Notas iniciais
Oláá!!! Quanto tempo em! Pois é, minha prima me emprestou o not dela e graças a ela estou aqui postando mais um capitulo quentinho pra vocês. Estou muito feliz pelos comentários, saibam que estou com 150 visualizações!!!! Hehehehe Bom espero que gostem! Beijosss!!

(Versão Marie)
O dia foi entediante, sem graça alguma. Tivemos muita lição pra casa e provas marcadas. Henry como sempre, ficou pegando no meu pé. Parecia até mais uma sombra, onde eu ia, ele estava. O sinal de saída tocou. Sai da minha última aula, passei no meu armário para deixar minhas coisas e fui para o portão de entrada e saída. Chegando lá, não encontrei ninguém além de Clary, minha irmã.
– Onde estão todas? – perguntei procurando a chave do carro dentro da bolsa.
– Bom Alice já foi para casa. Caroline está na biblioteca pegando um livro de química e Belle e Lizy ainda não deram sinal de vida – Clary me respondeu.
– Enroladas! Nem um pouco. Bom, não podemos esperá-las. Temos que passar no mercado para reabastecer a geladeira e os armários – falei olhando para a tela do celular, que marcava 15hs20min.
– Tudo bem. Então vamos – ela falou me guiando até o carro.
– O que me conta de você e o Enzo? – perguntei quando a gente já estava dentro do carro e eu fazia uma manobra para tirá-lo da vaga.
– Ah, não aconteceu nada demais. Ele me pediu desculpa por causa da briga de sábado, falou que sou importante para ele, blá, blá, blá.
– O que você acha disso?
– Não sei. Ele é interessante, mas é como eu disse aquela vez, não estou pronta para ter alguma coisa com ele agora. Quem sabe mais pra frente. – Clary respondeu pensativa.
– Vou te dar um conselho de irmã e amiga, por mais que você tenha certeza de uma coisa, insista. Às vezes você só está com medo. Ele parece uma boa pessoa. – falei quando paramos no sinal.
– É, pode ser...
– Mas e o outro? – perguntei dando um sorrisinho maroto.
– Que outro?
– Ah criatura. Como assim que outro? Luke Donavam. – respondi enquanto começava a andar novamente, já que o sinal tinha ficado verde.
– Luke Donavam? – ela perguntou com sarcasmo na voz.
– É, o moreno, forte, que joga no time da escola, amigo, de John, Allan, Henry...
– Eu sei quem é Luke. Mas o que você quer saber?
– Falou com ele?
– Não. Por quê? Tinha que falar?
– Não sei. Talvez por causa de sábado ele fosse falar com você.
– Na verdade não tinha o que falar. Ele conversou comigo sábado. Mas uma coisa aconteceu. Olhares. A gente trocou muitos olhares. – ela falou com cara de inocência.
– Sério?! Isso já uma coisa boa... Ou melhor é um avanço entre vocês dois.
– Avanço pro quê criatura?
– Ah Clary, não se faça de desentendida!
– Então Marie. Mudando de assunto, eu vi Henry no seu pé hoje.
– Pois é. Me encheu o dia inteiro. – disse fazendo careta.
– Vai falar que não achou bom? – Clary perguntou com um sorriso malicioso.
– Por que teria gostado? – respondi com uma pergunta.
– Porque ele é lindo, porque você sente alguma coisa por ele, porque...
– Pode parar! Não sinto nada por Henrique. E eu não achei bom ele ficar me seguindo.
– Depois sou eu que fica fingindo gostar de alguém. Aí Marie Fray! Tinha que ser minha irmã.
– Como assim? Tinha que ser sua irmã? – perguntei enquanto saímos do carro, depois de estacioná-lo do estacionamento do mercado.
– Indecisa. Somos duas indecisas quando se trata de homens.
– Dessa vez tenho que concordar com você.
(...)
Depois de passar no mercado e comprar tudo o que precisávamos, fomos para casa.
– Clary vou subir para colocar outra roupa. Você faz um lanche pra gente? – perguntei já subindo os primeiros degraus da escada.
– Tudo bem!
Subi, usei o banheiro, coloquei um short jeans, uma regata amarela, uma sandália cor de pele e fiz uma trança frouxa. Estava mexendo no celular, quando a campainha tocou.
– MARIE! ABRE A PORTA AQUI! – Clary gritou lá debaixo.
Com essas palavras, deixei meu celular em cima da cama e comecei a correr degrau abaixo. A campainha tocou de novo. Nossa! Quem está tão desesperado para entrar? Vão tirar o pai da forca e eu não sei? Pensei comigo.
– Já estou indo!! – gritei das escadas.
Abri a porta e encontrei quatro pessoas parada do lado de fora, com bolsas e mochilas.
