A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard

14 O único ser humano a ter o poder extremo


Notas iniciais
E o capítulo final! Às notas finais.

Vergil estava sem ação, vendo aquele genocídio: todos os seus amigos estavam entre a vida e a morte e Suzan recebera um golpe particularmente poderoso. Apenas chorou. Era o que conseguia fazer, após ver que, apesar de estar vivo (por enquanto), todos seus amigos estavam praticamente mortos. Pensou que poderia ir para casa com segurança e rever sua família, rever seus amigos são e salvos, rever Suzan.

De repente, sentiu que o chão estava fugindo dos seus pés. Percebeu que Alucard o levantara pelo pescoço. Sentindo o ar fugir dos pulmões, apenas ouviu Alucard falando “Você morrerá, assim como todos os outros!”, quando de repente, este o soltou, parecendo que tinha levado um choque.

Vergil sentiu uma energia poderosa crescendo dentro dele. Essa energia estava chegando aos pólos do seu corpo, fazendo-o sentir renovado e ao mesmo tempo, poderoso. Imediatamente, seus ferimentos foram curados, sua musculatura parecia ter sido potencializada, sua velocidade havia aumentado inúmeras vezes. Olhando para os lados, viu que sua aura azul estava quase transparente, mas uma outra coisa havia aparecido: um tipo de espiral de vento azul-escuro estava se formando ao seu redor. Olhando para o chão, viu que o fluxo de vento gerado estava criando uma espécie de dispersão de vento azul-escura. O poder era tamanho que, apesar de Vergil estar se sentindo sereno e calmo, o poder era ampliado inúmeras vezes como se não tivesse fim:

– IMPOSSÍVEL!!! VOCÊ CHEGOU AO TERCEIRO NÍVEL DE ENERGIA!!! – gritou Alucard assustado com tamanha força.

Vergil apenas olhou para Alucard, e este fora lançado para trás com estrépito (a velocidade e a força do soco que aplicara no ar fora praticamente instantâneo). Um fulgor vermelho perpassou seus olhos até que disse com a maior calma:

– Você não sabe com quem se meteu...

Alucard já havia se recomposto, mas recebeu inúmeros chutes potentes que fora lançado para todos os lados da sala, que já estava bastante destruída. Cambaleando para trás vacilante, ainda foi acertado por muitos socos extremamente rápidos. Alucard caiu ao chão, gemendo de dor. Quando este virou o olhar para o lugar que Vergil estava, este reaparecera trás dele:

– Desista agora e não se machucará mais! – disse Vergil em tom bastante ameaçador, o poder ainda aumentando conforme o desejo de derrotar Alucard aumentava. Este, porém, apenas ria:

– Você acha que foi o único que chegou a esse nível? – A risada de Alucard ecoava pela sala, como uma risada macabra que fazia os cabelos da nuca arrepiarem que ouviu no seu pesadelo – Pois está redondamente enganado!!! – e Alucard se levantara vacilante, mas mesmo assim voou (como tinha forças para isso?!) e atravessou o teto, fazendo todo o mesmo ceder. Vergil, nesse novo nível de energia, conseguiu fazer seus amigos desviarem dos pedregulhos que caíam constantemente. Após deixar todos em um local mais seguro no aposento, Vergil voltou a atenção para Alucard, que estava invocando uma horda de corvos negros ao seu redor. Observando mais atentamente, viu o que temia: Alucard também sabia ativar o terceiro nível de energia! Todo seu corpo estava envolvido em um espiral de vento negro, dando-lhe uma força enorme. Decidido, mas sem saber o que fazer, tentou ir até Alucard. Sem pensar direito, deu um impulso com os pés, dizendo “Attonitus Accelero”: uma espécie de armadura elétrica o envolveu, e seu pulo deixara um rastro elétrico. Mas ao invés de cair após chegar à Alucard, permaneceu no ar, como se estivesse voando. Encarou profundamente Alucard, mas este disse:

– Isso acaba aqui e agora. Não sei como um pirralho como você tem esse poder, mas todo o mundo saberá que eu e somente eu, sou o homem mais poderoso do mundo!!!

– Você não irá triunfar sobre mim!!! – disse Vergil extremamente confiante. A situação estava muito difícil, mas Vergil sentia que poderia ganhar.

– Hahahahaha! Eu sei controlar esse nível de energia muito melhor que você! Você perecerá!

