Com um esforço grande, puseram Cole de pé e viram que ele conseguia andar, embora a perna estivesse sangrando. Então viram um monte de cipós enrolados numa árvore um pouco longe, e então levaram o urso e amarraram-no com o máximo de cipós que viam. E então puseram várias toras de madeira cobrindo a entrada da caverna, para que o urso não os visse dormindo. A noite parecia linda, não parecendo que ocorreu um acidente a poucos momentos:
– Acha que estamos seguros? – perguntou Vergil nervoso.
– Tenho certeza que sim – disse Cole descontraído.
– Bom, acho que não temos escolha, senão dormir para repor as energias – terminou Suzan, deitando e dormindo quase que imediatamente. Cole já estava dormindo profundamente. Vergil permanecera acordado por alguns momentos, pensando no que acabara de ocorrer. Depois, fechou os olhos e adormeceu pouco depois.
No dia seguinte, Vergil acordara com alguma coisa o cutucando nas costas. O sol brilhava fortemente com a chegada da manhã. Pássaros cantavam com vontade e ouvia-se o rugir dos animais:
– Mas o que...? – começou, mas calou-se pelo o que viu: um homem barbado e com vários objetos de caçador apareceu e Vergil levou um susto. Ele o cutucava como se estivesse morto, e levou um susto também, pegando uma lança com uma ponta de madeira e apontando para ele como se fosse um animal feroz prestes a atacá-lo:
– Ahrohor orhopqhir ohoqhriei? – disse o homem barbado.
– Que?! – disse Vergil desorientado e não entendendo uma palavra do que o misterioso homem falara.
Mas, Cole se levantara e vira o estranho indivíduo, levando um susto também:
– Que diabos é isso?! Quem é esse doido?! – disse Cole.
– Aguna maguna macumba? – disse o homem barbado.
– Macumba? Esse cara tá ficando doido, querendo que a gente faça macumba?! – falou Cole, se assustando com o misterioso homem.
– Ah... Vocês falam português também? (Cole murmurou um “Dããã”) Eu achei que vocês estavam sob a influência de Alucard, Alucard Dorman, um tirano que dominou nossas terras e nos fazem trabalhar mais de 19 horas por dia. Por isso fugimos para as florestas: para fugir dele. Mas ele continua nos perseguindo, porque está avançando sobre as florestas, desmatando e acabando com toda a vida. Ele apenas apareceu do nada e começou a dar ordens, principalmente por ele ter uma espécie de poder que ninguém até hoje conseguiu superar.
– E porque você tá falando isso para a gente, seu doido, pateta? – perguntou Cole.
– Porque vocês, como todo mundo, estão em perigo – disse o homem.
– Mas não podemos ir agora, temos que achar nossos outros amigos! – falou Vergil, com vivacidade.
– Não temos tempo a perder! Vão ter que esperar eles aparecerem, ou pior, não! – falou o homem, começando a sair da caverna.
– O que? Mas que gritaria é essa? – disse Suzan, acordando.
– Temos que ir atrás dos outros! – disse Cole.
– Mas por quê? Tá muito cedo! – falou Suzan.
– Eu te explico no meio do caminho!!! – bradou Cole, levantando Suzan.
– Vamos atrás deles!!! – disse Vergil num tom definitivo.
– Está bem. Mas temos que ser rápidos.
Então, os quatro saíram em busca de Kenneth e Jane. Saíram correndo sem rumo, passando por várias outras árvores de aparência anormal, mas começando a aparecer árvores que conheciam, como um cajueiro e várias outras espécies nativas de sua cidade. O homem barbado avistou um adolescente alto e um pouco magro deitado em um galho de uma árvore próxima, que reconheceram imediatamente como Kenneth:
– E aí galera! Por onde é que vocês andaram? – disse Kenneth comendo uma manga.
– A gente tava atrás de você – falou Vergil olhando para o alto.
– Opa! Atrás de mim só a cueca e calça – brincou Kenneth.
– Desce daí pra gente falar contigo – disse Cole.
