A Princesa Margarida e o Homem de Gelo
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Era uma vez um reino muito, muito distante e também desconhecido. Querem saber o nome dele? Com certeza eu vos digo, era conhecido por poucos pelo nome de Novo Brilho. Nele não havia Reis ou Rainhas, apenas uma princesa, que governava tudo com grande alegria. Seu nome, digno de uma princesa doce e gentil, Margarida, que por seu povo, era muito amada e querida. O castelo onde vivia não era grande nem pequeno, era mediano, mas cabiam todos seus companheiros. Com ela moravam mais quatro criaturinhas: A grandona Senhora Morango, O grande Senhor Bolacha, a mediana Senhora Borboleta e o pequenino Senhor Pássaro, que era muito bonzinho e organizado.
Um dia como outro qualquer, Margarida, recebeu a inesperada visita de uma misteriosa mulher. Nas sombras ela apareceu, por cima da roupa vestia um grande manto, com um capuz, transformando seu rosto, em um grande breu. Com uma voz doce e suave ela dizia: “Vossa Alteza, seu reino passará por grandes dificuldades, mas não se apavore, pois para enfrenta-las você possui grandes habilidades”. Margarida assustada a olhava com desconfiança e desgosto: “Como posso confiar na Senhora, se nem o seu rosto você mostra?”. A mulher por sua vez, abaixou o capuz e do seu rosto, reluziu uma brilhante e linda luz: “Sou uma fada, sua protetora. Estou aqui para lhe alertar, não precisa desconfiar ou ter medo de mim, vim para ajudar.” A princesa não estava entendo, como podia algo ruim acontecer ao seu tranquilo reino? “Fada, me diga o que fazer. Amo meu povo, e ninguém eu quero perder.” A Fada Protetora, levantou suas mãos, fechou seus olhos e começou a falar: “Eu lhes invoco, meus grandes amigos, a Princesa Margarida precisa de ajuda, escutem o que eu digo.” De suas mãos, raios de luzes saíram, de todas as cores, vermelho, verde, amarelo, todos com um grande brilho. A luz deu forma a duas fadinhas, uma rosa e outra azul, as duas bem pequeninas. A azul se transformou em uma brilhante e grande espada, a rosa, voo para as costas de Margarida, transformando-se em lindas asas. Encantada com tudo aquilo, a Princesa perguntou: “O que devo fazer agora, para onde eu vou?” A Fada colocou seu capuz, e enquanto sumia, lhe disse: “Use a espada e as asas com sabedoria, para o mal derrotar, e trazer ao seu reino de volta, toda paz e alegria”. Margarida não sabia o que fazer e o que iria enfrentar, então pegou sua espada e começou a correr, procurando por alguém que pudesse conversar. No caminho encontrou a Senhora Morango, contou-lhe tudo, mas a mesma achou um grande absurdo: “Fadas, asas e espadas? Minha querida, com quem andou conversando? Acho que devia se deitar, pois está delirando.”.
A princesa tentou falar com todos, mas ninguém lhe deu ouvidos. Acharam que não passava de um pequeno delírio. Resolveu então procurar por alguém que acreditasse, mas um vento abriu as portas e janelas, trazendo um homem de armadura congelada e uma grande tempestade. Correu para frente do castelo e viu seu povo inteiro, paralisado e transformado em gelo. As fadinhas de repente apareceram, a rosa e a azul, diminuindo seu desespero. “Princesa, vamos lhe ajudar a este malvado homem com armadura de gelo derrotar.” As duas voaram e num piscar de olhos, nas asas e na espada se transformaram. Margarida deu um sorriso, e seus olhos para o homem congelado voltou, estava com medo, mas tocou em sua espada azul e a empunhou. O homem era enorme, e Margarida bem pequena, mas isso não a intimidava, mesmo ele sendo bem maior que ela. “Va embora, criatura do gelo, sua presença não é bem-vinda, você trouxe tristeza ao meu reino.” O homem, num tom sarcástico, sorriu e logo disse: “Quer seu reino de volta? Então lutemos, e se me vencer, seu reino de volta poderá ter.” A Princesa sem hesitar aceitou e então a luta no mesmo instante começou. A batalha durou horas e Margarida estava cansada, já estava temendo que seu reino não pudesse ter de volta. Foi quando viu uma rachadura na armadura congelada do homem e logo pensou: “Se eu acerta-lo ali, ele então vai cair.” Margarida esperou a hora certa, e quando o homem congelado recuou, ela partiu pra cima dele e com toda sua força o acertou. Ele caiu e seu corpo misteriosamente sumiu.
O gelo que cobria seu reino inteirou em um instante já havia sumido, e seu povo voltou a trabalhar, como se nada tivesse acontecido. Margarida começou a chorar desesperadamente, mas só de saber que seu povo não corria mais perigos, já a deixava contente. As fadas de novo apareceram, mas dessa vez dois baús idênticos consigo trouxeram. “Foi uma honra lutar ao seu lado, então pegue estas estrelas, para enfeitar seu quarto.” Neles havia estrelas lindas e brilhantes, a mesma quantidade, mas Margarida aceitou com muita felicidade. As fadinhas da Princesa se despediram, levantaram voo e no céu sumiram.
O povo de Novo Brilho nada lembrava, mas Margarida, a princesa amada pelo seu povo, jamais esqueceu, do dia que lutou bravamente e seu reino defendeu.
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