A Profecia Rafma

2 Teia de Aranha


Notas iniciais
Enfim, depois de alguns dias após o primeiro capítulo da Profecia, espero que vocês venham a gostar desse capítulo

Boa Leitura

Uma teia saiu de dentro da floresta e foi em direção a Fabio e Erica que estava ao seu lado o puxou pela gola da camisa, fazendo ele abaixar e o ataque passar direto.

- Hum... – Aquela voz irritante se iniciava novamente, ficando mais fácil de escutá-la – Parece que tem alguns amigos por aí, é? – Ela deu uma risada mais irritante ainda.

Quatro teias foram atiradas de dentro da floresta como antes e foram muito mais velozes que a teia que atacou Fabio. Uma teia chegou a Sandra e cobriu todo o seu rosto, logo em seguida a segunda teia também cobriu o rosto de Vanessa, sem que as duas tivessem chances de fugir. A terceira teia foi em direção de Kulan que, com extrema rapidez, virou uma mosca e voou por um dos furos dela. Já a quarta teia foi na reta de Fredo e bem na hora disso acontecer, Ryan correu até a teia e usou a ponta de combate do bastão e cortou-a em alguns pedaços com as três lâminas afiadíssimas. O movimento de Ryan foi tão inesperado para Fredo, que esse caiu para trás, super impressionado.
Sandra e Vanessa caem no chão.

- Mãe! Vanessa! – Lucas correu até sua mãe e sua irmã e levantou a cabeça de sua mãe tentando tirar a teia, mas não conseguiu – Mãe! Você consegue respirar?

Ryan ficou um pouco irritado com a atitude de Lucas ter ido atrás delas. Ele estava com a guarda baixa e podia ser facilmente imobilizado.

- Responde, mãe! – Gritou, vendo uma iluminação saindo de dentro da teia.

Algo parecido com raio saiu da cabeça de Sandra e Vanessa e foi para floresta adentro.

- Não precisa se preocupar – A voz vinha da floresta, mas ninguém deles conseguia saber em que posição ela se encontrava. Parecia sempre estar em movimento. Isso explicaria o porquê às teias vieram de direções diferentes -, elas não estão mortas e estão respirando sim. Só ficaram em transe. E você ficou preocupada com elas? Oh, que bonitinho! Pena que baixou a guarda, idiota!

Uma outra teia saiu em meio as árvores e estava indo de costas para Lucas. O escolhido estava um pouco afastado de Ryan ou Erica ou qualquer pessoa que poderia tentar ajudá-lo naquela hora. Lucas só teve tempo de virar para trás e ver o que estava acontecendo, até que foi atingindo pela teia no rosto. O impacto foi um tanto quanto grande que fez Lucas girar umas três ou quatro vezes no solo e quase indo em direção ao fogo que estava em volta de todos.

- Lucas! – Gritou Erica que foi correndo até ele – Temos que ajudá-lo a tempo! Ele ficará em transe!

Antes de chegar, uma iluminação de cor vermelha surgiu em volta do rosto de Lucas e Erica parou.

- Será aquela coisa que saiu da cabeça delas? – Erica olhou para Ryan que parecia não saber muito também.

- Raio-laser! – Dois raios saíram do rosto de Lucas, queimando a teia por completo.

Lucas se levantou, dando algumas coçadas em volta do rosto.

- Boa, Lucas! Pensou rápido! – Ryan elogiou, mas ainda estava um pouco irritado com o descuido deste.

- Eu quase me senti ficando dormente e perdendo a consciência. – Lucas se ajeitou e ficou em posição de ataque.

- Então, você escapou. Até que esse garoto não correu atrás de um bando de fracotes. Mas vamos eliminar um por um. Estou morrendo de fome!

Uma teia foi novamente em Fredo, só que dessa vez na mesma velocidade que a teia que tinha ido em Lucas e dessa vez o professor não conseguiu escapar, caindo, com o impacto, em cima de alguns arbustos que amorteceram a queda.

