A Princesa da Academia
1 Prólogo - Rei Diego I Alves
Notas iniciais
O choro encheu os meus ouvidos. Olhei de esgueira para a porta, que foi entreaberta por Barbara. Seu olhar era pesado, mas ela tinha um pequeno embrulho nas mãos.
– Homem ou mulher? – Perguntei.
– É um lindo menininho.
Meu peito se contraiu. Será que esse viveria? Eu tivera três filhos homens, mas todos sucumbiram ao frio do inverno, antes dos domos. Quando Esther nasceu, finalmente um bebê meu e de Débora vingou. Foi o mais próximo de um herdeiro que pude ter, e, mesmo que uma mulher nunca houvesse sido Rainha de Prata, sabia que ela seria boa o suficiente para tanto.
– E Débora, onde está?
Barbara franziu os lábios. Eu simplesmente respirei fundo. Sabia que isso poderia acontecer, mas Débora não me avisara que ainda era fértil. Ela queria me dar um herdeiro.
– O nome dele, ela disse? – Perguntei simplesmente. Ela negou com a cabeça.
– Disse que havia escolhido o dos outros três. Não iria fazer isso novamente.
Uma lágrima escapou de meus olhos.
– Anuncie o nome de Felipe.
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