A Procura do Desconhecido

8 Compras, shopping, Allan


Notas iniciais
Hello people. Tudo bem com vocês? Comigo está tudo ótimo. Estou muito feliz. Peço desculpas pela demora para postar um novo capitulo, mas espero que me perdoem. Quero agradecer a minha leitora fofa que comenta todos os meus capitulos, Vicky Sousa, muito obrigada. Bom não vou mais enrolar vocês, podem partir para a leitura. Beijos meus docinhos de coco. Espero que gostem!!! Links nas notas finais.

(Versão Marie)

— Não vale, aí já é golpe baixo. – Disse para Alice.

— Vai ter que fazer. Você escolheu desafio, e eu te desafio a tomar esse copo de leite com pó de café, molho de pimenta, farinha e lascas de limão. – Falou Alice apontando para o copo que estava em cima da pia da cozinha.

— Aí meu Deus. Se eu passar mal a culpa vai ser sua. – Falei enquanto pegava o copo.

Peguei o copo com uma das mãos e com a outra apertei meu nariz para não sentir aquele cheiro horrível, e virei o copo colocando aquela estranha combinação para dentro do meu estômago. No começo deu uma ânsia de vômito terrível, mas por sorte não vomitei em cima da Care.

— Isso!! – Gritou Caroline animada com a situação assim que terminei meu desafio.

— Que nojo. – Falei terminando de beber um copo de água.

— Vai vamos ver quem vai ser agora! – Alice disse girando a garrafa.

Marie para Care.

— Verdade ou desafio Care?

— Desafio.

— Te desafio a ligar para o Chris, pedir o telefone do Toni e falar para ele que você é loca por ele.

— Sério isso? – Ela perguntou se levantando do chão.

Assenti com um sorriso maroto no rosto. Aquilo seria divertido.

Care pegou o telefone, ligou para o Chris e conseguiu o número do Toni. Depois ela mandou uma mensagem assim:

Toni, nunca tive coragem de te contar, mas já faz muito tempo que sou loca por você. Te acho muito lindo e queria muito uma chance com você.

Beijos de Caroline Peterson

Não se anime não amigo, isso é apenas uma brincadeira.

— Pronto, mandei.

— Ok! Girando a garrafa. Care e Alice. – Falei.

— Verdade ou desaf...

Tlin dom. (É barulho da campainha ta gente?!)

— Ué quem será? Não estamos esperando ninguém. – Caroline perguntou olhando a porta, como se estivesse esperando ela se abrir sozinha.

— Vai lá ver quem é né criatura!

Ela se levantou do chão e foi abrir a porta. Era a Isabelle.

— O que você esta fazendo aqui? – Perguntou Alice assim que a viu. – Não era para você estar no encontro com o Allan?

— Falou correto, era. Ele não apareceu. Me deixou plantada lá esperando. – Isabelle respondeu se jogando no sofá.

— Jura? Não acredito que ele fez isso. Ele parecia tão ansioso com o encontro. Será que aconteceu alguma coisa?

— Eu não sei. Liguei para ele, mas aquela coisa não atende o celular.

— E como você esta? – Perguntei me sentando ao seu lado. Eu imaginava que Belle estaria arrasada e agora, mais do que nunca, precisaria de apoio.

— Estou surpresa, com raiava, com tudo. Não acredito que ele fez isso comigo. – Ela respondeu. Parecia decepcionada, mas ao mesmo tempo, trazia no rosto raiva de alguém que poderia matar Allan apenas com o olhar.

— Quer saber de uma coisa, você não vai ficar assim por causa dele não. Allan é um idiota, que pensa que pode ter todas as garotas e que pode deixá-las esperando. – Caroline exclamou.

— Care tem razão! – Falou Alice apontando para a loira, que estava sentada no chão.

— Olha, não o julgue antes da hora. Tenta ver o que aconteceu antes de tirar conclusões precipitadas. – Falei com um sorriso consolador. – É o melhor a se fazer.

— Acho melhor eu ir para casa. – Belle disse já se levantando do sofá.

— Não fica. A gente ia sair agora mesmo. – Falou Alice, que até aquele momento tinha ficado sentada nas escadas. Desceu correndo os três primeiros degraus e parou na frente de Isabelle.

