A Princesa dos Sinos

4 O Adrian é uma criatura exasperante!


Notas iniciais
Estou impressionada com o tamanho dos capítulos desse livro! Amigas e amigos, em primeira pessoa as palavras fluem mais rápido do que água. O capítulo anterior apenas não foi maior porque eu estava com pressa!

-As joias da minha mãe são amaldiçoadas?!

Se eu disser que acredito, estou mentindo. Essas joias estão comigo desde o meu nascimento. Herdei da minha mãe. E exceto pelo dragão, não posso dizer que tive azar em minha vida. Talvez o meu tio e sua família possam ser considerados uma forma de azar, mas eles já estavam aqui antes de mim, e antes das jóias também.

-Sim.

De novo, Adrian respondeu com a cara limpa. Olhei para o mestre dele, em confusão. O que é essa criatura? E o que ele está dizendo? E por que ele parece tão despreocupado?! O mestre interviu:

-É melhor conversar sobre isso lá dentro, Adrian! Quer me arrumar uma confusão com o império, é?

Não foi o que eu esperava. O chefe da guilda parecia dar muito crédito para o que seu pupilo disse. Ouro de sangue é algo a ser levado a sério! É pior do que ouro de dragão. Para o ouro ser considerado como ouro de sangue um massacre precisava acontecer. Famílias inteiras assassinadas porque acharam ouro em seus terrenos e condições de trabalho mortais para mineradores eram os principais casos. Geralmente, quem mata, maltrata. Parte do problema foi resolvido quando o império considerou a exploração e o uso de ouro exclusivos do estado, mas ainda há minas clandestinas, que vendem ouro para outros reinos. Quem comete esse crime está muito disposto a matar para escondê-lo. E uma mina imperial não é garantia de que os trabalhadores não serão maltratados. Claro, se o primeiro chanceler assoprar o fogo do coração supersticioso do imperador, o trato das minas pode deixar de ser um problema. A maldição também pega em pedras preciosas, e tem o nome de jóias de sangue. Elas são mais comuns. O ouro é exclusivo, mas as pedras preciosas são apenas reguladas. E pelo ouro ser exclusivo, declarar que as joias que uma princesa recebeu eram amaldiçoadas, era o mesmo que declarar que o imperador maltratava e assassinava o povo comum, ou que propositalmente, o palácio entregou joias que poderiam matar seu usuário. O tipo de declaração que realmente poderia causar um problemão, principalmente depois de um desastre. O ouro é amaldiçoado, um dragão atacou, o imperador é injusto, portanto causou o problemas, e por isso, é ilegítimo, acredite, na situação em que estamos, esse tipo de lógica não seria uma insanidade. E poderia derrubar facilmente uma dinastia.

Adrian encarou seu mestre, depois a mim, e declarou:

-São apenas joias amaldiçoadas, não é possível que vá causar um problema político!

Ele não sabe de nada. Qualquer coisa pode causar um problema político. Qualquer coisa. É por isso que a reputação da família imperial é tão meticulosamente protegida, com tantos e tantos escândalos sendo jogados para debaixo do tapete. O imperador é a encarnação do império. Se ele for forte, o império é forte, se ele é poderoso, o império é poderoso, se ele for decadente, o império está em decadência. Na minha opinião, é poder demais para um velho que flerta e beija a caduquice com cada vez mais frequência nos últimos anos.

O mestre do Adrian deu um tapa na cabeça dele.

-Eu não te ensinei nada? Entra!

Entramos na tenda, o Adrian contrariado, e a porta ficou aberta. Gostaria de lembrar que sou a princesa problema, mais do que isso, não estou louca de ficar desacompanhada com homens desconhecidos. Minha mãe Jade e minha ama matron sempre disseram para não acompanhar ninguém para nenhum lugar isolado, nem mulheres, nem homens, mas principalmente se forem homens. Nunca sabemos que tipo de mal intencionado pode estar ao nosso lado.

