Notas iniciais
Meu capitulo preferido ate agora. Desculpem a demora. Xii, rimou. Algum fantasma se manifesta?

Hope

Seis meses depois

Selvagem. Completamente selvagem. Eu estava completamente selvagem.

Não havia mais nada que me prendesse a minha antiga vida. Nada. A carta de mamãe? Rasgada e jogada no rio, eu nem me lembrava mais do que estava escrito. O brinquedo de papai? Joguei o mais longe que consegui. O celular que tio Kol me dera? Eu joguei contra a parede antes de vir pra cá. O colar com meu nome?

Era um lembrete de que a minha vida agora era melhor. Melhor do que nunca fora.

Eu terminara com Joe. Terminamos numa boa, mas acho que ele ainda esta magoado, afinal, faz apenas uma semana.

– Olha quem esta aqui, se não é a pequena, Mikaelson, filha do diabo?- Me virei pra topar com Eric.

– Sim, você esta sendo honrado com a minha presença enquanto eu estou sendo castigada tendo de aturar... Você.- falei, ele rosna e eu também rosno em resposta abrindo as mãos onde começam a arder chamas.

Então o vento norte sopra. Eric se vira, respiramos fundos.

– Vampiros.- ele disse, funguei um pouco e arregalo os olhos.

– Sinto o cheiro de sangue.- falo, Eric se vira pra mim assustado e surpreso.- Sangue de lobo.- sou mais especifica. Nos entreolhamos um momento antes de começar a correr em direção a fonte do cheiro.

Paramos numa espécie de encruzilhada.

– O cheiro ta em todo o lugar.- ele disse, respiro fundo e ergo a mão, o fogo acende sobre o chão, e uma trilha de fumaça começa a trilhar um caminho.

– Por ali.- digo apontando para trilha e logo voltamos a correr.

Paramos ao chegar a fonte do cheiro. E nos assustamos. Haviam sete vampiros, que nos olham sugestivamente antes de sumir. Grito em vão com a cena que meus olhos me mostram. Querendo que fosse apenas um sonho. Mas não. Não era.

Joe e Liesel mortos, assim como toda a matilha de Eric. Alguns estavam jogados nos chãos, como míseros pedaços de carne. Outros estavam com os corpos jogados de forma precária sobre as arvores. Alguns sem coração, rins, ou braços, outros com mordidas no pescoço. Mas estavam todos mortos e isso era certo. Cai de joelhos com lagrimas rolando de meus olhos, descendo por minha face. Gritei em vão, querendo que fosse apenas um sonho ruim. Mas eu sabia que não era.

Eric caiu ao meu lado. Eramos dois alfas. Mas e dai? Um alfa sem sua matilha não é nada. Acabamos. Simplesmente acabamos.

–Temos de fazer um funeral digno, para que encontrem a paz na alcateia pos morte.- digo. Ele assente. Preparamos os corpos e os banhamos em ervas da floresta. Fizemos macas de madeira, sobre as quais os corpos foram colocados antes de lançarmos no rio, que os arrastou sobre a correnteza.

Comecei a chorar novamente. De que varia essa herança agora? O sangue alfa correndo em minhas veias? Herdado de meu pai, minha mãe e meu avô paterno. De que adianta os instinto de proteger a alcateia se nem isso eu tenho mais? De nada, isso não adianta absolutamente nada.

Minha melhor chance, era voltar a Nova Orleans, me juntar a matilha da Lua Crescente. Mas eu não podia fazer isso. Seria a herdeira. Mas mamãe tinha vida eterna.

Era a Sucessora do trono lobisomem, mas eu queria ser a Alfa. Era a Princesa do Quartel, mas eu queria ser a Rainha. Essa era uma das coisas que eu puxara do meu pai. Eu não aceitava o segundo lugar. Eu queria ser mais do que princesa ou Alfa. E pra um Mikaelson, querer é poder. Pra uma hibrida nem se fala.

Todo lobisomem precisa manter contato com sua espécie, minhas escolhas eram voltar pra NOLA, ou, ficar ali, ligada a Eric.

Nossos caminhos agora, estavam mais entrelaçados do que quando nos conhecemos, o que era um tanto estranho.

Eric segurou minha mão e eu sabia o porque. Eramos só o que tínhamos um para o outro. Toda a matilha, costumava ter dois alfas. Uma femea, e um macho. Não tínhamos mais matilha. Mas agora, ele era meu alfa e eu era a dele. Porque era só o que restava.

Entrelacei meus dedos aos dele e Eric sorriu.

– Minha rainha.- ele disse

– Meu rei.- falo por fim.

1 ano depois.

Se você pensa que as coisas entre mim e Eric melhoraram... Você não poderia estar mais enganado, ainda nos provocavamos e nos irritavamos. Mas já aprendemos a nos aturar, acho que esse foi nosso unico avanço.

Hoje era Lua Cheia e haveria um Eclipse. De acordo com Eric o Eclipse era a melhor época para ser um lobisomem.

Quando era Lua Cheia e nos transformávamos, sentíamos tudo com mais intensidade. As cores eram mais vibrantes, podíamos ver e ouvir de longe, sentíamos o cheiro de tudo. Sentiamos que podíamos fazer qualquer coisa... Era emocionante.

Durante um Eclipse a Lua chegava mais perto da terra. Nós sentíamos a mesma coisa. O detalhe é que... Durante o Eclipse nós não nos transformávamos. Isso ai. Mesmas emoções, mesmos sentimentos. Lobo por dentro. Humano por fora.

Era quase meia noite. Eric estava ao meu lado.

– Sabe eu estava pensando em voltar.- falei.

– Pra Nova Orleans?- ele indagou assenti. Então de repente caímos de joelhos, mas, em vez de nos transformar como sempre acontecia... A dor persistiu por um tempo antes de sumir.

E de repente, eu soube que havia acontecido.

As cores eram fortes e vibrantes. Eu podia ouvir a respiração de bisões e panteras negras, ursos e outros animais, de longe, se encarasse um local por mais de cinco segundos era como se estivesse correndo, vendo mais longe, se eu quisesse ver algo, minha visão era imediatamente atraída para onde eu encontraria isso, eu sentia o cheiro de tudo. Das flores, das arvores, dos animais... De tudo.

– Se vai voltar pra Nova Orleans, tem que completamente a hibrida que nasceu pra ser- Eric disse, me virei pra ele confusa, seus olhos, agora pareciam de um azul tão denso...

– O que quer dizer?- pergunto e ele tira um canivete do bolso da calça, começo a recuar assustada, quando não há mais para onde ir, ele escolhe uma faca, eu rosno, ele não liga e enfia a faca na minha carótida.

–Que você tem de ser... Parte vampira.- então Eric sai e a escuridão cai sobre mim.