Notas iniciais
Peço imensa desculpa pela demora, mas para compensar, este capitulo é grande! Não se esqueçam de comentar!!!!! ;) Bjs da autora que vos ama

Francesca não conseguia falar. Que queria ele dizer com quem é o teu pai? Não havia maneira de ele saber. Só Harry, Ron e Hermione é que sabiam! Sem forças para dizer mais nada, Francesca coaxou:

– de que é que estás a falar?

– Não te faças desentendida! Eu sei muito bem que o rei não era o teu pai. Quem é ele?

– Sai do meu quarto Malfoy!

– Só quando me disseres a verdade.

– A verdade é que não tens nada a ver com isso.

– Francesca, podes contar-me!

– Não! — Francesca gritou – não posso! Não sei quem te contou isso, embora imagino que tenha sido o teu pai, mas não te posso contar nada! Sai do meu quarto!

– Francesca, eu vou acabar por descobrir – o sorriso continuava nos seus lábios torcistas, mas os seus olhos estavam sérios.

– Para quê? Para ires comentar com os teus amiguinhos? Para tirares vantagem de te dares comigo? Para continuares a gozar com a cara dos meus amigos por se darem comigo? Para teres um trunfo contra mim?

– Francesca, de que é que estás a falar? O que é que o teu pai tem a ver com os teus amigos?

– Sai!

– Não!

– Vou chamar o Dumbledore – Francesca tentou sair do quarto, mas Malfoy agarrou-a pelo braço. Mas virou-a com tanta força, que perdeu o controlo e ela caiu demasiado para a frente e os seus lábios acabaram por se encontrar. Não fora premeditado, mas os dois acabaram por se beijar. Francesca pôs as mãos no pescoço dele e aproximou-se mais. A mãos dele que a agarravam desceram pelo ombro e pousaram na cintura dela puxando-a mais para si, forçando Francesca a aproximar-se ainda mais pondo os braços a volta do seu pescoço em vez das mãos. Ficaram assim, por o que lhes pareceu horas. Francesca estava confusa. Tinha pensado muito em Malfoy, desde a noite do baile, e com a preocupação por Harry, com o seu pai à beira de regressar... beija-lo foi tão natural que quase parecia um sonho. Mas o que os sonhos têm de mal, é que acabam. Quando se separaram, ainda ofegantes nenhum teve coragem de olhar nos olhos do outro. Finalmente, Malfoy, sem saber o que dizer, beijou-lhe suavemente o pescoço e saiu pela porta fora. Francesca sentou-se na cama ainda ofegante. Não ia ser capaz de dormir. Precisava de falar com Hermione. Saiu do quarto e correu até ao seu dormitório. Hermione acordou ragubenta.

– seja o que for que tens para me dizer, não podia esperar pela manhã? — perguntou ela zangada

– Não consigo dormir – explicou Francesca enquanto encaminhava Hermione para o seu quarto.

– Agora eu também não! Preciso de contar isto a alguém – disse ela – primeiro, Malfoy sabe que o rei não é o meu pai!

– Como?

– Foi mesmo isso que ouviste. Deve ter sido o pai a contar-lhe. Mas não lhe disse quem é. e eu também não claro, mas o que me está mesmo a preocupar, foi o que aconteceu a seguir.

– O quê?

– Beijamo-nos!

– Desculpa?

– Fala baixo!

– Beijaram-se como?

– Eu tentei sair do meu quarto para ir chamar o dumbledore, quando o Malfoy me agarrou e me puxou e sem querer beijamo-nos!

– Eu – disse Hermione – não sei se queres que te diga que lamento ou que fico feliz por ti.

– Também não tenho a certeza do que quero ouvir!

– E como é que foi?

– O beijo? Não sei bem... foi bom eu acho...

– Foi bom como? Gostaste ou não?

– A verdade é que foi mesmo bom e eu gostei. É que... lembras-te do baile?

– Sim.

– A noite com ele foi boa. Ele fez-me rir apesar de todas as minhas preocupações e agora com o beijo...percebes agora porque é que não consigo dormir?

– E o que vais fazer?

– Fingir que nada aconteceu quando estou ao pé das outras pessoas, que é o que ele vai fazer.