Como estamos no meio de uma multidão, que só cresce, estou tranquila. As pessoas continuavam ao redor, olhando, algumas tentando escutar, mas não se aproximavam. Só por garantia coloquei uma barreira sonora ao redor da tenda. Se Adrian dissesse alguma coisa exasperante, ninguém ia mandar executar ele. Pelo curto tempo que tenho com esse homem, acredito que há grandes possibilidades dele falar uma grande bestagem.

-Olha, essas coisas podem ser mortais! Você têm um escudo de respeito, não faz muita diferença, e não a afetaria, mas a maioria das pessoas não! Seu pai passaria por maus bocados se recebesse isso. E quem herdasse após ele também. Isso se não morresse no primeiro grande risco. É um ouro de sangue, afinal.

-Como você sabe que é ouro de sangue? Até onde sei, esse tipo de coisa só é detectável procurando o histórico da jóia. Tenho certeza que não teve tempo disso.

-Sou da classe de ferreiros lendários e essas suas jóias cheiram a sangue. Pela intensidade, foi um massacre hediondo. As antigas donas dela estão vivas? Ninguém teve uma morte esquisita, não?

Adrian parou de falar e me olhou como se estivesse contendo uma pergunta na ponta da língua, mas a decência o impediu de fazê-la.

Matei um dragão, minha incredulidade anda em suspensão por pelo menos mais dois ou três dias. Os ferreiros lendários são obviamente lendários. Eles fazem armas mágicas, do tipo que os heróis matariam para ter uma. Não sei o que passa na cabeça desse Adrian para anunciar isso em meio a uma multidão. Para tentarem sequestrá-lo é dois palitos. E vou deliberadamente esquecer essa informação, sabe se lá o que meus parentes fariam com ela.

-Minha família é a imperial.

Só tem morte esquisita. Não disse essa parte em voz alta, é um tabu, mas a minha família é mestre em morte esquisita. É concubina caindo em lago no inverno, é príncipe sendo atropelado por carruagem, tentativa de assassinato que dá certo, é gente saudável morrendo repentinamente de doença. Como parte da família, apenas observamos e ficamos calados. O trono é muito tentador, a ponto de subverter relações e colocar irmão contra irmão, filho contra pai. Nasci uma princesa, portanto, não herdo o trono e não sou um alvo comum. Meu irmão, e meu pai, por outro lado… É um estado constante de alerta. Minha mãe morreu de febre puerperal, no meu quinto dia de vida. Muitas mulheres já morreram assim, é apenas trágico, não esquisito. E essas joias ficaram muito tempo guardadas por conta da lei, rastrear até seus primeiros donos seria uma odisseia.

-Ninguém se feriu com um buyao? E o que era para ser um arranhão virando uma ferida purulenta e febre? Ou perdendo a orelha? Cortando o pulso com a asa de uma inocente borboleta? Perdendo o dedo por causa de um inchaço inesperado?

Insistiu Adrian, falando tantos tipos de ferimentos e acontecimentos estranhos que provavelmente evoluiria para febre, necrose e morte que comecei a ficar com medo dessas joias. Meu escudo certamente é o suficiente para me proteger desse tipo de “acaso”, mas se eu tiver uma filha ou uma sobrinha e quiser dar algumas das minhas joias de presente, seria um risco real. Sentindo uma fraqueza interna repentina, respondo:

-Não sei.

-Então confie em mim e mande derreter essas joias. Duas vezes, uma só não vai dar conta.

-É as jóias da minha mãe.

Repliquei com fraqueza. Não é um bom argumento, mas é o argumento que tenho. Lembrança de alguém a quem eu não lembro. Não a conheci, mas conheço sua ausência. É um apego estranho, pois não tive tempo de com ela, mas por muito tempo foi apenas eu e meu pai. Ouro de sangue precisa passar pelo fogo para ser purificado. As jóias da minha mãe eram herança de família. Elas foram guardadas pelo clã quando a lei de Exclusividade do Ouro foi decretada e ressurgiram quando casaram uma filha como imperatriz, depois da morte dela, a família real permitiu que as jóias voltassem para os cofres de sua família materna como uma forma de consolo, uma promessa silenciosa, e é por isso eles tinham guardadas jóias de ouro. Quando minha mãe noivou com meu pai, naturalmente, ela herdou essas joias, que com meu nascimento, agora tem um dono com sangue imperial. Eu poderia usá-las todos os dias, mas como atualmente são as únicas coisas do dote da minha mãe que sobraram, sempre deixo para momentos especiais. Meu aniversário obviamente é um deles.

