Adrien demorou pra dormir, o que não era bom, pois sua agenda era sempre lotada. Havia ficado tempo demais na casa de Marinette e acabou se esquecendo da hora. Ele perdeu todas as rodadas de Ultimate Mecha Strike que jogou com a amiga, mas havia valido a pena, pois ele se divertiu. Mas por que Marinette havia ficado tão vermelha quando ele falou sobre seu outro eu, o modelo se perguntava. Provavelmente porque não é todo mundo que tem fotos de modelos espalhadas pelo quarto e ela deve ter ficado envergonhada, pensou ele.

— Vai ficar deitado aí que nem um bobo, ou vai se levantar e ir pra escola? – Plagg interrompeu os pensamentos de Adrien. A escola! Ele havia se esquecido completamente desse detalhe! Levantou correndo, tomou um banho rápido, se vestiu, escovou os dentes e tomou café; Tudo isso em 20 minutos. Geralmente ele não se atrasava. Mas uma vez não teria problema, o modelo dizia a si mesmo.

Chegando na escola, todos já estavam na sala. O sinal, provavelmente, tocara há uns 5 minutos. Ele corria em direção à sala de aula, sem prestar atenção no que fazia, até esbarrar em alguém.

— Me desculpe! Eu sou uma dessas...trada. – Quando ele olhou era Marinette, que havia se atrasado novamente, como de costume. Suas bochechas ficaram levemente coradas.

— Tudo bem. Eu vinha correndo que nem um desesperado... – O loiro riu, meio sem jeito.

— T-Tudo bem... A-Acho... entrar... deveríamos. Q-Quero dizer, acho que deveríamos entrar! Foi isso o que eu quis dizer! – A cor em seu rosto se intensificou. Adrien achava isso fofo, mas às vezes se perguntava, por que ela só fica assim perto dele. Provavelmente, tem alguma coisa a ver com o primeiro dia de aula.

— É, vamos. Você primeiro. – Ele abriu a porta para Marinette, bem devagar para não chamar muito a atenção de todos. A garota deu um sorrisinho, ainda um pouco envergonhada, e agradeceu.

— Com licença, Srta. Bustier. Nos desculpe pelo atraso. — Falou Marinette.

— Tudo bem, Adrien e Marinette. Só sentem-se e abram seus livros na página 67. – A professora ordenou e os dois assentiram e fizeram o que ela havia pedido. Marinette dessa vez não pensava em Adrien. Não que isso signifique que ela estava prestando atenção na aula. Seus pensamentos, sem que ela percebesse estavam em Chat Noir, em como fora divertida a noite passada (tirando certos ocorridos envolvendo fotos) e em como ela queria ter mais noites como aquela. Faltava apenas alguns minutos para que o sinal batesse e aula terminasse, e a professora estava virada de costas, escrevendo no quadro, o que foi a deixa perfeita para Alya chamar Nino e Adrien.

— Ei! Eu e a Mari estávamos pensando em ir nós quatro, patinar no gelo. O que vocês acham? – Alya convidou os garotos. Marinette não lembrava de ter combinado isso com a amiga, mas preferiu não dizer nada.

— Seria incrível. Que dia? – Nino perguntou.

— Esse fim de semana. – Alya respondeu, já que ela havia pensado em tudo.

— Pra mim está ótimo! Só precisam ver se o Sr. Modelo aqui vai estar livre nesse dia. – Brincou Nino. Adrien riu, levemente envergonhado.

— Vai ser bem legal, podem contar comigo. – Confirmou Adrien. Marinette gritou por dentro. Estava animadíssima pro fim de semana. Mas como seria, se tudo o que ela faz perto de Adrien é gaguejar e trocar as palavras?

— Combinado então. Né, Mari? – Alya cutucou a amiga.

— Claro! Combinado! Fim de semana! Vai ser... bem legal! – A morena foi pega de surpresa em seus devaneios e sonhos com Adrien.

**

Após as aulas, Alya estava em uma mesa do lado de fora de uma cafeteria, tomando um café e comendo um croissant, esperando pra ver se algum akuma apareceria e Ladybug tivesse que salvar a cidade.

Perto da porta da cafeteria, um senhor de bermuda e camisa vermelha com flores brancas passava, andando com sua bengala. Devido a uma parte irregular da calçada, o velho homem tropeçou, caindo e derrubando a bengala que ele usava para se apoiar. Alya era quem estava na mesa mais distante da porta. Porém, foi a primeira a se levantar para ajudar o pobre homem a se levantar, quando ninguém mais fez.

— O senhor está bem? – Alya perguntou enquanto o ajudava a se levantar e entregava a ele sua bengala.

— Estou sim, minha querida. Muito obrigada! – O homem agradeceu com um sorriso no rosto, pegou sua bengala e continuou seu caminho, e Alya voltou a sua mesa e continuou tomando seu café.

**

Saindo da escola, ela estava distraída, pensando em como seria no fim de semana, quando esbarrou com alguém.

