Em algum lugar do oceano...

Dezenas de navios corsários viajavam pelo Grande Oceano, tendo como destino As Terras do Ferro. Eles eram liderados pelo general orc Teranon, o visionário, junto de seu melhor amigo Eradan Darksoul, o shaman mais poderoso do continente Barrens. Um exército de orcs, bárbaros e anões navegava furiosos para destruir os reinos dos homens e dos elfos, com a promessa de Ellian de que receberiam todo o ouro que quisessem se fizessem isto.

Próximo a Kringodh...

Uma tropa de cavaleiros da morte atravessava o continente do Ferro destruindo vários reinos do bem, matando todos que tentassem pará-los. Enviados por Ellian, essa tropa da morte tem como objetivo a destruição total do planeta, deixando apenas destroços e cadáveres em Tarkarian. Com o exército de Barrens e a tropa da morte, talvez o mundo não tenha chance de salvação... A não ser que seis heróis tomem a frente de uma futura guerra, ou que aja uma intervenção divina...

No Palácio celestial...

O panteão, formado pelos 10 deuses mais poderosos, discutia o que deveriam fazer em relação às atitudes malignas de Ellian. Elune (deusa da lua e da caça), Sollanos (deus do sol), Zedraktos (deus da criação), Heith (deus da profecia) e Valkyria (deusa dos sonhos), estavam a favor de ajudar os mortais, mas Tristan (deus dos mares), Tranuros (deus da guerra) e Fillian (deus das forjas) não queriam isso. Eles não queriam se envolver em problemas mundanos, e alguns até queriam ajudar Ellian em troca de poder. Entretanto, eles temiam Zedraktos, o deus supremo, e por isso não faziam nada. A não ser que alguém comece uma revolução divina...

Na floresta de prata, os heróis ainda estavam estupefatos com a quantidade de informações, e mais ainda por Sobekk ter dito ser irmão de Sammus.

-Ainda não acredito nisso. Por que não me disse antes? – o arqueiro perguntou.

-Queria poupá-lo de saber que toda a nossa família estava morta.

-Era direito meu saber disso!

-Eu sei. Perdoe-me por isso.

-Não vamos nos exaltar. Precisamos permanecer unidos nesse momento, ao invés de brigar.

-Luna tem razão. E eu já iria deduzir que vocês eram parentes, pois em o mesmo olhar, o mesmo nariz fino, e falam praticamente iguais. –disse Aladar.

-Verdade, as únicas diferenças são: a idade; Sammus tem 16 e Sobekk quase 30. E o cabelo: Sammus tem cabelos castanhos e o paladino tem longos cabelos loiros.

-Tudo bem. Que tal seguirmos em nossa viajem?

-Acho uma boa idéia.

Os aventureiros seguiram seu curso em direção ao famoso reino de Andhorar. Uma vez ou outra, alguns animais atravessavam seu caminho, porém inofensivos. Ao encontrarem uma trilha aparentemente segura, eles decidiram seguir por ela para ver se daria em algum lugar. Depois de alguns minutos de caminhada, eles finalmente chegam ao final da floresta.

-Então aqui é o limite da floresta de prata... –Luna disse.

-Mas vejam, não há castelo nenhum, apenas ruínas! – Sobekk disse.

-Tem certeza que aqui é onde deveria estar o castelo de Andhorar? –Sammus perguntou.

-Sim! Tenho certeza disso! Deve haver algum campo de força, ou algo assim.

-Também acho que seja isso. Vamos tentar entrar nessa cidade destruída.

Eles andaram mais um pouco e se depararam com um portão de pedra bastante desgastado pelo tempo, e com um ataque de Grimm, ele se destruiu por completo. Do lado de fora, eles só viam ruínas, pedras, construções destruídas, entre outras coisas. Porém, ao entrarem no lugar, quase caíram para trás de susto: havia um enorme castelo branco com dezenas de torres e acessos, com enormes portões e elfos indo para lá e para cá por toda a parte. Fadas, elfos, pégasos e outras criaturas transitavam tranquilamente por ali, com guardas poderosos por todos os lados. Um grito foi ouvido, e logo em seguida uma luz intensa desce da torre mais alta do castelo e aterrissa na frente dos heróis.

Sejam bem vindos a Andhorar! –uma mulher deu as boas vindas aos viajantes, que ficaram confusos.

-Hã... Obrigado. –Sammus agradeceu — Quem é você?