– Estão achando que aqui é a casa da mãe Joana? – perguntei para Care, Henry, Toni e Luke enquanto fazia sinal para eles entrarem.
– Não, mas é a sua casa. – respondeu Care dando de ombros.
– Viemos estudar para a prova de química. – falou Toni.
– Prova de química? – perguntou Clary entrando na sala.
– O professor marcou uma prova e como vai ser quase missão impossível fazê-la, resolvemos nos reunir para estudar. – Care respondeu.
– A gente não estava sabendo. – falei indicando eu e Clary.
– É porque ele vai avisar na próxima aula de vocês. Comigo também foi assim. – Luke disse.
– Ah, se é assim, vamos estudar. – Clary falou.
– Só depois de comer alguma coisa. Estou faminta. – disse (é eu sou gorda).
– Então vamos para a cozinha. Estou preparando um lanche pra gente. – Clary disse começando a caminhar em direção a cozinha.
– Quer ajuda? – Luke perguntou indo na frente com ela.
Não pude ouvir a resposta, pois Henry, Toni e Care vieram conversando alto atrás de mim. Chegando lá, encontrei Clary picando tomate em rodelas e Luke abrindo uma garrafa de vinho tinto.
– Uau! Beberemos vinho antes de estudar? – Care perguntou com um sorriso malicioso.
– Pois é. Imagina no que vai virar nossos estudos. – Henry disse rindo.
– Então, o que aconteceu com vocês hoje? – perguntei enquanto pegava uma taça de vinho.
– Como assim o que aconteceu com a gente hoje? – Toni perguntou preocupado.
– Nossa, desculpa se fui indelicada.
– Não é isso. É que não aconteceu nada de importante, foi igual a todos os dias.
– Desculpa se não sou importante pra você! – Caroline falou olhando para Toni.
– Não foi isso que eu quis dizer... Claro que você é importante para mim, e muito... – Toni tentou corrigir nervoso.
– Nossa, se estamos atrapalhando alguma coisa é só falar que deixamos vocês as sós. – Henry zombou.
– Henry quer fazer o favor de parar de falar idiotice e calar a boca?! – Toni devolveu.
Nós rimos e Care e Toni coraram.
– Não precisa ficar com vergonha, prometemos que não contaremos para ninguém sobre vocês. – Luke falou calmo, mas com um pingo de sarcasmo na voz.
– Ah qual é?! A gente não está junto. – Toni disse.
– É isso mesmo, não estamos juntos. Somos apenas amigos. Amizade, nada além disso. – Care completou.
– Amizade colorida, assim como o arco-íris, só se for né? – Luke disse piscando para Henry que estava do outro lado da cozinha do meu lado.
– É... Isso mesmo. – ele concordou rindo maroto para Caroline e Toni.
– Tá bom né? Chega pra gente. – Toni disse.
– Isso mesmo, ficam falando da gente, mas se esquecem do vocês. Acham que não percebemos Henry no seu pé o dia inteiro, Marie? E você Clary; com Luke. – Care falou olhando para todos nós.
Todos ficaram surpresos, inclusive eu. Ficamos todos olhando um para o outro. Abríamos a boca para falar e tentar nos defender, mas não saia som, como se fôssemos mudos. Depois que alguns segundos num silêncio tenso e assustador, quebrei o silêncio:
– Ah... É.... Claro que não temos nada de mais com eles... Como você mesma disse, amigos... Amizade, nada mais que isso...
– Exatamente – Clary concordou com um sorriso.
Depois desse comentário, não conversamos mais sobre esse negócio de namoro entre nós. Parece que no fundo, sabíamos que o que ela falou era verdade, que queríamos ter mais que amizade, mas o assunto se encerrou ali.
(...)
Deixa que eu lavo a louça. – falei enquanto recolhia todos os pratos em cima da mesa e levava até a pia.
– A gente já vai indo ver esse negócio da prova. Tudo bem te deixar aqui? – Care perguntou se levantando. Em seguida todos fizeram o mesmo.
– Não, sem problema. – respondi pegando algumas taças de vinho na mesa.
– Eu te ajudo. – Henry disse indo pegar o resto das taças na mesa.
– Ah tudo bem. – Luke falou. Uns segundos mais tarde, só estava eu e Henry na cozinha.
– Eu lavo e você enxuga as louças. Pode ser? – perguntei entregando um pano a Henry.
– Pode. – ele respondeu pegando o pano da minha mão.
O silêncio reinou novamente, o único barulho que se ouvia era dos pratos na pia e a conversa delas na sala de visita.
– Acredita mesmo naquele negócio de amizade? ... Quer dizer... Amizade, só isso que rola entre todos nós? – Henry perguntou quebrando o tenebroso silêncio.
