A Profecia: Guerra Nos Campos De Tandara
20 Capítulo 20 Prelúdio Para Uma Batalha Decisiva
Hannes se surpreende com a ousada atitude da filha de Samir e, ali, com a sua própria espada apontada para si e para Raffi, não consegue deixar de sorrir. A “princesa” não passa de uma criança que, muito provavelmente, não deve nem ao menos saber qual o lado da espada que se usa para matar e, se o souber, não deve ter coragem para acabar com a vida de uma pessoa.
― Acha mesmo que sabe brincar com isso, garota? – fala o usurpador, sem um pingo de medo em sua voz.
― Isto não é um brinquedo e eu sei manejar uma espada! – Elie não se deixa intimidar – Não tenho medo de vocês!
A risada de Hannes soa estridente.
― Linda menininha, você não sabe com quem está brincando, tola criança! – Hannes não esconde o tom de divertimento em sua voz.
― Não se atreva a me chamar de menininha mais uma vez! – mesmo preocupada, Elie não deixa transparecer – Vou acabar com todos vocês! Já disse e repito, não tenho medo de usurpadores e traidores!
Os olhos de Elie encaram os de Raffi e, por um momento, os dois esquecem-se de quem são, e se encaram como se não existisse mais nada além deles, e de tudo o que viveram no passado.
Lágrimas inundam os olhos da verdadeira princesa de Tandara, enquanto se lembra do quanto se envolveu com Raffi...! O quanto se deixou enganar por ele...! O quanto se deixou apaixonar...!
“Não...! Definitivamente, não! Não e mil vezes não...!”
Raffi é um traidor! Um inimigo! Não pode pensar nele dessa maneira! Nunca mais!
Sem conseguir se conter, a verdadeira princesa de Tandara começa a derramar as lágrimas que tão desesperadamente queria esconder. Não quer demonstrar fraqueza perante seus inimigos...! Aqueles que foram os responsáveis por lhe tirarem tudo...! Tirarem a oportunidade de ser quem realmente é e, acima de tudo, são os responsáveis por fazer com que vivesse durante vinte anos uma terrível mentira...!
Suas mãos tremem enquanto continua com a espada apontada para seus inimigos. Mesmo que morra, não irá partir para a morada eterna sem que tenha tido a oportunidade de atingir com sua espada o corpo destes bastardos imundos! Usurpadores malditos sem qualquer direito ao trono de Tandara!
Um trono que é seu por direito!
Raffi permanece impassível enquanto os seus olhos encaram os olhos de sua bela dama...! Não! Enquanto os seus olhos encaram os olhos de Elie, aquela se diz herdeira do trono de Tandara!
Em seus olhos não há qualquer expressão, apenas ódio e mais ódio. É o príncipe de Tandara, para sempre! E ninguém irá lhe tirar isso! Muito menos ela!
Hannes sorri de forma triunfante, vendo a grande porta que dá acesso à sala do trono silenciosamente se abrir e por ela entrar Bernadette, com um sorriso em seus lábios. Sem fazer barulho, a maga das trevas cria uma esfera de energia negra em suas mãos a lança contra a princesa Elie, que é atingida por trás, gritando de dor antes de cair inconsciente no salão da sala do trono.
― Muito bem, Bernadette. – fala Hannes, em tom de aprovação.
― E quem é esta que teve a ousadia de te ameaçar, Hannes? – pergunta a maga das trevas.
― A filha desaparecida de Samir e Madelaine. – responde o usurpador com tranquilidade – Raffi fez o bom trabalho de traze-la diretamente para nossas mãos.
― Mesmo? – Bernadette continua a sorrir – Parece que os deuses estão jogando a nosso favor – O que pretende fazer? Vai matá-la neste momento e acabar com a última ameaça a seu reino e seu direito ao trono?
― Eu poderia fazer isso, mas não. – responde o usurpador – Acho muito mais interessante usar a filhinha de Samir para atrair e ele e a sua rainha caída, para então mandar os três juntos para o inferno, em sinal de minha grande benevolência.
