A Princesa Independente

1 A Princesa Independente.


Todos pensam que ser princesa é ficar em uma torre e esperar pelo príncipe encantado, se fosse tão fácil eu já teria feito isso, mas acho que não iria aparecer apenas um príncipe provavelmente vários tentariam me resgatar mas acabariam duelando para ver quem ganharia a minha mão e eu acabaria mofando na torre.

Bem meu nome é Giulia sou princesa de Garlilot um reino pequeno localizado ao sul, nós somos conhecido pelo nosso mercado de joias e tecidos, mais isso não é importante, meus pais querem que eu me case com um príncipe encantado, mas será que eles pensam em o que eu quero fazer da vida? Bem acho que não. Nunca fui dessas princesas que usam vestidos, andam de carruagem, falam com os animais (ok isso eu posso fazer as vezes mas é raro encontrar um animal que realmente queira falar comigo), cantam musicas melosas, sou do tipo independente.

Ai você pergunta, o que a princesa independente esta fazendo trancada em uma cela no seu próprio castelo, bem vou contar como isso aconteceu.

Era o dia do diamante (os feriados sempre tinham nomes de pedras preciosas) e teríamos o festival branco, que era simplesmente um dia em que todo mundo usava branco e iam ao baile de máscaras no castelo. Esse ano minha mãe Rainha Patrícia me obrigou a usar um vestido longo de cisne, eu queria ir de urso polar para mostrar que posso ser fofa mas se mexer comigo o bicho pega, mas como sempre ela não me ouviu. Estava indo aos estábulos ver meu amigo Luke, um plebeu que cuidava dos cavalos e do jardim real, mas fui parada pelo meu pai o grandioso Rei Tyler, ou deveria dizer mandão Rei Tayler.

–Aonde a senhorita pensa que vai? -Perguntou-me cruzando os braços.

–Cavalgar com o Luke. Respondi, claro ele não ficaria surpreso todo dia de manhã eu ia cavalgar.

–Não! Hoje você vai ficar, pois o Rei Gordis está vindo e ele trará o filho Hunter com ele, quero que se apresente decentemente quando eles chegarem. — Ele censurou minha saída.

– O que? Você não pode! Luke vai ficar me esperando! Eu não ligo para o Rei gorducho sei lá das quantas.

–É Rei Gordis e eu já mandei Luke para casa.

–Você não tinha o direito! -Gritei.

–Tenho mais direitos que você, agora Giulia Garlilot suba e coloque uma roupa descente e se arrume pois eles estão para chegar e....

–Majestade, eles chegaram. -Faryn o puxa-saco oficial do meu pai tinha que aparecer, ele era um cara alto magrelo, usava um medalhão com uma estrela e uma lua que ninguém nem mesmo meu pai sabia o significado.

–Faryn! Não me assuste assim. Como eles já chegaram? -Faryn balançou a cabeça afirmando.- Bem agora vá filha e volte logo.

Fui para o meu quarto e coloquei um vestido, não um vestido longo e bordado, mas um vestido que cobria apenas metade da minha perna, vermelho com detalhes brancos e desci.

–Bem sejam bem vindos ao nosso reino. -Meu pai estava na entrada cumprimentando os recém chegados.

–Claro, Claro -Falou Gordis ou como vou chama-lo gorducho. -aonde está a famosa princesa de Garlilot que todos falam ser tão cortejada por vários príncipes? Meu filho Hunter está ansioso para conhece lá. -Ele apontou para um garoto alto, com cabelos loiros olhos azuis escuros, ele era bonito mas se meu pai estava achando que eu me casaria com ele estava completamente enganado.

Bem ela está se trocando já vai descer. E foi quando todos me viram nas escadas, meu pai ficou me encarando de olhos arregalados e boca aberta o rei gorducho copiou a cara más Hunter me encarou deslumbrado, desci as escada e reverenciei eles com um sorriso para o meu pai.

–Mas o que é isso Giulia, que modos de se vestir?!

–Eu acho que ela está linda. -Hunter falou, pegando minha mão e beijando-a (fala sério isso é tão fora de moda).

–Bem obrigado Hunter, e pai você mesmo me pediu para usar uma roupa adequada e eu amo esse vestido.

