A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard
3 O mundo estranho à nossa frente
Quando finalmente saíram da floresta, viram uma coisa que não acreditaram. Estavam em uma cidade feudal: as casas eram feitas de madeira, várias lojas vendendo todo tipo de coisas, acharam também guardas por toda a parte, mas não estavam à procura de alguma coisa, estavam apenas conversando. E então viram a jovem que a mulher da cabana falou: uma adolescente negra, um pouco baixa e brandindo um machado, que a patota a reconheceu imediatamente: era Claire. Trajava uma espécie de camisa de couro leve costurado, com uma calça também de couro e proteções metálicas nas pernas. Ela estava falando com um comerciante e depois se despediu, virando para a patota. E então ela veio correndo de encontro a eles:
– Não é ninguém não! – brincou Vergil.
– Ué, o que vocês tão fazendo aqui? – perguntou Claire.
– É isso que queremos saber! – disse Suzan.
– Mas peguem esse dinheiro primeiro e vão comprar roupas para vocês. Tão precisando – disse Claire, entregando o que pareciam ser moedas de ouro reluzentes.
Então, eles se dirigiram para a loja. As roupas eram da maior variedade que se podia imaginar: tinham todo o tipo de roupas medievais:
– Caramba! Eu quero uma de bruxo – falou Cole do canto.
– E eu quero uma de lutador – disse Vergil da frente.
– Mas a melhor é a de padre – falou Kenneth do meio.
– Eu vou ver o resto, mas acho que pego uma de arqueira – disse Suzan.
– É, eu acho que também – disse Jane.
A roupa de lutador tinha uma camisa branca de mangas muito largas e sendo grande em extensão, e tinha uma calça bastante longa junto à uma faixa de tecido grosso e de cor verde. A roupa de padre era formada de uma longa batina (uma espécie de camisa muito longa usada por padres) preta, acompanhada de um crucifixo branco grande e uma Bíblia preta. A roupa de bruxo era uma espécie de jaqueta preta longa com um capuz adornado, tendo também uma camisa de manga curta e uma calça de couro por dentro. A roupa de arqueira era uma camisa de manga curta azul junto à uma saia curta aberta, com um pequeno short de couro por baixo.
Então todos compraram as roupas e foram ao encontro de Claire:
– É melhor eu providenciar um canto para vocês trocarem de roupa e comerem.
– Isso mesmo, estamos morrendo de fome!!! – disse Cole, massageando a barriga.
– Então tá massa, me sigam!!! – disse Claire.
Então eles andaram até uma casa de madeira perto de lá. Entrando, viram que (na concepção de Vergil, Kenneth e Cole) era uma típica casa medieval: tinha uma lareira, potes com água de um lado da sala, barris com comida do outro lado, um porão, um sótão e um quarto com várias camas:
– Bom, essa é minha casa – falou Claire.
– Mas como é que você conseguiu isso tudo?! – perguntou Jane, estarrecida.
– Eu comecei sem nada, mas peguei um trabalho aqui e arrumei um dinheiro. Comprei essa casa e juntei mais dinheiro para comprar equipamento para mim.
– Mas como você conseguiu tanto dinheiro assim? – perguntou Cole
– Demorei 3 anos para juntar isso tudo – disse Claire com simplicidade.
– COMO É?! COMO PODE TER SIDO?! FALAMOS COM VOCÊ ANTES DE ONTEM?! – disse Kenneth, abismado, como todos.
– Bom, eu não sei, só sei que passou 3 anos.
– Só se for diferença de fuso horário – disse Vergil, rindo.
– Bom, mas vamos deixar de papo e vamos se ajeitar – disse Claire – O banheiro é por ali. As meninas irão primeiro, tem toalhas no banheiro.
– Ok!
Então foi Suzan, foi Jane, depois foi Vergil, depois Cole e por último Kenneth. Eles trocaram de roupa:
– Agora sim, dão pra se misturar.
– Bom, mas onde acharemos armas para nos defender? – perguntou Cole, subitamente.
– Bem, vocês terão que consegui-las estudando nas variadas escolas que tem por aqui – disse Claire.
– Caramba, mas assim vai demorar muito!!! – disse Vergil, sem ação.
– Bom, eu demorei mais ou menos um ano para aprender a manejar o machado.
– Cacetada!!! Tudo isso?! – disse Cole, também estarrecido.
– É... Mas não posso fazer nada – disse Claire – Foi assim e vai ter que ser.
– Bom, é o jeito. Não temos como voltar para casa – disse Suzan.
– Mas acho que tem um jeito para a gente voltar para casa!!! – disse Claire, após algum tempo pensando.
– Qual?! Fala logo!!! – disse Cole, impaciente.
– Tem um grande ancião que sabe tele transportar pessoas através do espaço-tempo!!! – disse Claire.
– Boa!!! Agora temos que chegar até ele – disse Vergil.
– Mas esse é o problema, ele está sob a custódia de Alucard Dorman – disse Claire tristemente.
– Então temos que resgatá-lo de qualquer jeito!!! – disse Suzan determinada.
– Mas como iremos fazer isso? Nem sabemos manejar armas! – falou Jane.
– Bom, o jeito é ir para as escolas que tem aqui nessa cidade – falou Kenneth – Claire que disse.
– Então está tudo certo, amanhã a gente começa – terminou Vergil.
– Agora vão tudinho pra cama!!! – informou Claire, autoritária – Porque amanhã vai ser um dia cheio.
Então todos foram com os pensamentos em disparada, de como seria o dia amanhã, como seria a perspectiva de entrar no mundo medieval. “Vou me tornar um grande lutador”, pensou Vergil. “Vou ser um grande bruxo”, pensou Cole. “Vou ser um grande sacerdote para lutar por Deus”, pensou Kenneth. “Atirarei as flechas mais certeiras que o mundo já viu”, pensou Suzan. “Vou ver se sou boa em adagas”, pensou Jane. Então, depois de todos esses pensamentos, todos adormeceram. A noite caiu tranqüila, sem maiores confusões. Grilos cantavam e as corujas ficaram vigilantes como sempre. O dia de amanhã para os heróis da patota estava para começar.
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