— Ia? – Perguntou Care fazendo careta.

— Ia! – Respondi olhando para ela com reprovação.

— Ah é mesmo. – Ela falou balançando a cabeça e dando um sorrisinho.

— Vamos ao shopping! – Disse animada.

(...)

— Será que dá para vocês andaram mais depressa? – Falou Alice nos apresando.

— O Toni mandou mensagem. – Caroline disse olhando para a tela do celular.

— E o que ele mandou? – Perguntou Belle que já estava sabendo o que tinha acontecido.

T.M.: Acabou com a minha alegria. Mas tudo bem J

— Dá para andar mais rápido ou está difícil? Quero chegar logo naquela loja que vi aquele vestido lindo. – Falou Alice ainda na nossa frente.

— Ok a gente já está indo.

(...)

— Moça eu quero esse aqui, você pega para mim...

(...)

— Você tem esse na cor amarelo?

(...)

— Quero esse modelo aqui no número 37.

(...)

— Vou querer dois.

(...)

Aproveitamos um bom tempo comprando. Care comprou duas calças, um sapato e uma bolsa nova. Alice conseguiu comprar o tal vestido que queria tanto, mas não foi só isso; comprou ainda três blusas e uma saia. Belle quis comprar duas saias e um vestido. E eu comprei uma calça, uma jaqueta e um vestido.

— Nossa quantas sacolas.

— O que querem fazer agora? Já é 20hs e 20 minutos, ainda temos bastante tempo. Amanhã não tem aula então está tudo certo. – Perguntou Care.

— Allan mandou mensagem. – Isabelle disse meio atônita olhando no celular.

— Não, isso eu não sei o que é. – Falou Caroline distraída com um cara que estava passando.

— Allan mandou mensagem sua lerda. – Falou Alice tirando Care da lua.

— O que ele mandou? – Perguntei me jogando em cima do celular que estava nas mãos de Belle.

A.J.: Belle?! Será que dá para voltar no tempo e corrigir nossos erros? Porque é o que eu queria fazer agora. Não sei nem o que te dizer. Te conheço e sei que te pedir perdão não vai resolver muita coisa, mas vou pelo menos tentar e correr o risco. Isabelle Daddario, sou um idiota, imbecil e fiz burrada hoje faltando ao nosso encontro. Quero muito te ver, pedir desculpa pessoalmente e te contar tudo o que aconteceu. Me perdoa?

— Uau! Que declaração. – Caroline exclamou quando terminou de ler.

— Viu? Ele quer te ver. Explicar o que aconteceu. Ele pediu perdão. – Falei com um sorriso. Talvez Allan não fosse tão idiota assim.

— Mas isso não explica a falta de responsabilidade da parte dele. – Falou Alice séria.

— Acho que não quero vê-lo... – Belle disse ainda olhando para a tela do celular. – Preciso ir ao banheiro.

Ficamos olhando Belle jogar suas sacolas em cima da gente e sair correndo em direção ao banheiro.

— O que deu nela? – Perguntou Care olhando na direção de Belle.

— Pode-se dizer que ela está na fase do medo. – Respondi.

— Essa é uma das fases do término de namoro. Isso não faz sentido. – Alice falou pensativa. Podemos dizer que ela é mais da área de estatísticas.

— Não é um término de namoro, mas é o fim da possibilidade de um.

— Nossa, não vamos ser pessimistas. – Falou Care dramaticamente. – Saiba que estou torcendo para que role namoro entre os dois.

— Você não é a única. Mas como que isso acontece se ele continuar vacilando assim com ela?! – Perguntou Lice num tom de confirmação.

Dei de ombros.

— Cara olha lá. É a Julie com aquele cara ruivo de novo. – Disse Care apontando na direção deles.

— Aquele que a gente viu no karaokê. Mas o que eles estão fazendo aqui, juntos, de novo?

— Eu não tenho a menor ideia. – Responderam Alice e Care juntas.

— Vamos segui-los. – Sugeri, já começando a andar na direção dos dois.

— Ah parabéns, idéia brilhante! – Exclamou Care ironicamente.