–Bem se Hunter gostou, eu posso tolerar, porque não vai mostrar o castelo para ele e o jardim, eu e Gordis temos assuntos a tratar. -Ele disse acenando com a cabeça e isso queria dizer "vá logo antes que eu me arrependa"

Levei Hunter para um tour, ele até que foi bem direto no que queria.

–Olha, nossos pais querem que eu peça sua mão no baile de hoje a noite, e bem eu não quero me casar. -Disse quando chegamos ao jardim.

–O que? Eu sabia! Eu também não quero me casar. -Respondi irritada.

– Nossos pais querem unir os nossos reinos. E você não parece o tipo que quer casar.

–E não sou mesmo, não sou uma princesinha frágil. E não vou deixar esse plano do meu pai dar certo.

–O que você vai fazer?

–Eu tenho meus truques. Quando a tarde chegou me encontrei com Luke e fomos juntos para o quarto de Faryn como esperado ele estava lá.

–No que posso servi lá majestade. Já basta ele puxar o saco do meu pai precisa puxar o meu?

–Preciso de um feitiço que me ajude a mudar o meu pai.

–Feitiço? Sinto muito eu sou um simples servo do rei, não um bruxo.

–Até parece Faryn, nós sabemos que você é um bruxo a muito tempo, agora ajude ela ou ela contará para o rei. -Luke nunca enfrentou ninguém, isso me deixou surpresa.

–Contar? Se um de vocês abrir a boca eu transformo em coelho. -Ele nos ameaçou.

–Você não pode eu sou a filha do rei! -Respondi brava.

–Você não mas ele.- Apontou para Luke, que ficou parado com medo.- Ele não é da realeza, quanto ao feitiço eu faço mas com um preço, eu quero o anel real do seu pai.

–Eu não posso pegar o anel é o símbolo do poder real dele!

–Sem anel sem trato.

–Ele deve estar blefando, ele nem deve ser tão poderoso assim. -Luke tentou, apenas tentou fazer ele cobrar outra coisa mas Faryn estalou os dedos e faíscas azuis acertaram Luke fazendo uma fumaça e quando ela sumiu restava apenas um coelho branco.

–Como ousa, seu inseto, faça ele voltar ao normal agora! -Gritei

–Me traga o anel e farei o que você pediu e trarei seu amigo de volta. -Ele pegou Luke e colocou em uma gaiola.

–Como eu vou pegar o anel, ele só é passado para reis e rainhas e eu..... eu não vou me casar com Hunter!

–Vai se quiser uma vida livre e seu amigo de volta, agora você tem até a meia noite.

Olhei para o coelho na gaiola e suspirei, sai do quarto de Faryn e fui me arrumar para a festa, claro que tudo ocorreu como planejado todos me olharam quando entrei no salão e claro no meio da dança Hunter me pediu.

–Princesa Giulia você aceita ser minha rainha? -E claro meu pai fingiu a surpresa, já minha mãe realmente ficou surpresa, o rei gorducho que estava com uma travessa de aperitivos na mão deu um sorriso.

–Sim eu aceito. -Disse, naquele monto meus pais e o rei gorducho ficaram realmente surpresos igual ao meu novo marido Hunter.

–O que você está fazendo?! -Sussurrou, levantando-se e colocando o anel.

–Ajudando um amigo e mudando minha vida.

Quando a surpresa passou meus pais vieram me parabenizar e o meu novo sogro também.

–Filha estou tão orgulhoso. -Disse meu pai chato.

–Pai, será que eu posso usar só essa noite seu anel?-Fiz uma cara de cachorrinho que ele não resistiu, tirou o anel e me deu, dali fui direto para os aposentos de Faryn.

–Parabéns, agora me de o anel e terá tudo como quiser.

–Como vou saber se você não está mentindo?!

–Eu não minto dou minha palavra! Estendi a mão e lhe entreguei o anel, ele fechou a mão no anel que começou a brilhar.- Sua garota tola nunca confie em um bruxo! -Quando ele disse isso tudo girou até eu desmaiar e acordar em uma cela suja, com ratos que pareciam cavalos, e um coelho. E foi assim que vim parar nessa cela imunda, bem agora vou precisar tentar sair daqui, por sorte o coelho Luke conseguiu passar pelas barras e sair em busca da chave, o que pareceram horas de espera ele finalmente voltou com as chaves.

