A Princesa e o Gato de Rua longfic
3 Capítulo 2
Adrien não estava prestando atenção na aula, e isso o preocuparia depois. Mas quando ele percebeu, durante todo o seu devaneio ele esteve prestando atenção em Marinette. Quando notou e resolveu aproveitar a aula, o sinal bateu segundos depois.
Marinette se levantou para ir almoçar com Alya, e acabou esbarrando com o modelo de seus sonhos.
— Eu achei bem legal o que você fez pela Lila, Marinette. Você é realmente incrível. – Ele disse, colocando a mão sobre o ombro da colega. Ela corou de leve e sorriu timidamente. Lila veio perto das duas amigas e do loiro, mas o mediu dos pés à cabeça, com raiva em seu olhar.
— Vamos, meninas? – Ela disse sorridente e as duas pareciam não ter notado o momento de tensão entre Lila e Adrien.
— Vamos! Uh... T-Tchau, Adrien! – Marinette disse, acenando e saiu.
— Tchau! – Ele acenou sorrindo. Ele havia se despedido, porém ainda pensava nela.
**
Já de noite, Marinette jantou e foi para o seu quarto. Ela checou seu e-mail e desligou o computador. Não havia nenhuma mensagem não lida em seu celular. A jovem resolveu jogar Ultimate Mecha Strike. E lá ela ficou até que começou a ficar cansada.
— Está ficando meio chato... – Ela bocejou e disse. Logo em seguida, ganhou mais uma partida. — Acho que vou dormir...
Ela ouviu um barulho na janela. Só um gato de rua conseguia entrar em seu quarto sem ser pela porta. Marinette se levantou e abriu para que ele pudesse entrar.
— Está ocupada, Princesa? – O herói perguntou.
— Na verdade, o contrário. Por que? Precisa da minha ajuda de novo? – Ela sorriu, convencida. O loiro riu.
— Este cavaleiro não coloca mais sua princesa em perigo. Eu é quem devo te proteger. – Ele disse, dramaticamente.
— Tá, sei... – Ela fingiu acreditar no que ele dizia e depois os dois deram uma risadinha. – Enfim, o que veio fazer aqui? Quero dizer, você não estava em patrulha nem nada...
— É, na verdade não estava mesmo... Mas resolvi dar uma passada aqui pra ver se estava tudo bem com a minha princesa. – Ele disse, dando uma piscadinha. Ela revirou os olhos com um sorriso no rosto.
— Está sim, gatinho bobo. Eu estava só jogando, mas já estava ficando meio entediada. Jogar sozinha não tem muita graça... Já zerei o jogo... – Ela dizia, desanimada.
— Se você quiser, posso jogar com você. Mas já aviso, não vou deixar você ganhar nenhuma vez. – Chat abriu um sorriso convencido de orelha a orelha e Marinette também sorriu, competitiva.
— Está me desafiando, gatinho? – Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Mesmo sabendo que eu vou ganhar, sim. – Ele respondeu, cruzando os braços. – A não ser que você não aguente jogar comigo... Se for assim tudo bem, posso te ensinar algumas táticas...
— Ha,ha. Muito engraçado. Vamos jogar e ver quem ensina quem. – Marinette foi até a TV, pegou o controle e deu para Chat. Eles selecionaram seus robôs e começaram a partida. Ambos estavam concentrados, e às vezes se mexiam junto com seus robôs, enquanto faziam os movimentos do controle.
— HA! Ganhei! O que você tinha dito mesmo, gatinho? – Marinette perguntou, com um sorriso sarcástico no rosto.
— Isso foi sorte. E minhas mãos estão doendo por causa da última batalha. Vamos de novo! – Chat inventava uma desculpa atrás da outra para justificar sua derrota.
— Tudo bem, como quiser. – Marinette aceitou a proposta de Chat. Os dois jogaram várias e várias vezes e Marinette ganhou todas. Os dois pararam de jogar e deram um suspiro e a garota sorriu.
— Então, se quiser, posso te ensinar algumas táticas... – Ela disse, virando-se para olhar pra ele.
— Haha, muito engraçado princesa, mas eu vou te contar um segredo: Eu não faço isso com muitos, mas eu deixei você ganhar. – Ele disse e ela arqueou as sobrancelhas conforme ouvia o que ele tinha a dizer, ainda com um sorriso convencido no rosto. – Sabe, seria grosseria da minha parte, como seu cavaleiro, derrotar você.
— Tá, tá. Se eu fingir que acredito você fica feliz? – Ela perguntou, olhando nos olhos dele. Como ela nunca havia notado aquele brilho verde que reluzia dos olhos do loiro? Ela acabou se distraindo um pouco.
— Marinette! – Ele a chamou e riu. – Eu falei com você.
— Me desculpa... – Ela riu, envergonhada. – Me distraí um pouco...
— Sério? Quem prende os pensamentos de minha princesa? – Ele abriu um sorriso travesso, que também acabou prendendo a atenção da jovem por breves segundos.
— O que?! Como assim, quem?! Ninguém! Por que alguém estaria nos meus pensamentos?! – Ela fazia perguntas seguidas, indignada com a pergunta do herói. O mesmo riu.
— Calma, princesa! Foi só uma brincadeira! – Ele levantou as duas mãos como sinal de defesa e riu mais. A mesma revirou os olhos e riu também, sem graça.
— Muito engraçado, gatinho... – Ela disse, cerrando os olhos. Ele fez um biquinho e riu em seguida. Chat parou e percebeu as fotos do modelo Adrien Agreste na parede e soltou um risinho malicioso.
— Hum... Acho que já sei quem invade sua mente... – Ele comentou e apontou para as fotos, fazendo Marinette corar imediatamente.
— O-O que?! Não é o que você está dizendo! Eu só sou fã do Gabriel Agreste e admiro muito o trabalho dele! – A garota mentiu.
— Ah, estou vendo qual “trabalho” dele você admira. – Chat abriu um sorriso de orelha a orelha, com um olhar de uma criança que esperava alguém cair em uma de suas pegadinhas. E isso só fez Marinette ficar mais vermelha e boquiaberta, fazendo o loiro gargalhar.
— Ok, acho que já está na hora do gato voltar pra rua, que é o lugar dele! – Ela disse, puxando Chat Noir pelo braço e o levando até o terraço de seu quarto.
— Ah, por que? Agora que estava ficando divertido! Adoro esse tom de vermelho do seu rosto, estava pensando em comprar uma camisa dessa cor. – Chat brincou, acariciando a bochecha da garota, fazendo ela sentir uma leve sensação de borboletas no estômago. Mas, logo ela tirou a mão dele de seu rosto e o empurrou pra fora.
— Acho que já deu sua hora! Tchau, Chat Noir! – Ela acenou e fechou a porta na cara dele.
— Ei! – Ele gritou e foi até a janela. Para o azar do herói, ela estava fechada. Ele bateu no vidro e Marinette olhou. Ele gesticulou com as mãos, dizendo “eu também te amo” e deu uma piscadinha. A jovem olhou, revirou os olhos e arremessou uma revista que estava em sua escrivaninha. Chat riu e foi embora. Ela o olhava saltar sobre os prédios e casas de Paris, até que se flagrou sorrindo para o nada.
— Que sorrisinho foi esse, Marinette? – Tikki perguntou, sorrindo. A heroína se jogou na cama e suspirou.
— Eu não faço a menor ideia, Tikki... – Ela respondeu e ficou pensando no assunto até pegar no sono. Alguma coisa havia mudado desde o dia do beijo. Quanto tempo os dois demorariam para perceber isso.
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