Lucas pensou em usar o raio-laser para livrar a teia do rosto de Fredo, mas ficou com receio por pensar que poderia ultrapassar a teia e queimar o rosto dele. Ryan foi correndo para cortar a teia de Fredo, mas quando chegou mais perto, um raio saiu da cabeça dele e foi para dentro da floresta.

- Esse era fraquinho! Ele entrou em transe na hora que a teia o tocou. – Ela deu uma outra risada.

- Que droga! Como é que é? Vai lutar sem aparecer, sua covarde? – Trevor gritou, se irritando com a situação – “Desse jeito, todas as pessoas aqui ficaram em transe rapidamente... E alguma coisa me diz que esse não é o melhor ataque dela.”

- Reclamando demais, mocinho! – Uma teia foi até Trevor.

Trevor contorceu seu corpo rapidamente e se soltou, criando um redemoinho. A teia passou pelo redemoinho e voltou para a floresta, com uma velocidade ainda maior do que tinha vindo.

- Filho da... – O palavrão foi feito e a voz, se mostrou pela primeira vez surpresa – Você quase me acertou! Você não parecia ter poder algum. Estão começando a me irritar! Algum de vocês é o escolhido?

- Eu sou. – Lucas respondeu secamente.

- Hum... Estão caçando você por aí. – Ela deu uma risada e voltou a falar – É um grupo. Pelo que eu vi deviam ter umas cinco ou seis pessoas, não sei muito bem. Eu os confrontei... Até que eu tive certa vantagem no começo, mas depois eles quase acabaram comigo. Eu tive que fazer uma fuga. Odeio fugir, mas eu glorifico muito mais minha vida do que morrer em uma luta. Eu sei que antes de eu atacar, falaram que estavam atrás de você. E do jeito que parece, eles querem encontrar você logo, logo. E falaram alguma coisa sobre um tal Salquetren também... Não sei o que você fez, mas sua reputação não é boa entre eles e parece ser um grupo bem barra pesada.

- “Um grupo”? Acho que eles estão aqui para atrasar a gente como as outras coisas que nos atrasaram na Terra. – Erica disse, com Fabio assustado atrás dela.

- Bem típico de Salquetren... – Trevor comentou – Acho que ele deve bolar várias barreiras, vários obstáculos para ficarmos cada vez mais lento com a procura do amuleto.

- O Fabio verdadeiro está aqui e Kulan, que também tem os poderes de Fabio também está aqui. Logo, Salquetren ficará muito desfalcado em sua procura por não ter nenhuma peça-chave que poderá guiá-lo para esse museu. – Lucas falou se sentindo orgulhoso por pensar que Salquetren poderia estar mesmo desfalcado.

A criatura da voz, pensou em cessar, enquanto ouvia eles.

- Mas onde está esse Kulan? – Ryan olhou ao redor de todos e não o encontrava.

- Não era o Trevor que estava cuidando dele? – Perguntou Erica também olhando ao seu redor.

A criatura dentro da floresta ficou com muita vontade de atacá-los, já que Ryan e Erica ficaram de guarda baixa agora, só que ela também estava se sentindo curiosa sobre o que eles conversavam.

- Era eu sim. – Respondeu tão seco como Lucas havia respondido alguns minutos atrás, percebendo uma certa arrogância ao ver o rosto de Ryan – Ele deve ter fugido quando virou uma mosca pra escapar da teia... Eu estava tão atento na hora que nem me liguei no Kulan.

- Saco! – Resmungou Lucas.

- E ele trabalha para Salquetren. Com certeza, há essa hora, ele já deve estar achando um jeito de sair de dentro da floresta e ir procurar Salquetren pra ajudar na procura do amuleto.

Todos se sentiram um pouco frustrado e foi Hikari que encostou no braço de Ryane apontou para as árvores pra ele se ligar que ainda estavam em luta contra uma criatura.

- Penso então – Começo Ryan olhando para as árvores -, que você não veio aqui só pra nos avisar disso, né?

- Não mesmo. Como eu havia dito já de começo, eu quero comida e esse foi um dos porquês de eu ter ido atrás desse moleque assustado.

