A Princesa de Metal

5 Construindo uma vida


– Onde está Jesebelle? — Perguntou uma voz grave. Leon não o via, nunca o viu na verdade, o conhecia apenas por Jack, como todos os outros.

Leon se ajoelhou no chão frio.

– Ela está morta. O médico a envenenou.

Ele ouviu alguns murmúrios vindo do homem.

– É realmente uma pena. A garota era boa, preferia que você morresse no lugar dela.

Aquilo encheu Leon de raiva, mas ele a controlou.

– Farei o possível para superá-la milorde.

– Onde está o meu filho? — perguntou. — Ele já deveria ter chegado.

– Eu o vi. — Leon se levantou. — Ele estava no palácio com o guerreiro.

Ouviu se um riso.

– O garoto antecipou meu plano, devia aprender com ele. O chefe da guarda era o único que podia controlar o palácio, sem ele Vitória está vulnerável.

A espinha de Leon gelou.

– O espião me disse que ele ainda está vivo.

Jack deu um soco na mesa.

– Nem isso você consegue fazer? Só tinha um antídoto! Como vocês o perderam?

– Eles pegaram a Jessie. E mais, o Médico o manteve vivo até conseguirem curá-lo!

Se não fosse pelos gemidos das prostitutas na sala ao lado Leon poderia escutar os resmungos baixos de Jack.

– Esse cara é problema. Devemos eliminá-lo. Me dê um nome!

– Victor, milorde. Victor...

– Áurea. — ele completou. — o maldito está de volta. Está dispensado Leon. Não ouse me desapontar novamente, ou terá o mesmo destino que a prostituta loira.

Leon se virou. A armadura estalava a cada passo.

– Eu juro, milorde. — E então saiu pela porta do bordel.

No castelo, Joe havia se recuperado o suficiente para andar. Fora o veneno, o ferimento fora grave por si só, atravessara o corpo do homem, perto do ombro, inutilizando o braço esquerdo. Por sorte ele era ambidestro.

Victor precisava falar com a rainha, mas não podia deixar a garota sozinha. Ela estava nos aposentos de Victor, junto com um Brandon adormecido e o próprio médico.

Sua cabeça estava no peito dele e ela estava alinhada a ele, chorando como uma criança.

– Não chore, — disse Victor. — ele não merece nem uma lágrima sua.

Ele a guiou até a cama.

– Eu estive com ele por toda a minha vida naquele maldito bordel. Ele cuidava de mim.

– Por isso permanece virgem? -sugeriu.

– Como sabe? — Disse entre soluços. Victor não respondeu, então ela continuou.

– Não. Jack não deixou La Fountain me vender. Disse que eu tinha potencial e que não precisava daquilo.

Victor sorriu.

– Ele estava certo. Você merece mais, é melhor que a maioria dos guardas daqui em coragem.

Ela se obrigou a sorrir, mas logo o riso morreu.

– Ele vai me matar.

– Não vai, para Jack e Leon você está morta. O único risco que você corre é o de o espião te ver.

Ela soltou Victor.

– Ele nunca viu meu rosto e eu não vi o dele. Jack prefere manter segredos certas coisas.

– Ele sabe o seu nome?

– Sim, ele sabe.

– Agora você será apenas Jessie. — Ele beijou a testa da garota. — Minha Jessie.

– Sua? Quer dizer que...

– Quer dizer que agora você está sobre a minha proteção, como o garoto ali. Vou te ajudar a se vingar do maldito Leon.

Ela levantou uma sobrancelha.

– Por que? Eu só te conheço à uma hora.

– Porque você tem potencial e merece o melhor. Tenho planos pra você. Agora, tente dormir.

Jessie deitou sua cabeça nas pernas de Victor e fechou os olhos enquanto ele passava sua mão ao longo dos cabelos lisos da menina.

– Victor... — Ela sussurrou em um momento.

– Sim, milayde.

– Estou começando a gostar de você.

Eles ficaram nessa posição por um bom tempo, até que a garota dormiu. Victor ficou tentado a dormir tambem, mas não podia, tinha que falar com a rainha...

