A Princesa E O Dragão
7 Capítulo 5 - Reconhecimento
Notas iniciais
Não me matem, eu vou tentar seguir o cronograma e tentar postar duas vezes por semana okay?
Oba, oba, eu tenho mais reviews, ARIGATO! Mas eu gostaria d mais, as pessoas não leem e nem comentam... Yare, yare...
Acho que minha fic não é boa o suficiente, mas jogando de lado meu lado depressivo, eu sou mesmo muito exigente com certas coisas...
Por isso peço minna! Não desistam de mim. Estou extremamente carente de reviews...
Espero que aproveitem, vou acho que eu disse tudo o que tinha para dizer aqui, pq lá em baixo tem uma surpresinha...
Lembro-me de estar tudo escuro e ouvir vozes masculinas discutindo, mexo-me um pouco e percebo estar deitada em um lugar macio. Abro os olhos, reparando no meu redor, paredes amarelas, uma cômoda de madeira com um jarro e algumas flores, uma cama onde antes eu estava deitada e o mais importante: uma moça de armadura e intensos cabelos vermelhos em cima de dois garotos que estavam no chão, apontando uma espada enquanto os dois mostravam claramente todo o pavor que sentiam.
– Vocês estão numa enfermaria, pelo amor de Kami!! Tem uma enferma ali, e vocês dois brigando e fazendo esse barulho todo!! – falou a ruiva.
Enquanto ela os encarava furiosamente um neko azul veio voando em minha direção. Ele ficou planando com suas asas brancas na minha frente e me encarando pensativamente.
– Minna! Ela acordou!! – falou ele com uma voz infantil.
Nesse momento os três olharam para mim, suas expressões variaram entre gratidão, incredulidade e surpresa. A ruiva ficou congelada, enquanto os outro dois somente ficaram me encarando. Ela foi a primeira a se mover, descendo da pilha de corpos e caminhando serenamente em direção à cama.
– Olá! Eu me chamo Erza Escarlet, esse é Happy, e aqueles dois bobões no chão são Natsu, o do cachecol, e Gray – falou se virando para os meninos ainda no chão. No mesmo instante eles se levantaram e se abraçaram aterrorizados.
– O... Olá! – o moreno foi o primeiro a esboçar uma reação.
– Não é assim que se faz baka, preste a atenção. – “Corrigiu” o rosado de cachecol – Olá! Você sente dores?
Olhei-o chocada. Ele realmente estava falando sério?
– Natsu! Não é assim que se diz! Primeiro você pergunta se ela quer um peixe! – intrometeu-se o neko alado.
– É claro que ela deve sentir dores né cabeça de fosforo!
Os dois meninos se encaravam, enquanto o neko resmunava algo sobre a importância dos peixes. Erza caminhou até eles novamente
– Erza-sama! Temos que ensinar essas crianças a se comportarem – disse o neko. Eu não aguentei mais, toda essa bizarrice me arrancou uma pequena risada. Mas infelizmente foi ouvida pelos outros, pois eles voltaram a me encarar. Tentando sair dessa situação constrangedora falo:
– Olá! Eu me chamo Lucy Heartf... – Interrompo-me. Eles não poderiam saber do meu sobrenome, era perigoso de mais – Bem me chamem de Lucy.
Eu me senti como um ser de outro planeta, pois eles continuavam me olhando fixamente, principalmente o garoto de cachecol. Interrompendo uma possível conversa, uma garota de mais ou menos 12 anos abriu a porta. Ao seu lado estava uma gata branca.
– Ah veja Charlie, ela já acordou!
– Claro, quem não acordaria com essa gritaria toda? – respondeu a gatinha severamente.
– Charlie! Não diga essas coisas! Olá, sou Wendy, qual o seu nome?
– Lucy.
– Lucy-san, como se sente? Eu espero que esteja bem. Eu dei o meu melhor para tratar dos seus machucados... – a garota foi interrompida pela gata, que lhe chutou a canela – AI! Charlie! Porque fez isso? – perguntou a menina chorosa. Mas a gata somente cruza os braços e bufa irritada.
– Vocês dois, saiam daqui, a Lucy precisa de paz enquanto Wendy a avalia – falou Erza expulsando os meninos do quarto.
Wendy estendeu suas mãos para o meu corpo e uma luz emanou delas.