Valence, Raffi e Bernadette olham satisfeitos para o rei usurpador, tendo certeza de que a derradeira vitória da Legião Maligna está cada vez mais próxima.
*****
O desespero impera no olhar da rainha Madelaine após ouvir as palavras de Eddard, e não consegue segurar as suas lágrimas. Isso não pode estar acontecendo...! Não pode...! Como o maldito Raffi pode encontrar sua Elie tão depressa, sendo que ela mesma demorou a conseguir isso? Como isso é possível...?
Eddard sente a aflição de sua rainha e se aproxima dela, segurando as mãos delicadas.
― Minha rainha. – fala o loiro – Sei que o que eu acabo de falar afligiu seu doce coração de mãe mas, é preciso agir depressa, pois o tempo do apocalipse final de Tandara chegou. É chegado o momento da batalha decisiva e, também o verdadeiro futuro de Tandara. É com dor no coração que lhe digo que a princesa Elie e Raffi já se conheciam há algum tempo, um sem saber quem o outro era. Um perigo muito grande, mas são as tramas que o destino coloca na vida das pessoas, as quais não podemos mudar.
― Eddard...! – suspira a verdadeira rainha de Tandara, sentindo-se confortada com o toque do loiro.
― Temos que agir! – a voz de Lamar se faz ouvir – Não podemos perder mais um minuto sequer aqui!
Nisto, o pequeno grupo escuta passos e seus olhares se voltam ao mesmo tempo para a porta da casa, que se abre imediatamente revelando a chegada de Oliver, Nadja e os gêmeos. Imediatamente, o Lamar nota a falta de alguém ali.
― Onde vocês estavam? – questiona o mago mais poderoso que Tandara já conheceu – E onde está Sabina?
Ao ouvirem o nome de Sabina, Oliver, Nadja e os gêmeos abaixam as suas cabeças em sinal de pesar. Imediatamente, Lamar e os outros compreendem o que aconteceu.
― Como isso foi acontecer? – pergunta o Mago, invadido por uma grande onda de tristeza.
― Saímos com Sabina atrás de algo que ela disse ser importante entregar ao senhor. – Nadja começa a narrar os fatos – Então, do nada fomos atacados por Bernadette. Sabina disse que queria lutar sozinha, e nos fez prometer que não interferiríamos naquela luta... Ela sabia...! Sabia que iria... Sabia que iria... – Nadja não consegue segurar as suas lágrimas.
Oliver se aproxima de Lamar e entrega ao mago o cajado que Sabina deu a vida para encontrar.
― Antes de... – Oliver não consegue pronunciar as palavras – Sabina pediu que eu lhe entregasse isso, Lamar. Ela disse você sabe o que é.
Boquiaberto, Lamar pega o cajado das mãos de Oliver, quase sem acreditar no que seus olhos estão vendo.
― Mas isto aqui é.... – exclama o mago.
Samir olha para o cajado nas mãos do Mago e tem a mesma certeza que ele. Um objeto que estava perdido desde os primeiros tempos, quando pela primeira vez Tandara foi tomara por uma era de trevas.
― É ele mesmo, Lamar. – a voz de Samir se faz ouvir – Então este cajado finalmente reapareceu.
― Não há a menor sombra de dúvidas de que é ele. – continua Lamar – E Sabina foi capaz de encontra-lo.
― Porque desde o início, esta era a missão dela. – fala Eddard, se juntando ao rei e ao mago – Sabina nasceu com um dom que há muito foi esquecido, porque tinha a missão de encontrar este cajado e entregar ao Mago dos Magos, aquele que transcenderá todos os limites e terá um poder jamais imaginado. Você, Lamar, é o Mago da Nova Aurora, o Escolhido dos Deuses, a Luz que irá brilhar e extinguir para sempre a magia das trevas de nosso mundo!