— Me desculpe! Você está bem? – Adrien perguntou. Marinette ergueu a cabeça para se deparar com os olhos verde esmeralda do loiro, que se encontraram com os dela, fazendo-a corar levemente.

— Ah! E-Eu estou bem! Eu é que peço desculpas... – Marinette riu, sem graça.

— Já é a segunda vez hoje... – Adrien também se permitiu rir, e logo em seguida, abaixou-se para pegar a bolsa da jovem que havia caído, entregando a ela.

— Obrigada! – A estilista sorriu timidamente após agradecer.

— De nada. Você... Se importa se eu te acompanhar até em casa? — Ele perguntou, deixando a amiga com um olhar surpreso e as bochechas rosadas. Quando percebeu isso, logo se arrependeu da pergunta. – S-Sem razão específica! Só... por companhia mesmo...

O garoto explicou e abriu um sorrisinho tímido. Não soube o que deu nele naquela hora. Apenas sentiu vontade de convidá-la, e passar um tempo com ela. Marinette era diferente quando estava com Chat, e o loiro queria conhecer todos os lados de sua colega.

— C-Claro! E-Eu...adoraria! – Ela respondeu, sorrindo. E os dois começaram sua caminhada até a padaria dos Dupain-Cheng, após Adrien comunicar seu motorista que iria a pé pra casa.

— Então... Você desenha, né? Aquele chapéu que você fez pro concurso do meu pai ficou bem legal. – Adrien comentou.

— S-Sim. E obrigada! Que bom que gostou! – Marinette disse, tentando manter a calma e não surtar por estar conversando com Adrien.

— É uma pena que eu seja alérgico a penas... – Ele lamentou. A estilista ficou meio pra baixo. Por que um chapéu de penas? Ela deveria ter pensado na possibilidade de Adrien ser alérgico! – Gostaria de poder usá-lo mais vezes, gostei muito dele!

A garota ficou aliviada. Logo, a pontinha de tristeza em seu olhar desapareceu.

— S-Se quiser, posso fazer outro chapéu pra você... Sem penas dessa vez... – Ela abriu um sorrisinho tímido.

— Eu iria adorar! Sério, você é realmente muito talentosa! – Adrien elogiou a jovem, com um sorriso no rosto.

— Obrigada. Eu venho trabalhando em uns modelos inspirados na Ladybug e no Chat Noir... Se você gostar de um deles, pode ficar... – Sua amiga ofereceu.

— Sério?! Que demais! Você é muito criativa, Mari! – O garoto ainda tinha um sorriso no rosto, fazendo a jovem estilista se derreter, e também corar com o apelido.

— I-Imagina... Você está exagerando... – Ela tentava olhar pra qualquer lugar, menos para os olhos de Adrien, para que ele não notasse seu rosto avermelhado. O mesmo riu.

— Eu não estou exagerando. Você está sendo modesta. – O loiro afirmou. – Parece que chegamos...

Os dois estavam na frente da padaria dos Dupain-Cheng que também era a casa de Marinette.

— Eu te vejo amanhã na escola? – Adrien perguntou.

— Claro! O-Obrigada por ter me acompanhado... – Marinette agradeceu. Seu amigo abriu um sorriso simpático.

— Sem problemas! – Um silêncio meio constrangedor ficou entre os dois. Adrien hesitou, mas foi até Marinette e deu um beijo suave em sua bochecha. – A-Até amanhã, então...

O garoto virou as costas e foi embora, deixando a morena paralisada na porta de sua casa, sem reação, com as bochechas queimando. Ela acenava, mesmo ele estando de costas, como se estivesse em transe.

— A-Até amanhã... – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer, antes de entrar em casa, sentindo-se nas nuvens.

**

À noite, em casa, Alya estava exausta. Passara o dia editando coisas em seu Ladyblog, fazendo dever de casa e, é claro, esperando Ladybug entrar em ação. Quando entrou em seu quarto, se jogou na cama, até que percebeu que havia deitado em cima de algo. Levantou-se e se deparou com uma caixinha com formato hexagonal, de cor escura, com alguns símbolos que pareciam chineses. Depois de encarar a caixa, ela finalmente resolveu abrir.

— O que é...Ah! – Ela foi surpreendida com uma luz alaranjada vinda de dentro da caixa, que continha um colar. Após a luz lentamente se apagar, em seu lugar estava um pequeno ser que parecia uma raposa.

— Oi! – A pequena raposa falou, deixando Alya boquiaberta.

— Que...Como... Quem é você?! – A garota indagou.

— Meu nome é Trixx. Eu sou sua kwami e você, a partir de agora, vai ser uma super-heroína chamada Volpina.

— O que?! – Alya não estava entendendo nada. Apenas gostou da parte de “super-heroína”.

Notas finais
Oi! É, eu esqueci de avisar, a história também vai ter alguns outros focos, sem ser Marichat. Mas Marichat ainda é o tema principal :3 E aí? O que vocês acham da Volpina Alya? Mas não se esqueçam que a Lila ainda está por aí, hein? Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.