Adrian suspirou, mas se compadeceu:

-Peça para o ouvires fazer o molde antes de derretê-las e problema resolvido. O buyao tem a figura de um dragão no centro. Você ainda quer usar isso?

Foi minha vez de suspirar. Dragões era o animal que minha família escolheu como símbolo, óbvio que o buyao que um dia pertenceu a uma imperatriz teria um dragão. Antes eu não prestaria atenção, mas como já vi um dragão, sua força, seu horror e sua destruição, não quero carregar um comigo. O buyao irá direto para a fornalha, para ser derretido, como foi a minha cidade. Espero que meu avô tenha queimado as bandeiras que sobraram. Provavelmente não o fez. Enquanto divagava, ouço o mestre da guilda novamente corrigindo o Adrian.

-Você não, Alteza, Adrian. Alteza.

O orelhudo deu um sorrisinho para seu mestre. Não sei o que o velho fez ou falou, mas Adrian claramente estava usando meu título para provocá-lo. De minha parte, tenho pouca vontade de corrigi-lo, mas ele vai arrumar um problemão se continuar a se referir a mim informalmente. Não sou do tipo que pune por uma bobagem dessas, mas outros membros da minha família reagiram violentamente. Isso se algum dos criados ou soldados não fizesse primeiro. Vou corrigi-lo, antes que alguém o faça:

-Seu mestre tem razão! Você não pode me chamar de princesa ou você, é informal, algumas vezes íntimo, e considerado desrespeitoso, o tanto de problema que pode lhe trazer não está escrito. Me chame de Alteza, ou primeira princesa.

Os olhos cor de rosa do Adrian se arregalaram, mas ele não pareceu particularmente ofendido, ou sentindo-se esnobado. Não posso afirmar quais são seus sentimentos. Seu mestre, por outro lado, claramente o olhou com expressão de “te avisei, te avisei!”. Ligeiramente desconcertado, Adrian diz:

-Não se preocupe, Alteza, temo que eu não vá falar contigo fora desse acampamento.

-Por quê?

-Sou plebeu, afinal. E temos idade parecidas…

Entendi a mensagem implícita ali. Sou a princesa problema, o terror dos candidatos a chefe da guilda de herois, o pesadelo dos herdeiros… Estou me divertindo horrores com esse novo título. Acho que ele pode evoluir para terror dos nobres solteiros e horror dos príncipes imperiais. Não seria divertido? Aquele monte de marmanjo com medo de noivar comigo?

Sinto um sorriso em meu rosto e olhando aquele rosto pálido, flertando com a timidez, não me contenho e o provoco:

-Oh! Você teme que eu te obrigue a casar comigo?

-Sim.

-Por que eu faria isso?

Adrian é de fato um belo exemplar masculino, mas sou uma princesa, e ele é um plebeu. Quantas princesas se casam com plebeus na história? Não lembro de uma. Mais do isso, lembro dos mais diversos casos de soldados, servos e plebeus morrendo com o mínimo rumor de que uma princesa olhou, falou e foi salva por ele. Famílias reais e imperiais são crueis. Os príncipes escondem amantes embaixo dos olhos abertos de seus pais, as princesas nem sonham com isso. Na minha opinião, promiscuidade é um defeito em um homem, então não os invejo particularmente, apenas os julgo e os condeno, como uma velha matrona de trezentos anos, balançando a cabeça e pensando: esse homem não tem mais jeito na vida, caso perdido, será um péssimo marido, nem casou ainda e já está trazendo problemas para a futura esposa, tadinha! E meu julgamento provou-se correto nos últimos dez casos que vi. Se tem amante, tem filho fora do casamento e depois é um problemão para resolver a árvore genealógica. Recentemente um filho “bastardo” tentou herdar um título no lugar do filho “legítimo” usando a lei de primogenitura. Deu uma confusão. A velha senhora da mansão do duque quase foi no bico do corvo e o parlamento discutiu esse assunto por meses, para o desespero do meu avô. Meu pai, que é filho de uma concubina, ficou pianinho em casa, alegando doença. Não vou dar um pio sobre as concubinas, só sei que eu não quero ser uma, não quero ser mãe de uma, e que não quero ter um marido que tenha alguma. Todos desejos muito difíceis, mas eu matei um dragão! Você se casaria com uma princesa capaz de matar um dragão e a irritaria? Acho que meu marido vai andar pianinho, pianinho, nem com mulher vai sonhar, com medo de eu descobrir. Eu matei um dragão! De qualquer modo, o desbocado Adrian não pode, nem vai, se casar comigo. Ele é um plebeu, afinal. O bichinho está com medo a toa.

