Pedro atacara Miraz nas pernas, o fazendo cair. O Grande posicionou a espada para matá-lo. Olhou para trás, agora, Delayne estava do lado de Edmundo, com um aspecto triste e forte.

-Vamos, me mate, se tem coragem... – Miraz

-Não cabe a mim fazê-lo! – Pedro oferecendo a espada a Caspian.

O mesmo respirou fundo andou até Pedro e pegou a espada. O Magnífico passou entre Delayne, ela o olhou tristemente, estava desapontada.

Caspian posicionou a espada, estava com lágrimas nos olhos.

-Oh, tenho orgulho de você Caspian, Vladmir cuidou muito bem de você, mas receio que por dentro, é igual a mim, quer se vingar. – Miraz lentamente.

O futuro rei pensou em sua prima, Delayne e como seria ver seu pai morrer e ainda por cima, ser morto por seu próprio primo. Não iria fazer isso, seria uma decepção total, e Pedro sabia que Caspian não teria forças para fazê-lo. O rei Caspian enfiou a espada num pequeno ramo no chão, e depois disse:

-Não sou igual a você! Viva... E devolva a Nárnia a liberdade que merece!

Os Narnianos deram gritos de guerra.

Caspian se deu de costas, deixando o rei no chão, deslocado, Delayne sabia que havia decepcionado seu pai, foi até ele, agachou-se e o abraçou.

-Me desculpe... – a princesa- Cometi um erro, sei disso, mas eles merecem a liberdade.

-Não, me desculpe você... Devia saber que o ama, deve ficar com ele, e lhe prometo que darei a Nárnia a liberdade que merece.

Layne sorriu, e o soltou, Nathaniel foi até o rei e a princesa o encarou, queria contar a verdade a seu pai, mas ele não acreditaria. O homem apoiou o braço do rei em seus ombros. Delayne voltou e olhou para Pedro com felicidade, tudo havia se resolvido.

-O que eu disse para fazer... seu imbecil? – Miraz a Nathaniel

-Eu compreendi My Lord... –o homem enfiando uma flecha dos Narnianos no rei, Miraz, caiu no chão morto. –Traição! –Vociferou Nathaniel

Layne se voltou, colocou a mão na boca, seu pai havia morrido. Pedro colocou suas mãos em seu ombro e disse calmamente:

-Entre no monte... Você vai ficar bem lá... Vá!

A princesa estava tremendamente triste, mas sabia que deveria fazer o que Pedro mandara, afinal, não iria começar a chorar naquela hora, começara uma guerra, então entrou no Monte.

O Magnífico matou os membros do conselho juntamente com Edmundo. Fez um movimento para Susana subir no forte e atirar as flechas. A Gentil o fez. Edmundo encarou seu irmão.

-Pronto? – O justo

-Só se vencermos.

Os dois sorriram e começaram a atacar os guerreiros da frente juntamente com Caspian. Nathaniel montara em seu cavalo e se dirigiu à outra parte do exército na beirada da floresta. Fez sinal para começarem a jogar pedras gigantes com catapultas.

Já havia uns 50 minutos desde que a guerra começara, Susana descera do forte e entrara dentro do Monte. Deu de cara com Delayne.

-Está tudo bem lá fora? –Layne

-Me desculpe se for ignorante, mas é uma guerra! – Susana delicadamente

-Estou...

-Preocupada? É normal, afinal, acho que podemos todos morrer.

A princesa encarou a Rainha gentil.

-É brincadeira! –Disse Susana corrigindo o que falara

-Devo fazer alguma coisa.

A Rainha Gentil olhara para as mãos da princesa, ela estava com sua espada, e agora, reparava que estava também vestida para a guerra.

-Mas Pedro disse... – Susana

-Para ficar aqui... Afinal, quantas vezes ele já disse isto para você?

-Várias, bem, preciso ir, eles estão sem auxílio de arco.

Delayne concordou com a cabeça, Susana foi até lá fora. A princesa ficou um momento olhando para sua arma, realmente, tinha de fazer alguma coisa.