–Muito bom coelho! -ele emitiu um som de quem não gostava de ser chamado de coelho.

Abri a cela e sai, corri pelo castelo em busca de alguém conhecido, em fim encontrei minha mãe, bem vestida como sempre.

–Mãe! -Gritei- Que bom ver você!

–Eu não sou sua mãe nem te conheço garota!- ela se afastou de mim e me olhou com nojo. E ai percebi que estava com roupas de agricultor uma calça rasgada uma blusa esfarrapada e um sapato gasto.

–Mãe sou eu sua filha Giulia, lembra? -Perguntei temendo o pior.

–Eu não tenho filhos! Agora saia e leve esse animal imundo com você. -Ela apontou para o coelho Luke.

–Ele não é imundo! É meu amigo assim como você é minha mãe, me ouça foi o Faryn ele fez isso!

–Meu marido não fez nada garota! -Espera marido? como assim agora aquele idiota era o rei de Garlilot?- Criado leve ela daqui!

–Sim senhora. -Um homem alto, forte, me pegou e pegou Luke e me levou até o portão, foi quando percebi aquele era meu pai.

–Pai?!

–Eu não sou seu pai sou apenas um serviçal do rei, e garota o que você acha que está fazendo andando pelo castelo?

–Você não se lembra? Você é o rei!

–Não, não sou, agora vá pra casa!

–Bem pelo jeito eu não tenho mais casa! -Falei com Luke se contorcendo no meu braço.

–Eu não deveria....mas não sei porque eu gostei de você, venha vou te levar para minha casa. Ele me levou até uma casinha no povoado, me deu roupas eu me troquei.-Olha eu não sei o que você está pensando más não saia assim garota, se o rei pegar você...

–O que ele vai me transformar em um coelho? Sem ofensa Luke.

–O que? Porque pediu desculpas a um coelho?

–Bem ele não é um coelho é um humano o chamado "rei" Faryn transformou ele em coelho e mudou a nossa vida você era o rei casado com a rainha que não é assim e eu sou filha de vocês!

–Impossível! O rei não é bruxo!

–É sim e eu preciso descobrir como quebrar o feitiço! Preciso de um bruxo!

–Aqui tem muitos, mas não são baratos! Garota olha no que você vai se meter e esse coelho também.

–Aonde eu encontro o feiticeiro mais perto?

–Na floresta rubi ele vive em um tronco de arvore.

–Claro ele mudou tudo o mundo ficou cinzento mas ele não muda o nome dos lugares para uma coisa melhor tinha que ser de uma pedra preciosa!

–Bem realmente a cidade é cinzenta pois somente a realeza pode usar cores, e a cidade não tem mais diamantes, ouro, prata nada apenas rubi.

–Como assim?

–Bem, quando o rei Faryn começou a governar ninguém sabe ao certo quando, tudo mudou nunca mais se achou outros minérios preciosos apenas rubi, e ele decretou que ninguém pode usar cores só a realeza.

–Então quando ele refez o reino do modo dele a magia fez um reino sem nada. Obrigado! -Disse saindo e correndo para a floresta com um coelho doido que me mordeu quando pulou no meu ombro, procuramos por horas até encontrar uma pequena casa embaixo de uma arvore, a porta se abriu quando cheguei perto.

–Pode entrar princesa! -Disse uma voz dentro da casa.

–Como você sabe?- Entrei na casa e a porta se fechou atrás de mim, deixando apenas escuridão por um segundo quando velas se acenderam, e pude ver um homem sentado em um sofá de madeira, ele era alto com cabelos pretos e olhos que pareciam com o de um gato.

–A magia de Faryn não me afeta, deve ser porque estou longe das restrições do poder dele,prazer meu nome é Magnus e quem não conhece a princesa que faz qualquer um se apaixonar por ela? Sim são olhos de gato sim digamos que eu posso falar Gates. -Ele sorriu. -Seu amiguinho ai me conhece, não nessa forma claro eu costumo aparecer como um gato na janela dele toda noite e ele me da leite.

–Luke!- Falei quando ele pulou dos meu braços para o sofá.

