A Procura do Desconhecido

28 Animação de Domingo! - Parte 2


Notas iniciais
Olá... Primeiramente, quero pedir mil desculpas pelo atraso, não foi por querer, mas aconteceu um bloqueio com a minha mente, e não estava conseguindo terminar de escrever o capitulo, mas estou aqui... Onde estão as Jizzy de plantão? E as Alipher? Gente, esse capítulo fala deles, e também da Marie e do Henry! Gente, estou amando todos eles, e espero que vocês também estejam... Não me matem, por favor! O que fiz foi para o bem da fic, tá? Ta. Espero que esteja viva amanhã hahahaha...

(Versão John)

– Acho que eu comi alguma coisa estranha! – Henry falava passando a mão na barriga. Ele havia comido um pacote muito grande de batatinha e bebida um mega copo de Coca- Cola. Depois fomos brincar no carrossel, isso mesmo, dois brutamontes brincando num carrossel. Ok. Mas aí depois de fazer isso ele não quer passar mal.

– Você não comeu alguma coisa estranha, você só embrulhou seu estômago. Primeiro come, depois roda sem parar... Quer o que?!

– Aí... Não to bem... Aquela é a Lizy? – Ele perguntou apontando uma menina lá na frente.

Era sim. Ela estava sozinha, esperando alguém, pelo o que parecia.

– É ela sim.

– Vamos até lá então. – Ele disse começando a caminhar até lá. E eu tive que ir atrás dele.

Queria poder dizer que foi um reencontro feliz num parque de diversão feliz, mas não foi. Chegando perto da Lizy, Henry colocou tudo que tinha comido pra fora. Foi lindo de ver, só que não.

– O que aconteceu com ele? – Lizy perguntou enquanto ele ainda terminava de fazer sua necessidade não tão boa de reparar.

– Ele comeu e depois girou e muito. – Respondi sem olhar muito para ela.

– Ah! – Ela falou e abaixou os olhos. Deve ter sentido alguma coisa errada entre nós. Mas não era de se estranhar, já que ela que tinha terminado comigo, a gente não se falava fazia um mês.

– Eu estou bem. – Henry disse depois de alguns minutos.

– Estou vendo que está bem. – Uma voz feminina disse, mas não era Lizy.

– O que faz aqui Julie? – Perguntei seco. Já te falei que não gosto dela?

– É bom te ver também John... O que fizeram com você, Henry? – Julie perguntou com a voz melosa. Foi até Henry, e o ajudou a se manter de pé.

– Estou bem Julie. – Henry tentava dizer isso da maneira mais normal possível.

– Claro que não está. – Ela teimou. – Vamos Henry, eu te ajudo. Vou comprar uma água pra você. – Ela disse, e saiu tentando segurá-lo pelos braços. Antes de sair andando com ele, Henry me lançou um olhar me pedindo ajuda. Não podia fazer nada, uma vez nos braços de Julie, não a nada que largue ela do seu alvo.

– Então... Você está... Sozinha? – Perguntei para Lizy depois de muito tempo em silêncio, enquanto nos olhávamos constrangidos e sem saber o que falar.

– Ah não! Estou esperando a Marie. Ela disse que ia ao banheiro e já voltava, e isso já faz algum tempo. – Ela respondeu olhando em volta. Pude perceber que estava evitando me olhar. Motivo? Não sei ao certo, parecia que ela estava envergonhada, ou até mesmo se sentindo culpada de alguma coisa.

O silêncio reinou novamente. Tinha hora que olhávamos um para o outro, mas logo desviamos para outra coisa, ou outro lugar. Não sabia por que, mas minha respiração estava acelerada, minha mão estava gelada. Como podia sentir raiva de uma pessoa e depois me sentir assim na sua presença? Como se estivesse nervoso, com medo de falar ou fazer alguma burrada. Quando sua voz saiu, feminina, confiante e preocupada, dei um pequeno pulo e olhei para ela:

– Como vão as coisas? Quero dizer... É... Sei que quando a gente... Bem... Você sabe...

– Você quer dizer como vai minha situação financeira? Bem, não mudou muito depois de você terminar comigo. – Essa última frase eu meio que joguei pra ela, e foi como se Lizy tivesse recebido um peso nas costas.

– Você diz isso como se tivesse terminado com você sem razão. – Ela devolveu juntando as sobrancelhas.

– Bem, você tinha razão, mas para alguém mais esperta, pensei que fosse entender quem estava me beijando.

– Ah é isso? Está me chamando de burra? Idiota? John quer que eu acredite na sua história?

