A Procura do Desconhecido

2 A Garota de Vestido Azul


Notas iniciais
Gente eu fiquei muito feliz pelo primeiro capitulo, pelas pessoas que comentaram e estão acompanhando, OBRIGADO mesmo. Bom esse capitulo vai falar um pouco da versão de John Maison, o heroizinho da Lizy. Espero que gostem. Bjs. Só lembrando dos links. Eles estão nas notas finais.

(Versão John Maison)

Acordei bem cedo do que de costume. É segunda. Volta as aulas. O que eu acho sobre isso? Bem, digamos que era para eu estar xingando meio mundo, como muita gente costuma fazer, mas a pura verdade: estou feliz que as aulas voltaram. Se sou nerd, se gosto de estudar? Não e não.

Nunca fui nerd, me esforçar para tirar boas notas era minha luta nos anos anteriores. Gosto de ler e ouvir músicas, amo. Isso eu faço sem esforço.

Bom, levantei, fui ao banheiro e desci para tomar café. Não conversei com ninguém, não que esteja mau humorado, ou que eu não goste dos meus pais, é que não tinha ninguém. Meus pais estão viajando para o Canadá, e digamos que não sei quando voltam.

Troquei. Peguei minhas coisas. Liguei o carro e fui.

Link carro.

Música.

Aí você se pergunta, você sente falta dos seus pais?

Não. Até que não. Passo muito tempo com os meus amigos, principalmente o Allan Jackman, então me ocupo muito para sentir falta deles. Sou feliz com a vida que tenho. Não me falta nada, meus pais me mandam dinheiro todo mês para pagar as contas e usar comigo.

Meu telefone começa a tocar. Atendo.

— Alô!

—John?

— Sim, quem é?

— Toni Malcon. Você já esta indo para a escola?

— Tô, acabei de sair de casa.

— Tem como você me dar uma carona? Meu carro ainda está no concerto.

— Tem sim, estou passando aí.

— Ta, até mais.

— Até.

Desliguei o telefone e mudei minha direção para a casa de Toni.

Toni é o tipo de amigo que te ajuda sempre que você precisar e tiver problemas. Ele é o mais responsável de todos nós, e o mais preocupado também. Ele joga no time da escola junto com o Luke. Se eles são populares por causa disso? Sim. Eles recebem muitas cantadas e convites para sair. Mas eles não usam isso a favor deles, um exemplo, eles estão solteiros.

(...)

Cheguei na casa de Toni, parei o carro e buzinei. Toni mora com seu pai e com seu irmão de 10 anos. Sua mãe? Ela morreu há 6 anos.

Ele saiu, avisou que já ia, e entrou de novo para pegar sua bolsa. Já pronto ele entrou no carro.

— Eaí, tudo bem? – Perguntei começando a dirigir.

— Tudo sim. Valeu pela carona, meu carro fica pronto hoje a tarde. Depois da batida, teve que arrumar o amassado e refazer a pintura.

— Sem problemas. Quando precisar, estamos as ordens. – Disse com um sorriso.

Você está assim né, que batida foi essa, o que aconteceu?

Foi nas férias. A gente foi passar uma semana em uma pousada que tinha muito entretenimento, passeios de barcos, etc. Na hora que a gente estava indo embora, Toni estava no volante, ele se distraiu um minuto olhando uma mulher muito bonita passar, que acabou batendo no carro que estava na frente. Deu maior rolo, ele teve que pagar o concerto do outro carro e do dele.

(...)

Chegando no escola, Allan já estava lá. Ele é uma pessoa descontraída, animada e divertida; é o que anima o resto de nós para fazer passeios, viagens, ou até mesmo quando estamos com problemas com garotas ou com os pais (o que não é o meu caso).

Cada um tem seu papel no grupo, Henry é o que é mais popular e o que vive andando com meninas para lá e para cá (principalmente a Julie). Toni ajuda todo mundo, Christopher é o melhor com as garotas, sempre sabe o que fazer nos encontros, Luke é o melhor no futebol e o mais descolado, Allan é o animador e eu sou o que vê sempre o lado bom das coisas.

— Allan, eaí beleza? – Perguntei.

— Beleza. Toni, o carro não ficou pronto ainda?

— Vish cara, estava falando agora com o John, vou pegar ele hoje a tarde.

— Ah sim. – Falou Allan.

— Já volto, vou lá deixar minhas coisas no armário. – Disse enquanto passava por eles.

— Ta vai lá.

High School Falls é uma escola muito grande. Tem um jardim com bancos, um pátio enorme, vários corredores e quatro andares. Fui andando, quando eu a vi, lá sentada sozinha lendo, vestida em um vestido azul, muito linda. Quando a reconheci, não... não é possível Elizabeth?

Sim, era ela. Podia se dizer que era uma das meninas bonitas da escola. Mas por que nunca tinha reparado nela? Devia ser pelas roupas diferentes ou até mesmo pelo cabelo curto.

Depois que meu hipnose passou, reparei que tinha duas meninas se aproximando dela; Marie e Clary Fray, as irmãs gêmeas. Continuei andando. Fui ao meu armário e deixei minhas coisas lá. Voltei. Quando passei pelo jardim novamente, vi que tinha chegado mais meninas, mas não as reconheci.

Quando voltei, Henry e Luke já estavam lá, junto com Toni e Allan.

— Chegaram agora? – Perguntei.

— Não já faz uns dez minutos. – Respondeu Henry – Chegamos a tempo de ver Allan babar por uma garota agora, que tenho quase certeza que era Belle Daddario. – Ele disse dando gargalhadas.

— Olá meninos. – Disse Julie e Rebheka chegando nesse momento.

