A Princesa Do Pirata
9 Capítulo 9 – Adeus...
Notas iniciais
Bom, eu acho que não preciso explicar o motivo do nosso sumiço, quem conhece a parceira Erika sabe o que rolou, então não preciso comentar.
Peço desculpas pela demora, mas faremos o possivel para não atrasar mais ^^
Capitulo todo feito pela parceira, então créditos todos dela ^^
Pirata entrando na reta final gente, então quem ainda não comentou, aproveita agora e bota os dedos para funcionar ^^
Beijokas e boa leitura
Capitulo 9 – Adeus...
Capitão Cullen
O dia foi extremamente extenuante e corrido. Isabella estava cheia de atividades e deveres após ter sido corada rainha no mesmo dia em que seu pai havia falecido. O trono não podia ficar sem um dono legítimo por muito tempo, então em meio à comoção de uma cerimônia enfadonha e pomposa minha princesa se tornou rainha. E eu tentava apoia-la em tudo. Sua dama de companhia estava sempre ao seu lado e pronta a lhe servir. Alice era uma coisa pequena e astuta e tinha minha simpatia por ter ajudado minha Isabella a fugir do crápula do Duque! E que ele ardesse nos quintos dos infernos por toda eternidade! Desejei lembrando-me das atrocidades que o cretino havia feito a Isabella. Mas isso ficou no passado. Morto e sepultado no mar. Depois de três dias de luto o rei estava deposto oficialmente e hoje esse dia fora difícil... A única coisa boa era a presença de Jasper que estava conosco no momento, o meu espião-pirata estava encantado pela criada de Isabella e a mesma não lhe era indiferente, apesar de viver discutindo com Halle.
Meus olhos reflitam o anoitecer em Silicia que era um espetáculo a parte. E mesmo em tempos difíceis era algo digno de admiração. Através da ampla janela eu contemplava a magnitude da lua cheia no céu iluminado por estrelas brilhantes. Segurava minha princesa junto ao peito na confortável cama em dossel em seu quarto de solteira no castelo. Isabella estava quieta e dormia serena apesar dos olhos ligeiramente inchados pelo choro. O sepultamente do Rei Charlie drenara suas ultimas forças, deixando-a abalada e ainda mais frágil. Fora difícil fazê-la dormir. Acariciava suas costas em um ritmo constante e suave, perdido em pensamentos tortuosos.
Os dias seguintes à morte do rei e a coroação de Isabella foram passados com um sentimento de pesar e alento coletivo. Pesar pela família real ter sido, praticamente extinta, e alento por terem a sua princesa de volta, dando a esperança que o povo Silíciano necessitava nesse momento caótico. E hoje depois do sepultamento eu me peguei pensando em duas situações; a primeira era que agora eu era um homem livre, e a segunda era de meu dever para com a minha tripulação.
Eu poderia ir e vir sem me preocupar com as represálias do rei, já que o mesmo se encontrava morto. Afinal suas ordens se foram com sua morte. Pensar assim nesse momento poderia até parecer egoísmo mórbido de minha parte, mas eu estava sendo pressionado para tomar um rumo em minha vida. O sol da meia noite estava restaurado e pronto para zarpar e eu não sabia o que fazer...
Meu imediato estava tentando contornar a ansiedade da tripulação que esperava que eu retornasse as nossas atividades. A nossa vida errante e fora da lei. Eu sabia que como líder eu tinha por obrigação atende-los, mas estava fora de cogitação eu deixar minha princesa desamparada. Embora a situação agora fosse tranquila, cortava-me as entranhas, deixa-la sem proteção. Eu estava sendo um tolo, já que Isabella era a rainha agora e tinha um exercito a seu lado, disposto a morrer para protegê-la.
Suspirei olhando entorno do espaçoso quarto real. O luxo daquele lugar requintado me sufocava. E me deixava desconsertado. Eu não pertencia aquele lugar. Eu era um pirata. E gostava da minha vida. Um homem do mar. E ainda havia a promessa feita a meu pai... E ficar em Silicia não iria me fazer bem. Mesmo amando a princesa da forma intensa e profunda como amava Isabella, eu me ressentiria dela se eu ficasse aqui. Da mesma forma se eu a pedisse para me acompanhar na minha vida errada. Incerta. Eu não poderia destruir a vida de alguém que amava em adoração de um ser celestial. Eu preferia cortar minha jugular a fazer Isabella se submeter ao perigo constante. Ela não merecia... Ela não iria suportar. Ela iria me odiar...
