Pov. Edward

Agora eu entendia Rosalie.

Não que eu fosse um irmão incompreensivo, é só que eu não entendia algumas coisas. Ela passava horas a fio suspirando, devaneando... Enfim, eu me perguntava "O que será que aquele General Louco (era assim que eu chamava Emmett) fez com a minha irmã?". Quer dizer, fora também que me impressionou o fato dele também estar igual a ela: sonhador, suspirando... (apesar de meter medo em qualquer um), ele estava mais parecendo uma donzela encantada. "Povo Louco"- eu pensava ao ver os dois juntos com toda aquela troca de olhares e melação.

Mais agora eu entendia.

Cheguei ao palácio com um sorriso que poderia iluminar um reino inteiro. Eu estava apaixonado. Perdidamente apaixonado por Isabella Marie Denali. A garota com lindos cabelos longos marrons-avermelhados e olhos chocolates derretidos que me enfeitiçavam. Os olhos mais lindos que eu já vi.

Subi as escadas e vi que o palácio estava silencioso demais. Estranho. Fui em direção aos quarto e entrei na primeira porta, que era o quarto dos meus pais, é claro, dei uma leve batidinha.

– Quem é?-pela voz, eu sabia que era Alice

– Sou eu, Edward.

–Ah, você chegou! Finalmente majestade!- Então ela abriu a porta.- Entre! Quero lhe mostrar a roupa que fiz pra você também.

– Roupa?

– Nossa, que irmão desnaturado você em!- então ela me puxou pelo braço logo de uma vez pra dentro e eu arregalei os olhos.

Minha irmã estava lá: Vestida de branco e com um sorriso exuberante. Noiva. Minha irmã iria se casar no mês que vem.

– Rose... Você esta incrível!- disse a olhando meio vidrado. Rosalie sempre foi uma moça muito bonita e cobiçada. Quase todos os soldados (quando ela era solteira) tentavam corteja-la mais sem sucesso. Parecia que, ela estava "esperando" por Emmett, que era um dos poucos da guarda que não havia lhe feito cortejos.

Eles se conheceram na verdade de uma forma bem tragica: Rose ofereceu seu ombro amigo no dia da morte do pai de Emmett e desde então eles estavam juntos.

– Obrigado Edward!- ela sorria majestosa. Nunca em toda a minha vida eu vira minha irmã caçula tão feliz.

– E agora... — disse Alice pegando uma roupa da mão e me entregando- Vista isso! Quero que você fique lindo!

– Eu já sou lindo, prima!- disse convencido e todos os que estavam presentes riram. E só então eu fui reparar que no quarto só avia mulheres: Minha mãe, tia Carmem, Alice, Rose, a costureira e Inês, a mulher que era responsável pela limpeza e organização do palácio. Fiquei meio ressabiado com minha brincadeira e já sai dali em direção ao meu quarto.

Coloquei a roupa em um canto qualquer da minha cama. Veria isso depois.

Desci em direção a sala onde meu pai ficava. Como presumi, ele estava lá, sentado, lendo um livro qualquer.

– Pai!- o chamei da porta e ele apenas acenou com a mão.

– Entre filho!

– Desculpa atrapalhar sua leitura- eu disse sem graça

– Imagina Filho. E então, por onde estava? Fui até os soldados te procurar e não estava lá treinando hoje.

– Por que pai? Aconteceu algo?- falei preocupado.

– Não filho, — ele sorriu amoroso-= foi só curiosidade mesmo. Mais e então, onde estava?

– Eu sai... — disse abaixando a cabeça. Meu pai com certeza era a única pessoa no mundo que me fazia ficar sem graça.

– Não me diga que foi atrás da sua princesa?- ele falou em tom de duvida e divertimento.

– Sim. — eu disse somente e ele se aproximou de mim e tocou meus ombros, me levando em direção a um sofá que havia no canto da sala. Sentei-me ao lado dele.

– Filho, isso é maravilhoso! E então, como ela é?

– Ah, ela é linda pai! É a moça mais linda do reino...

– Então é aqui de Cullen?

– Sim, ela é.

