A Procura do Destino
11 A Guerra
Notas iniciais
Edmundo voltou com a notícia, Miraz queria lutar ao meio-dia, para fazer com que Pedro se cansasse mais fácil, afinal, não estava acostumado com o sol forte dos Montes de Nárnia.
-Ao meio dia, não? – Pedro
-Claro, o rei de Telmar é mais esperto que pensava. –Edmundo
Na sala onde se encontravam, só havia o Justo, Pedro, Ortiz e Caspian.
-A princesa não vai gostar muito de ter sacrificado sua vida por “ela”. – Ortiz
-Vai ter que engolir esta! Não quero que banquemos os fracos...
-Sim, mas é CLARO, sacrificando a vida pela princesa, defendendo ela, não querendo que a entreguemos... Mas é claro que está mais preocupado com nossa reputação. – Caspian sendo irônico
Todos na sala agora encaravam Pedro, descobriram que ele estava se “apaixonando”. O Grande abaixou a cabeça, o que faria agora?
-Meu rei, a princesa sabe se defender... Se souber disso, ahh não quero nem imaginar o que ela vai fazer com você! – Ortiz
-Sei disso, mas tenho de fazer, se não fazer, quem fará por mim? Não, eu tenho de salvar Nárnia e Delayne. – Pedro
-Ahhh claro, não compreendo ainda, mas te apoio irmão, só não vá morrer! – Edmundo tentando amenizar a situação.
Haviam feito um plano, já que Lúcia dizia ver Aslam, ia atrás dele juntamente com Susana, pedir auxílio.
Era onze e meia Pedro estava sentado em frente á imagem de Aslam na sala da Mesa de Pedra, já com a armadura, iria receber a espada, o elmo e o escudo mais tarde.
-Se tivesse aqui faria o mesmo não? Assim como fez por Edmundo. – Pedro
Delayne corria pelo corredor á caminho da Sala da Mesa de pedra. Quando chegou lá, empurrou Pedro chorando de raiva.
-O que você fez? – Disse desesperada a princesa
-O quê? –Ele confuso
-Você é louco? Se sacrificar... Por mim? –Continuou ela, ainda com raiva
-E... Por Nárnia, aliás, quem te contou?
-Não seje excêntrico! Eu sei me cuidar! Não precisava fazer isto! Devia... Ou melhor, vou agora mesmo até meu pai e acabo com o contrato... – Layne dando de costas, mas Pedro pegou em seu braço. Ela se virou. -Não vai me impedir...
-Uma vida pela outra... – Respondeu o Magnífico.
Delayne começou a chorar e o abraçou dizendo:
-Não pode fazer isso, é patético!
-Vou salvar você e Nárnia, não é patético, é uma escolha e um risco que eu resolvi tomar.
-Vai ser sempre assim, não? Sempre querendo ser morto para salvar alguém... – a princesa contente largando Pedro, apesar de ainda sair lágrimas de seus olhos.
Pedro retribuiu com um sorriso. Trumpkin apareceu na entrada da Sala dizendo:
-Meu rei, chegou a hora...
O Magnífico acenou positivamente. Deu um olhar profundo para Delayne e deu-se de costas.
-Pedro! – A princesa, o rei se virou, ela pensou em correr e beijá-lo, mas era cedo demais. –Não mate meu pai, e tente não morrer.
O rei acenou positivamente desapontado, pensou que ela iria fazer mais do que soltar algumas palavras. Assim que se virou, a moça disse:
-Boa sorte.
Pedro andou confiante pelo corredor. No começo da saída do Monte, estava Edmundo segurando sua espada, elmo e escudo, aparecera seu irmão.
-Onde estava? –O Justo, mas Pedro ficou calado. –Delayne?
-Quero pensar na luta Ed... – O Grande rei pegando de sua mão o escudo, estava triste, mas confiante.
Começaram a avançar até umas ruínas que se encontravam na frente ao Monte, Ed entregou-lhe a espada e o elmo. Do outro lado das ruínas (o que dava para se ver bem) estava Miraz, Nathaniel uns membros do conselho, e mais atrás, o exército de Telmarinos.
-Esse moleque vai pagar caro por tirar Delayne de mim! – Miraz
-Compreendo senhor que esteja bravo, mas se concentrar-se em sua raiva, vai ficar fraco e cairá. – Nathaniel
-Cale-se! Apenas quero matar esse ladrão Narniano! – Miraz colocando seu elmo (capacete). Logo, um membro do conselho lhe entregou uma espada.
O exército Narniano também estava pronto. Lá acima do forte estava anãos com arcos.
-Te desejo sorte, irmão... – Edmundo
Pedro não ligou para o comentário, estava frustrado com a imagem de Miraz, olhar mal, e coração de pedra. Mas logo, se virou para o Justo e fez um movimento com a cabeça agradecendo.
-Vai pagar pelo que fez... – Miraz -Não tem vergonha? Tirar o único tesouro que eu tenho?
-Se se importasse realmente com ela, não aceitaria a proposta de ter Nárnia só para você...
-Duvidas da minha honra?
-Não, duvido de seu coração.
-Ótimo, não terá de se importar mais... O que quer dizer com coração... Você tem um GRANDE rei Pedro?
-Se não tivesse não estaria lutando por Nárnia e por Delayne!
-Quantos mais vão ter de morrer por amor?
-Apenas UM! – O Magnífico colocando o elmo e atacando Miraz com uma esquivada em uma pedra.
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