-ME chão Candice Arcoleve, e sou a rainha de Andhorar. –a bela rainha tinha longos cabelos negros, olhos cinza-claríssimos, corpo perfeito e uma boca sedutora. Usava uma túnica branca de seda, com uma longa capa e um acessório metálico na cintura. –vocês são aqueles que trazem consigo as joias de Eiwa?

-Sim. Temos apenas quatro joias, pois a quinta está em posse do feiticeiro Morgan.

-Tudo bem. Sigam-me, vamos conversar dentro do castelo.

As pessoas ao redor saudaram os viajantes, que se sentiram bastante gratificados por todo o esforço que fizeram.

Dentro do castelo, a rainha e os outros subiram até o hall dos espíritos para conversarem mais tranquilamente. Depois de beberem um bom chá, eles finalmente começaram:

-Bom, primeiramente eu gostaria de dizer que estou muito agradecida por terem...

-Tem mais chá? –Sammus perguntou.

-Ah... Sim. E não me interrompa. Enfim, vocês fizeram...

-Desculpe.

-Tudo bem. Vocês fizeram um ótimo trabalho, e merecem uma recompensa!

-Sim, nós trataremos disto depois. Um exército está atravessando o continente e está marchando para cá! –disse Sobekk.

-Como eu previa... Não sei se estamos preparados para uma guerra.

-E se pedirmos ajuda aos outros reinos?

-Talvez, mas não acho que os reis queiram nos ajudar, mesmo depois de antes.

-“Antes”? –Luna perguntou.

Um elfo alto de longos cabelos ruivos, usando uma túnica branca entra no salão, dizendo:

-Há 200 anos, durante a primeira guerra, ela liderou um exército de 5.000 soldados, e juntos invadiram o continente inerte de North lands. E, com apenas uma flecha, matou o semideus Dragnar, o filho de Ellian. –Todos ficaram boquiabertos com o que o elfo disse.

-Olá querido, esses são os protetores das relíquias sagradas!

-Olá, garotos! Chamo-me Tanaris, e sou o rei de Andhorar!

Depois de cumprimentos e muita conversa, eles finalmente chagaram a uma impasse:

-Então, a quem pediremos ajuda? – Luna disse.

-Ao meu reino, o reino de Kringodh!

-Tudo bem. Mas nossa defesa principal ainda não está pronta.

-E qual seria?

-A deusa Eiwa. –Sammus respondeu.

Foi quando todos se deram conta de tudo. Eles tinham quatro relíquias e com elas poderiam restaurar o poder de Eiwa. Entretanto, ainda faltava uma jóia que estava com Morgan, o colar da levitação. Sem ele, era impossível realizar o ritual de ressurreição, e o único jeito de pegar a jóia era atraindo o feiticeiro até o castelo.

-Bom, temos que correr o risco de chamá-lo aqui.

-É muito perigoso! –o rei alertou.

-Sim, mas é a nossa única chance. Desativaremos nosso campo de defesa, e logo após o atrairemos para cá. Nós o derrotamos e pegamos a jóia! –O plano da rainha Candice Arcoleve parecia bom, não obstante muito arriscado.

-Martin, Grimm, vocês viajarão até Kringodh para chamar os soldados de Aladar.

-Tudo bem. – eles concordaram.

Já era noite, e todos haviam se acomodado no castelo. Entretanto, Sammus continuava perambulando pelos corredores, e por sorte (ou azar) encontrou a rainha Candice.

-Boa noite, Sammus.

-Boa noite, rainha.

-O que faz acordado?

-Não consigo dormir, apenas fico pensando no dia de amanhã.

-Eu também não. Eu quero lhe dar uma coisa, venha comigo. –Sammus a seguiu até uma pequena sala reservada, de onde se era possível ver todo o reino. A rainha abriu um velho baú e de dentro tirou um belíssimo arco encantado, mas que não possuía corda.

-Pegue, é seu!

-Obrigado rainha! –Ele havia ficado feliz, mas não via utilidade em um arco sem o fio que puxa a flecha. – como faço para atirar com esse arco?

-Visualize uma linha imaginária, e então pegue uma flecha. –Ele fez o que ela disse, e simultaneamente um fio dourado se materializou de uma extremidade á outra d o arco.

-Incrível! Muito obrigado pelo arco, rainha!

-Não foi nada. Amanhã o testaremos!

-Onde?

-No monte do dragão Onixia!!!