Draco estava deitado na sua cama, sem conseguir dormir. A memoria do beijo saltitava na sua cabeça como um cachorrinho. Tinha sido...ele nem tinha palavras para descrever! Mas e aquela historia de o rei não ser o pai dela? Ele havia de tirar isso a limpo! Mas naquele momento a única coisa que lhe interessava era fingir que aquele beijo nunca tinha acontecido.

Chegado o dia da prova final, Francesca nem teve tempo para pensar no beijo. Andava tudo em pulgas para saber qual seria a ultima prova, excepto Francesca que não só sabia, como achava que aquilo era um perfeito disparate. Claro está, que já nem se dava ao trabalho de argumentar. Não valia a pena. Mas isso não queria dizer que ela não tivesse um mau pressentimento em relação à prova. Desta vez, as famílias haviam sido convidadas para assistir, isso,pensou Francesca, façam os pais destas pobres crianças assistirem à desgraça. Francesca dirigiu-se no meio da confusão para ir cumprimentar os Weasely. Molly ficou encantada por vê-la. Deu-lhe um abraço e garantiu-lhe que tudo ia correr bem. Francesca despediu-se de Ron e Hermione e dirigiu-se para o palco improvisado no meio da arena. Tinham-lhe dito que teria de ser ela a discursar uma vez que a sua mãe, a rainha, se encontrava doente. Começou o seu discurso:

– Bem vindos, familiares, amigos, a ultima prova do torneio dos três feiticeiros. Até aqui, os nossos campeões lutaram corajosamente com todos os perigos que lhes demos para enfrentar, mas esta, como ultima prova, não irá por apenas à prova as suas capacidades físicas, como também terão de testar o controlo que têm sobre a própria mente. Agora, falo directamente para os nossos campeões: não confiem nos vossos olhos mas sim no vosso coração. Boa sorte!

Todos aplaudiram e enquanto Dumbledore subia para explicar as regras, Francesca aproximou-se de Harry:

– Por favor tem cuidado. As pessoas mudam no labirinto.

– Não te preocupes Francesca. Vai correr tudo bem.

Abraçaram-se e Francesca regressou ao seu lugar. De repente, ouviu qualquer coisa. Não era um som normal, mas sim uma espécie de sibilar. Serpentês, mas não podia ser, apesar de ser filha do Voldemort, Francesca não falava serpentês, só Harry é que conseguia fazer isso. Mas isso só a deixou mais curiosa. Levantou-se e seguiu a voz. Encontrou dentro do castelo, no salão, um leque. Não um leque normal, mas sim um antigo, que lembrava aqueles que as damas usavam na idade media. Não resistiu e pegou nele. Assustou-se ao perceber que um fantasma a observava. Era uma mulher, não muito bonita, mas mesmo assim com uma expressão profunda.

– quem és tu? — perguntou Francesca

– O meu nome é Merope. Sou a tua avó

– A minha avó?

– Sim. O teu pai, Tom, é o meu filho.

– E o que faz aqui?

– Culpo-me por o que está a acontecer. Foi a minha estupidez e inocência O teu pai regressou. O teu amigo está com ele.

– O que? — Francesca não conseguia acreditar. Voldemort tinha o Harry! — temos de o salvar! Ele vai mata-lo – tentou sair do salão a correr, mas Merope pôs-se no seu caminho.

– Não há nada que possas fazer. Ele tem ajuda e vai sair dali, mas eu quero que oiças isto com atenção: O teu pai vem atrás de ti. Ele quer que fiques do lado dele. Tu descendes de Salazar Selytherin, e és filha de Lord Voldemort. Não fazes ideia do poder que tens. É necessário que te defendas. Esse leque – apontou para a mão de Francesca que ainda segurava o leque – era da minha mãe, a única pessoa que alguma vez me amou, infelizmente, morreu sem que me pudesse ensinar a usa-lo.

– Usa-lo?

– Sim, esse leque é magico. Pode servir como escudo, mas não é fácil usá-lo ao mesmo tempo que a varinha. Podes pedir à professora Mcgonnagal para te ensinar. Agora vai. O teu amigo acabou de regressar. E com isto desapareceu.