Victor deu de ombros. Falaria com ela amanhã, estava morto de sono e a garota precisava dele, não podia acordar e sentir que ele se foi...

Victor fechou os olhos e deixou o doce sono consumi-lo.

De manhã a porta se abriu, deixando um feixe de luz invadir o quarto.

Victor abriu os olhos, a garota ainda estava deitada junto a ele, porém agora a cabeça estava posicionada sobre o seu peito e ela o abraçava, como se ele fosse um urso de pelúcia.

– Bom saber que está aproveitando o momento. — Disse uma voz feminina conhecida.

– Vitória... — Sussurrou. — não é o que você está pensando, não teve nada...

Ela gargalhou.

– Eu sei que não é um pedófilo, Victor. E ela ainda está de roupas.

– Haha, você me assustou. Eu me levantaria, mas não quero acordá-la. Ela passou por muita coisa.

– Fiquei sabendo que sete soldados fortemente armados morreram ontem a noite, e que essa garota estava envolvida.

– Foi o ex namorado dela. Ele fugiu e a deixou pra morrer. Típico de covardes.

– Sinto muito... Ela deve estar tão triste...

A rainha correu os dedos pelos cabelos loiros sempre lisos da garota.

– Tem mais uma coisa Vitória, eles queriam matar você, não está segura. O pai de Brandon está no comando.

– Ele não estava morto?

– Brandon acredita que sim, e é bem melhor assim. A garota o conhece por Jack.

– Não conheço nenhum Jack. — Ela disse. — Não sei o porque ele me quer morta.

– Brandon me disse que você se recusou a atendê-lo uma vez. Preciso saber o que o garoto sabe.

– Victor... Você não precisa disso. Não é detetive ou algo assim, deixa com o Joe.

Victor piscou.

– Joe quase morreu e além disso, não vou me perdoar se algo acontecer a você. Eu te amo Vitória.

A rainha corou.

– Eu também te amo. — Ela lhe deu um beijo na testa coberta de cabelos castanhos. — Quando ela acordar, leve-a e o garoto à antiga sala do médico no leste do palácio, seu cadáver chegou. Quero que eles aprendam com você.

Ele sorriu.

– Quer que eu seja um pai?

Ela assentiu.

– Eles precisam de você, Victor.

Jesebelle se mexeu, Víctor passou seu braço a redor da garota.

– Eu vou tentar. — De repente ele ficou sério. — Vicky, quero que me prometa que vai sair do palácio se as coisas saírem de controle.

– Não posso fazer isso. E Alberto chega hoje, tenho certeza que ficará tudo bem.

– E eu que ele vai concordar comigo.

– Veremos mais tarde. Vou esperar você.

A rainha saiu do quarto.

– Ela já foi? — perguntou a garota sonolenta.

– Sim, ela já foi.

– Assim posso ter você só pra mim, por um tempo.

Ela o apertou mais forte.

– Você não me deixou aqui sozinha...

– Não. Fiquei preocupado com você.

– Owwnt que fofo. — Ela sorriu. — O que vai fazer com um cadáver?

– Boa pergunta. — Victor a afastou com cuidado. — Eu vou ligar ela.

O médico se levantou e acordou Brandon.

– Victor... O que... — Brandon estranhou quando se viu na cama.

– Acorda garoto. — Ele disse. — Eu vou te ensinar a salvar alguém.

– Cool! — Exclamou. Então ele viu a garota. — Ela vai também?

– Sim. Vou ensinar ela também.

– Mas ela é do mal!

– Isso ofendeu garotinho.

– Não, ela não é. Agora quero que a trate como uma dama, como trata Vitória.

Ele olhou para o alto para ver o rosto de Victor. Ele estava falando sério.

Brandon então caminhou até ela e se curvou.

– Prazer em conhecê-la, milayde. — Ele tomou a mão esquerda da garota e a beijou.

Ela sorriu.

– Encantada, milorde. — Depois se virou para Victor. — Todos aqui são tão fofos?

– Não Jessie, você tem que escolher bem suas companhias.

Alguém bateu a porta. Victor abriu e lá estava Cristine, trazendo uma cesta de roupas.

