—ME SOLTEM, VOCÊS ESTÃO ME MACHUCANDO! EU VOU ACABAR COM VOCÊS! —gritei tentando me soltar dos braços dos homens que me seguravam. —OLHA AQUI SEU SENHORZINHO STYLES QUE NÃO É DETETIVE, EU SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ É UMA FARSA. É IMPRESIONANTE COMO AS PESSOAS MUDAM DE DETETIVE PARA SEQUESTRADOR! PARA ONDE VOCÊS ESTÃO ME LEVANDO SEUS FILHOS DE UMA OVELHA! PLUTO QUE PARRIU! SOCORRO! SOCORRO!

— Você pode por favor fechar a boca?

— COMO VOCÊ QUER QUE EU ME CALE!? EU FUI SEQUESTRADA, E NÃO SEI O QUE VOCÊS VÃO FAZER COMIGO! SEM CONTAR QUE ATÉ HOJE, ÀS DEZ HORAS E TRINTA MINUTOS VOCÊ ERA UM DETETIVE E PASSADOS DEZ MINUTOS VOCÊ VIROU UM SEQUESTRADOR, ESTRIPADOR E VENDEDOR DE ÓRGÃOS FEMININOS!

— Você pode fechar a boca, por favor?

— E EU AINDA NÃO TERMINEI! SE O DIRECTOR DA ESCOLA DESCOBRIR QU...

— Ele acha que você está numa cerimónia de reabilitação da alma com seus familiares.

— Pluto que pariu! Eu estou mesmo sendo sequestrada! ME SOLTEM SEUS DESGRAÇADOS! SOCORRO!

—Fechem a boca dela—disse o detetive que eu já não tinha mais a certeza que era detetive, com toda calma universal, como se eu não estivesse em pânico.

— NÃO! ME SOLTEM SEU DESGR... —um dos homens tapou a minha boca com uma fita adesiva. —Mmmm mmmm mmmm mmmm —tentei dizer algo.

Sem direito a gritos, escândalo, súplica, e cansada de tentar fugir de um carro em movimento(coisa impossível),decidi me aquietar.
Mesmo assustada eu não parava de olhar para a parte do visível, do rosto daquele detetive. Eu estava tão aterrorizada e ele calmo, manso e relaxado, como se não tivesse uma pessoa em pânico naquele carro, com alguns fios dos seus cabelos saindo do seu coque, o deixando naturalmente atraente, sem contar que os seus companheiros não eram de se deitar fora.

Fiquei mais confusa ainda quando entramos pelo estacionamento da Managment Everdeen's — uma das maiores empresas de Houston—, e fomos por uma porta que parecia ser a saída para emergências. Entramos por mais uma porta, mas essa era sinistra e pegamos o elevador para a parte de baixo. Enquanto isso eu tentava fugir dos braços dos homens que me seguravam.

— Essa garota parece um bicho carpinteiro, sem contar que tem muita energia. Foi uma boa decisão—disse um dos homens que me seguravam.

COMO ASSIM BOA DECISÃO? NÃO ESTOU GOSTANDO NADA DISSO.

Quando o elevador chegou ao destino, meu queixo só não caiu, porque minha boca estava amordaçada pela fita adesiva.
Um monte de gente em movimento, vários equipamentos técnicos, salas, curvas, corredores, esquemas e mapas geográficos em telas.

Ninguém olhou para nós como se fossemos a lua que não apareceu por um ano ou as mais novas celebridades, as pessoas continuaram com seus trabalhos normalmente. Talvez porque já estivessem habituados com a entrada diária de gente inocente sequestrada.

Aqueles homens me levaram para um corredor um pouco mais quieto e entramos numa das salas. Me colocaram sentada em uma cadeira em frente a uma mesa e a um senhor que parecia ser mais velho que todos os outros, tiraram a fita adesiva da minha boca e eu disparei:

— Olha aqui, se o senhor achou que me sequestrando a base de dois homens bem grandes e de um pateta com cabelos mais lindos do que os meus numa escola, me deixaria assustada, acertou na mouche. E se o senhor pensa que eu ainda estou assustada, está enganado. E eu EXIJO uma EXPLICAÇÃO para isso. Porque eu sou a pessoa mais inocente que vocês podem encontrar num covil de criminosos que nem esse. Eu amo minha vida, e se vocês tentarem a tirar vocês vão se ver comi...

— Fechem a boca dela—disse o senhor.

Pulei da cadeira e corri em direção a porta, mas fui logo agarrada por um dos homens, me colocando na cadeira e com ajuda do seu companheiro colocou fita adesiva novamente na minha boca.

Qual é o problema com a minha boca? Pura inveja. Só porque a minha boca é foxy e as vossas não?