– Você é uma maga? – pergunto surpresa, e ela acena concordando timidamente – Que legal! Acho que nunca conheci outra maga antes... – agora é ela que me olha surpresa.
– Você também é uma maga Lucy-san?
Milhões de pensamentos passaram pela minha cabeça durante um segundo. Eu não poderia admitir nada, pelo menos não ainda. Primeiro eu teria que descobrir que lugar era aquele e se todos ali eram confiáveis, eu já corria riscos de mais, mas também não poderia negar nada, por isso optei por uma meia verdade.
– Etto... É que você me fez lembrar a mulher que me criou, ela também é uma maga curandeira.
– E o que aconteceu com ela?
– Eu... Eu não sei. Tantas coisas aconteceram que eu não parei para pensar nela, mas realmente espero que Poluscka-san esteja bem.
– Poluscka-san? – perguntou Erza que ainda estava no quarto.
– Sim, vocês a conhecem? Sabem se ela está bem?
– O mestre Makarov provavelmente irá responder a todas as suas perguntas.
– Quem é ele?
– Ele é o dono de tudo isso. Quem cuida da gente, mas não se preocupe Lucy, ele volta mais tarde, logo você o conhecerá. Tome isso – disse ela me entregando uma muda de roupa.
Levantei-me da cama onde ainda estava sentada e olhei para mim mesma: Meu corpo estava vestido com um conjunto de short e blusa de dormir azul. Erza, Wendy e Charlie saíram me deixando sozinha. A roupa era um vestido lilás que foi até os meus joelhos. Vesti-me e andei um pouco. A sensação de alongar e exercitar meus músculos era maravilhosa. Ouvi murmúrios do outro lado da porta, quando sessaram Wendy me chama.
– Lucy-san! Já está pronta?
– Sim.
Ela abre a porta e me estende um par de sandálias, Erza e Charlie tinham saído.
– Erza deixou para você. Venha, você tem que tomar um pouco de sol e comer alguma coisa.
– Ah, Wendy, por acaso quando cheguei aqui eu não tinha algumas chaves comigo? – ela assentiu com a cabeça – Teria como você me entrega-las?
– Claro. Não daria para ser mais tarde?
– Eu não posso recebê-las agora? – insisto
– Isso é importante afinal. – ela foi até a cômoda e abriu uma de suas gavetas retirando o maço de chaves e logo depois me entregando.
– Arigato Wendy. – falo a seguindo
Eu estava feliz. Logo que as peguei senti a presença deles. Todos os meus amigos voltaram para mim. Eu não estava mais sozinha.
Ela me levou até um banco em um pequeno jardim, uma cerca o separava da enorme construção de onde saí. O jardim dava acesso a floresta que cercava toda a propriedade, nela havia poucas flores, mas o verde da vegetação fazia do lugar aconchegante. Sentei-me aproveitando a luz do sol, era por volta das 10h da manha, e o sol forte era amenizado pelas arvores , tornando tudo agradável.
Fiquei olhando ao meu redor, tudo estava silencioso, incluindo nós duas, não sei quem estava mais tímida, não conseguimos começar um dialogo decente, apesar de eu ter sentido uma simpatia e afeição pela garota, ficamos paradas ali, eu abraçando minhas chaves e ela com a cabeça curvada. Não sei quanto tempo ficamos assim, até que ela se levantou.
– Ah Lucy-san, eu vou procurar a Charlie, mas pedirei a Erza para vir aqui pra você não ficar sozinha.
Eu fiquei satisfeita, eu estava gostando de sua companhia, mas queria ficar sozinha com meus espíritos. Era uma sensação boa. Naquele tempo que passei na escuridão eu tinha me esquecido o que era se sentir querida e em família, e enquanto o sol tocava a minha pele e os segurava junto ao meu peito, pude perceber que estava viva. Me fez sentir viva e segura. Me fez ter saudades de toca-los e ter a certeza de que eles eram reais. Meus poderes e minhas forças não aguentariam a todos mas, pelos menos a Plue eu queria ao meu lado. Logo depois me toquei: nem sabia onde estava entao desisti. Balancei a cabeça tentando espantar todos os pensamentos. Eu tinha que decidir qual rumo seguir deli para a frente, o que me fez ter saudades de quando tudo era mais simples.
