A Princesa E O Dragão
4 Capítulo 3 - A Procura
Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a Otakuchan e Cassie Blake que foram as primeiras a favoritar a minha fic, e que me fizeram ter uma enorme e deliciosa surpresa, e depois gostaria de agradecer a Megu Rinne, Twary, Ishitar, Mally, Iasmin Di Angelo responsáveis pelos meus 8 comentários, meninas OBRIGADO! Me fizeram imensamente feliz!
Ah eu estou postando atrasada, era para eu ter postado ontem, mas minha cabeça estava latejando tanto que não consegui escrever muito menos mandar para a minha beta.
Depois de conseguir as chaves das irmãs Aguria, pois a festa tinha começado, não tornei a vê-las e não sei o que lhes aconteceu, por que logo fui arrastada por Virgo, vestida com uma roupa de odalisca roxa e com suas familiares correntes, determinada a me mostrar parte do seu mundo e seus habitantes.
Lembro-me da sensação de contentamento ao olhar aquilo tudo, toda aquela pitoresca paisagem e gente, mas em um determinado momento fiquei consciente do meu corpo machucado, de minhas roupas rasgadas e do meu cabelo despenteado, isso somado ao meu dia cansativo me fez ansiar por um bom descanso.
Apesar de tudo, queria ter logo a reunião com o Rei e acertar todos os assuntos para voltar a terra. Como um homem daquele tamanho pode se mantar incógnito ali eu não sei, o procurei por quase meia hora e nada. Meu corpo estava ficando cada vez mais pesado e minha mente nublada. Não demorou muito para Virgo perceber.
– Capricorn – chamou ela resultando no aparecimento do espírito em sua habitual roupa de mordomo dos Heartifilia – leve a Hime para descansar.
– Eu não posso – falei sonolenta me encostando no peito do espirito que agora me carregava no colo – tenho que me encontrar logo com o Rei para poder voltar a terra.
– Isso não será possível Hime – disse me apontando algo que no inicio me pareceu uma rocha, mas depois reparei que era uma parte de um gigante adormecido.
– Por acaso ele está bêbado – perguntei brincando.
– Ele não costuma fazer isso, mas a festa de hoje foi especial, por isso ele comemorou além do limite... – simplesmente respondeu Capricorn.
Eu não consegui argumentar contra aquilo, meus olhos estavam se fechando contra a minha vontade no meio daquela multidão de vozes e rostos. Ser carregada assim me lembrava de quando eu era pequena e meu pai me carregava até minha cama. Apesar disso, odiei minha fragilidade antes de mergulhar na inconsciência.
Acordei com Virgo me cutucando, sentei em uma confortável cama coçando os olhos que a claridade feriu.
– Levante-se Hime – disse ela me ajudando a levantar da cama e logo depois me arrastando por um corredor, ainda zonza de sono não reparei no quarto, que mais tarde fui saber pertencer a moça a minha frente.
– Humm Virgo? – a chamei enquanto andávamos
– Sim Hime?
– Onde estamos indo? – perguntei completamente desperta.
– Vamos comer, afinal precisa de uma boa nutrição.
– Okay – respondo e finalmente reparo que a roupa, com a qual chaguei naquele mundo, estava completamente intacta e que minhas dores tinham sumido – O que houve com as roupas e os meus machucados?
Não deu tempo para ela me responder, pois passou por uma porta de madeira branca que dava para o mesmo lugar onde ontem apareci, e agora, tinha uma enorme mesa, contendo todos os espíritos para as minhas doze chaves, o choque foi tamanho, que fiquei parada somente observando a todos.
Pelo que presumi naquela hora, era o horário de almoço, alguns estavam comendo, outros ainda se serviam, mas todos conversavam. Em uma das cabeceiras da mesa se encontrava o rei, e a outra estava vazia. Esse ao perceber a minha presença, bateu palmas chamando a atenção dos presentes, pelo que mais tarde observei, Virgo tinha me deixado sozinha e tinha ido se servir, logo perguntando se merecia uma punição.
– Vejam! Nossa convidada de honra chegou! Agora podemos comer! – falou o rei e levantou um brinde seguido dos outros – A Lucy! – E todos voltaram ao que estavam fazendo, o que na grande maioria era: comer.
– Mas vocês já estavam comendo – falo me encaminhando para o meu lugar na mesa.