– Ah é claro. Bom, Clary com Luke eu não sei o que vira, mas torço que dê certo. Caroline e Toni são extremamente lindos juntos, mas não sei... – Henry me interrompeu falando:
– Não, você não entendeu, não quero saber deles, exatamente, e sim de nós dois.
Depois de ouvir aquelas palavras de Henry, me virei para encará-lo e ficamos a centímetros de distância. Conseguia ouvir sua respiração e sentir seu cheiro de perfume masculino. Fiquei encarando seus lindos lábios com uma vontade enorme de beijá-lo. Demorei alguns segundos para responder sua pergunta:
– Eu... Eu não sei... – ele foi se aproximando e para não deixar ele mais perto do meu resto, fui andando para trás, mas me encostei na pia e não tinha mais para onde ir, então fiquei entre ele e a pia. – Henry... O que você está fazendo? – perguntei com a respiração afobada enquanto ele segurava na minha cintura e me levava para mais perto dele.
– Estou apenas fazendo o que eu queria ter feito desde o dia que te vi pela primeira vez. – ele respondeu chegando cada vez mais perto. Sabia o que ele ia fazer. Uma parte de mim queria deixar ele fazer isso, mas a outra queria me livrar dele e o empurrar para longe de mim. A emoção me levou e eu fechei os olhos enquanto colocava meus braços em volta do seu pescoço e acariciava sua nuca. Ele encostou seus lábios nos meus, e ... A campainha tocou.
Com o barulho, nós dois nos despertamos do transe. Abri os olhos e vi que ele fizera o mesmo. Ele se afastou de mim e ficamos nos olhando por um momento enquanto pensávamos, tínhamos quase nos beijado. Ficamos constrangidos pelo ocorrido, mas mesmo assim continuamos nos olhando com a respiração um pouco afobada.
– Você... Você prometeu – falei.
– Eu sei, e peço desculpas, de novo. Mas é que... Seus lábios... – Henry começou a falar enquanto chegava mais perto de mim e passava a mão, delicadamente, na minha bochecha, próximo aos meus lábios.
– Henry não... Por favor...
– Gente?! Está tudo bem? – Care perguntou aparecendo na cozinha enquanto olhava para a gente com um sorrisinho de canto.
Tirei as mãos dele do meu rosto e respondi enquanto caminhava até ela:
– Está tudo ótimo. Quem era na campainha?
– Ah vamos até a sala. Alice chegou com Allan. Precisam falar com a gente, e pelo jeito é sério o assunto.
– Tá, a gente já vai. Vamos Henry?! – o chamei, já que ele estava de costas para nós olhando fixamente para o chão.
– Tudo bem, vamos. – ele respondeu ao meu chamado se virando e me dando um imenso sorriso verdadeiro.
Fomos todos para a sala. Chegando lá, encontramos Luke, Toni e Alice sentados no sofá com as cabeças cabisbaixas. Allan estava inquieto, andando de um lado para o outro com uma expressão de preocupado. Quando ele me viu, veio na minha direção e perguntou tão depressa que quase não consegui entender:
– Belle? Você sabe onde ela está? Não há vi depois da aula e não sei onde ela está...
– Como assim? Está em casa, não está? – Henry respondeu no meu lugar.
– Não teríamos vindo para cá se ela estivesse em casa. – dessa vez foi Alice que falou.
– Já tentaram ligar para ela? – perguntei.
– Sim, eles já tentaram – Clary respondeu enquanto descia as escadas com o celular no ouvido – Estou tentando falar com ela, mas dá que o celular está desligado.
– Tá, agora a coisa ficou séria. – Luke comentou.
Tlin Dom!
– Deve ser a Lizy. – Alice falou se levantando do sofá e indo abrir a porta.
Lizy entrou seguida por John e Chris. Eles entraram, cumprimentaram a todos e se sentaram.
– Então... E a mãe dela? Contaram pra ela? – Allan perguntou olhando diretamente para John.
– Não podíamos, ainda não sabemos o que aconteceu com Belle. Vai que damos informações erradas pra ela? Ela ia pirar com a ideia da filha dela ter sumido. – John respondeu olhando para todos nós.
– O que vocês acham que aconteceu? – Chris perguntou para ninguém ao certo.
– Acho que não é essa pergunta que devemos fazer, e sim: Onde ela está? – falei o corrigindo e olhando tensa para todos que estavam na sala.


(Versão Isabelle)
Minha consciência foi voltando. Comecei a abrir os olhos, mas minha visão estava embasada, enxergava como se tudo estivesse fora do foco. Minha cabeça doía terrivelmente no lugar onde me acertaram, e minha boca estava muito seca. Estava mole, fraca, não conseguia fazer força para me soltar das cordas que prendiam meus braços e pernas na cadeira. Minha visão começou a voltar ao normal, foi quando percebi onde estava. Era uma sala escura, onde tinha um sofá velho todo empoeirado, uma janela pequena e uma mesa de alumínio no centro do cômodo.