–Luke, lembra de mim o gato ou como você me chamava Brato? Nunca soube porque esse nome, que tal você me contar. — E pluft Luke estava sentado no sofá em um piscar de olhos.

–Como você?!- Dissemos juntos.

–Bem eu sei transformar uma coelho humano de volta tá, agora porque o nome me conta.

–Bem eu.... no dia em que você apareceu eu estava gripado e pedi apara minha mãe um "brato de leite" e por isso o nome, mas porque você é...?

–Não sei, talvez porque eu saiba o seu segredo e fiquei curioso.

–Você sabe?

–Sabe o que Luke?-Perguntei com raiva achava que eu sabia tudo sobre ele.

–Eu achei um.... um livro de feitiços a um tempo atrás e eu tenho praticado não sei quase nada.

–E eu queria um aprendiz então fui ver você.

–OK, se você sabe isso sabe porque estamos aqui.

–Claro o contra feitiço, eu te ajudo mas quero pagamento não faço nada de graça é a lei.

–Bem se eu conseguir voltar a ser princesa eu...

–Não quero dinheiro, quero o colar do dragão.

–O que?

–O colar do dragão ele está preso no pescoço da sua mãe ela infelizmente o achou antes de mim quando era jovem, ele é bem poderoso com força de um dragão se vocês me entendem.

–Como vamos conseguir ele, não tem como entrar no castelo.-Falei

–Tem uma maneira.- Luke falou.- Eu sei de uma passagem secreta que leva até a sala de música, fica atrás do quadro do seu bisavô.

Fiquei boquiaberta ao saber disso e ele nunca me contou nada. -O que mais você esconde?

–Bem eu sei levitar coisas pequenas então eu posso levitar o colar.

–Vão e me tragam o colar, até amanha de manhã.

–Amanhã de manhã? Mas já esta de madrugada!

–OK. OK, amanhã a tarde.

–Ok. E fomos até a casa do meu pai e ele ficou surpreso ao ver um garoto ao invés de um coelho, quando acordamos com o som de um galo irritante, comemos pão e fomos para o castelo, entramos fácil com a ajuda de um pequeno feitiço que Luke usou ele nos fez atravessar a parede mas claro ele perdeu a concentração e o meu pé ficou preso na parede ele demorou mas conseguiu tirar.

A passagem secreta ficava na fonte do jardim, tinha um buraco na grama se você afastasse ela, levava a um túnel úmido e fedido até a sala de música, entramos no castelo fácil mas agora precisávamos pegar o colar isso ia ser difícil.

–Como vamos pegar o colar? -Luke perguntou.

–Não sei.

–Bem, você poderia fingir ser princesa de novo.

–Como sem roupas de princesa eu..... tá você sabe mais coisas que eu sobre a minha casa isso é estranho.-Agora estávamos em um lugar no porão que eu por um acaso eu desconhecia, lá tinha um baú com roupar antigas deveriam se da minha avó.

–Eu não vou usar isso.-Bati o pé no chão e olhei com uma cara de desgosto para um vestido que parecia ter um século.

–Vai sim, porque se não você vai precisar viver no cinza pra sempre.

–Desde quando você é assim tão confiante?

–Não sei desde que comecei a praticar magia, agora coloca o vestido e depois vamos arrumar seu cabelo.

Me troquei, e ele arrumou meu cabelo em uma trança quando me olhei no espelho mal podia me reconhecer, o vestido era um rosa claro longo mas fino. Minha avó Aurora sabia escolher um vestido fino que não te deixasse mais gorada isso era legal mas eu nunca voltaria a usar esse vestido.

–Bem e agora, senhor mestre dos planos? -Perguntei- Aliais quem é você e o que você fez com meu amigo?-Eu ri.

–Muito engraçado. Bem eu vou ser transformado em um pássaro sabe para quando encontrarmos Faryn ele não te reconhecer por minha culpa.

–Mas como?

–Magnus disse que era só eu pedir, eu quero ser um pássaro. -E pluft ele era um pássaro, amarelo com bochechas laranja, ele voou até o meu ombro e fomos ver o "rei".

Fomos anunciados e levados para a sala do trono. Eu tinha pego uma mala com roupas antigas para encarar o personagem.

–Majestade. -Disse reverenciando, aquilo era tão ridículo. "Nota, mandar trancafiar Faryn em uma das piores celas" pensei.