– Não tenha tanta certeza Alucard! – disse uma voz na cabeça de Alucard. Mesmo assim, Vergil podia ouvir com clareza quem falara daquele jeito (caramba, eu posso ler mentes?!): era Cole, lá de baixo. Apesar de estar bastante ferido e debilitado, mantinha-se em uma pose de concentração, e com todos encostando a palma da mão em suas costas.

– Vergil, dá-lhe umas boas porradas! – disse Cole com aquele sorriso malicioso dele.

– Eu sei que você pode fazer isso – incentivou Jane levantando um punho para o ar.

– Vergil, ele é a raiz de todo o mal dessa terra. É sua missão liberta-la!!! – assentiu Kenneth com tranqüilidade.

– Dá uns dois ganchos de direita que ele vai se lascar! – falou Claire, afobada e desferindo socos no ar com rapidez.

– Vergil, o destino de Ryokun depende de você! – disse Suzan, calma e serena.

Alucard não teve nem um milésimo de aviso: foi atingido com uma poderosa cotovelada de Vergil. Cuspindo um pouco de sangue, mandou a horda de corvos atacarem Vergil. Este, por sua vez, disse com tanta velocidade “Patrono Invocatio”, que acabou por formar um exército de lobos do trovão. A briga entre os corvos e os lobos era feroz, mas não se comparava à briga de Vergil e Alucard, que estavam atacando e defendendo os golpes com tanta velocidade que ondas de choques eram transmitidas para todos os lados com rapidez, batendo e destruindo árvores e as torres do castelo (os garotos tiveram que se retirar com rapidez). Quando os dois se distanciaram um pouco, ambos desferiram um forte soco, que acabaram por ter um “encontrão” de punhos energizados: de um lado, um trovão azul-escuro se eletrificava ao redor do punho de Vergil e parte dele era disperso; e do outro um trovão verde-negro fluía através do punho de Alucard, que parecia estar fazendo um esforço enorme. Mas este fora traiçoeiro e atingiu um chute no rosto de Vergil, que foi arremessado para cima com força. Alucard disparou uma esfera de trovão negro, que explodiu quando foi de encontro a Vergil, ou será que não? Vergil estava com a mão preparada e tinha disparado uma esfera de trovão azul-escuro, repelindo o ataque. Só que o ataque parecia não ter acabado: Vergil carregou uma espécie de energia azul na mão direita e com a mão esquerda apoiava a outra. A esfera formada estava tirando fortes energias externas, e também grande parte da energia espiritual de Vergil, cujo espiral de vento ficava gradualmente mais fraco. Quando a esfera ficou com um metro de diâmetro, Vergil disparou um raio azul de calibre enorme contra Alucard, que não teve como bloquear e foi atingido no peitoral, sendo lançado para trás. Com o raio ainda ativo, Alucard foi se enfraquecendo (o espiral de vento dele estava desaparecendo). Mas quando pareceu que a batalha estava ganha, uma esfera de trovão verde-negro atingiu a mão esquerda de Vergil, que acabou por parar o golpe e dispersou a energia para todos os lados. Alucard aproveitou a oportunidade que Vergil estava extremamente debilitado e conjurou a mesma esfera negra, transformando-a em uma lança negra e atirando contra Vergil. Mas este ainda conseguiu efetuar uma técnica de bloqueio, mas isso pareceu custar suas forças. Alucard ainda teve tempo e disparou uma esfera de trovão explosiva, que derrubou Vergil.

Vergil começou a cair. Em sua mente, estava tudo calmo e sereno. Viu uma luz bem forte à sua frente e caminhou até ela. O caminho parecia não ter fim, mas continuou a caminhar. De repente, um velho que ele não conhecia apareceu à sua frente:

– Olá senhor Vergil.

– Olá.

– Você não pode desistir assim.

– Como?! Eu estou morto?! – Vergil começou a ficar desesperado.

– Não, mas está quase.

– Não!!! Eu não posso morrer assim.

– Sinto não poder ajudar muito, mas isso só você pode fazer.

– COMO?! PRECISO SABER COMO!!!

– Concentre-se em seu objetivo. Concentre-se em que você ama. Concentre-se, Vergil!

