A Princesa Do Bem E Do Mal

2 POV Samantha + Preparativos para o baile


Notas iniciais
Oi Genthy! Feliz dia da mulher!
E como presentinho: Mais um capítulo!
Uhull! Pretendo trazer vários capítulos extras e altas revelações.
Espero que gostem

NO CAPÍTULO ANTERIOR:

“Eu poderia simplesmente jogar a maior onda do oceano na cara daquele sujeito. Afinal, quem ele pensava que era? Então concentrei-me ao máximo na missão. Isso que importava. Depois disso, simplesmente fiquei sem controle dos meus atos.

Então, o que eu mais temia aconteceu. A figura amontoada sobre a cadeira virou-se lentamente permitindo que eu visse a sua face desfigurada.”


POV SAMANTHA:

Acordei bem cedo naquela manhã. Resolvi vestir roupas um pouco diferentes das habituais. Papai estaria em casa e queria causar-lhe a impressão de segurança, embora por dentro, estivesse arrasada.

A minha estranha ligação com Laura vinha me tirando o sono por várias noites seguidas. Geralmente não gosto dos convidados que meu pai recebe em casa. Especialmente aqueles que se deixam dominar tão facilmente. Eu não poderia virar simplesmente a sua amiguinha. Desde que chegou, Laura demonstrou personalidade forte e isto não me fazia bem. Eu reino única e exclusivamente neste castelo desde que nasci.

Afastei estes pensamentos enquanto arrumava-me. Precisava manter a calma. Afinal, me identificava com a menina e futuramente ela poderia ser útil.

Não sou má. Mas faço questão de deixar claro que, ser criada aqui no castelo não ajudou a me melhorar como pessoa. Enquanto as meninas bruxas “normais” se preocupam com idiotices como qual vestido usar no baile, eu estudo as diferentes maneiras de torturar os presos entregues a mim.

Vesti-me rapidamente e me dirigi à base da escada, onde encontrava Laura todos os dias para tomarmos o desjejum.

Ela desceu a escada em formato de “caracol” e me vi forçada a cumprimenta-la.

– O mal esteja entre nós. (Falei um pouco ríspida, mas acho que ela não percebeu).

–Igualmente, irmã. (Tentei ignorar esta frase e respirei fundo. Esta menina conseguia me irritar quando queria).

Nossos passos ecoavam pelo salão amplo, meus antepassados pendurados na parede (Quadros, ok? Nada de gente morta pendurada) me olhavam orgulhosos mas desta vez não sorri para eles. Estava séria e trocava pouquíssimas palavras com Laura.

Chegamos então às grossas portas de carvalho que levavam a sala de refeições. Apesar de irritada, precisava preveni-la sobre o que a esperava, afinal ela não era de todo ruim. Trocamos então um rápido diálogo.

– Ande logo, Laura. Papai está em casa.

–V.. Você está falando do mestre? Aqui? Que absurdo, Samantha, você sabe muito bem que ele vem ao palácio apenas em situações estremas.

– Ele quer vê-la. Apresse-se!

Ela tinha a ousadia de me desmentir! Começava a gostar de verdade daquela garota, mas isso não amenizava a minha raiva. Para tornar a situação um pouco mais divertida, tirei sem que Laura percebesse a varinha do bolso e lancei um feitiço para que as portas se abrissem. Ela ficou aterrorizada e eu, ria por dentro.

Laura hesitou ao entrar na sala e isto não era bom. Poderia perder a confiança que lutara tanto para conquistar. Olhei-a reprovando o seu ato e ela rapidamente entrou no ambiente.

Admirei-me com a temperatura do ambiente. Ri silenciosamente ao pensar em como papai era expert em criar climas tensos para a recepção dos novatos. Nagini agora rastejava silenciosamente pela sala e Laura parecia não perceber agilmente, a cobra se enroscou na perna da minha aprendiz (é esta ideia também não me agradava. Por acaso meu sobrenome era Mcgonagall?) e ela rapidamente lançou um feitiço que não reconheci. Estranho. Parecia ser outra língua... Ignorei este fato, já que não poderia haver um feitiço que eu não conhecia.