Adrian olhou para o seu mestre, que balançou a cabeça. Aquela criatura olhou para mim. E depois para o mestre da guilda. E fez isso mais algumas vezes, me deixando curiosa. O que ele escondia? Realmente tinha algum motivo que o fazia temer que eu o obrigasse a casar comigo? Espero pacientemente, com o meu melhor sorriso adorável. Meu sorriso é amável naturalmente, eu sou uma mulher bonita. Muito bonita, sem nenhum exagero. Ouço isso a minha vida inteira e vejo isso a minha vida inteira. Aquele olhar inebriado, como se tivesse visto uma fada, uma criatura mágica. Falando nisso, esse Adrian não me deu um olhar desses, meio inebriado, tipo “que linda mulher é essa que fala comigo?”. Estranho… Será que eu fiquei feia? Enfrentei um dragão horrendo ontem, e se a feiura dele for contagiosa? Sinto meu sorriso morrer com essa constatação.

O motivo das minhas preocupações parece chegar a um consenso consigo. Adrian se aproxima de mim, mas não muito, imagino que com medo de algum parente meu invadir essa tenda e o arrastar para se casar comigo imediatamente, e nervosamente, olhando para os lados, ele diz:

-Eu vou te contar um segredo, mas você tem que me prometer que não vai contar para ninguém e não vai ter um… treco.

-Prometo que não vou fazer nada disso.

Estou curiosa, óbvio que eu concordo. Atrás do Adrian, ouço seu mestre bater na própria testa e dizer: “tu não vai fazer isso…”. Apesar do desespero, o mestre da guilda não tenta impedir o seu pupilo, só fica ali parado, o ouvindo dizer:

-Fui eu que te resgatei lá do fundo do penhasco.

Tudo bem. Adrian tem um motivo justo para se preocupar. Alguns dos meus parentes realmente tentariam casá-lo comigo se soubessem. O que provavelmente resultaria na morte do Adrian e em uma “desonra” para mim. Se ele me carregou, ele tocou meu corpo. E Adrian não é um eunuco, ou um guarda. Ele é um plebeu e um homem solteiro. E princesas não casam com plebeu, princesas casam para garantir alianças, para garantir poder! Meu avô nunca permitiria algo assim. Ele mandaria matar o Adrian. Provavelmente em segredo, pois ele é pupilo do mestre da Guilda de Herois.

-Adrian, não se preocupe, não vou contar para ninguém. Até porque, se soubessem sobre isso, você não se casaria comigo, te matariam. O Imperador iria mandar te matar. Portanto, estamos na mesma página.

-Se fosse possivél me matar, eu até teria esperança, mas eles descobririam que não é possivél e acabariamos casados. E meu sonho de ser chefe da guilda dos herois morreria, porque eu não posso casar com uma princesa e concorrer como chefe da guilda. Eu ficaria muito triste, por favor, não conta.