– Calma; Vergil – disse para si mesmo – Você consegue. E quem liga se aquele tirano vai viver? – começou a ficar calmo. Mas começou a pensar em Alucard: seus amigos estavam sob a ameaça dele. Não podia deixá-los morrer – EU LIGO!!! — O poder do terceiro nível de energia estava crescendo novamente em si com uma força extrema. Voltando-se para o velho, que estava sorrindo disse:

– Isso! Você irá recuperar a consciência aos poucos, à medida que seu poder cresce. Antes de nos despedirmos, quero que me ouça atentamente. Você tem várias técnicas poderosas, mas não tem a mais poderosa. Ela se chama “Centum Ira Eruptio”. É quase igual ao “Lupus Ira Eruptio”, só que muito mais forte. Entenda que, se esse golpe for usado enquanto não estiver preparado, poderá morrer.

– Entendo.

– Agora vá e acabe com o mal!

– Entendi! – e o poder de Vergil estava aumentando mais ainda, de forma que foi recuperando a consciência aos poucos. Viu os rostos dos seus amigos, cujos haviam lhe ajudado quando estava caindo: Cole usara um feitiço da levitação e trouxe para perto. Kenneth usou os poderes curativos e todo o resto torcia por ele ficar vivo. Levantando-se, como se tivesse levado um choque virou-se para todos:

– Valeu gente!

– É o mínimo que podíamos fazer – disse Suzan.

– Agora dê uma lição nele! – disse Cole, tentando incentiva-lo.

– Claro que sim! Valeu gente! – disse Vergil, e recebeu cumprimentos de todos: dera um abraço em Claire e Jane, deu o aperto de mão característico de Kenneth e Cole, dando uma palmada nas costas de cada um, e não se conteve: chegou perto de Suzan e deu-lhe um beijo, que lhe foi correspondido com vontade. Dirigindo-se para fora do refúgio, disse – Eu vencerei essa batalha por todos nós!!! – e Vergil fez seu espiral de vento azul-escuro refulgir mais furiosamente que antes, dando um impulso com os pés e se dirigindo para o céu, à procura de Alucard Dorman. Mas foi atingido por uma explosão repentina, que o fez retardar um pouco o vôo. Vendo Alucard de longe, chegou imediatamente e começou a desferir uma seqüência de golpes muitos rápidos, mas Alucard estava defendendo de todos. Ao preparar um golpe forte, Vergil acabara por ser atingido com um soco no rosto. Recompondo-se depressa, disse “Attonitus Offensio Duo” e acertou dois socos elétricos certeiros em Alucard, que acabou por retardar o ataque que iria aplicar. Por fim, Vergil gritou “Perfringo”: uma imagem de um lobo foi disparada de suas mãos e foi de encontro à Alucard, atingindo-o e destruindo o resto de sua defesa, deixando-o apenas com sua túnica. Mas Alucard preparou um poderoso disparo vermelho na mão, que foi disparado com uma velocidade extremamente rápida, atingindo Vergil no peitoral, que estava tentando agüentar a potência, mas não conseguira, sendo lançado para longe. Mas conseguiu se recompor rapidamente e, concentrando-se bastante, disse mentalmente para os outros:

– Não dá pra continuar assim. Tem que ter um modo – e imediatamente veio à sua mente o golpe que o velho desconhecido havia lhe dito.

– Não se preocupe cara. Arranjaremos isso rápido – disse Cole, por telepatia.

Vergil permaneceu por alguns momentos escondido, enquanto Alucard o procurava, pois ainda sentia aquela energia estrondosa. Pensou que talvez pudesse derrotá-lo, mas não da maneira que estava usando. Por fim, se decidiu: prezava a vida de seus amigos e os queria a salvo. Concentrando-se, disse:

– Aprendi um golpe que pode derrotar Alucard, mas pode acabar me matando – não gostaria daquela opção, mas estava sem saídas.

– Não faça isso! – disse Jane.

– Jane tem razão, Vergil. Isso é perigoso! – falou Suzan.

– Não tenho opções. Mandarei toda minha energia naquele golpe – falou Vergil, como se estivesse se despedindo – Adeus galera! – e deu um impulso com as pernas, conseguindo voar novamente. Alucard finalmente o encontrara:

– Não gosto de brincar de esconde-esconde. Não fuja de mim novamente! – disse em tom ameaçador.

Vergil pensou em todas as forças de energizar seu corpo: disse “Attonitus Accelero”, “Lupus Contumelia Duo” e “Lupus Offensio Duo”. Também começara a fazer sua energia espiritual emergir com ferocidade em seu espiral de vento, que aumentara de tamanho. A energia era tamanha que partes do castelo de Alucard era arrastados como se fosse papel.

