Eu só pedi para ir ao toalete para fazer vários nadas. Mas foi aí que a minha mente me deu a grande, talvez perigosa ideia.

Eu:Aranje uma fuga; Eu: Não, não faça isso; Eu: Eu estou dizendo, você não quer dormir aqui essa noite, quer?; Eu: Se você não quer dormir uma noite aqui, vai querer a vida inteira, por fugir?; Eu: Mocinha, você está mais perdida que cachorro em dia mudança, melhor seguir meu conselho; Eu: E você vai estar mais perdida que cebola em salada de fruta se não me ouvir; Eu: Você tem noção que eu sou você e você sou eu?

Mesmo sabendo que estava me metendo numa enrascada, peguei em todos papéis higiénicos, desenrolei-os e deitei-os em todas privadas.

Assim que acabei gritei de um modo bem irritado: —Mas que horror! Minha nossa! Que droga!

Abri a porta até a metade e encontrei o policial lá me esperando, com uma cara um pouco mais normal.

—Por favor, pode trazer papel higiénico para mim? O daqui acabou, e eu estou precisando muito.

O oficial me olhou com cara desconfiada, eu fiz uma cara de aflita e no fim ele acentiu com a cabeça. Entrei novamente no toalete e abaixei-me para ver por debaixo da porta se ele havia saído de lá.

Limpei o delineador e o batom, tirei o moletom e deixei-o por cima da porta de entrada para uma das privadas.

Tirei as calças e deixei junto com o moletom, peguei no cinto e coloquei, deixando a camiseta semelhante a um vestido. Peguei na fita que estava no colarinho do moletom, prendi meu cabelo e deixei algumas mechas caídas no rosto para tapa-lo. No fim, dobrei as mangas da camiseta.

Molhei meu dedo indicador com sabão líquido, saí do toalete tendo o máximo cuidado possível e segui para o corredor em direção à saída.

Quando cheguei próxima a saída, baixei a cabeça, meti o dedo molhado de sabão líquido nos olhos, e comecei a lacrimejar.

Meu coração acelerou quando um senhor veio correndo até mim, o que fez com que eu começasse a andar de um jeito estranho.

—Algum problema moça?

— Muitos problemas— coloquei as costas das mãos para limpar as lágrimas.— Meu irmão foi sequestrado, e estão pedindo um resgate muito alto. Mas está tudo bem, estou indo para casa descansar.

—Quer uma carrona?

CARA NÃO. VAI EMBORA! ZARPA LOGO DAQUI!

—Não, eu estou bem. Podes ir trabalhar a vontade.

Apressei meus passos indo em direção a saída.

Eu podia estar chorrando de emoção, ou a festejar do lado de fora da delegacia, mas a primeira coisa que eu fiz foi correr como uma louca e pegar o primeiro táxi que eu avistei.

Quando cheguei a casa, minha mãe já havia ido dormir, eu só não fiquei a noite toda agradecendo por isso porque era meu último dia de suspensão.

— Por onde andou?

— Amm....amm...eu...eu...fui a um clube de hip/hop.

—Fiquei preocupado, e a tua mãe estava uma ferra por você ter saído, em tempo de castigo— revirei os olhos.

—Vejo que amanhã será o meu último dia de vida.

—Poderia ser, mas eu disse à ela que você foi a um evento particular da editora.

— Oh pai, muito obrigada, obrigadinho e obrigadão. Te devo essa.

—Vou cobrar.

Dei um beijo nele e fui me organizar para dormir.

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—E foi assim que Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na lua —disse o professor de história, me fazendo ouvir pela trilhiolésima vez o acontecimento de Apolo 11.

Pelo simples fato da escola onde eu estudo se chamar Neil Armstrong School, eu ouvia aquela história um bilhão, novecentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil, e novecentas e noventa e nove vezes, aredondando fica um trilhão.

—Lili—Aiden chamou-me.—Sua cara está um horror.