– Cristine, — ele se curvou. — você não deveria...

– Eu sei. — Ela o cortou. — Vitória mandou uma criada trazer, mas eu queria vê-lo outra vez.

– Fico encantado, milayde. — Ele retirou a cartola e fez uma reverência. — Porém eu já estava de saída, gostaria de nos acompanhar?

Ela assentiu e entregou .,peças de um vestido vermelho com detalhes dourados para a garota.

– Eu posso ajudá-la a se vestir, milayde. — Ela se curvou. Jessie retribuiu o gesto.

– Obrigada, lady Cristine.

– A gente espera vocês aqui fora. — Disse Victor. — Vamos Brandon.

Victor pegou a bengala e guiou Brandon porta a fora.

– Victor, eu gostei da senhorita Jessie. — Disse Brandon quando saíram do quarto.

– Ela é mesmo uma garota encantadora.

Brandon olhou para o alto.

– Não tipo, eu gostei dela mesmo, tipo você e a rainha.

Victor gargalhou.

– Não é assim que eu gosto da rainha e você não tem idade para namorar.

– Não quero namorar. Quero fazer aquilo que você fez com a Isabel.

– Não vou mentir para você garoto, você não poderá ficar com uma menina mais velha, nunca. É contra as leis de Vitória, mas talvez, se fizer do jeito certo ela pode gostar de você.

– Me ensina?

– Não posso, e a última coisa que Jessie precisa é de outro homem. Me prometa que não vai tentar com ela por agora.

– Mas Victor eu...

– Você ainda é jovem garotinho. Precisa aprender a se tornar um cavalheiro. Alberto vai educar você, como se fosse filho dele.

Brandon bateu o pé no chão.

– Não quero ser filho dele! Eu sou o seu filho! Você tem que me ensinar!

– Eu não posso me ocupar com tantas coisas. — Victor se ajoelhou. — Brandon Von Áurea, você é e sempre será o meu filho. Nunca esqueça disso. E eu tenho um presente para você.

Os olhos do garoto se iluminaram.

– O que é?

Victor olhou para o quarto.

– Elas vão demorar pelo visto. Vem comigo.

Victor segurou a mão de Brandon e o guiou pelo castelo. Desceram lances de escadas e passaram por quadros pintados a muito tempo atrás.

Saíram do palácio rumo aos estábulos reais.

– Espera! Você falou sério? É o que eu acho que é?

– Se você está pensando que mandei fazer um cavalo mecânico só para você sim. É.

– Victor eu te amo!

Brandon correu na frente até os estábulos e logo o viu. Um cavalo de metal, com vapor saindo do pescoço, olhos brilhantes e vermelhos. A lataria refletia o brilho do sol, ele só não brilhava mais que os olhos de Brandon.

Quando Victor chegou Brandon estava acariciando o rosto de metal do cavalo. Ele tomara todas as providências para que o cavalo nunca esquentasse de mais, de modo a nunca machucá-lo.

– Ele gostou de você. — Disse Victor. — E eu tenho mais uma coisinha.

Victor abriu uma maleta — que Brandon nem imaginava de onde surgiu — e de lá retirou uma espada fina e brilhante, com o punho decorado.

– Agora você poderá ser um bom cavaleiro. Joe vai treinar você quando o médico da corte o liberar.

Brandon pegou a espada.

– Meu pai me ensinou algumas coisas antes de morrer. Luta comigo? Por favor.

Victor sorriu.

– Hoje não. Você tem quem que dar um nome para o cavalo e tem que vir comigo, quero te ensinar outra coisa antes.

– O nome dele vai ser Saul. Saul Áurea.

O cavalo relinchou.

– Acho que ele gostou. Se despede dele. Temos que encontrar a senhorita Jessie.

Brandon acariciou o cavalo e disse que voltaria depois antes de sair do estábulo com Victor.

Foram conversando sobre como o cavalo funcionava até chegarem aos portões do palácio.

– Vocês estavam demorando. — Disse Cristine.

– Minhas sinceras desculpas milayde. — Ele sorriu. — Não vou me atrasar para nosso jantar essa noite.