Após ouvir o que ela falou, Fabio saiu de trás de Erica e também fez posição de ataque, um pouco trêmulo.

- Você acha que consegue ficar bem? – Erica perguntou para Fabio, achando que ele estava muito frágil.

- Sim, sim. Só que esses últimos dias foram meio puxados. Mas eu consigo ficar bem sim. Eu também andei treinando um pouco. Acho que consigo lidar bem com essa situação.

- Entendo. Espero que sim. – Erica deixou sua preocupação de lado e também voltou a olhar pra frente, esperando a qualquer hora um ataque de teias.

Todos ficaram olhando em volta das árvores... Cada um em uma posição diferente. Alguns barulhos pequenos se formaram pelas árvores.

- Isso foi barulho de arma sendo carregada? – Fabio perguntou para Erica, estranhando.

Várias balas começaram a vir em direção a eles. As balas estavam vindo de todos os lados em forma circular. É como se a criatura tivesse correndo em volta deles, no meio das árvores e atirando contra eles.
Erica criou um campo de força em volta de todos e as balas que já haviam entrado nele, não chegou a acertar nenhuma pessoa.

A criatura continuou insistindo e ainda atirava as balas contra o campo. As balas eram atiradas de forma circulares, com a criatura correndo em volta deles. Sabendo desse detalhe, toda vez que, um terço da área do campo é preenchido por balas, os outros dois terços ficavam no vácuo. Pensando assim, Trevor correu até a parte do campo onde não eram atacadas pelas balas.

-Erica! – Gritou, fazendo com que os outros de dentro do campo também olhassem para ele – Quando eu disser, quero que você abra duas aberturas onde minhas mãos possam passar pelo campo.

- Sério isso? – Lucas perguntou surpreso.

- Podes fazer isso? – Trevor perguntou com um tom muito mais sério como era de costume quando falava.

Erica percebendo isso, fez que “sim” com a cabeça e começou a se concentrar para fazer duas aberturas perto dele na hora que pedisse.

Rapidamente, as balas estavam chegando ao encontro de Trevor. Claro que com a parede do campo em sua frente, a bala iria ser parada na hora em que tocasse ela, mas com as duas aberturas, as balas poderiam ir retas a Trevor e poderia feri-lo gravemente e, até talvez, matá-lo.

“Esse é o plano. Espero que dê certo!” – Quando as balas chegaram cinco centímetros perto dele, Trevor gritou – Agora!

Erica virou sua mão para frente de Trevor e criou as duas aberturas que ele havia pedido. Cada mão dele atravessou cada abertura e foram direto nas balas que estavam chegando a sua frente. Ele desviou das quatro balas disparada contra ele, se esticando, e foi em direção à floresta adentro.

- Peguei! – Trevor exclamou feliz.

Após ter falado, ele puxou seus braços. Além de puxar os braços, puxou também a criatura que estava importunando eles, com uma mão em cada ombro dessa. Ele puxou com tanta força que a criatura bateu com tudo na parede do campo, soltando os dois revolver no chão e caindo logo em seguida na grama.
Assustada com a jogada de Trevor, Erica fechou as duas aberturas.

Trevor chegou mais perto da parede e viu a criatura caída do outro lado do campo de força. Pra falar a verdade, a “criatura” não parecia ser uma total criatura. Era fácil resumir o que Trevor via naquele momento: Era uma criatura meio mulher, meio aranha. Da cintura pra cima, mulher. Da cintura pra baixo, aranha.

“Claro que é uma aranha... As teias já indicavam que era algo relacionado a esse animal...” – Pensou desanimado, enquanto olhava pra ela.

Os olhos da moça eram grandes e estavam fechados. Trevor não pode ver muito bem os olhos dela, quando a puxou contra a parede, mas chutou ser roxo. Sua cintura era humana e depois, em vez de pernas, era substituída por um abdome com quatro pernas aracnídeas e uma filandeira no final do abdome. O mais impressionante foi notar que a garota tinha mais dois braços, além dos braços humanos. Eram gigantes e extremamente peludos e ficavam nas costas dela.