– Pensei que acreditava em mim... – Sim, eu estava estressado, e nós estávamos discutindo. Olha que legal! Confissão, essa é a primeira vez que brigo com ela.

– Você usou o verbo no tempo correto, ACREDITAVA. – Ela disse usando ênfase.

– GENTE! ACHEI VOCÊS, AINDA BEM! – Marie apareceu do nado, gritando e puxando ar com todas as suas forças. Estava com a respiração acelerada e parecia cansada.

Quando ela apareceu, ainda estávamos encarando um ao outro, e demorou um pouco para que Lizy lhe desse a devida atenção.

– O que aconteceu? Viu o Michael Jackson?

– Bom... Se... Eu tivesse... O visto... Estaria dura no chão! – Ela falou com dificuldade. Ainda aparentava estar cansada de tanto correr.

– Então você ficou milionária? – Sugeri, mas sem muito animo.

– Na verdade não é isso. Eu descobri a verdade. – Ela já conseguia falar normalmente.

– Aí meu Deus, o Barack Obama não é negro?!

– Para de graça... Lizy, você precisa acreditar em mim – Marie falou segurando os ombros dela – John não teve culpa nenhuma. Rebheka, ela planejou isso para acabar com vocês.

– Do que você está falando? – Lizy perguntou com as sobrancelhas arqueadas. Pelo que entendi, ela não estava entendendo nada.

– O beijo. Quando você viu Rebheka e John se beijando, era apenas um plano daquela vadia para acabar com vocês!

– Viu! Ela sabe da verdade! – Disse aliviado. Pelo menos uma me entendia.

– E como você sabe disso? – Ela perguntou sem acreditar muito na história.

– Eu ouvi Rebheka e James conversando sobre isso. Eles estão aqui no parque também. – Marie respondeu mais calma, e agora já soltando os ombros de Lizy.

De momento Elizabhet não falou nada, só ficou olhando de Marie para mim, com as sobrancelhas juntas, tentando pensar bem no que acabara de ouvir.

– Mas qual o motivo dela ter feito isso? O que ela ganharia com isso? – Por fim ela perguntou.

– O motivo nós não sabemos, mas que ela fez isso é verdade.

– Não consigo acreditar! – Ela falou.

– Como não?! Lizy você conhece ela, é uma idiota que só pensa no próprio umbigo, ela faria isso com qualquer um, e sem motivo algum. Você tem que acreditar. – Disse confiante.

– E por quê? Porque você prometeu que nunca me trairia e nunca me deixaria? – Ela jogou isso em cima de mim, enquanto me olhava friamente.

– Porque depois de tudo achei que você me devia uma.

Ela não falou nada, nem eu, apenas fiquei olhando para ela. Marie, ali no canto, se sentindo como se tivesse feito sua parte, ficava olhando de um para o outro. O momento não estava mais constrangedor.

– Então é isso? Você escolheu não acreditar? – Perguntei depois de um tempo.

– Não posso acreditar assim tão fácil! Por que ela faria isso?

– Porque ela quer fazer isso, separar a gente, e parece que ela conseguiu direitinho, mas não importa não é? Parece que você esqueceu rápido demais tudo isso.

– Do que está falando? – Marie perguntou no lugar de Lizy.

– Eu vi você no parque, com outro homem. – Respondi meio magoado me lembrando da cena, mas não demonstrei isso na hora de responder.

– Edward? O que? Você viu a gente? – Ela perguntou meio pasma.

– Então é isso, você está com outro.

– Não, eu não estou com outro. Edward é apenas um amigo! – Ela tentou se explicar.

– Não foi isso que pareceu. Não mente para mim... Sei que você já me esqueceu.

– John, não é isso, acredita em mim! Ele é apenas um amigo! – Ela falava e parecia realmente desesperada em falar a verdade.

– É bom não é? Tentar falar a verdade para alguém, mas ela não te ouvir? – Soltei essas palavras. Pela expressão do seu rosto, elas a ofendeu, mas não liguei. Virei às costas e as deixei ali, sozinhas e uma certa Lizy com a auto estima lá embaixo.

(Versão Elizabhet)

Estava com muita raiva dele. Queria gritar, bater, quebrar alguma coisa. Como ele podia ter feito isso?

Marie tinha ido atrás dele, mas isso já fazia algum tempo, com certeza ele estava teimando com ela. Sem pensar duas vezes, peguei meu celular e liguei para o primeiro número da lista de registros.

– Alô!

– Alô Edward?

– Lizy... Oi tudo bem? – Ele perguntou reconhecendo minha voz.

– Não! – Respondi com a voz fraca.

– O que aconteceu? – Edward perguntou preocupado.