– O que?

– Tem um restaurante fora do palácio. Te encontro no hall de entrada as nove.

– Tu... Tudo bem... — Ela gaguejou envergonhada.

– Onde está Jessie? — Perguntou Victor.

Cristine se virou e fez um gesto com a mão.

Victor e Brandon ficaram surpresos com a beleza da garota, totalmente sem palavras.

O vestido era como se fosse feito para ela e o corpete realçava sua fina cintura e faziam os seios parecerem maiores, no cabelo loiro uma tiara de prata.

– E então, o que acharam? — Ela perguntou, sorrindo envergonhada.

– Você está... Está... — Gaguejou Brandon.

– Você está linda. — Completou Victor.

– Eu me sinto ridícula com esse vestido.

– É uma das poucas mulheres que consegue deixar um Áurea sem palavras. — Victor a deixou corada.

Cristine ficou com ciúmes, mas Victor não pareceu notar. Cristine se virou.

– Então, te vejo mais tarde? — perguntou Victor.

– Sim, ela sorriu agora tenho mesmo que ir.

Victor caminhou até ela e lhe deu um beijo na mão esquerda.

– Mal posso esperar.

E então a deixou ir.

– O que foi aquilo? — Perguntou Jessie.

– Ciúmes de você. — Ele deu de ombros e segurou a mão enluvada da garota. — Vamos?

Brandon segurou a outra mão dela.

– Posso lhe acompanhar? — Pediu. Victor sorriu. " Esse é o meu garoto." pensou. Victor soltou a mão da garota.

– Claro. — Ela sorriu.

A sala do médico ficava apenas a alguns metros do portão, o que Brandon não curtiu muito. Na frente da sala estava Anne Key e um homem de meia idade com um jaleco branco, mas não tinha o mesmo estilo de Victor.

– Anne. — Ele retirou a cartola e fez uma reverência. — Doutor Stalin.

O homem respondeu com outra reverência.

– Essa semana ouvi falar muito de você. — Ele disse bem humorado. — É uma honra finalmente te conhecer, Victor Áurea.

Victor sorriu e apresento a ele e a Anne Brandon e Jessie Áurea.

Victor pediu para o médico levar os dois até a rainha e ficou a sós com Anne.

– Me desculpe por aquela noite. Eu não devia ter te tocado.

– Não, mas eu fui muito dura com você. Senti sua falta.

Victor segurou a mão da garota junto ao seu peito.

– É assim que fico toda vez que te vejo e não posso beijá-la.

A mulher ficou corada ao sentir o coração acelerado do jovem médico.

– Temo que ele continuará assim por um tempo. — Ela desviou o olhar.

– E também soube que não foi sua escolha se casar com o Lord Melbourne.

– Visconde. — Ela lhe corrigiu. — Não podia te esperar para sempre.

– Como se sente quando o beija?

Ela não respondeu.

– Você não sente nada por ele não é?

Ele levantou o queixo da moça, obrigando a olhar no seus olhos.

– Mas por mim... — Ele colocou a mão onde deveria estar o coração dela.

Anne ficou surpresa ao ver que ele batia no mesmo ritmo que o do outro.

– Espero que Melbourne seja um marido melhor que eu. — Ele sussurrou em seu ouvido e entrou na sala, deixando Anne ali fora sozinha por um tempo, pensando se Victor realmente a amava, ou ela era apenas mais uma na coleção dele.

Quando entrou na sala, Victor já estava posicionado sobre o corpo. Analisando o.

Era o de uma menina, quase 12 anos e recentemente morta, a causa, overdose de ópio.

– Você sabe o nome? — Perguntou Victor à Vitória.

– Ela não tem um nome, é como se não existisse.

– Ela vai precisar de um nome depois.

– Depois de o que? — Perguntou Jessie.

– Depois de ressuscitar. — Ele deu de ombros. — Ou quase isso. Jessie, você e Brandon vão me ajudar, eles só estão aqui para observar. Venham.

Brandon foi primeiro, seguido por Jessie.

– Vicky, qual o nome você colocará nela?

– Melbourne me disse uma vez que seu nome favorito era Alice. Eu gosto.