Os olhos da criatura se abriram e um dos braços gigantes tentou pegar um galho como suporte para levantar o corpo inteiro, mas no meio do caminho o braço caiu sobre o chão. Todos correram para perto de Trevor e ver melhor quem era aquela “coisa”. Ao chegarem, ela fechou os olhos e virou sua cabeça para o lado.

- Ela morreu? – Lucas perguntou ingenuamente.

- Deve ter desmaiado. – Trevor comentou.

Logo após fechar os olhos, os braços gigantes desapareceram por dentro de suas costas e o abdome com as oito pernas desapareçam, dando logo em seguida, lugar para duas pernas humanas. Todos olharam atentos para ela, mas depois de alguns instantes, concluíram que ela continuava desmaiada e não iria atacar. Pelo menos, não por enquanto.

- Que trabalho deu essa daí. – Fabio comentou, tendo coragem de chegar mais perto.

Lucas correu novamente até Sandra e Vanessa.

- Será que elas ficaram bem? E aquela coisa parecida com um raio que saiu da cabeça deles? – Lucas perguntou preocupado, tirando a teia do rosto delas e logo após de Fredo.

- A aranha falou que eles iriam ficar bem, mas ela não se mostrou muito confiável. – Ryan sentou em algum dos troncos em volta da fogueira e Hikari foi logo em seguida.

- O coração deles está batendo.

- A aranha deve estar certa e também deve estar certa sobre o grupo que está por nos “caçando” – Erica mexeu os dedos em forma de aspas – por aí, querendo matar Lucas. O que faremos em relação a isso?

- Acho que é melhor não fazer nada. Temos que achar o amuleto. Por nosso azar, Kulan fugiu e deve ir atrás de Salquetren e ajudá-lo e felizmente “ou pro nosso azar”, Fabio está com a gente de novo. Agora temos que começar a procurar mesmo, por que Salquetren já nos atrapalhou demais, não acham?

Todos concordaram.

- E mesmo que esse grupo apareça no nosso caminho, iremos detê-los e continuaremos prosseguindo. – Lucas disse determinado, se levantando – Mas agora, já é tarde. Anoiteceu... – Apontou para o céu – É melhor dormimos.

- E o que faremos com a aranha? – Erica perguntou novamente, preocupada com todos os detalhes.

- Acho que amarrar ela numa árvore ou coisa do gênero não irá ajudar muito. – Ryan pegou alguns marshmallows e comeu-os, passando um para a boca de Hikari.

“Hum... Acho que não gosto muito desse cara. Ele parece tratar as coisas como se tudo tivesse sobre controle.” – Trevor pensou e deu sua ideia – Eu posso envolvê-la na bolha.

- “Bolha”?- Ryan não conseguiu deixar de dar um tom irônico em sua pergunta, fazendo Trevor o odiar.

- Aquela mesma bolha que Salquetren usou contra mim lá no SSMM? – Lucas perguntou surpreso.

- É. Dificilmente alguém consegue sair da bolha. Só se ela saber o desleme. Mesmo assim a bolha é uma boa opção.

- Podemos envolver essa aranha numa bolha, longe daqui. Que tal? – Lucas sorriu ao ver que Trevor concordou – Vamos fazer assim, Erica e Fabio arrumam as barracas e ajeitam Sandra, Vanessa e Fredo e Ryan pode vir conosco... Se quiser...

- Já volto. – Beijou Hikari e seguiu com Lucas e Trevor carregando a aranha.

Após eles saírem, Erica chegou mais perto de Fabio.

- Você está melhor?

- Estou. – Fabio sorriu.

- Temos que conversar.

Uma mega tela se mostrava no meio de toda a sala. Como de costume, aquelas salas só eram iluminadas pelos botões das máquinas pertos ali encontradas. Na tela a imagem de Salquetren era exibida, enquanto olhava para frente, vendo um pequeno exército de noventa ou cem agentes. Comparado ao tamanho da tela, os agentes eram pequenos gafanhotos em fileiras.