Não conseguia falar, pois minha boca estava tapada com uma fita cinza. Falar eu não podia, mas conseguia ouvir vozes de pessoas conversando no cômodo ao lado. Parei de gritar e pedir ajuda para tentar ouvir a conversa.
– O que vão fazer com ela? – uma voz masculina, nada conhecida, perguntou. Passados alguns segundos, uma voz feminina respondeu:
– Ainda não sabemos... Não era pra ela ter ouvido nada daquilo...
– E não podemos matá-la. – outra voz de homem completou.
Me matar? Meu Deus, o que eu faço agora? Tenho que sair daqui, se não, não vou durar mais tempo. Espera, essas duas últimas vozes não são estranhas, tenho a leve sensação que conheço o dono delas.
– Claro que não vamos matá-la, pelo menos não agora... Mas o que vamos fazer? – a voz feminina tornou a falar, e dessa vez descobri de quem era. Dakota Clark.
– Menina burra, tinha que atrapalhar. Teremos que deixá-la aqui. – a segunda voz masculina sugeriu, e mais uma vez identifiquei quem era. Enzo Miller.
Agora tudo faz sentido. Eles me viram perto da sala ouvindo a conversa dos dois, e me bateram na cabeça, depois me trouxeram para esse lugar.
– Ora, ora. Resolveu acordar? – Dakota perguntou com um sorriso maligno no rosto.
Acabei me perdendo nos meus pensamentos, que nem notara que Dakota e Enzo estavam parados na porta me olhando ameaçadoramente. Não falei nada (até porque não tinha como falar com a boca tapada). Fiquei a olhando com o mesmo olhar. Eles começaram a caminhar na minha direção, quando chegaram mais perto, pararam na minha frente e Enzo tirou a fita da minha boca. Não falei nada, por mais que queria gritar, me espernear até me soltarem.
– Então Isabelle? O que vai fazer agora? Falei pra você ficar esperta e fora do meu caminho. – Dakota falou cuspindo as palavras.
– Dakota, não precisa se preocupar, te garanto de como vou sair daqui – disse com um sorriso de canto – Vou sair daqui e denunciar para todos quem vocês dois são de verdade. – essas palavras não pareceu afetá-los.
– Você pode até fugir, mas se fosse você não contaria há ninguém sobre nós. – Dakota falou com um sorriso, o que me fez perguntar:
– E por que eu faria isso?
– Sabemos coisas horríveis sobre sua família.
– Não temos nada para esconder. – disse preocupada, mas tentando mostrar confiança.
– Nem aquele caso do seu pai ter roubado milhões de dólares do melhor amigo para pagar dívidas de jogos sujos? – ela perguntou com satisfação na voz.
Pela primeira vez na vida não sabia o que falar, estava num beco sem saída, e o pior é que o que ela acabara de falar era a mais pura verdade.
– Foi por isso que sua mãe se separou dele, e depois de algum tempo vivendo sozinho, acabou morrendo. – ela continuou a terrível história da minha família.
– E as suas amiguinhas não sabem dessa história. O que aconteceria se elas descobrissem, mas não por você, e sim por nós? – Enzo perguntou com um olhar maligno.
– Com sabem de tudo isso? – perguntei tensa.
– O melhor amigo que foi roubado era meu pai, e tio do Enzo. – Dakota respondeu.
– Então vocês são...
– Primos, isso mesmo. – Enzo falou antes de mim.
– Então fica longe do Allan se não quiser que essa bomba caia sobre todos da pior maneira possível. – Dakota disse ameaçadoramente.
– Vou sair daqui e acabar com você. – disse com raiva dos dois.
– Ninguém nunca vai te achar – Enzo disse confiante.
– Você ainda acredita nas palavras dessa daí? Claro que nunca vamos ter soltar e nunca mais vai ver seus amiguinhos – ela falou em alto e bom tom – Muito menos Allan... Fica longe dele se quiser o seu bem, e é meu – nessas últimas palavras, ela se aproximou mais do meu rosto, de modo que apenas eu pudesse ouvir.
– Agora vamos Dakota, temos mais o que fazer. E você, trate de ficar quietinha, pois se for uma menina má e tentar fugir, vai ter alguém para cuidar de você. – Enzo disse enquanto colocava a fita novamente na minha boca.
Logo em seguida, os dois se encaminharam para a porta e quando passaram por ela à fecharam. Alguns minutos depois, ligaram o carro e partiram.
Meus olhos se encheram de lágrimas e minhas esperanças sumiram, como é que vou sair daqui? Foi quando vi, no chão, há poucos centímetros de distância do meu pé esquerdo, um celular.

Notas finais
Bom foi isso!!! O que acharam? Comentem por favor. Beijos depois eu volto com mais um capitulo para vocês.