Victor olhou dela para Anne.

– Eu gosto de Maria o que acha? — ele disse o primeiro nome que veio na cabeça, apenas para contrariar Melbourne.

Aquilo gerou uma discussão, até que Vitória chegou numa solução.

– O nome será Maria Alice, deixo o resto para Alberto. Quem questionar ficará um dia nos calabouços do palácio.

Todos se calaram. Victor não gostara muito do nome, mas não tinha escolha.

– Jessie, consegue abrir o crânio dela sem estragar o cérebro?

– Seria nojento! E iria sujar meu vestido.

– Por que trouxe as crianças? — perguntou doutor Stalin. — Elas podem traumatizar!

– Ordens da rainha. — Disse Victor.

Vitória não disse nada e Anne saiu da sala.

– Tudo bem, linda pega pra mim a serra circular, vamos acabar logo com isso.

Victor então começou a trabalhar. Foi cortando de vagar em círculo, até que saiu como a tampa do tanque de Vapor do Saul Áurea.

– Pronto. A gente não vai precisar disso. — Victor colocou o cérebro na mão de Brandon. — joga fora isso.

Brandon jogou o do outro lado da sala, com nojo.

Lá dentro sobrara inteiro o cerebelo.

– É só cérebro. — disse Victor revirando os olhos. — Jessie, dentro da maleta tem um emaranhado de fios e cartões de memória, pegue por favor.

– Isso? — ela perguntou pegando uma massa estranha com vários fios dentro. Perdão, mas como isso vai funcionar? São só fios e engrenagens.

Victor deu um sorriso gostoso.

– Cada um dos cartões armazenam 27 gigas de memoria, tem 111 aí, 30 deles armazenam coisas básicas, como falar e andar, já os outros ainda temos que programar. Conecta aqui por favor.

Victor indicou o local, dava direto na coluna vertebral.

– Victor. — Chamou Vitória.- Me chama depois que terminar.

Ela estava a ponto de vomitar. Vitória saiu apressada dali.

– Parece que somos só nós e o Stalin. O doutor acenou da cadeira.

– Já montou um corpo antes? — perguntou Brandon para o doutor.

– Não... Não sei mexer com essas coisas, só com meu bisturi e minhas ervas.

– Eu posso te ensinar se você quiser. — provocou Victor. — Eu tenho experiência no assunto.

– Victor! — Jessie chamou a atenção. — Se concentra.

Victor voltou sua atenção para o corpo.

– Tudo bem. — ele disse. — Jessie testa os reflexos dela nos pontos de pressão: pescoço, cotovelo e...

– A planta dos pés. E conheço o sistema nervoso.

Jessie deu apertou tais partes, não estavam assim tão danificadas, afinal ela morrera recentemente.

– Brandon. — Chamou. — Está vendo essa máquina vermelha? Dentro dela à uma teia de nervos. Ajuda Jessie a colocar sobre os pontos de pressão.

Victor deu instruções para eles e durante horas eles arrumaram o corpo, mas ele não se moveu.

– Victor, não aconteceu nada. — Disse Brandon. — Não está funcionando.

Victor sorriu.

– Lembra do que te falei? Temos que ligar.

Victor colocou um daqueles mini motores a vapor no lugar onde deveria estar o coração e jogou um líquido grudento sobre ele, então colocou água fervendo nele e o corpo começou a esquentar.

Victor rapidamente costurou o local.

– Por onde o vapor sai? — Perguntou Stalin curioso.

– É como se ela estivesse com vontade de ir no banheiro. A bexiga artificial que colocamos tem a capacidade de transformar vapor de volta em água. Quando enche ela pode ir no banheiro normalmente. É claro que um pouco do vapor circula de volta ao coração, senão ela teria que esvaziar a cada minuto.

Demorou um pouco, mas logo a garota acordou.

– Bom dia Maria Alice. Eu sou Victor Áurea, seu criador.

E aquela foi a vitória do homem sobre deus. Victor havia criado uma vida e estava feliz com aquilo.

– Vista se. Vou te apresentar à sua mãe, a rainha Vitória do Reino Unido.