– Foi o John... – Eu lhe contei toda a história.

– Eu posso quebrar a cara dele? Como assim ele acha que somos namorados?

– Achando. John sempre foi muito desconfiado, e uma cena daquelas pra ele já comprova que podemos estar juntos.

– Mas e você, como assim não acreditou no que sua amiga te contou? Elizabhet Willians vou ai bater em você! Qual o motivo de tanta desconfiança? – Pode não parecer, mas ele estava falando sério.

– Edward... Para de ser sego... Ele pode ter convencido ela a ir me falar isso.

– Eu que estou sendo sego ou você que está idiota? – Eu ia interromper ele por ter me chamado de idiota, mas ele continuou falando – Para de desconfiar dele assim... Pelo que eu ouvia você falar dele, John parece ser um cara muito bom, e nem um pouco desse tipo de homem que persuadi uma mulher, ou qualquer outra pessoa.

– Você não o conhece tão bem para falar dele assim! – Disse brava.

– Você não tem direito para falar assim comigo. – Ele estava estressado – Esfria um pouco a cabeça, e se ainda quiser falar comigo, me liga. – Edward disse isso e desligou o telefone.

(Versão Marie)

– John... Pelo amor de Deus! – Eu falava enquanto corria atrás dele. John não parava para me ouvir, então minha escolha vai andar atrás dele enquanto falava tudo que precisava.

– Estou muito grato por vir atrás de mim e ainda insistir nisso Marie, mas eu sei o que eu vi, e Lizy parece bem feliz ao lado daquele idiota de cabelo cumprido. – Ele falou e parou no meio do caminho virando para me olhar, ai como estava andando rápido demais, bati nele.

– Ele não é idiota e não tem cabelo cumprido – Falei me afastando – Agora para de agir como uma criança birrenta e acredita no que estou de falando. Vai atrás dela. Lizy ainda sente sua falta.

– Como disse, tenho minhas provas e vou confiar nos meus olhos. – Ele falou e saiu andando de novo, mas dessa vez me impedindo de ir atrás dele.

Bufei decepcionada e bati os braços nos lados do corpo.

Fiquei ali parada um tempo, pensando no que ia dizer para Elizabhet, mas então eu o vi, tentando fugir de uma certa vadia que conhecia muito bem. Henry estava sentado em uma cadeira em frente a uma barraquinha de alimentos. Ele parecia bem, mas Julie insistia que ele tinha que tomar um remédio e comer alguma coisa.

Resolvi intervir. Vesti minha cara de preocupação, fingi estar chorando, baguncei um pouco o cabelo e sai correndo na direção de Henry.

– HENRY! Até que enfim eu te achei! Lizy está passando muito mal, me ajude, por favor! – Disse parando na frente dele. Se morrêssemos por arrependimento, estava morta agora mesmo. Henry pulou da cadeira no momento em que me viu gritando seu nome desesperada. Mudou sua afeição por completo, agora ele estava branco e preocupado.

– Onde ela está? Vamos lá agora! – Ele disse indo na minha frente. Julie ia nos seguir, mas falei:

– Vi James te procurando Julie, melhor ir atrás dele.

Ela fez careta descontente por não fazer parte do circo, e saiu pisando duro. Henry agarrou minha mão, e começou a correr. Como ia falar pra ele que era mentira?

– Henry para! – Falei soltando minha mão da dele e parando de correr.

– Como assim? Lizy precisa de ajuda! – Ele disse isso como se ela estivesse em caso de vida ou morte.

– émentira! – Falei rápido demais abaixando a cabeça com medo de ele ficar bravo comigo.

– O quê?

– É mentira! Por favor, não me mata. – Respondi com cara de cachorro abandonado.

– Lizy não está passando mal?

– Não, foi um plano pra livrar você da Julie. – Afirmei com um sorrisinho.

Ele soltou o ar aliviado, seus ombros relaxaram, balançou a cabeça em negação e por último deu um sorriso.

– Não está bravo? – Perguntei.

– Bravo? Por que estaria? Você me tirou perto dela, e isso foi maravilhoso. – Henry respondeu e depois me deu um beijo na bochecha.

Posso admitir? Fiquei um pouco corada.

– Posso te falar uma coisa? – Henry perguntou encarando seus sapatos. De repente eles ficaram bem interessantes.

– Diga.

– Não sei como te falar isso... Acho que você já me deu tanta bronca que... Que fico meio assim.

– Henry fala. Juro que não vou ficar brava. – Falei segurando seu queixo o forçando a me olhar, e lhe dei um sorriso.