— Até que não é uma má ideia. – Disse Alice começando a vir atrás de mim.

— Vamos parar de falar e seguir eles logo! – Disse chamando Caroline, que ainda estava parada no mesmo lugar, para nos acompanhar.

— Mas onde vamos deixar esse monte de sacolas? – Perguntou Care apontando para a pilha de sacolas no banco.

Olhamos umas para as outras pensando em alguma solução. Até que avistamos Belle vindo.

— Belle já está chegando. Ela cuida. Mas vamos sair daqui logo antes que ela nos empeça de ir. – Sugeriu Lice.

— Vamos!

Começamos a segui-los. Tipo operação 007 ou missão impossível. Nos sentimos na pele desses caras que fazem coisas e seguem gente sem que eles percebam. Julie e o senhor estanho estavam andando de mãos dadas. Bem próximos. Pareciam até namorados, mas alguma coisa dizia que não eram. Mas enfim, andamos, andamos e andamos até chegarmos ao estacionamento. Eles foram em direção ao um Mustang preto. O cara ruivo entrou no carro, enquanto Julie o esperava do lado de fora. Quando ele saiu, estava com um embrulho na mão.

— O que vocês acham que é aquilo? – Perguntou Care sussurrando.

— Eu não tenho ideia. Não dá para identificar direito. – Respondi tentando enxergar direito o embrulho.

— Ela está voltando sozinha. – Falou Alice baixinho.

Ele entrou no carro novamente, ligou e foi embora.

Julie olhou em volta para ver se não tinha ninguém por perto e abriu o embrulho. Não conseguimos entender direito, mas parecia ser era um colar de brilhantes. Ela olhou mais de perto. Logo em seguida, embrulhou novamente o colar e colocou na bolsa. Julie pegou a direção do seu carro e foi embora.

— Que estranho isso. Não entendi nada. – Falou Care enquanto voltávamos para dentro do shopping.

— Será que ele deu para ela como presente de namorado? – Sugeriu Alice.

— Não, acho não são namorados. – Respondi desconfiada.

— Então o que pode ser? – Perguntou Care.

— Não sei, mas coisa boa que não é.

— Vamos embora agora!! – Disse Belle aparecendo na nossa frente com todas as sacolas nas mãos.

— O que aconteceu? – Perguntou Alice.

— ALLAN! – Ela respondeu furiosa e com lágrimas nos olhos. – Foi o Allan que aconteceu.

(Versão Isabelle)

Fui correndo para o banheiro. Por mais que soubesse que não tinha como, queria fugir dessa situação toda com o Allan. Não queria mais falar sobre isso, ou muito menos pensar. Por mais que não estivesse com vontade de usar o banheiro, fui assim mesmo. Dei um tempo lá. Pensando na vida. Retoquei o meu batom e sai. Foi quando me topei com ele, perto do banco onde estavam as nossas sacolas.

— Belle? O que esta fazendo aqui? – Ele perguntou com os olhos arregalados.

— Por mais que não queria ser eu nesse momento, sim sou eu Allan. E eu te faço a mesma pergunta. – Respondi secamente.

Na verdade, estava tentando me fazer forte por fora, mas por dentro, era como uma manteiga sendo derretida. Estava sem forças para me contar na frente dele e poderia desmoronar a qualquer minuto.

— Vim aqui com Henry, Toni, Luke e Christopher. Eles me chamaram.

— Parece que estava ocupado de mais para se lembrar dos seus compromissos. – Disse sem olhar na cara dele.

— Olha eu sei que te devo uma explicação, mas...

— Não, você não me deve nenhuma explicação. A vida é sua. – Disse irritada e ainda tive a coragem de completar – Você não é nada meu.

— Você é minha amiga, e também é muito importante para mim.

— Não é o que parece.

— Me desculpe. Eu tive que dar uma carona para Dakota, já que o carro dela tinha estragado e acabei perdendo a hora na casa dela. – Allan tentou se explicar. Seu cabelo estava todo bagunçado, já que não parava de passar a mão, me deixando mais nervosa ainda.

— Ah então é essa a explicação. Você estava com a loira falsa da Dakota, por isso se esqueceu do nosso encontro! Que bonito da sua parte Allan Jackman.