– Sim, sim. Um mero detalhe que me foi esquecido... – todos assentem com a cabeça – Ah mais uma coisa minha nova amiga, temos que conversar – levando comida à boca ele para – mas só depois da comida.
Aceno com a cabeça, nenhum pouco surpresa, já um pouco acostumada com essas personalidades tão alegres e espontâneas e tão diferentes da minha.
Essas foram horas bastante agradáveis, passado o almoço todos se levantaram e começaram a conversar dando inicio a uma nova festança, chegou uma hora que fiquei cansada de esperar e fui caminhando em direção ao Rei, decidida a acabar logo com isso. Quando ele me avista exclama:
– Lucy! E então está gostando da festa? – fala aparentemente sério.
– Claro, mas não foi para isso que vim a esse mundo...
– Ah isso... Bem me perdoe pelo meu erro, me esqueci de que o fluxo de tempo aqui não corre como o da terra. Certo venha comigo. – e me vira suas enormes costas me fazendo segui-lo.
Ele me levou as margens de um rio com uma cachoeira. Suas aguas cristalinas faziam um contraste incrível com a cor violeta do céu. Fiquei concentrada admirando tudo aquilo até sua forte voz me interromper.
– E então minha amiga o que quer saber? – falou de braços cruzados.
– Como o que quero saber? Você me arrasta até seu mundo, que devo admitir é lindo, e me força a lutar sem os espíritos que tenho contrato. Depois dá uma festa, que por sinal está demorando muito a acabar e simplesmente me pergunta o que eu quero saber?? – falo imitando a sua pose e perdendo a paciência.
Ele simplesmente me olha, e decido ser mais delicada.
– Comece, do por que estou aqui e do por que todos os magos celestiais da minha família tiveram que vir também, ao completarem 16 anos.
Ele ficou em silencio durante alguns segundos, até hoje desconfio que foi para fazer um pouco de suspense.
– Para um mago de sua família ter aceso a todos os poderes dos magos celestiais e das doze chaves do zodíaco, eles tem que ter uma audiência comigo, que avalio se eles são dignos do conhecimento perdido de sua magia. E parabéns você passou!
“Por que ele tinha que fazer aquele tom de um professor palestrante?” era a única coisa que me passava pela cabeça.
– E também é que... E sempre bom dar uma festa – disse “sério”.
“Aí está o tom que me é familiar” pensei satisfeita.
– Mais alguma pergunta?
– Sim. Como as roupas foram restauradas e meus ferimentos foram curados? – perguntei curiosa.
– Essa é simples! Nós curamos seus ferimentos e como o tempo aqui corre diferente você só precisou de um descanso, e com isso suas roupas foram consertadas.
– Não entendo. Como o tempo aqui corre diferente?
– Ninguém te explicou isso? – perguntou confuso – Em uma versão resumida e fácil de entender: Um dia aqui é equivalente há três meses na terra. E claro que existem muitos fatos que faz tudo ser muito relativo...
– O que???!!!! – eu fiquei parada em choque por mais ou menos 3 segundos, mas depois gritei com essa noticia. – Então tem 3 meses que estou aqui “festejando”!?!
–Bem, não... Veja bem levando em conta as relatividades, e que uma noite também equivale a três meses, mais a metade da tarde, mais de 24 horas... Acho que poderia ser considerado algo com 8 meses...
– OITO MESES!! Oh Kami! Isso é pior do que acreditei... – falei quase arrancando os cabelos.
– Acho que com isso você quer voltar para o mundo real não é?
– É claro que sim!!!! – respondi me descontrolando.
– Virgo os presentes! – sua voz ressoou por mim. Logo em seguida ela apareceu junto com outras cinco pessoas.
– Essa é Lyra – falou ele apontando para uma moça ruiva com uma touca rosa e asas bordadas na capa de seu vestido que me deu um aceno de mão.
– Esse é Crux – apontou para um velho com algo como uma cruz no rosto, ele estava flutuando e dormindo.
– Esse é Pyxis – apontou a uma bela ave de pelagem marrom e branca com uma bússola na cabeça se escondendo atrás de Virgo. Eu dei um pequeno aceno de saudação e ele se escondeu outra vez.
– Esse é Horologium – apontou para um relógio de pendulo com um rosto, onde continha um bigode, o fazendo bastante simpático, ele simplesmente acenou seus braços de maneira desengonçada, reforçando minha opinião sobre ele.
