A Procura do Desconhecido
12 Allan VS Isabelle
Notas iniciais
(Versão Allan)
Na manhã de domingo, recebi uma mensagem de Luke. E ela falava pra gente se encontrar na casa dele (a gente porque ele também chamou Henry, Toni, Chris e John). Já que meu dia estava um tédio, resolvi ir pra lá.
O nosso programa era jogar futebol. Quando cheguei, percebi que fui o último.
– E aí, onde estava ontem à noite? Sumiu depois da briga. – perguntei para Toni assim que cheguei e me acomodei em uma poltrona.
– Ah eu estava na casa da Caroline – ele respondeu naturalmente.
– A Peterson? – perguntei surpreso.
– E qual mais poderia ser?! – ele perguntou ironicamente.
– Mas como foi parar lá? – curioso perguntei.
– Diz ele que ela desmaiou e ele a levou pra casa – Henry respondeu com um sorriso malicioso.
– Mas foi só isso mesmo – Toni falou.
– Não aconteceu nada de mais mesmo? – John perguntou com um sorriso maroto.
– Claro que não! Só a ajudei – Toni respondeu já começando a ficar zangado.
– Tudo bem, me rendo – John falou levantando as mãos em sinal de rendimento.
– E aí vamos jogar futebol ou ficar aqui de papo furado? – Chris perguntou entrando na sala.
Pegamos a bola e fomos para o fundo da casa. Lá tinha um mini campinho de futebol. Separamos os times e ficou assim:
Toni, Luke e Christopher VS Henry, John e Allan
– Passa a bola, estou livre – gritou Chris para Luke.
(...)
– Defende essa bola – gritava John.
(...)
– GOL!!!!! – gritei.
(...)
– Falta aqui! – Toni falou indignado.
(...)
Depois de 45 minutos de jogo, paramos e quem tinha ganhado fomos nós. O placar ficou 3X2.
– Os perdedores vão ao supermercado comprar as coisas para o almoço – falou Henry tirando a camisa toda suada.
– Ah não vale – Luke foi o primeiro a reclamar.
– É justo – Chris disse.
– Ah então se você está achando justo, vai você ao supermercado – Toni falou olhando para Chris.
– Tudo bem. Não deve ser tão ruim assim – ele falou dando de ombros.
– Você que pensa – disse.
(...)
Depois de algumas horas, Chris chegou do mercado.
– NUNCA mais me pesam para ir ao mercado dia de domingo – ele falou quase gritando. Mas não foi só isso, ele estava com uma expressão de raiva no rosto. Quando percebi perguntei:
– Foi só o mercado que te deixou assim, ou tem outro motivo?
– Não estou pra papo. Vou subir. Ficar sozinho um pouco – e com isso ele começou a subir as escadas pisando duro.
– Quem vai falar com ele? – perguntou Luke ainda olhando para as escadas.
– Pode deixar que eu vou – falei me levantando e indo até o quarto onde ele poderia estar.
(...)
Quando cheguei à porta do quarto onde ele podia se encontrar, notei que ele estava andando pra lá e pra cá, feito barata tonta. Então falei:
– Desse jeito vai gastar o chão.
– Vê se não torra – ele falou sem fazer questão de olhar pra mim.
– Posso saber o que aconteceu pra te deixar assim? – perguntei entrando no quarto e me sentando numa cadeira.
– Você consegue entender mulheres? – ele me respondeu com outra pergunta, mas agora olhando pra mim.
– Ah cara, isso eu nunca consegui. Mas se você estiver falando da Care...
– Não, não é a Caroline. É a Alice – ele falou me interrompendo.
– Alice Petrova? Mas o que tem ela?
– Eu há encontrei no mercado. Ela quer sair com um cara que ela nem mesmo conhece direito. Só porque cresceu com ele, acha que pode confiar. E eu vi, tentei alertá-la e a gente discutiu.
– Mas por que você tentou alertá-la? – perguntei sem entender.
– Não sei direito... Ela é tão linda... Fiquei preocupado se alguma coisa podia acontecer – ele respondeu tímido.
– Você tem certeza que pode ser preocupação? – perguntei já quase entendendo o problema dele.
– Como assim? O que você quer dizer com isso? – ele perguntou enquanto se sentava na beirada da cama.
– E se não for preocupação e sim ciúmes? – sugeri.
– Ciúmes? Ciúmes dela? Não sei... Bom se bem que não é impossível.