Lamar simplesmente perde a voz ante a revelação de Eddard, sem conseguir acreditar no que o mais poderoso dos Espíritos Protetores de Tandara está dizendo... Durante sua juventude, seu mestre em Magia lhe falara que quando o apocalipse chegasse a Tandara, o Mago da Nova Aurora apareceria para ajudar a expulsar as trevas. Mas, descobrir assim que ele é este mago...
Não tem tempo para pensar nas consequências desta revelação, pois, a única coisa que sabe, é que precisam invadir o Palácio Real de Tandara o mais rápido possível.
Segura o cajado com força e consegue sentir seu grande poder, sabe que a hora é essa. Sabe que o momento decisivo chegou.
― Temos que ir. – anuncia o Mago.
― Porém, antes de invadirmos o castelo, há um lugar que precisamos ir. – fala Eddard – Duas pessoas nos esperam, duas pessoas que tiveram um papel muito grande na irradiação desta nova esperança que nasceu.
*****
Em sua casa, Marie chora de forma desesperada, as duas mãos em seu rosto, tentando em vão conter as lágrimas que seus olhos insistem em derramar. Sentada na cama de seu pequeno quarto, a mulher chega quase ao desespero, enquanto é consolada por seu marido, que, em vão tenta dizer a ela que tudo ficará bem, porém, não está se saindo bem em sua tarefa pois, a cada palavra que tenta dizer, mais lágrimas são derramadas por sua esposa.
― Marie... – a voz de Jon soa incerta.
― Vai passar, Jon...! Vai passar...
― Tem certeza, minha esposa?
― Tenho. Até porque, nós sabíamos que este dia chegaria...
Jon não tem tempo de responder, pois, eles escutam alguém batendo na porta e, a atenção dos dois se voltam para a porta.
― Acaso está esperando alguém? – pergunta Marie.
― Não. – responde o homem – Você está?
― Não.
Mesmo estranhando, os dois deixam o quarto e vão atender a porta que, e, qual não é a surpresa dos dois ao verem um pequeno grupo e, entre eles, o mago Lamar, o Rei Samir e a Rainha Madelaine. Imediatamente, homem e mulher se ajoelham ante a presença de seu verdadeiro rei e sua verdadeira rainha, sem realmente acreditarem em quem estão vendo.
Madelaine se aproxima dos dois e, oferece sua mão a Marie para que ela se levante, com um sorriso acolhedor em seus lábios. O sorriso sereno e terno de Madelaine faz com que Marie se sinta um pouco melhor, enquanto seu corpo treme com um medo que ela não sabe explicar. Sem conseguir dizer uma palavra sequer, Marie aceita a mão oferecida por sua rainha e, no momento em que fica de pé, a rainha a abraça de forma profunda, e a mulher sente em suas vestes as lágrimas de sua rainha.
― Obrigada. – a voz da rainha reflete sua grande emoção – Todos os agradecimentos do mundo ainda são poucos comparados ao que você fez por minha filha.
― Majestade eu... – Marie perde a fala.
― Madelaine. – continua a rainha usurpada, afastando-se da mulher – Não sou rainha há vinte anos.
― Para mim nunca deixou de ser, majestade. – Marie consegue falar.
Samir faz sinal para que Jon se levante e, o casal que durante vinte anos criaram Elie como se fosse uma filha, encaram meio sem jeito os verdadeiros pais da princesa, aqueles que são os verdadeiros regentes do mundo onde vivem.
― Madelaine e eu só temos que agradecer a vocês. – a voz de Samir se faz ouvir – Criaram nossa filha e a mantiveram segura quando Madelaine e eu éramos prisioneiros e achávamos que ela estava morta.
― Não há o que agradecer, majestade. – fala Jon, mal acreditando que está na presença de seu rei – Os deuses nos deram esta missão e nós apenas a cumprimos.
Eddard sente que a hora está cada vez mais próxima e se aproxima, interrompendo o momento.
― Lamento interromper, rei Samir mas, não podemos mais nos demorar aqui. – fala o loiro – O momento está chegando.