Kenneth estava descendo da árvore quando uma flecha passou raspando pelo largo da cabeça dele. O homem barbado gritou “CORRAM!!!”. Enquanto os meninos corriam pela enorme imensidão da floresta, o homem barbado os seguia, parando de vez em quando para desviar a rota de algumas flechas. Quando os meninos chegaram num penhasco longe da floresta, certo de que não havia mais chances, depararam com Jane metros abaixo:
– Me ajudem aqui! – pediu Jane desesperada.
– Ei Vergil! Me dá esse cipó pra nós puxarmos ela – disse Suzan.
– Vamos logo, porque vem vindo flechas de todas as direções – falou Cole olhando para trás.
Assim, Suzan atirou o cipó para Jane e todos puxaram, mas uma flecha rasga a calça de Vergil, assim retardando o resgate:
– Ai! Me acertaram! – disse Vergil caindo no chão.
– Vergil, continua puxando que eu vou tentar atrasá-los! – disse Kenneth, voltando e ficando a frente deles.
– Kenneth espera! – disse Cole indo atrás do amigo e ficando a frente dos outros junto a Kenneth.
Então, coisas estranhas aconteceram em sucessão: Kenneth, apenas colocando os braços em frente ao corpo e Cole, as mãos. Então, quando as flechas chegaram a Kenneth, apenas paravam e caíam. E Cole, começou a disparar raios de cor roxa nos arqueiros de Alucard, assim derrubando-os:
– Mas o que diabos foi isso?! – disse Jane absorta, após ter subido no penhasco.
– ISSO FOI INCRÍVEL!!! – falou Vergil surpreso.
– Eu sabia! Vocês são as pessoas que nosso reino precisa!!! – falou o homem barbado.
– Endoidou de vez! Agora pronto! – disse Cole, ainda assustado com essas falas repentinas do homem.
– Não, não estou doido! Vocês irão descobrir o que eu estou falando quando chegar a hora... – disse o homem, sumindo de repente em uma baforada de fumaça verde, deixando os garotos sozinhos e absortos com o acontecimento:
– Mas que maluquice é essa que ele tava falando? — disse Suzan com cara de espanto.
– Não sei não, mas acho que ele sabe de algo que não sabemos – disse Vergil pensativo.
– Caramba doido! Tu visses o que eu fiz? – disse Cole admirado.
– Como foi que aquilo aconteceu?! – disse Kenneth pasmo.
Mas não tinham tempo para discutir: os guardas estavam acordando. Eles pegaram algumas pedras e correram o máximo que puderam para se distanciar dos guardas. Correram passando por várias árvores até depararem com uma pequena casa de madeira:
– TEM ALGUÉM EM CASA? – gritou Kenneth batendo na porta com força.
– QUEM É?! – gritou uma voz de volta. Pela voz parecia a de uma mulher.
– Precisamos de refúgio, abra a porta, por favor! – falou Jane.
Mas a mulher não abriu, e os garotos estavam começando a ficar desesperados, pois os passos dos guardas que se levantaram estavam começando a ficar mais fortes:
– Esquece isso! Eu vou arrombá-la! – disse Cole, afastando os outros e correndo para derrubá-la.
Então com um forte estampido, a porta foi lançada para trás com toda a força:
– ISSO É INVASÃO!!! VOU CHAMAR OS GUARDAS!!! – gritou a mulher, escandalizada.
– Só queremos refúgio por enquanto – cochichou Vergil – Depois iremos embora.
– Não!!! Vocês arrombam a porta da minha casa e querem que eu deixe assim?! Nem pensar!!! – disse a mulher, ainda histérica.
– CALA A BOCA!!! – gritou Kenneth, imperativo e fazendo a mulher se calar no ato.
Foi só o tempo de eles se silenciarem. Ouviram-se passos metálicos abafados pela vegetação. Eles aumentaram de volume quando chegaram a casa, mas passaram direto e desapareceram:
– Ufa, ainda bem! – falou Suzan, aliviada.
– Graças a Deus – disse Kenneth.