– Claro que não é impossível. Do jeito de você falou dela, com os brilhos nos olhos, poderia dizer que isso tem um pingo de ciúmes.
– Posso estar gostando dela. O que eu faço? Ela deve estar me odiando agora.
– Meu caro amigo, você não é o único.
– As mulheres nos deixam loucos.
Depois desse desabafo, que Chris podia estar amando, descemos, mas não comentei nada com ninguém ainda, já que foi um pedido do próprio Chris. Passamos o resto do dia fazendo o que a gente faz de melhor, nada. Quando foi quase à noite, fui embora.
No outro dia tinha aula. Ia ver a Belle e eu tinha que falar com ela. Me explicar. Bom só ia fazer isso se ela me ouvisse e me desse chance de dizer alguma coisa.
(...)
Meu relógio despertou. Levantei, usei o banheiro, coloquei uma roupa e desci pra comer alguma coisa. O café estava na mesa, mas meu pai não. Onde ele se meteu? Já havia saído. Vi que ele deixou um bilhete na mesa dizendo que teve uma emergência no trabalho e teve que sair mais cedo. Ele é advogado e tem negócios com grandes empresas. Tudo bem, já estou acostumado, quase nunca vejo meu pai. Se quiser vê-lo, tenho que esperar até de madrugada ou levantar muito cedo. Como não podia chegar atrasado na escola, tomei meu café e sai.
Chegando, deixei meu carro no estacionamento, peguei minha bolsa e tranquei o carro. Cruzei o portão e fui em direção ao jardim. Ninguém tinha chegado ainda, então resolvi esperar. Depois de alguns minutos conversando com a brisa, pude avistar o carro de Belle chegando. É isso, pensei comigo, ela chegou, cria coragem homem. Se esclarece com ela. Esperei ela aparecer no jardim e fui em sua direção.
– Isabelle posso conversar você?
– Não sei, mas pode tentar – ela respondeu sem olhar na minha cara ainda andando.
– Sábado. Aquilo com Dakota. Ela que meu beijou. Se assim posso dizer, a culpa não foi minha. Você tem que acreditar em mim.
– É meio difícil de acreditar em você Allan. Você já fracassou comigo uma vez. Te dei outra chance, mas você vai lá e joga ela no lixo? – ela começou a aumentar a voz.
– Eu sei que posso ter errado, mas todo mundo erra.
– Todo mundo erra, mas não como você errou.
– Belle cuidado...
– Pra você é Isabee...
Ela começou a andar pra trás e não entendeu meu aviso. Mas quando seu corpo se encontrou com o chão, ela já estava toda cheia de folhas na cara. É, isso mesmo, ela caiu em cima do arbusto. Estendi minha mão para ajudá-la a levantar, mas ela recusou minha ajuda. Ela se levantou sozinha e pude ver que estava com água nos olhos, e não era pra menos, todo mundo tinha visto e estava rindo. Tentei chamá-la, mas minhas palavras não saíram e só pude a ver correndo em direção a entrada do prédio da escola. Isso agora acabei com tudo mesmo. Ela me odeia mais que tudo.
(Versão Isabelle)
Sai correndo enquanto minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Fui para o banheiro. Me tranquei em um boxe e fiquei lá até um pouco da tristeza e da vergonha passar um pouco. Quando vi que não tinha ninguém no banheiro, além de mim, sai, lavei meu rosto e retoquei a maquiagem. Quando estava saindo, Dakota sai de um boxe e fala sinicamente:
– O que aconteceu querida?
– Primeiro não me chama de querida, pois tenho nome. Segundo não é da sua conta o que deixa ou não deixa de acontecer na minha vida, e terceiro, não precisa fingir que se preocupa comigo
– Não agüentou ver Allan beijando outra? – ela perguntou revelando seu verdadeiro ser. Uma garota mimada, vingativa, falsa e perigosa.
– Não minha querida, ele só estava fazendo uma caridade pra si mesmo. Sabe? Beijando alguém que ninguém quer – falei olhando pra cara daquela sínica e em seguida me virando para sair do banheiro.
– Toma cuidado! Toma muito cuidado – ele me avisou com um olhar ameaçador antes que pudesse sair do banheiro.
– Não, você toma cuidado. Você não me conhece e não sabe do que sou capaz – disse ameaçadoramente enquanto abria a porta e sai de lá.
Aí como eu estava odiando a Dakota e o Allan naquele momento. Se eles quisessem ficar juntos, que ficassem não sentia mais nada por ele além de ódio.
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