― Eu lamento, mas precisamos ir. – a voz de Samir é firme e decidida – Quando tudo isto estiver terminado, voltaremos a nos encontrar.
O grupo liderado por Lamar deixa a casa e Jon e Marie se entre olham estupefados, sem realmente acreditar no que acaba de acontecer.
― Pelos céus... – exclama Marie – Parece inacreditável... Eu... Eu... Eu ainda estou sem palavras... Simplesmente não consigo acreditar no que acaba de acontecer...!
― Sinto-me da mesma forma, minha querida. É simplesmente inacreditável que estivemos na presença de nosso rei e de nossa rainha. E, para ser sincero, durante estes vinte anos, por vezes duvidei de que eles realmente estivessem vivos...!
― Não somente você, como muitos em Tandara. Mas agora, no meio de todo este turbilhão, está Kacie e, parece que realmente tudo está perto do fim...
― Não, Marie! No meio disto tudo está a princesa Elie, Kacie foi só um disfarce... E está próximo o momento de ela recuperar tudo aquilo o que lhe pertence.
*****
Em uma fria masmorra do palácio Real de Tandara, Elie, aos poucos, vai recuperando a consciência e seu olhar vai recuperando o foco. Sente o peso de algo em seus pulsos e, olhando para eles, logo percebe a razão, pois grossas correntes a prendem a parede daquela fria masmorra.
Olha ao redor e percebe como o lugar é deprimente. A cela não possui nenhuma janela, e suas grossas paredes são úmidas, o que aumenta a sensação de frio. A porta parece ser feita de chumbo, e não possui nenhuma abertura, a não ser um pequeno buraco de fechadura, e o chão do local é cercado por palha.
Olhar para este lugar tão frio e deprimente faz com que dor e ódio se misturem em seu coração... Alimentados com seu desejo de fazer justiça...
“Então foi assim que eles viveram durante vinte anos...?”
O pensamento deixa seu coração mais pesado... Mais triste... Pois ali está uma parte de si que durante vinte anos lhe fora negada... Tiraram dela o direito se ser quem é..!
Mas, isto não ficará assim, no momento em que tiver sua espada de volta mostrará aquele maldito usurpador todo o seu poder, cravará sua espada em seu coração e então devolverá o trono de Tandara a quem realmente pertence... ao seu pai!!!
De repente, escuta passos vindos do lado de fora e, instantes depois, a porta da cela se abre, revelando a presença de Raffi, a pessoa que havia pensado em entregar o seu coração...!
Como fora tola!
Acreditar neste ser maléfico...! Mas quando o momento chegar, também dará a ele a devida lição! Só porque o amou não significa que deixará que seus crimes fiquem impune!
Sem dizer uma palavra, Raffi se aproxima dela e, seus olhos negros e cheios de maldade encaram os azuis obstinados da jovem princesa.
― O que faz aqui? – pergunta Elie de forma agressiva.
― Estou em meu palácio, minha ex bela dama. – fala Raffi, sua voz fria como um ice Berg – Logo posso estar onde eu bem entender!
― Em primeiro lugar este palácio nunca foi seu! Você e sua corja da Legião Maligna de Perrin roubaram o trono que pertence ao meu pai! O trono que me pertence! Mas saiba de uma coisa, Raffi, eu vou recuperá-lo de volta! Vou recuperar aquilo que é meu por direito! Que sempre foi meu e que roubaram de mim!
Raffi começa a rir, a zombar das palavras de sua ex bela dama. Pobre tola, nunca conseguirá fazer com que estas palavras se tornem realidade.
― Vai mesmo, princesinha? – zomba o príncipe da Legião Maligna de Perrin – Caso não tenha notado, Elie, você é nossa prisioneira agora, não pode fazer muita coisa acorrentada em uma cela.
― Isso é o que veremos! – ameaça a princesa.
Mesmo sabendo que ela é sua inimiga, Raffi não consegue deixar de sentir uma forte atração por ela. Ela sempre o fascinou, e sempre teve a sensação de que existe um forte magnetismo entre os dois, pois sempre são atraídos um para o outro. Mesmo agora, não consegue deixar de deseja-la.