Se elas são bonitas? Sim, elas são gatas, mais é o tipo de menina que odeio, as metidas patricinhas. Julie vive por ai com Henry. Acho que ele não gosta dela (não igual o que ela sente por ele).

— Oi Julie. – Respondeu Henry, secamente.

— O que vocês estão fazendo aqui ainda? Estamos atrasados. – Soltou Christopher que chegou atrasado, nos apresando.

— A foi mal, depois a gente conversa Julie. – Falou Toni antes de irmos.

Eu por algum motivo fiquei feliz de sairmos dali, se não teríamos que ouvir Julie fala sobre sua vida e suas chatices. Nos apresamos para alcançar Chris que já estava bem na frente.

Quando estávamos passando pelo jardim, ela estava lá, junto com suas amigas. Eu a olhei, e seu olhar foi tão puro, tão lindo, que os brilhos dos seus olhos me fizeram sorrir.

Foi quando elas começaram a andar, nos deixando para trás.

Minha primeira aula era de português, Bonnie Adams. Junto comigo nessa aula, estava Toni e Luke, então nos separamos dos outros e fomos para o terceiro andar.

No segundo andar, encontramos James conversando com um amigo, mas só ouvimos o que ele podia terminar de dizer no final da frase:

— ... e aquela idiota da Lizy Willians, parece uma garotinha bobinha, que vive andando por aí com um livro debaixo dos braços.

Lizy? Ele estava falando da garota que encontrei hoje mais cedo no jardim da escola, com um lindo vestido azul? Eu perdi o controle, o sangue ficou quente, que já cheguei gritando.

— Seu canalha, fica falando de uma pessoa assim sem ela estar aqui para se defender? Ainda mais de uma garota!!

A reação de Toni e Luke foram de espanto. Eles nunca me viram assim, ainda mais por causa de uma garota que nunca tinha conversado na vida. Mas logo que eles viram que eu não estava brincando, que estava sério, eles me ajudaram nessa situação.

— Olha seu mauricinho não vem querer dar uma de herói e se intrometer onde não é chamado. – Retrucou James.

— É melhor falar direito com nosso amigo. — Interrompeu Toni.

— Cala a boca seu idiota, vai cuidar da sua vida e leva esse aí com você também. – Devolveu James.

Eu estava furioso, com a cabeça quente e com as mãos coçando, doidinho para dar uma surra nele. Falar assim de uma garota, e ainda mexer com os meus amigos, não é coisa que se faça se não quiser me ver nervoso.

— Cara é melhor você aprender a falar de uma menina, e se não quiser apanhar de três é melhor você sumir da nossa frente. – Falou Luke que também se sentiu incomodado com a situação que estávamos.

— Eu não tenho que aprender nada, vocês não são donos da minha vida. – Devolveu James.

Nesse momento, você deve estar se perguntando, você gosta da Lizy? Uma garota que você só viu uma vez e se encantou e resolveu entrar numa briga por causa dela?

Não. Gostar é uma palavra forte nesse momento. Digamos que a vi, e senti que ela é uma menina frágil, que qualquer um pode fazer o que quiser com ela; então sinto que devo protegê-la. Protegê-la de caras assim e momentos assim.

Quando estava pronto para partir para cima dele (sem malícia), uma menina ruiva, Clary, apareceu no final do corredor. Ela estava andando normal, quando ela nos viu, ela parou e deve ter se perguntado se devia continuar andando ou não. Sua resposta deve ter sido positiva, pois ela continuou, veio até nos e perguntou:

— Está tudo bem por aqui? Aconteceu alguma coisa?

Luke foi o primeiro a falar:

— Não, não, está tudo bem sim.

— É foi apenas um mal entendido. – Continuou Toni.

Eu estava sem forças e coragem para falar alguma coisa, então fiquei mudo.

— Ta então. – Disse Clary. Depois dessas palavras, ela foi embora pelo corredor à fora.

— É melhor a gente ir. Perdemos muito tempo aqui e estamos atrasados, muito atrasados. – Falou Toni.

Antes de sairmos, Luke falou para James:

— Isso ainda não acabou, aguarde.

— Claro que não acabou!! – Devolveu James.

(...)

— O que deu em você? Falar com o James assim. Sei que não gosta dele, mais nunca tinha visto você fazer isso por uma garota. Não que seja impossível, é que você nunca gostou de ninguém. – Toni interrompeu o silêncio que reinava.

Ele estava certo, eu nunca tinha me interessado por nenhuma menina. Muitas já gostaram de mim, mas nenhuma tinha o que eu mais me importava, caráter e humildade. Então por isso sou solteiro.

— Eu senti que devia. A vi hoje mais cedo no jardim. Tão linda e indefesa. Senti como se fosse meu dever protegê-la.

— Não é seu dever, você nem a conhece, e ela nem te conhece. – Completou Luke.

— É por isso que me sinto estranho. Nem eu mesmo sei o que deu em mim para encarar James daquele jeito

— Vocês acham que Clary ouviu nossa discussão? – Perguntou Luke.

Nossa! Tinha me esquecido. Clary. Será que ela ouviu? Se ela tiver ouvido, vai contar a Lizy.

— Não sei, só espero que não. – Respondi.

Notas finais
Bom gente, foi esse o capitulo. Espero que tenham gostado e que comentem. Queria agradecer a minha amiga que me recomendou na sua fic, Nina Black. Quero disser que leio sua fic, e acho uma máximo. Bjs brigada Nina. Bjs. Links: http://www.peroladanet.com/wp-content/uploads/2012/08/carro-Fox-imagem-7.jpg Musica: http://www.kboing.com.br/imagine-dragons/1-1174496/