–Princesa?-Ele disse com minha mãe ao lado dele, pude avistar o colar em seu pescoço.

–Aurora, do reino de Ritz, é um reino bem afastado não espero que conheçam.

–E está certa. -Disse minha mãe.

–Bem e o que te trás para nosso castelo.- Faryn perguntou.

–Bem eu sempre quis conhecer esse reino, alteza.

–Bem vinda, criado leve nossa hospede para um quarto.

Meu pai chegou e nos levou até o quarto.

–Mas o que você estão fazendo? Luke é o pássaro né?- Luke piou no meu ouvido.- OK, vou encarar como um sim.

–Bem pai, é que nós precisamos do colar da mamãe, para quebrar o feitiço.

–Boa sorte, e eu ainda não me convenci que você é minha filha. E ele se foi me deixando com um pássaro.

–Tive uma ideia!- Que realmente era boa.- Vamos fazer a rainha e o rei se encontrarem na floresta, aonde a magia do Faryn não alcança. E foi o que eu fiz escrevi duas cartas e mandei entregarem, naquela tarde fui a floresta e Magnus estava nos esperando.

–Trouxe o colar?

–Ele está a caminho não se preocupe.

–Como assim?-Ele estalou os dedos e Luke voltou ao normal.

–Droga eu estava gostando de ser um pássaro. -Disse e rimos daquilo até ouvir passos.

–Mas o que está acontecendo aqui?- minha mãe chegou seguida pelo meu pai.

–Giulia más o que está acontecendo?

–Mãe!

–Senhorita Giulia Garlilot o que você fez?- Meu pai falou.

–Pai!- E ambos nos abraçamos.

–Que bom você quebrou o feitiço! -Magnus sorriu.

–O que?

–Bem o feitiço não está quebrado esta semi anulado apenas enquanto eles estiverem aqui. Me de o colar e eu a ajudarei a realmente quebrar o feitiço.

–Mãe me da seu colar.

–Não, eu achei ele a muito tempo.

–Por favor eu só quero ajudar vocês.-Demorou para explicar a historia toda mas ela deu o colara para Magnus.

–Bem, se vocês querem quebrar o feitiço, seus pais precisam se beijar dentro dos limites do feitiço.

–Mas lá eles não se amam e serio um beijo?

–Olha o que você esperava estamos em terras encantadas não é?

–Quando você quiser Patrícia .- Meu pai segurou a mão dela e eles foram para os limites, quando o ultrapassaram se olharam, um nos olhos do outro e realmente viver em um mundo mágico é previsível eles viram o amor nos olhos um dos outros e se beijaram quebrando o encanto.

Fechei os olhos e quando abri estava de volta ao baile com Hunter ajoelhado na minha frente.

–Então você aceita casar comigo?

–Não!- Falei, ele abriu um sorriso, olhei para os lados vendo rostos surpresos, e procurando por Luke más não o encontrei.- E guardas vão prender Faryn ele é um bruxo!- Gritei sendo obedecida imediatamente. -E peguem o coelho que está com ele!

Quando pegaram Faryn, não encontraram nem um coelho com ele, eu procurei em todos os cantos do castelo e não o encontrei, então fui para meu quarto encontrando um bilhete em cima da cama. Nele dizia.

" Querida Giulia, detesto partir sem despedidas mas Magnus me chamou para ser seu aprendiz e precisei partir na mesma hora, sentirei saudades das nossas cavalgadas matinais e de você.

PS: Deixei um presente em baixo do seu travesseiro. Se cuide e aprenda a se proteger.

Abraços...

Luke"

Verifiquei em baixo do travesseiro e achei um livro, ele me deixou seu livro de magia. Depois dos ocorridos, no dia seguinte avisei meus pais que queria viajar pelos reinos, ver o lago das fadas da luz, a montanha do troll, e outros lugares maravilhosos e pela primeira vez eles concordaram, então parti no dia seguinte, deixando apara trás uma vida que as pessoas queriam que eu seguisse para seguir a que eu queria.

Fim

Ser princesa não é apenas esperar por príncipes encantados e seguir o destino de felizes para sempre, ser princesa é saber escolher o próprio feliz para sempre.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!