— Você queria o que? Que eu a deixasse lá na porta da escola, até uma criatura divina desse carona para ela?

— Não, não é isso que eu queria. Eu queria que você pelo menos comparecesse ao nosso compromisso. Em vez disso ficou na casa dela fazendo não sei o que.

— A culpa foi minha. Eu que pedi para assistir um filme e acabei me distraindo e esquecendo da hora. – Ele disse colocando a mão na testa.

— Ainda bem que você sabe que a culpa é sua. – Estava decepcionada demais com ele, não havia como negar.

— Mas afinal, o que você tem contra ela? – Ele perguntou curioso.

— O que eu tenho contra ela? – Bufei. – Allan, ela chegou hoje na escola. Pediu para acompanhá-la até a secretária, se jogou em cima de você e quer que eu fique como? Se você ainda não percebeu eu te falo. Allan Jackman...

— Toda vez que alguém fala meu nome inteiro, já sei o que esperar. – Ele falou me interrompendo.

— Allan, não sei como foi ou quando foi, mas... Fui te conhecendo... E me apaixonei! – Disse gaguejando demais. Não estava no meu script falar aquilo, mas por alguma razão, saiu sem eu ter controle.

Ele ficou sem palavras, me encarando profundamente.

— Mas o que você fez hoje, me decepcionou muito, e a chance que podia de existir algo entre nós dois, acabou! – Exclamei e algumas pessoas que passavam, nos olharam. Então comecei a pegar as sacolas. Queria sair dali. Foi quando ele começou a falar.

— Eu não sabia disso. Mas... Vamos tentar. Te mostro que sou diferente. Eu também estou apaixonado.

— Você só esta falando isso porque está desesperado. Pode falar que é diferente ou que vai mudar, mas Allan eu te conheci assim, foi a sua personalidade que me fez apaixonar por você. Mas como eu disse, as pessoas nos decepcionam. Eu achei que te conhecia, mas a gente nunca consegue conhecer alguém por inteiro. Então não vamos tentar. – Respondi enquanto escorria lágrimas dos meus olhos. Comecei a caminhar rapidamente em direção ao estacionamento. Só queria sair dali.

(Versão Marie)

Belle estava chorando. Estava acabada. Allan estava vindo na nossa direção junto com Toni, Henrique, Luke e Christopher.

— Belle me escuta! – Ele falou se aproximando.

— A gente já falou tudo que tinha que ser dito. – Ela respondeu sem olhar para trás.

— Não quero ser chato, mas é melhor vocês conversarem depois. Ela está muito mal. – Luke falou colando a mão no ombro do amigo.

— Eu também acho. – Concordei enquanto abraçava Belle pela cintura.

— Vamos embora. – Disse Henry puxando o amigo.

Eles foram embora sem dizer mais nenhuma palavra.

(...)

— Você tem certeza que não quer vim para casa filha?— Era a mãe de Belle pelo telefone.

— Não mãe, eu estou bem. Só estou precisando de uma noite de garotas.

— Tudo bem então. Qualquer coisa você me liga. Até mais. Te amo.

— Pode deixa que eu ligo. Até mais. Também te amo. – Disse Belle. Logo em seguida desligou o telefone.

Estávamos na casa da Care. Íamos todas dormir lá. Depois que chegamos, Belle nos contou sobre a conversa.

— Não posso acreditar que ele estava com a Dakota. – Falou Alice espantada.

— Ele não vale nada mesmo. – Terminou Caroline.

— O que você vai fazer agora? – Perguntei.

— Vou continuar minha vida. Não é porque sai dessa com o coração partido que vou parar de viver.

— Você está certa.

— Mas uma coisa eu te falo. Allan Jackman nunca mais vai me machucar assim de novo. – Belle falou séria e alguma coisa no seu tom de voz, me dizia que aquilo não era brincadeira.

Notas finais
E aí o que acharam? Sério, não saiam sem comentar. Obrigada pelo carinho e pelo tempo de vocês por lerem a minha história até agora. Obrigada, obrigada, obrigada. Beijos e esperem pelos próximos capítulos de A Procura do Desconhecido. Não, eu não esqueci de por os links, é nesse capitulo não tem links.