– Seu colar é bonito – falou uma voz masculina. Levanto meus olhos e vejo o garoto do cachecol, depois reparo que ele falou colar e olho para o meu ultimo presente de aniversário, não tinha percebido que ele ainda estava comigo, e nem o fato de o estar segurando.
– É, eu também gosto dele, era da minha mãe... – porque falei isso não sei, não é uma coisa que eu sairia falando a estranhos.
Ele saiu da floresta e se senta ao meu lado no banco, senti-me nervosa, se não pude conversar com uma garotinha, o que falaria com esse garoto?
– Natsu não é? – tenho certeza de que minha voz saiu baixa de mais, mas mesmo assim ele confirmou com a cabeça – Que dia é hoje?
– 21 de agosto.
Assenti com a cabeça. De alguma forma os dias em que passei presa passavam tão rapidamente que para mim o tempo seria bem mais longo. Somente 2 meses e alguns dias tinham se passado, mas também me fez ficar aliviada, eu não tinha perdido tanto tempo da minha vida. Um pensamento me assolou, eu já tinha presumido que o meu aniversário tinha sido “comemorado” naquela cela, mas ter a confirmação de que mais um ano da minha vida foi desperdiçado em uma fuga necessária para minha sobrevivência, somando ao fato de ter estado sozinha me fez ficar melancólica.
– Ahhh... qual o seu nome mesmo? – ele me perguntou sem a mínima vergonha.
– É Lucy.
– Okay, Luigi, por que ficou tão triste de repente?
– É LUCY! E por que eu deveria responder a isso? Além do mais por que você começou a conversar comigo se não sabia meu nome?
– Etto... Não é normal? Afinal não é assim que conhecemos novas pessoas? Além do que você estava sozinha com uma expressão estranha no rosto.
– Aye! Parecia que tinha comido peixe estragado. – falou o gato azul
– Olha é o neko falante, ele é fofinho...
– Eu me chamo Happy – falou ele – você estava com uma cara realmente estranha Lucy.
Olhei pra ele. O que tinha de errado com aquele neko? Ele me olhava risonho demais.
– Lucy, por que ficou tão triste quando respondi a sua pergunta?
Eles não desistiriam até ouvirem minha resposta, apertei meus joelhos no meu colo, era previsível que eles perguntassem isso em algum momento...
– Eu fiquei presa, todos vocês devem saber disso, o tempo não foi tão grande como imaginei, e eu me sinto aliviada por isso, mas... mas eu fiz 17 anos ali, e eu estava sozinha, eu não deveria estar sozinha no final de tudo... E uma data não deveria significar isso tudo né? – antes de deixa-los ter uma chance de responder perguntei – Agora é a minha vez de perguntar. Onde estamos afinal?
– Estamos na Fai...
Nesse momento uma arvore com raiz e tudo surge do nada e acerta bem na cara do Natsu o derrubando.
– Natsu!!! – grita Happy, voando ao seu redor.
Ajoelho-me ao lado dele, enquanto vejo se ele ainda estava vivo, Happy parou de voar e ficou ao lado de Natsu no chão, alguém surge ao meu lado e percebo o por que da mudança de comportamento do neko: Uma aura opressora me engloba. Eu viro preparada para lutar quando percebo quem é a pessoa.
– E...Erza?
– Ah Lucy! Eu nem vi que estava aqui! Você por acaso viu meu tronco por aí? – falou normalmente, mas o sorriso que ela dava me provocou calafrios.
Apontei para a enorme arvore ao meu lado no chão, incapaz de falar.
– Que bom que você o achou! Eu estava treinando meu arremesso, mas como será que ele veio parar aqui? Mas o que aconteceu aqui? Happy por que o Natsu está no chão?
– Você o arremessou nele – falou Gray, que apareceu atrás da ruiva.
– O que disse Gray? – ela perguntou calmamente.
– Na... Nada!
– Bem já que apareceu aqui, sem nenhum motivo, ajude o Happy a levar o Natsu para algum lugar. Eu e Lucy vamos andar pela guilda.
– Guilda? – pergunto surpresa com a palavra.
Uma visível mudança se produziu na fisionomia dela, de séria foi para o pânico depois voltou à séria.
– Você ainda não está bem Lucy, está ouvindo coisas! Eu vou te levar para dentro!
– Francamente... – sussurrou Gray alto de mais.