Papai deve ter se comunicado mentalmente com Laura, já que nenhuma palavra foi dita e achei que eles tinham se “resolvido”.

Lentamente a cadeira que acolhia meu pai foi girada pelo seu tosco secretário, Rabicho, ou Pedro. A cadeira era do tipo giratória No estilo das cadeiras de diretores ( O que é meio ridículo, quando se fala do lorde das trevas)

“O lorde” como o chamava diante de seus seguidores, usava as tradicionais roupas bruxas pretas com uma capa da mesma cor e detalhes em verde e prata. Isto, com certeza sempre me intrigou. Apesar de não pertencer a nenhuma casa e nem frequentar Hogwarts, milorde continuava usando as cores da sonserina. Preferi nem comentar. E pelas suas vestes previ os acontecimentos da noite: Haveria um baile para anunciar a mais nova moradora do palácio das trevas (ou castelo do terror, como eu chamava ainda pequena). Isso não era bom. Teríamos visitas. Nada bom..

Não tínhamos noção de tempo no palácio das trevas. Com exceção dos dias de festa, de modo que exatamente as 15:00, subi para os dormitórios para avisar as regras do baile a Laura.

Ao chegar ao seu quarto, presenciei uma cena, no mínimo curiosa. Laura estava Agitando uma lata de desodorante e uma fina imagem passava por ela. Antes que a imagem se dissipasse consegui ouvir a imagem falar! Algo do tipo: Concentre-se na missão, Laura.

Eu vivo em um castelo, faço magia, sou bruxa e faço coisas estranhas. É, isto não era nada comparado ao meu dia-dia.

Bati na porta e entrei.


POV LAURA:

Estava no meio de uma conversa importantíssima com Quíron, quando senti alguém se aproximar. Fiquei agitando a lata do meu desodorante aerosol, querendo pôr fim na minha mensagem de Iris, ainda assim, não fui suficiente rápida. Samantha chegou a tempo de ouvir as frases finais de Quíron.

Ela veio para me comunicar a respeito do baile. Os regulamentos do mesmo eram na realidade bem simples. O baile consistia em:

Levar um acompanhante (é tá liberado uhuu) Oportunidade de vestir roupas um pouco diferentes uma vez na vida (dentro dos padrões antigos, é claro).

Eu sentia que Samantha cismava comigo. Mas, ainda assim percebia um pouco de admiração. Minha nova irmã saiu do meu quarto e eu fiquei pensando quem levar e o que vestir. Uma imagem tremeluziu em minha mente e pensei em uma pessoa. Alguém que toparia com certeza ir a esse baile comigo.

Fui até minha cama e do tubinho oco que tinha na cabeceira, tirei uma esfera leitosa do tamanho de uma bola de gude e me concentrei no único lugar que eu queria estar agora. Acampamento Meio Sangue.

Cheguei ao acampamento quase na mesma hora que parti (Não, sério?!). Era tão bom voltar aquele lugar. Era MUITO BOM voltar para casa. Caminhei lentamente em direção aos chalés. Precisava encontrar um parceiro para o baile. Queria que o meu escolhido estivesse ali.

Parei em frente ao chalé 13, uma construção baixa (mais ou menos no mesmo nível do chalé de Poseidon) parecia ser construído com pedras vulcânicas e tinha em cada extremidade uma tocha de fogo grego que ardia noite e dia. Bati na porta e não obtive resposta. É, o jeito seria invadir.

Depois de uma conversa rápida com Nico di Ângelo, estávamos conversados. Ele iria ao castelo das trevas. Querendo ou não.

Deveria ter tirado o título de Afrodite, por que Nico estava horrível. De verdade. Suas fundas olheiras estavam piores do que o normal ( Significa que parecia que ele havia passado carvão abaixo dos olhos) e suas roupas, em frangalhos. Por Zeus! Teria que dar um jeito nisto também, passamos uma tarde agradável.. cheia de compras e monstros, tudo dentro da normalidade!

Agora, só faltavam as roupas e a minha maquiagem. Acho que uma passadinha no chalé 10 resolveria isto.

Notas finais
E aí, gostaram?
Este capítulo foi um pouco fraco, mais nesses capítulos iniciais, preciosas informações serão lançadas aos poucos