Fechei meus olhos com força sentindo-me fraco ao tomar a decisão certa. A melhor para nos dois...
Mas como deixa-la? Como suportar a dor de perdê-la... Pra sempre...? Eram perguntas sem respostas...
Isabella sentindo meu tormento interno se mexeu em meus braços balbuciando meu nome.
– Edward...
A, embalei novamente a acalmando.
–Shi, estou aqui meu amor. Eu sempre vou estar perto de você... Em meu coração...
(**)
O dia estava quase nascendo e eu não havia dormindo absolutamente nada. Meu coração estava apertado e o sofrimento estava entranhado em meu corpo. Eu deveria ser chamado de covarde depravado pelo o que iria fazer, porém eu precisava de uma lembrança, precisava de algo substancial para me aquecer durante o inverso eterno que seria minha alma sem Isabella.
Com perícia estudada, minhas mãos deslizaram pelo tecido macio da camisola de seda negra. A peça só não era mais sedosa que a pele suave e perfeita de Isabella que agora eu acariciava por baixo da mesma. Com minha outra mão eu abaixei as finas alças e retirei de forma rápida o traje, deixando Isabella apenas com a calçinha de mesma cor. Ela tremeu quando a apertei em meu corpo já desnudo e pronto para o amor. Eu sempre estaria pronto para ela...
Afastei de forma lenta e carinhosa a peça miúda a deixando nua. Beijei seus lábios entreabertos com paixão e busquei a curva cheirosa de seu pescoço onde beijei e contornei em seguida com a minha língua em direção ao seu busco alvo. Perfeito. Isabella gemeu e murmurou meu nome. E se contorceu ao sentir o seio direito ser sugado. Seu corpo despertando e me aceitando sem recervas. Repeti o mesmo carinho no outro seio o mordiscando com ligeira força. Eu queria preparar seu corpo para receber o meu. Não desejava que nosso primeiro e ultimo interlúdio sexual fosse doloroso para Isabella. Desejava que fosse memorável, rico em detalhes marcantes. Luxuriantes e ao mesmo tempo... Amorosos.
–Edward...
O gemido suave e torturado juntamente com a respiração ofegante de Isabella me indicaram que estava desperta por completo. Seu corpo ondulou ao me sentir descer por seu ventre liso com beijos lascivos em direção ao seu ponto sensível. Meus olhos buscaram os dela na penumbra da madrugada e sem perder o contato com os lindos olhos inocentes que estavam expressando nesse momento uma necessidade crua de me pertencer, sem demora deslizei minha língua pelos lábios rosados de sua vagina encharcada. Isabella agarrou-me pelos cabelos.
Sugava sua excitação em deleite com o propósito de levava à loucura do êxtase antes da consumação. E quando seu corpo tremeu e meu nome saiu de seus lábios de forma ardente eu bebi todo seu prazer sentindo-me mais que disposto a penetrar em sua carne macia. Com distribui beijos carinhos por seu corpo beijando-a com lassidão na boca, fazendo-a sentir seu sabor doce ao tocar minha língua com a sua. Minha princesa gemeu. Interrompe o beijo e acariciei sua face agora esfogueada e questionei:
– Posso te fazer minha Isabella de Silicia?
–Eu já sou sua, Edward. Tome o que é seu... – sua resposta me deixando com o coração ainda mais pesado. E o sangue correndo mais rápido em minhas veias. Com voz rouca eu comandei:
– Se... Eu te machucar-me peça parar...
– Não vai me machucar Edward, eu confio em você...
Respirando fundo encaixei meu corpo ao de Isabella sustentando meu peso em meus cotovelos, sem deixar de fitar as orbitas verdes da minha princesa que me devolvia o olhar com devoção. Com cuidado para não machuca-la penetrei seu corpo virgem aos poucos derrubando a barreira de sua inocência. Isabella gemeu de dor me deixando imóvel.
– Não pare... – sussurrou ofegante a me ver paralisado.
–Isabella... – murmurei em advertência.
–Por favor... – suplicou se contorcendo.
Gemendo me rendi aos seus apelos, recomecei a me mover com lentidão, eu entrei e sai de seu corpo tentando ser suave. Mas a resposta ardente de Isabella me tirou o controle. A razão. Ela era tão apertada... Meu corpo estava suado pelo esforço de ser delicado, mas ao sentir minha princesa me abraçar com suas pernas, minhas boas intenções se perderam na ânsia de possuí-la com força.