Quando Erza se virou com uma espada nas mãos só vimos o rastro de fumaça. Ela me pegou pela mão e saio me arrastando. Conduziu-me pelo mesmo caminho que Wendy, mas depois mudou a direção, andamos um pouco, comigo a observando. Não está mais ameaçadora.
– Erza, obrigada pelas roupas, e pela sandália.
– Não foi nada. Eu tenho muitas roupas, mas achei que talvez não caberiam em você. – ela parou de me arrastar e abre uma porta revelando uma enorme quantidade de livros – Aqui aqueles idiotas não vão te incomodar.
– Concordo Erza, eu duvido que eles saibam onde a biblioteca fica – fala uma voz feminina.
Uma garota saiu de uma pilha de livros no chão. Ela era baixa, mas não por ser uma criança, seus cabelos eram azuis e curtos presos por uma fita laranja, seu vestido na mesma cor estava um pouco sujo de poeira.
– Lucy, essa é Levy.
– Olá! Sou Levy MacGarden. Erza o que faz aqui?
– Natsu e Gray estavam sendo idiotas e importunando a Lucy, e como ela está se recuperando eu a trouce aqui, é calmo e tem uma janela que dá para ela tomar um pouco de sol.
Ela me deixou em uma cadeira e saiu, falando que mais tarde voltaria. Admito, fiquei um pouco sem jeito e comecei a dar uma olhada nos livros, eram tantos que me lembrou da sala de leitura do palácio. Me removia de vontade de mexer com aquilo tudo.
Levy e eu começamos a conversar, não sei realmente quando, nem qual foi o assunto, mas nós conversamos várias coisas e ao mesmo tempo nenhuma, era engraçado como começamos a ficar amigas ali, só sei que em algum momento eu a chamei de “Levy-chan” e ela respondeu brincando “O que foi Lu-chan?”. Ela me mostrou todo àquele enorme aposento, fiquei encantada com toda aquela variedade e quantidade, ela disse que gostava de se chamar de “bibliotecária” em seu tempo livre, e que já tinha lido praticamente todos os livros.
Voltamos pra perto da enorme janela onde estavam confortáveis poltronas e uma mesa de centro, nela estava uma bandeja com comida para nós duas, o lanche estava meio frio, mas comemos mesmo assim. Enquanto comíamos criei coragem para perguntar:
– Levy-chan, você leu tantos livros! Em algum deles deve ter algo falando sobre um lugar chamado Fairy Tail não deve?
Assim que ela ouviu a palavra Fairy Tail ela engasgou-se. Depois de ter se recuperado ela me perguntou:
– Fairy Tail? Onde você ouviu falar disso? – eu ia responder quando ela me interrompeu – De qualquer modo, eu não sei nada sobre essa tal de Fairy Tail, acho bom terminarmos de comer, antes que nossa comida esfrie completamente.
Eu fiquei curiosa com o seu comportamento, ela sabia de algo e não queria me dizer. Fiquei magoada, mas lembrei que eu tinha acabado de conhece-la, e nós não sabíamos nada uma da outra.
Ela era divertida, então foi fácil voltarmos a conversar e quebrar o clima pesado que se instalou com a minha pergunta, em um momento ela me indicou um livro e sentei-me para ler enquanto ela voltava a sua “tarefa” de limpar os livros. O tempo passou e começou a escurecer, já ia pedir para Levy me levar de volta ao meu “quarto” quando alguém abriu a porta de disse:
– Levy, você poderia deixar eu e Lucy a sós? Como você sabe temos assuntos a tratar.
Notas finais
Minhas técnicas de distração foram de completa eficiência. U_U
Até parece! Aquilo doeu Erza!!!!!!
Deixe de ser viadinho Natsu! Você não sentiu nada, simplesmente ficou lá babando no chão, e quando acordou a Wendy já tinha tirado as suas dores.
Gray! Como ousa me chamar de viadinho seu viadinho! Você me paga!!!
A culpa é sua por não ter ficado calado!!
~Erza ouvindo a gritaria sai de sua pose sabia~
Vocês estão brigando?
Não! respondem os dois de braços cruzados
Otimo! U_U
~volta a sua pose inicial~
-x-
Qual o grande segredo que aguarda a Lucy? Quem será que chegou? Por que todo esse mistério ao redor da tal Fairy Tail? Será que eu vou conseguir alguns coments? Sexta feira no globo repórter!
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