Ele juntou as duas mãos e parecia muito preocupado, os olhos cor de rosa brilhando como os de uma criança, ou de um cachorro?Sinceramente, Adrian deveria estar preocupado com a boca dele. Já é o terceiro segredo que ele me conta? O terceiro? O homem não sabe guardar nada, é um boca aberta de primeira. Olho para o mestre da guilda dos herois, coçando a cabeça e suspirando atrás do pupilo. O olhar dele… Era pura desesperança. Estou alarmada. Não há ninguém na minha família que seja assim. Com muito esforço, algumas vezes me sinto compelida a falar umas verdades que eu preferia não ter que fazer, mas é só algumas vezes e eu faço sabendo que não vai ser de graça. O procedimento padrão em minha casa é: guardar, omitir, e mentir, como se no sangue da família real a política fosse herdável. A verdade é que aprendemos muito cedo que cuidar do que falamos é vital. Um comentário inocente pode causar um castigo, uma frase mal colocada resultar em um ombro frio, uma crítica mais contundente uma surra, isso quando não causa a morte de alguém.

-Eu não sou uma preocupação aqui! É você que não consegue guardar segredo! Já me contou três nesse curto espaço de tempo.

Retruquei, ouvindo minha voz demonstrar o nível de agitação e desconcerto que sinto. Aqui está uma pessoa que não sobreviveria uma única semana no palácio.

Adrian piscou, confuso com o que eu disse.

-Que segredo? Só te contei um.

-Você falou que era um ferreiro lendário, e que é imortal também. Não conheço ninguém que contaria isso abertamente. Não tem medo que te sequestrem, não? Ou que tentem fazer experimentos com você? Não conheço um nobre que não queira ser imortal. Qual imperador não quer a imortalidade? Meu avô mesmo, anda tomando umas elixirs estranhos para viver um pouco mais. Ele certamente beberia seu sangue.

-Querida princesa, meu sangue é venenoso, se seu avô o bebesse, ele morreria. Acredite em mim! Já tentaram… E eu não sou nada raptavél. Nada. Nem um pouco. Já tentaram, também. Algumas vezes. Não conseguiram, como pode ver.

Adrian disse isso com muita confiança. Ele fala tantos absurdos, em volume tão alto, que cansei de tentar analisar o que se passa na cabeça dele. Ou é um mentiroso compulsivo ou é um homem cheio de confiança. Estou cada vez mais alarmada e temo que se ele continuar a falar, cada vez mais vou me exasperar. Nunca lidei com isso na vida. Cadê o subtexto, a ironia, o sarcasmo, o veneno escondido na ponta da língua? As omissões, as mentiras? Quero que o Adrian cale a boca. Não aguento mais ouvir verdade, sinceridade e legitimidade. Nunca conheci uma pessoa mais despreocupada, relaxada e desbocada. Ele sai por aí contando coisas que as pessoas escondem com todas as forças como quem comenta do clima. “Ah! Parece que vai chover, e isso me lembra que meu sangue é venenoso! Que coisa, né?”. Por algum motivo consigo imaginá-lo tendo este diálogo com alguém e isso me dá arrepios. Como se lida com alguém assim? Cadê os escudos? Cadê a proteção? É com todo esse cansaço, que eu peço:

-Por favor, cala a boca.

Adrian aperta os lábios em resposta e suspiro aliviada. Eu quero ver meu pai e minha família e largar qualquer problema na mão dele. O mestre do Adrian, me trazendo um inesperado sopro de sensatez, parece perceber isso e pergunta:

-Acho que estamos conversados! Pronta para voltar para casa, Alteza?

-Com toda a absoluta certeza.

Não vou dar mais trabalho para o pobre do Fides ou preocupação para meu pai. Estou pronta para voltar ao meu posto de princesa mimada e delicada e largar os problemas nas mãos dos outros.


Notas finais
"A princesa dos Sinos" não é meu único filho (livro) necessitando de atenção no momento, então, exceto se eu tiver capítulos extras prontos, a média de postagem será uma por mês. Estou tentando não enlouquecer escrevendo um livro em 1° pessoa enquanto termino um escrito em 3° pessoa. Se quiser me dá uma energia, comenta aí o que está achando da historia, dos personagens... Estou com saudades de ler comentários de quem me lê. Sem pressão, beijinhos e até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.