Ele sorriu de volta, balançou o corpo, e se animou a dizer:

– Você me faz bem. Hoje posso dizer de verdade, não era exatamente como antes, te ver faz meu dia ficar melhor. Quando você cora, acho lindo. Tenho vontade de beijar seus lábios intensamente a todo o momento. – Nessa última parte ele que segurou meu queixo. – Posso estar um pouco mal porque não passei bem, mas sei que cada palavra que está saindo é a mais pura verdade, e eu não quero que você me bata e nem fique olhando para mim com essa cara de “Meu Deus ele está falando abobrinha”... – Silêncio, fiquei apenas olhando para ele – Vai, fala alguma coisa.

Acho que não podia falar nada. Sabia exatamente que o que ele estava falando era verdade, podia sentir isso nos olhos dele. Mas por que tinha sido tão rude com ele esses dias pra trás? Eu sentia que no fundo, meu sentimento por ele crescia, mas por que nunca fiz nada?

Não havia coisa melhor para se fazer, então eu o beijei. Ele com as mãos na minha cintura, me puxando para mais perto, e eu com os braços envoltos do seu pescoço.

– Nunca disse que não podia te beijar! – Disse por fim. Ele sorriu, e me beijou de novo, mas dessa vez eu deixei.

(Versão Alice)

– Acho que nos perdemos do Luke e da Clary. – Chris falou depois que sentimos falta deles.

– Eles devem estar por aí achando um canto pra eles. – Devolvi com um sorriso malicioso.

– Aquele lá é o John? – Perguntou Chris apontando.

Assenti e comecei a andar até ele.

– Posso saber o que um moço tão bonito faz aqui sozinho?

– Acho que alguém deu um pé na bunda do príncipe aqui! – Chris comentou zombando.

– Nunca fui um príncipe. – John devolveu de mau humor. O.k. Ele estava realmente bravo, deu até um pouco de medo.

– Tudo bem! A gente não fala mais nada. – Disse batendo uma palma e logo em seguida fazendo jóia com os dedos.

– Vamos deixar você aí, na sua solidão... – Chris falou e entendi o recado.

(...)

– Acho que o motivo foi a Lizy. – Chris comentou depois que já estávamos bem longe.

– Claro que foi ela... Da para perceber que ele está infeliz por causa de amor.

– Não acredito que homens sofrem por causa de mulheres.

– Lógico que da para acreditar. – Devolvi sorrindo.

Silêncio.

– O que foi isso? – Chris perguntou pelo barulho de mensagem que meu celular tinha feito.

– Mensagem do Steven. – Respondi naturalmente lendo a mensagem.

– O quê? Ele tem seu número? Como assim! Alice você está louca? Ele é uma pessoa má, que faz cara de bonzinho na sua presença. – Chris começou a falar desesperado, preocupado, como se estivesse correndo risco de vida.

– Claro que não Chris... – Ia falar, mas perdi a fala. Parei brutamente de andar, e fiquei apenas olhando para a tela do celular.

– O que aconteceu?

Não respondi, apenas mostrei a mensagem para ele:

S.G.: Não sei onde você está se está ocupada, mas me ajuda, por favor.

Socorro!

– Ah para! Isso é mentira! Está te enganando.

– Não ele não faria isso! E você também disse que pararia com o ciúme bobo. Steven não é quem você pensa que é... Eu preciso ir atrás dele! – Falei determinada.

– Não! – Ele gritou – Você não vai, eu não vou deixar, é perigoso demais.

– Chris eu não quero saber, eu vou atrás dele. – Falei e comecei a andar. Não estava desconfiada do Steven, realmente, estava preocupada, ele não me mandaria uma mensagem assim à toa.

Ele pegou na minha mão, e segurou, me forçando a olhar para trás, para ele.

– Se você for eu não vou te perdoar.

Balancei a cabeça. Ele não podia fazer isso, me mandar escolher.

– Não faça isso, eu preciso ir atrás dele. – Devolvi tristemente.

Ele soltou minha mão, assentiu e meu deixou ir. Corri o mais rápido que pude em direção ao carro, quando entrei tive o leve pressentimento que levaria um bom tempo até que Chris segurasse minha mão daquele jeito novamente.

Notas finais
Tá, vou deixar vocês racionando um pouco... Pronto? Pois bem, o que acharam da Lizy? John? Marie e Henry!!!! Enfim meu Deus.... Junção para o nome dos dois? Quero comentários gente... Morri no capítulo passado quando não recebi sinal de vida dos meus leitores... Falem o que acharam do capitulo, e tudo, da fic até aqui. Se tiverem uma opinião podem falar!!! Quero ver vocês de novo! Nina Black não me mate... Beijos e até mais!