Sem pensar, o herdeiro da Legião Maligna de Perrin toma a boca de sua dama e a beija, querendo provar de seu gosto pela última vez. No primeiro segundo, Elie fica surpresa com o gesto, mas quando se dá conta do que está acontecendo não pensa duas vezes e morde os lábios de Raffi, tirando sangue dele.
― Sua louca! – esbraveja o príncipe da Legião Maligna de Perrin – Veja o que você fez!
― Isso é para você aprender a nunca mais me beijar! – devolve a princesa da luz em tom agressivo.
― Vai morrer, princesinha.
E, após dizer estas palavras, Raffi deixa a cela, o ódio crescendo dentro de si. Elie olha para a porta se fechando e seu coração se enche de um desejo ardente por justiça.
“Espere e verá, Raffi! Eu ainda vou acabar com você!”
*****
Na floresta que cerca os muros do palácio Real de Tandara, o pequeno grupo liderado por Lamar está pronto para mais uma invasão, a última e definitiva, aquela que colocará um fim a tudo! Um fim a vinte anos de trevas, de dor e de sofrimento!
Lamar usa seus poderes e vê que os muros estão cercados por guardas da Legião Maligna de Perrin, e que o mesmo acontece por todo o caminho que leva a sala do trono, local onde estão concentrados Hannes, Valence, Raffi e Bernadette.
― Como eu imaginei, o caminho até a sala do trono está cercado por inimigos. – fala o mago mais poderoso que Tandara já conheceu.
― Eu darei um jeito nisso. – a voz de Eddard se faz ouvir – Depois, há uma última missão para a qual estou destinado, e o resto será com vocês. Mas, não devem ter medo, ao lado de vocês está Lamar, o Mago da Nova Aurora, e a Princesa da Luz, a descendente dos grandes poderes do grande Rei Rabah, o mais poderoso membro da Família Real Ampere que já existiu. E, se em algum momento desta batalha vocês sentirem em seus corações que tudo está perdido, lembrem-se de que não há trevas que sejam eternas e que, quanto maior a escuridão, mais poderosa será a luz que irá dissipá-la no final! E essa luz que irá eliminar as trevas para sempre já está em nosso meio!
As palavras de Eddard fazem a confiança e uma nova esperança brotar nos corações daquele pequeno grupo, enquanto se preparam para uma batalha decisiva, a batalha final pelo destino de Tandara.
A atenção de Samir se volta para os gêmeos e, Paco e Paolo se sentem meio sem graça de estarem ali, mesmo treinado a vida inteira para este momento.
― Paco, Paolo, eu tenho uma missão de extrema importância para vocês. – a voz do rei se faz ouvir.
― Para nós? – os gêmeos falam ao mesmo tempo.
― Sim. – continua o verdadeiro rei de Tandara – A missão de vocês nesta batalha será a de proteger Madelaine, para que ela se mantenha a salvo de tudo o que possa vir a acontecer. Entendam que estou depositando em vocês muito mais do que a minha confiança, estou depositando uma parte da minha vida, pois Madelaine para mim é muito mais do que minha rainha e esposa, ela é a luz da minha vida, a rainha do meu coração. E junto de Elie, a pessoa mais importante da minha vida. Quero que vocês prometam que irão protegê-la custe o que custar!
Os gêmeos custam a acreditar na confiança que o rei depositara neles, deixando a cargo dos dois a proteção de sua amada rainha, e, se sentem honrados com tamanha confiança.
― Não vamos decepcionar o senhor, majestade. – fala Paco.
― Nada de mal acontecerá a rainha enquanto ela estiver sob nossa proteção! – completa Paolo.
― Ótimo. – responde Samir com um sorriso.
― E agora que estamos todos prontos, é hora de invadirmos o palácio para esta luta que deverá ser a maior e mais perigosa de todas! – fala Lamar, liderando o grupo rumo aos muros do palácio.
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