—É um espelho, você só está vendo seu reflexo.

—Foda-se—ri da reacção dele.— O que andou fazendo ontem, hein?

— Peguei uns caras, você devia ter visto—pisquei o olho.

O sinal tocou e eu saí da sala com Aiden. Quis contar-lhe sobre o acontecimento da noite anterior, mas decidi que iria fazer isso em outro lugar.
Me lembrei da última vez que eu me meti numa enrolação, por dar uma joelhada num dos populares da escola e fui contar para Aiden no meio da sala, em menos de cinco minutos toda turma estava a me parabenizar por eu ser corajosa e heroína, e em menos de uma hora toda escola estava a fazer o mesmo. Eu lá sabia o que aquela criança demente havia contado.

Nós estávamos a virar na curva do corredor da escola, quando eu reconheci a massa corporal que trazia consigo aqueles cabelos mais lindos que os meus, num coque desajeitado indo ao lado oposto. Dei meia volta e puxei Aiden o fazendo tropeçar.

— Ai, caramba Lili o que você tem?

— Deny me ajuda a sair da escola agora!

— O quê? Você enloqueceu? Essa escola é mais vigiada que um presídio.

— Deny você é o chefe das fugas, você tem sempre um plano.

—O que foi que você aprontou? —ele fez um sorriso malicioso e direcionou-se para a a curva do corredor, enquanto eu fazia todos os gestos possíveis de súplica.—Ai misericórdia, quando você disse que pegou uns caras ontem eu não imaginava que fosse verdade. E agora um deles é esse daí e você não quer que ele te veja, é isso?—revirei os olhos e bati a minha testa com a palma da mão.

Puxei Aiden pelos braços e levei-lhe a sala de material de limpeza.

—Ontem eu entrei numa mercearia em assalto e um dos assaltantes me confundiu com a ex paixoneta dele, fui levada a delegacia e fugi de lá. Se você não me ajudar a sair daqui eu vou ser presa—falei rapidamente, enquanto ele me olhava com uma cara estranha. —Eu juro que eu sou incente.

—Está tudo bem. Você acabou de solicitar os serviços "Aiden fugas".

—Que horror.

—E é graças a esse horror que você não será presa.

— Você ganhou, agora me tira daqui.

Aiden saiu da sala onde estávamos e em fracções de segundos o sinal tocou, antes do tempo que deveria.
Ele voltou com a minha mochila e disse:

—Preste atenção no celular, eu vou mandar uma mensagem quando chegar a hora.

— Okay.

Cinco minutos depois recebi a seguinte mensagem "Saia agora e não pare de correr".

Só eu sei o quanto eu corri por aqueles corredores. Uma maratona em que a meta era o portão da escola e o prémio, não ser presa.

Passei pela porta do edifício, e continuei correndo pelo pátio da escola.
Quando saí pelo portão da escola, senti um grande alívio, até ser puxada por quatro mãos desconhecidas e sinistras que cobriram a minha cabeça com um saco plástico e depois fui jogada nos comodos que pareciam ser de um carro.

NÃO,NÃO, NÃO, NÃO. EU NÃO POSSO ESTAR A SER SEQUESTRADA. NO QUE EU FUI ME METER?

Tive certeza que era um carro quando os pneus rasparam furiosamente e o saco foi tirado da minha cabeça, e aqueles olhos verdes invadiram a minha visão dizendo:

—Ias para algum lado?

Meu coração acelerava três vezes mais do que o normal e eu já estava suando. Talvez poderia ter uma parada cardíaca, pressão arterial de 26 por 18 e precisasse de soro ansiolítico.

Notas finais
Mais um cap. O que acharam? Akakaka Hhuuuuuu Gente o que estão achando? Falem comigo please. HELLLOOOOOO, IT'SSSS MEEE. Gente casei com o Percy Jackson e meu amante é o Harry Potter kakakakka. Onde vocês moram? All the love. ClioPatra