– E finalmente esse é o Nicolas – apontou para uma criaturinha branca tremulante que veio em direção as minhas pernas. Eu o peguei no colo e o abracei me apaixonando por aquela fofura.
– Eles gostariam de fazer um contrato com você Lucy. Eles são chaves de prata, mas ótimos espíritos.
Eu aceno e dou um sorriso, logo depois Virgo se aproxima e me estende um chicote marrom.
– Esse é o Fleuve d’Etoile de Eridanus. Ele é um chicote especial daqui do Mundo Espiritual que consegue estender o contrato. – dito isso se afastou.
– É isso minha amiga, nós estaremos sempre com você – dizendo isso em um piscar de olhos eu estava na mesma caverna onde tudo começou.
Estava com a mesma roupa de quando fugi com Poluscka, em meu cinto Fleuve d’Etoile estava pendurado de um lado e do outro meu chaveiro, que continha 10 novas chaves, 5 de ouro e 5 de prata, eu as acariciei antes de olhar ao redor, as duas bolças ainda estavam ali, mas a caverna se encontrava com uma fina camada de neve cobrindo todo o seu piso.
Estava muito frio e procurei me aconchegar em minha nova capa, não foi algo muito eficaz. Olhei lá fora e vi uma paisagem toda branca, sendo que as arvores estavam com pouca ou nenhuma folhagem. O vento do lado de fora era mais cortante que do lado de dentro, “ainda bem que comi no Mundo Espiritual” pensei desolada, ate que Aries, Saggitarius e Virgo apareceram, um me aqueceu, enquanto outro fazia uma fogueira e o ultimo saiu para encontrar algum alimento.
Durante todo o tempo eles sempre cuidaram de mim, e sempre fui grata, mas sempre senti minhas forças se esvaindo. Depois que chegou a primavera foi mais fácil, eu passei a viajar acompanhada por eles, um ou dois com os portões abertos, procurando Fairy Tail, algo a ser procurado em ultimo recurso, mas que eu não sabia quem ou o que era.
Em geral eu, Loke e Virgo viajávamos juntos, fingindo ser eu casal de recém-casado e a dama de companhia, Loke saindo de dia para procurar informações em suas fontes e eu ficando no alojamento que alugávamos com o dinheiro do meu pai. Eu sempre gostei de ficar com Plue, como chamei meu Nicolas, e ficar sozinha, mas nunca era seguro.
Uma vez estávamos saindo de uma pequena cidade um uma carroça simples e comum quando começamos a ser seguidos. Capricorn dirigia e eu estava atrás com Plue e Cancer, quando começamos a ser perseguidos, chamei Saggitarius para os despistar com suas flechas, Libra para os incapacitar usando a gravidade e Escorpion para usar sua areia para os atacar, nesta vez desmaiei dormindo por 3 dias consecutivos, depois tornou-se normal fazer esse tipo de coisa, nunca os efeitos colaterais diminuíam, mas os “bandidos” chegavam cada vez mais perto, gostando de atacar a noite no acampamento. Eles eram e sua maioria soldados dos reinos por onde passávamos, a noticia da minha existência era de conhecimento daqueles que andavam por todo o submundo e também tinham contato com a realeza.
Alguns magos pertencentes a guildas, dos reinos onde fomos perseguidos, pertenciam ao rei. Eram soldados bem treinados capazes de usar magia e usando a mesma para lutar e usar de acordo com a vontade do mago, chegaram ao ponto de nos abordar em uma das pensões em que fiquei instalada, felizmente eles perderam.
Minha fraqueza tinha picos, me forçando a ficar de cama por longos períodos, mas na maior parte do tempo consistia em somente uma forte fadiga resolvida por poções estimulantes me ensinadas por Poluscka.
Tirando o fato de eu ser constantemente perseguida, continuávamos a procurar por Fairy Tail, e tudo se seguia o mais normal possível na minha nova vida, até que um dia em meados de Junho tudo mudou.
Notas finais
Devo dizer que apesar das duas pessoas que favoritaram eu fiquei um pouco triste, pq poucos comentários (Eita menina ingrata!!)
Como eu estou começando agora ainda estou "arrumando a minha agenda" para escrever (Fala sério, eu sou uma sedentária de carteirinha) então acho que vou mudar os capítulos para serem postados as terças e quintas.
E eu já estou escrevendo o próximo, então não deve demorar para sair.
Mas não deixem de comentar onegai!!
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