—Vamos fazer assim, eu só vou tirar essa fita da sua boca com uma condição, você vai estar calada—olhei para ele com aversão e abanei a cabeça em sinal negativo.

— Você não vai ficar calada?—fiz que não novamente.

— Ótimo, nós vamos sair e você fica aqui sozinha amordaçada—fiz que não agressivamente.

— Então vai ficar calada?—assenti
com a cabeça.

Eles tiraram-me a fita adesiva da boca, o senhor pegou num papel e começou:

—Lince Alice Vallmor —estremeci e os meus olhos abriram mais do que o normal. Aquilo só podia ser macumba.— nascida aos oito de Julho de 1998, em Houston-Texas— É impressão minha ou esse senhor anda me stalkeando?—, filha do jornalista e empresário William Jason Vallmor, e da empresária Harper Graham que é acionista majoritária das lojas Harper and Grace, pais separados, dezoito anos, cabelos castanho escuro, olhos verdes, residente em MidTown, estudante do terceiro ano do ensino médio, em Neil Armstrong School, sem irmãos, sem ficha de crime, até ontem—ele parou e olhou para mim. Ergui as minhas sobrancelhas.— Até agora, a única verdade que você falou foi a sua idade, já que o teu nome mudou para Lilian— engasguei e virei o meu olhar para outra direção.

— Vocês estão em vantagem, porque eu falei-vos a minha idade. E vocês? Nem a verdadeira cor dos vossos cabelos eu sei.

— Você parece gostar de piadinhas, hein?

— A resposta dessa pergunta deve ter nessa tua lista de quem andou me stalkeando.

— Gostei de você.

— Infelizmente não posso dizer-te mesmo.

— Ah, já ia esquecendo. Você também falou a verdade ao dizer que não conhecia o criminoso com o qual conversou.

— Que interessante, e o que mais você descobriu, oh grande Pitágoras.

— Eu sou o detetive West, presidente da A.I.S. agência de investigação secreta, em Texas.

—E eu sou a Clio, a deusa da literatura. Oras.

— Os assaltantes daquela mercearia , são traficantes de drogas ilícitas e extremamente perigosos. Nós estamos atrás deles por mais de três meses, e eles apareceram fazendo algo fora das suas atividades normais, ou seja, invadir uma mercearia. Os identificamos através das características que as pessoas deram descrevendo o assaltante com o rosto descoberto.

— O.k. Você já contou a história da formulação do teorema de Pitágoras, e eu gostaria de saber o que é que eu tenho haver com isso, se já se sabe que eu sou inocente?

— Você conversou com um deles, como a garota que deu um fora nele.

— Eu fui obrigada a conversar com ele pelas circunstâncias.

— Dá no mesmo

Qual era o problema de todo mundo com o "dá no mesmo"?

— E? —eu já tinha uma ideia do que ele iria falar. Mas não acreditei no que a minha mente pensou. Queria conferir melhor.

—Nós trouxemos você aqui, para que trabalhes como nossa isca — Oh, a minha ideia estava errada.

— Pára tudo. Você me sequestrou em período de aulas, para me matar?

— Não, é para te fazer de isca.

— Dá no mesmo—Credo, fui contaminada.— Isca mais Alvo, é igual a morte certa da isca.

— E só para recordar, você fugiu da escola.

—Mesmo que eu não fugisse da escola você me traria até aqui, e na cabeça do diretor eu estou com meus familiares reabilitando a alma—revirei os olhos por essa desculpa tão parva. Não acredito que o Sr. Emet acreditou nisso.— logo,
eu não fugi, fui dispensada.

— Já está decidido não podemos voltar atrás.

— Mas eu não aceitei.

— E nós ainda não limpamos sua fixa de crime. Se você não aceitar isso vai direto para a cela por participação de quadrilha e por ser fugitiva da polícia.

Babaca, desgraçado, troglodita, homo eretos, homo sapiens, babuíno, orangotango.

— E você para o tribunal militar ,por sequestro, arrastamento feminino, amordaçamento feminino, obrigação de esforço físico feminino para se mover e agressão física. Agora pode me deixar ir.

— Você acha que vão acreditar em quem? Num oficial detetive ou na filha de um jornalista.

— Quer saber, eu já te odeio logo de primeira. E pau no seu cú, foda-se!

— Você sabe no que dá, uma pessoa ofender uma autoridade?

— Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem saiba. Mas segundo o detetive Styles, isso não vem ao acaso, e segundo as minhas expectativas você não pode me punir por isso, nunca.

— Posso sim.

—Você não pode me prender porque depende de mim para caçar uma quadrilha, não pode me deitar fora por nada desse mundo. Pelos vistos o jogo virou, neh?

—Eu tenho outras opções.

— Quais? Arranjar um clone meu? Por favor, era um moço de um bairro fora dos seus padrões, deve ter aprendido a diferenciar o cheiro de dez tipos de drogas diferentes no útero, e ele reconhece até a respiração de um cão.