– Você será derrotado agora!!! CENTUM... – por volta de cem esferas azul-escuras foram conjuradas ao redor de Vergil. Alucard concentrava uma energia negra nas mãos posicionadas à sua frente.

– IRA... – as esferas foram se agrupando nas mãos posicionadas (uma na frente da outra) de Vergil. Alucard pegava energias externas para alimentar aquele poder.

– ERUPTIO!!!!!! – a esfera formada tinha mais de um metro e meio de diâmetro. Vergil mirou a mão, e disparou um grande trovão azul-escuro contínuo, que se encontrou com um enorme trovão totalmente negro, formando um ponto de impacto branco, que dispersava parte desses poderes, mas a maioria era direcionada a acabar com seu oponente. A luta de poderes ficou acirrada, parecendo consumir as forças de ambos, que fraquejavam, mas os poderes pareciam não terem fim. O ponto de impacto estava indo de encontro a Vergil, que apesar de estar com os sentidos falhando e o corpo doendo, pensou numa alternativa muito arriscada: transferir toda a energia acumulada em seu corpo para alimentar o poder. Com o cérebro girando, concentrou-se e fez o feixe aumentar a força, mas o ponto de impacto ainda estava indo de encontro a ele. Por fim, transferiu a energia de sua aceleração do trovão e de seus punhos e pés para o trovão, que engrossou de calibre e parecia estar ganhando a batalha. Mas Alucard retirava forças de algum lugar, que o ajudava a manter a batalha de poderes. Então, Vergil se lembrou da frase do homem barbado: “O amor é poderoso, porém mal compreendido”. Isso era a chave, pensou. Com um simples pensamento, disse para os outros: “Eu gosto de todos vocês. Mas acima de tudo, eu te amo Suzan”. Reunindo toda sua força restante, transferiu o poder de seu espiral de vento para o disparo. E com um urro de fúria, o trovão aumentou a potência exponencialmente e fez o ponto de impacto ser deslizado com tamanha rapidez que atingiu Alucard e o desmaterializou em pleno ar. Após isso, Vergil perdeu a consciência e começou a cair, batendo com estrépito no chão e levantando uma grande poeira. Em sua mente, onde estava tudo sereno e calmo, voltou a ver o velho que lhe falara do golpe que derrotou Alucard Dorman:

– Isso. Você conseguiu! Acabou com todo o mal.

– Sim, obrigado, mas... Eu acabei morrendo, não?

– Você só terá morrido quando aqueles que te amam deixarem de te amar.

– Entendo... Mas eu não consigo voltar ao normal.

– Isso porque você esgotou sua energia vital e quase que esgota sua energia espiritual.

– Mas eu pensei que tinha transferido toda minha energia espiritual para o ataque.

– Sua energia espiritual nunca é esgotada, pois ela sempre terá um lugar dentro de você, que irá lhe dar forças, que fará tudo ser mais fácil. Que lhe ajudará e muito.

– Então o que preciso fazer para voltar ao normal?

– Só o tempo lhe dirá.

– Espere!!! Não vá!!! Quem é você?

– Sou a pessoa que irá levar você de volta ao seu mundo.

Mas antes que Vergil pudesse continuar falando, a imagem do velho se embaçou à sua frente. Por volta de cinco rostos apareceram, encobrindo o sol, que finalmente brilhava com força naquela área. As árvores de casca negra, agora eram purificadas e se tornavam produtivas novamente. Os lagos, antes sujos com uma espécie de piche, agora brilhavam com um azul cristalino. Os animais retornavam aos poucos àquela imensa área. O castelo de Alucard foi se fragmentando, até virar um amontoado de rochas. Mas acabou por revelar uma estranha cadeia de energia, onde um homem bastante velho, com uma barba muito longa, trajando uma túnica azul bastante suja chamava os garotos até lá:

– Por favor, me tirem daqui.

– Calma que iremos ajudar! – disse Cole, que se dirigiu para a cadeia de energia. Claire e Kenneth também foram.

– Como abrimos essa grade? – disse Claire.

– Tinha uma chave de energia que Alucard sempre leva com ele. Onde está? – falou o velho.

– Err... Acho que quando Vergil o derrotou, acabou desintegrando a chave – disse Kenneth, pesaroso.

– Não tem problema. Tem outro jeito: destruam a grade.

