A Profecia De Clarisse
2 Dúvidas
Estava sentada, enfrente a lareira o ar quente dominava a sala. Alguém caminhava em minha direção, tentei me virar para ver quem era, mas não consegui me mover e identificar quem seria. A única coisa que conseguia ver era a sombra que refletia nas chamas da lareira. Segundos depois consegui me movimentar, então percebo que meu cabelo esta atrapalhando a visão. Com delicadeza retiro de meus olhos e percebo algo de diferente em minha mão. Olho para ela de novo, ela estava estranha, estava menor. Foi ai que comecei a me apavorar. Olho para esquerda e percebo que aquele não é o acampamento e sim a minha casa. Tenho a impressão de que a pessoa agora estava parada em frente à lareira, atrás de uma longa mesa marrom. Ela olhava fixamente para mim, mas o rosto ainda escuro por falta de luz não conseguia saber quem era.
Somente a lareira clareava a sala de estar. Em frente à lareira, havia um sofá cinza e uma poltrona escura mais adiante, atrás da mesa encontra-se uma escada, grande, segui em frente, mal conseguia subi-la, com um esforço cheguei ao topo. Um corredor inacabável estava por minha frente, mas quatro portas, segui por um caminho que me deu a primeira porta. Ela estava meio-aberta, logo entrei. Havia de entrada um grande espelho, olhei fixamente para ele, eu estava com a mesma estatura de uma garota de 15 anos, mas ao mesmo tempo olhava minhas mãos via como elas estavam pequenas.
Acordo assustada, suando frio. Olho o relógio ainda são três da manhã. As memórias agora se passam pela minha cabeça, e tiro a conclusão de que aquilo fora real.
Naquela tarde, o tempo passou voando e quando já me toquei estava me arrumando para dormir, como sempre a ultima a me trocar. Observava uma foto antiga, porém especial. Então me deito para dormir.
Voltei à casa, como se fosse a continuação de meu sonho anterior. Estava em frente ao espelho. Fecho meus olhos, querendo sair de lá. Então os abro cuidadosamente desejando estar em outro lugar. Mas a paisagem é a mesma. Como no começo de meu primeiro sonho, também estava com dificuldades em me locomover. Viro-me para a porta, sinto algo se aproximando, uma sombra se refletia na parede do corredor. A estatura do corpo era mediana, por volta de 1,60m. Cabelos lisos e longos. Não tive dúvidas, era uma mulher. Observei a sombra se aproximar cada vez mais, então a porta do cômodo onde eu estava foi vagarosamente empurrada.
A mulher se aproxima. O braço dela agora estava em meu ombro. Conhecia ela. Essa mulher é minha... É minha...
- Mãe- falo em um tom de sussurro.
E aquela casa, era tão familiar. Essa era a minha casa e aquela era a minha mãe. Mas nem tudo fazia sentido, por que eu estava lá? Por que minhas mãos estavam pequenas? E como no espelho minha aparência era a mesma, com 15 anos? Um escuro toma conta do lugar e não conseguia mais respirar.
Acordo, suando frio, estava com medo e queria respostas. Olho para o relógio, são quatro da manha. Não vale a pena dormir e voltar para o meu sonho, então levanto da cama, em silêncio. Meus irmãos dormem como uns trogloditas. Sigo ao banheiro, lavo meu rosto e saio direto ao campo, onde, como de costume, vou andar, treinar ou até mesmo sentar e ficar pensando sobre os fatos ocorridos.
Chegando ao campo deito no chão. Coloco a mão no bolso, a foto ainda estava lá. Tiro-a do bolso e começo a olhar para ela com um tom de curiosidade. Lá estava eu e minha mãe,eu com apenas 6 anos. Estávamos em um quarto escuro, de frente para um espelho. Ainda não sabia o que essa foto e meus sonhos estavam querendo me dizer, mas antes que pudesse pensar em algo veio um flash em minha mente. No último dia em que vi minha mãe, foi o dia dessa foto.
Depois de algumas horas inconsciente, acordo na enfermaria do acampamento. Abro os olhos lentamente. Havia pessoas naquela sala, mas não consegui saber quem era pois segundos depois , desmaiei .
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