– Por algum acaso não é mesmo aquela moça loira que dançara na festa, não é?

– Não!- neguei veementemente. Então, ocorreu um estalo na minha cabeça. A garota com quem eu dançara disse que se chamava Tanya Denali. E Denali era o mesmo sobrenome de Bella.

Meu pai vendo que eu estava confuso e distante me perguntou.

– Algum problema, Edward?

– Não. É só que... Pai, o que o senhor sabe sobre a família Denali?

– Denali?- ele me olhou indagador. — Bom, a família Denali é uma das famílias mais antigas daqui, porem, eles não são originários daqui de Cullen.

– Não?

– Não. Eles eram de Swan. Alistair Denali era um dos soldados que Charlie mais gostava. Quase um amigo de infância, se me recordo. Só que houve alguns problemas...

– Que tipo de problemas?

– Bom, para mim, até hoje é desconhecido. Charlie nunca quis me contar e eu também nunca me interessei um aprofundar no assunto. — disse Carlisle dando de Ombros- Ele serviu nosso exercito até a sua morte.

– Morte?

– Sim. Alistair morreu de infarto. Apesar de ser jovem. Sempre estranhei sua morte prematura, porem, não pude deixar de ficar com dó de sua esposa...

– Então chegou a ajuda-la?

– Sim. Athenodora, se não me falhe a memória. Esse era o nome dela.

– E ela tinha alguma filha?

– Sim. Ela tinha uma filha mais velha de 12 anos na época e outras duas, gêmeas, com 10 anos. — Estranhei aquilo. Se Isabella era uma Denali, porque meu pai não falou sobre ela?

– Pai, alguma criança a mais vivia por lá?

– Não que eu saiba! Mais por que todas essas perguntas filho?

– Não, por nada... — eu falei balançando a cabeça negativamente, também confuso. — Acho que vou subir pro meu quarto.

Deixei meu pai em sua sala. Subi novamente as escadas e entrei no meu quarto. Aquilo tudo era muito estranho. Isso era fato. Parecia que, havia uma peça naquele quebra cabeça que não se encaixava direito.

Mais então, meu celebro novamente deu um estralo. E então eu me lembrei da senhora desconhecida da floresta.

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– Você tem os olhos do seu pai!.- disse ela e eu fiquei confuso com aquilo e Bella parecia meio pálida agora

– Meu pai?- Balbuciou incrédula- Conheceu meu pai?- perguntou meio desesperada a senhora que alargo o sorriso, parecendo meio presunçosa e obvia a pergunta de Bella.

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Após pensar nisso, fiquei meio incerto. Varias perguntas. Poucas respostas. "Se eu quisesse saber mais sobre Isabella, somente ela deveria esclarecer"- pensei em conclusão. Mas será que ela saberia me responder tais perguntas?

Pov. Autora

Então o clarão se dissipou. As três se entreolharam assustadas. Aquilo não estava nada bom.

Todos sabiam que tinham sido elas que haviam previsto escrito a maldição... A maldição que envolvia dois reinos: Cullen e Swan

“Cinzas em pó...
Da escuridão da floresta,
da ultima flor carmim que se resta
Se erguerá um cavaleiro só.

Entre a espada e a coroa
Um reino se dizimará,
E a liberdade trará
Aos que lutam por causas boas.

E enfim, desabrochara
em meio à vitória
em um urro de glória
a flor mais linda que há."

Elas sabiam.

Sabiam que a rainha de Swan tinha conhecimento da maldição. Parecia obvio que com o reino já declinado, fosse fácil o mesmo ser recuperado por seus donos de direito. Entretanto as três se estremeceram.

Não era isso que tinham visto. O que elas preverão ia muito além. No meio da guerra, do medo, do terror, da morte, havia um brasão sendo queimado junto a sua bandeira em um grande fogaréu de corpos carbonizados.

Gritos de agonia, de clemencia.

Era o brasão Cullen.

Mais o que mais a chocaram foi a coroa, idêntica a do rei Carlisle, jogada no chão em meio a guerra. E perto da mesma, havia alguém de pé. Usava um manto negro e por baixo vermelho. E então subiu o olhar.

Eram os Volturi.