A frente dos gafanhotos, estava um comandante, olhando para o rosto de cada um, fazendo expressões tão repugnantes e nojentas que parecia estar rejeitando todos ali. Salquetren, antes de falar, ajeitou sua gravata, não parecia muito nervoso pelo fato de Fabio ter conseguido fugir.

- Para os novos agentes, meu nome é Trevon Salquetren e sou o líder principal do departamento Sistema de Segurança de Monstros e Mutantes, ou seja, SSMM. Em primeiro lugar, quero agradecer o cientista e pesquisador Cid por ter criado o clone... Hum... Já foi dado um novo para ele?

- Ele se chama arma mutan... – Cid viu que Salquetren pareceu não gostar muito do nome e então formou uma ideia – Que tal o senhor nomeá-lo?

- Hãn... Que tal Caled? – Sugeriu.

- Muito bom, senhor. – Cid sorriu e se mostrou animado com o nome.

- Enfim, agradecemos pela sua grande ajuda. Esse clone será muito útil para nós. Em segundo lugar, eu fiz uma viagem para descobrir a localização de Lucas, um dos mutantes que conseguiu fugir junto com a outra mutante Erica e mais algumas pessoas. Eles estão localizados em outra dimensão. Uma dimensão alternativa. E também não é tão difícil de prever que existirá uma dimensão, até por que esses mutantes não viriam mesmo do nosso mundo. Como já estão cientes pelo diário do aventureiro Miguel Rafma, é necessário utilizar a pedra e o escaravelho para abrir o portal. Eu consegui esses dois objetos, mas quando cheguei a Área Florestal, eu os digo, não pensei mesmo que daria certo. Por isso fui sozinho, por isso não pedi para que nenhum agente, nenhum cientista, nenhum pesquisador do SSMM me acompanhasse. Eu tinha um tempo de sobra e nesse tempo resolvi testar se funcionava. E eu estou aqui, dentro dessa dimensão. Eu até daria mais detalhes sobre o lugar, mas acho que é melhor vocês virem pra cá. Então, como vocês vão entrar aqui, na dimensão alternativa, sem a pedra e o escaravelho? Descobri que ao colocar a pedra e o escaravelho perto da onde o portal se abre aqui nessa dimensão, vocês poderão usar o clone Caled, pois Cid avisou que ele abre alguns portais, não?

- Er... Sim, sim... Mas os portais que ele abriu são pequenos. Pra falar a verdade, nem sabia que ele conseguia abrir portais. Não é algo que conseguimos adicionar em uma pessoa, muito menos em um clone. Ele conseguiu abrir alguns... Mas são tão pequenos que no máximo, eu conseguia estender meu braço até ele e o resto do meu corpo não entrava.

- A pedra e o escaravelho darão forças o suficiente para ele abrir um portal da altura de vocês ou talvez um pouco menor, mas aí da pra atravessar se agachando. Eu diria para vocês virem reforçados e preparados, com as melhores armas e com as mais tecnológicas possíveis. Aqui é meio difícil de sobreviver. Bom, eu passarei amanhã esperando por vocês, perto da abertura do portal. O comandante Riston guiará os agentes e Hans, agradecendo também pelo achado do diário, ficará em posição de vice-líder. Espero que eu veja vocês, amanhã. Enfim, vou desligando. Até. – A grande tela ficou com o fundo todo negro e todos foram dispensando para ir pra casa, até amanhã, quando eles teriam que acordar cedo, se encontrar no SSMM e ir à Área Florestal para entrar no portal e se encontrar com Salquetren.

“Será que ninguém pensou muito bem? É meio estranho ele desaparecer e chegar do nada dizendo que está numa dimensão diferente e é onde estão os mutantes e a pedra e o escaravelho e não sei mais o que... Se é nessa dimensão de onde os mutantes vieram e se for verdade o que aquele mutante Lucas disse para mim, Salquetren pode sim ter poderes e como os mutantes são daquela dimensão, com isso ele teve mais facilidade de acessá-la do que o SSMM.” – Hans parou de andar pela rua e acendeu um cigarro, colocando-o na boca – “Acho que Lucas estava certo mesmo... Vou ter que me ligar agora.”