– Deixe-me ver... – disse Cole, pensativo – Acho que sei um feitiço. Absobfirmo! – a grade de energia rangeu um pouco, mas permaneceu intacta.

– Acho que consigo. Draco Crinis!!! – uma luz vermelha se materializou nos punhos de Kenneth e foi disparada na fechadura. Por uns momentos, a luz atingia incessantemente o alvo, mas quando cessou, permanecia intacto, apesar de ter derretido um pouco.

– Vamos ver. Pumilus Securis!!! – o machado brilhou com uma energia dourada e atingiu o alvo, quebrando o cadeado – Isso!!!

– Obrigado. Agora o que posso fazer em troca? – disse o velho, saindo da cadeia, que se desmaterializou.

– Você é o ancião que sabe transportar pessoas pelo espaço-tempo? – perguntou Kenneth, interessado.

– Sim.

– Então você pode nos transportar para casa?! – exclamou Cole, surpreso.

– Claro.

– Ótimo! Agora vamos chamar o resto do povo.

Após terem chamado as duas meninas e carregado Vergil, que ainda estava muito debilitado, chegaram até o ancião. Kenneth usara uma magia que fez Vergil recuperar um pouco da força, até que o ancião falou:

– Agora eu quero que se posicionem em círculo ao meu redor.

Todos fizeram um círculo. “Agora digam com firmeza: Eu quero ir para casa!”. Todos disseram com bastante firmeza, até que uma estranha ventania fazia os cabelos de todos esvoaçarem. Todos eram levitados por uma estranha força, exceto o ancião, que permanecia sereno e calmo. De repente, seis raios vermelhos atingiam as costas das mãos esquerdas dos garotos, que deram um grito de dor, quando um símbolo quase imperceptível era gravado em suas peles: um pequeno círculo cortado em três partes exatamente iguais. Após isso, seis raios multicoloridos foram disparados em direção aos garotos, que foram desaparecendo gradualmente. Antes de desaparecerem completamente, ouviram a voz do ancião:

– Vocês são os heróis da profecia do destino. Adeus!

Vergil ficara cego devido a uma luz muito forte, até que piscando os olhos, teve a visão que mal se lembrava: estava no mesmo shopping há dois anos atrás. Mas olhando mais atentamente, era como se estivesse dois anos mais novo, usava as mesmas roupas naquele dia. Mas pensando melhor, olhou a data no relógio: estava no mesmo dia e no mesmo ano. A diferença era que tinha passado apenas duas horas. Assustado, olhou para os lados: todos os seus amigos estavam no mesmíssimo local há dois anos atrás:

– Gente, será que isso foi apenas um sonho? – disse Vergil, ainda o cérebro girando.

– Não sei. Estou com a mesma sensação – disse Kenneth, um pouco confuso.

– Eu também – assentiram os outros.

– Bom, como se passaram duas horas, acho que é bom nos irmos para casa logo – disse Suzan, descendo com Jane pela escada rolante. Os outros garotos ainda ficaram lá.

– Rapaz, eu ainda tô com a pulga atrás da orelha. Será que isso tudo que nos passamos foi um mero sonho? – disse Cole, ainda incrédulo.

– Não sei – disse Vergil e imediatamente olhou para as costas de sua mão esquerda, onde estava lá a evidência: estava com o símbolo quase imperceptível que lhe foi gravado na pele – Olhem! Nas mãos de vocês. Ainda está o símbolo que aquele ancião pôs em nossa pele!

Os outros dois viram a marca e afirmaram com a cabeça. De repente, o celular de Vergil toca: era Claire:

– Aquilo tudo que a gente passou não foi um sonho? – disse ela pelo celular. Todos os meninos deram uma boa gargalhada e explicaram toda a história para Claire, que também ri e, dizendo tchau, desliga o celular. Os garotos descem pela escada e vão para casa. Mas um olhar sombrio na terra média permanecia. Porém, esse olhar ainda era desconhecido por aqueles que não o viam. A profecia do destino ainda estava por vir. Todos os heróis serão convocados novamente. Porém, apenas o tempo dirá.

Notas finais
Então está terminado o primeiro livro da primeira vez que escrevi alguma coisa. Quem leu até aqui percebeu as semelhanças com a nova, mas percebe também a incrível inconsistência nos fatos aqui mostrados. E é isso que estou consertando, e também, claro, mudando a trama, que está bem mais profunda. Então, está terminado. Até a próxima história! o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!