Nossa respiração era uma só, rápida e ofegante, assim como nossos gemidos de prazer eram altos e cheios de luxúria, podia ser a primeira vez de Isabella, mas ela se rendia de forma experiente e desprovida de pudores. Pedindo por mais a cada estocada de meu pênis duro em sua carne de veludo. Sua vagina me apertando em sinal de prazer, me acolhendo em bom grado. Eu estava vagando entre a realidade e o sonho ao te-la dessa forma em meus braços.
Meu ritmo foi crescendo até que Isabella cravou suas unhas em minhas costas e seu sexo me apertou com força, molhando-me com seu orgasmo. Seu grito de prazer me levando ao pico máximo de satisfação por saber que ela era minha. Mesmo que temporariamente...
Deixando preocupações de lado me entreguei na espiral de desejo e me esvai no corpo jovem de Isabella. De minha eterna Princesa...
(**)
Nossa respiração se acalmou assim como as batidas de nossos corações, Isabella sorria e me olhava resplandecente de felicidade. E eu estava me sentindo um vil, um homem sem moral e honra como tantas vezes ela mesma havia me acusado de ser por saber que a magoaria...
–Seja meu rei Edward... – me pediu Isabella com voz doce, acariciando meu rosto. Retrair-me. Sentindo a minha reação ela voltou a pedir – Por favor... Eu... Preciso de você... Você é... O homem que amo. É... Perfeito pra ser... Meu rei...
–Princesa... É melhor voltar a dormir. Estava exausta e eu não deveria ter me aproveitado...
–Não fuja do meu pedido... — minha princesa ainda tentou argumentar, mas não lhe dei chances, lhe interrompendo:
– Mais tarde discutiremos sobre esse assunto, agora não estrague nosso momento. Venha, deixe-me acalenta-la. – pedi com voz tensa.
–Edward... – chamou-me com voz de sono.
–Sim...
– Apesar de ter sido um ato inesperado... Foi lindo... – confessou humildemente. Meu coração perdeu uma batida e a segurei com força fazendo-a me fitar:
– Eu amo você Isabella, nunca se esqueça disso, ouviu?
–Sim... Eu nunca vou esquecer... – respondeu-me incerta pela minha expressão torturada. Respirei fundo e a tomei nos braços novamente até ouvir sua respiração se estabilizar.
Após terminar de vesti minhas roupas e colocar o que tinha em uma pequena mala, eu assistia Isabela dormir languida após a noite de amor. Meus olhos ardiam e meu peito estava oco. Aproximei-me com cuidado para não despertá-la e beijei seus cabelos absorvendo seu cheiro pela ultima. Sem coragem de olhar para trás, sai do quarto sem fazer ruído...
Andava alquebrado pelos corredores suntuosos do castelo com a respiração falha. Cada passo meu me distanciando de minha Isabella. Ao chegar à sala real que estava vazia me assustei ao ver Alice sair de uma porta com o desejum de sua rainha. Eu não esperava vê-la tão cedo, alias não esperava ver ninguém ao praticamente fugir do lugar. Olhos grandes olhos castanhos da garota me fitavam incrédulos.
– O senhor... Está indo embora?
–Não diga que me viu Alice. – Exigi sério.
–Mas... E a Princesa? Ela o ama! – retrucou.
–Justamente por isso que eu tenho que deixa-la. Eu... Não sirvo para ela. Eu... Adeus Alice...
Minha resposta foi sincera e logo em seguida dando-lhe as costas segui meu caminho.
(**)
Eclipse estava em meu antebraço quieta e Sol da meia noite estava deslizando pelo mar novamente e eu não sentia a mesma emoção de estar em seu comando. Eu não sentia nada na realidade. Minhas emoções estavam com Isabella...
–O capitão tem certeza que deseja partir? – Emmett me questionou preocupado.
–Sim, icem as velas, me leve pra bem longe de Silicia... – ordenei com voz soturna.
Me leve para bem longe para não enlouquecer ao ponto de me fazer voltar a nado para a única mulher que amei e amaria na vida, e na morte. E o piar alto de Eclipse foi como um selar de destino...
Notas finais
Já estou escrevendo o POV Bella e assim que der estou postando ^^
Um beijão para todas e COMENTE&RECOMENDEM!
Bye
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