— Eu já vos disse que não gostei nada dessa garota?—ele apontou para mim fazendo o detetive Styles e os outros dois homens prestarem atenção nele.

— Não. Mas pode falar, estou pronta para ouvir.

— Viram, eu disse, ela tem um ar...

— Vingativo— completou o detetive Styles.

— Não é vingança, é a terceira lei de newton “A toda ação há sempre uma
reação oposta"—reclamei.

— Detetive Styles, leve esse prego no sapato para casa— Opa, essa doeu.—Domingo, dezanove e meia, ela deve estar aqui.

—Onde está a lei de liberdade?

— Vamos.

— Isso é cárcere privado, sabiam?—fui ignorada.

Saí com o detetive Styles para casa, e a peça só sabia ficar calada. Exceto quando se tratava de me perguntar as coordenadas da minha residência(coisa que eu não intendi, já que o chefe dele sabia a minha morada).
Juro que eu tentei ficar concentrada na estrada, mas o detetive era lindo de mais.

— A quanto tempo você é detetive?—fui ignorada com sucesso.— Vai me deixar no vácuo?—novamente ignorada com sucesso.

Eu não sou pessoa de você ignorar. Vou te incomodar até você me responder. Ah se vou. Nem que seja para falarmos sobre acasalamento de corujas.

— É sério você não pode me deixar a falar sozinha?

— Ah, pois posso.

Filho da p... polícia.

— Como você consegue trabalhar com aquele senhor tão chato? O com nome das coordenadas geográficas.

— Já me habituei.

—Hm, arrumei um novo marido para a Madame Harper. Chato e insuportável, irão se dar bem um com o outro. Harper Graham West, misericórdia.

—O quê?

— Nada, só pensei alto.— parei por uns minutos.— Estou com fome.

— E?

— É obrigação vossa alimentar a isca. Já que fui sequestrada no recreio da refeição.

— Você é sempre muito chantagista?

— Não, sou estrategista. Chantagista é seu chefe—ele sorriu.

— Ele não é chantagista, apenas calculista.

— Calculista ? É assim que chamam uma pessoa com transtorno bipolar hoje em dia?

Ele parou ao lado de uma lanchonete, desceu do carro, entrou nela e voltou com um saco de batatas e uma coca-cola. Parecia um ensaio fotográfico, mas era só um detetive com paixões por sequestros, andando.

— Para que a nossa "isca" não morra—revirou os olhos e me entregou.

— Muito bem feito “detetive Styles", estás num bom caminho. Se continuares assim vais ganhar uma estrelinha.

— Não abuses da paciência.

Ele ligou o carro e me escutou dar-lhe as coordenadas da minha residência.

— Pare aqui.

— Você mora debaixo de uma árvore?

— Claro! Meu pai decidiu deixar a casa que fica logo ali—apontei para minha casa.— E decidiu que ficaríamos
mesmo aqui debaixo dessa árvore para convivermos com a mãe natureza.

Minha casa estava a vinte passos, de onde nós estávamos. Se o detetive parasse mesmo a porta dela, provavelmente minha mãe prestaria atenção em sua filha descendo do Hummer H3 SUV/Tri/x, de um moço gostosão. A conclusão seria, que eu virei garota de programa profissional e a rainha dos cabarés ou a chefe de uma grande quadrilha de importação de drogas. Coisa que apesar de acidentalmente e por engano, eu já fui.

— Então aquela é sua casa?— ele apontou para minha casa.

— Não, só trouxe você aqui para que me ajudes a invadir ela. Subi de nível na vida, mercearias já eram, agora são mansões. Me empresta sua arma? O que você acha de forçar a fechadura? Podíamos amordaçar os residentes como vocês fizeram comigo.

— Sai do meu carro.

— Ah, tenho mais uma ideia. Nós podiam..

— Sai do meu carro, antes que eu tire você a força.

—Infeliz—desci do carro e mostrei-lhe a língua. Ele revirou os olhos e eu pude ver a sombra de um sorriso lateral.

Desgraçado!

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Notas finais
OI PIPOUSSS VOLTEI. TO FALANDO COM O CAPS PRK SIM E PRK GOSTO E PRK É LEGAL. SIM EU ESTOU GRITANDO AKAKAJABAHABABAB. PODE PARECER IDIOTICE MAS PARA MIM É MUITO. Mas o que são os views sem as estrelas e os comentários, HEIN? POR FAVOR COMENTEM E CLICLEM NA ESTRELINHA. É MUITO IMPORTANTE PARA MIM. E para quem não sabe, "Foxy" é uma espessão semelhante à "Sexy". Eu sou foxy, tu és foxy, nós somos foxy's. Neh? BJS DA ClioPatra ❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.