– Vamos!!! Temos que ir embora, porque eles poderão voltar aqui! – disse Vergil, indo para a porta.
– Esperem! – falou a mulher, olhando os garotos com uma expressão de quem queria falar algo a muito tempo.
– O que?! Você grita com a gente e agora não quer que a gente vá?! – disse Cole, se irritando.
– Não, não foi isso. Pelo jeito vocês são os heróis que precisávamos!!! – disse a mulher, feliz da vida.
– Como você sabe disso?! Aquele homem barbado lhe contou por acaso? – perguntou Jane, intrigada.
– Não, foi porque eu ouvi a profecia do destino, uma antiga lenda que nos dá esperança até hoje – disse a mulher – E ela falava: “6 adolescentes, cada um com um poder oculto, que só se libertaria na hora certa, poderão acabar com a tirania de todo o mal que atua em nossa terra“.
– Não sei se você não percebeu, mas somos apenas 5. Não sabe contar mais não é? – falou Cole, ainda com raiva.
– Mas eu conheci uma jovem na cidade que acho que também faz parte disso! – Vão lá! Vocês têm que ir! – disse a mulher – Vão!!!
E então, os meninos foram na direção que a mulher lhes indicou:
– Mas rapaz, acho que ela deu a gente para os guardas – disse Cole.
– Bom, não temos certeza, mas pelo menos vocês deram uma lição para os arqueiros – disse Vergil, dando uma palmadinha nas costas de Cole e Kenneth.
– É, obrigado! – disse Cole, cheio de si.
– Mas temos que tentar confiar nela, não consegui a ver mentindo – disse Vergil.
– Mas foi só você! Porque eu achei que ela estava mentindo – falou Kenneth.
– Calem a boca se não podem acabar nos ouvindo!!! – sibilou Jane.
E de fato quase os ouviram: guardas estavam postados no caminho que eles tinham que tomar, bem perto da vila que a mulher lhes falou. Eles estavam guardando a pequena passagem e, apesar da conversa animada, pareciam estar bem alertas:
– E agora? O que faremos? – disse Suzan, pesarosa – Temos que passar por esses guardas.
– Tenho uma idéia, mas vou precisar de vocês dois! – falou Vergil, falando um plano para os garotos.
E então, eles foram: Cole atirou uma pedra na cabeça dos guardas, enfurecendo-os. Então, Kenneth colocou um pé na frente de um deles, derrubando-o. Mas outra coisa estranha aconteceu: de repente, para Vergil, tudo ficou mais lento, podendo se mover muito mais rapidamente. Então ele fez duas coisas: esmurrou os guardas e retirou suas espadas. E então, tudo voltou à velocidade normal: os guardas sentiram o impacto dos socos, caindo e se contorcendo debilmente no chão:
– Caramba! Como você conseguiu se mover tão rápido?! – perguntou Jane, estarrecida.
– Não sei... – disse Vergil sem jeito.
– Não acredito nisso, você já salvou a vida de todos nós duas vezes e não sabe o que aconteceu?! – disse Suzan enfurecida, socando uma árvore, que foi lançada para o lado com estrépito:
– Que...? – começou, mas não tinha palavras, pois isso fora um ato muito estranho de se acontecer.
– Meu Deus, todo mundo tá com poderes estranhos, só porque apareceu a bendita luz!!! – disse Kenneth
– É, mas só eu que não tenho, eu sou normal – falou Jane.
– Ah tá, ninguém é normal, principalmente você!!! – disse Cole, morrendo de rir.
Começou então uma perseguição de Jane, que foi correndo atrás de Cole, para tentar lhe atacar com um soco. Então, numa curva em que Cole passou fácil, Jane quase cai, assim tentando acertar Cole com suas unhas. Só que Cole foi mais rápido e desviou, mas a árvore não: ela foi partida ao meio:
– Caramba! Depois sou eu o anormal – disse Vergil, irritado.
– Deixa pra lá, vamos para a cidade logo!!! – disse Suzan, indo na frente.
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