Francesca não perdeu tempo a pensar no sucedido. Guardou o leque num bolso que tinha por dentro da capa preta e saiu em direcção ao campo de jogos. Harry estava deitado sobre um corpo. Ao principio não se mexia e Francesca sentiu o seu próprio coração parar, mas depois viu que enquanto Dumbledore o tentava tirar dali para fora Harry agarrava-se com força ao corpo. Respirou de alivio ao perceber que Harry estava vivo. Mas ao mesmo tempo viu de quem era o corpo no chão: Cedric Digoory. Francesca deixou-se cair no chão. Estivera certa. Estivera certa o tempo todo: Voldemort tinha voltado e tinha conseguido apanhar Harry, e agora ia atrás dela! E agora, só porque Dumbledore não a quisera ouvir, Cedric estava morto. Queria correr para Harry e dizer-lhe que estava tudo bem a abraça-lo. Mas não conseguia. Sempre assumira um papel parecido ao de uma mãe para com os seus amigos, nunca chorando e sempre a reconforta-los. Mas sabia que a partir daquele momento isso tinha acabado. Não por ela não conseguir manter mais esse papel, mas porque, agora, todos tinham de assumir esse papel. Era altura de crescer por isso mais valia aproveitar para chorar enquanto podiam. Sentiu as lágrimas a cairem-lhe pela cara ao mesmo tempo que sentiu umas mãos a segurarem-lhe o braço. Ao perceber que era Dumbledore a força pareceu voltar-lhe ás pernas. Afastou-se mais rápido do que pensava ser possível Olhou para ele e viu o que o seu olhar estava repleto de culpa, mas naquele momento não foi capaz de sentir pena dele. Isto tudo era culpa dele!

– Francesca, eu lamento muito! Tens todo o direito em te afastares, eu só espero que me dês um hipótese de me explicar. Mas por agora tenho de ir ver como está o Harry. Vai para o meu gabinete. Lá encontrarás o Siriús. Acabei de lhe enviar uma mensagem e acredito que por esta altura ele já cá esteja.

Francesca não se sentia com forças para discutir por isso começou a a andar em direcção ao castelo. No escritório de Dumbledore, encontrava-se de facto Siriús. Francesca sabia da historia de Siriús e da sua mãe. Isabella tinha sido tão próxima de James, Siriús, Lupin e Peter como Francesca era próxima de Harry, Ron e Hermione. Sabia que Siriús sempre fora apaixonado por Isabella, e Isabella por ele. Mas estava prometida em casamento desde que nascer e eles nunca poderam ficar juntos. Quando Voldemort engravidou Isabella e matou o rei. Siriús voltou a aproximar-se e ajudou-a muito durante a gravidez e cuidou de Francesca no seu primeiro ano de vida. Mas depois fora preso e Isabella não podia fazer nada para o ajudar. Todas as provas estavam contra ele e se Isabella as contraria-se, iam achar que ela estava do lado das trevas e a ultima coisa que se precisava naquela altura era uma guerra civil. Ao ver Siriús não sabia bem o que dizer. Mas a verdade é que também não precisou Correu até ele e abraçou-o. Siriús olhou para ela como se estivesse a ver um fantasma.

– Francesca – disse ele rindo – não te vejo desde que eras bebé. Estás tão crescida. E igual à tua mãe. Tão bonita quanto ela.

– Eu lamento tanto teres passado doze anos preso. Mas a minha mãe não podia. Ela...

– Eu sei. Nem eu queria que a tua mãe se pusesse em risco por minha causa. Só lamento não ter percebido mais cedo quem é que nos tinha traído ao teu pai...

– Ele não é meu pai. Tu estiveste ao lado da minha mãe quando ela estava grávida e mais precisava de apoio pois não podia contar a ninguém quem era o verdadeiro pai da criança, tu é que cuidas-te de mim no meu primeiro ano de vida. Tu é que tens sido um grande apoio para o meu melhor amigo. TU é o meu pai.

Siriús beijou-lhe a testa e abraçou-a. Nesse momento entrou Dumbledore. Afinal a historia era bem pior do que Francesca tinha pensado. Mody tinha estado preso o tempo todo e aquele que todos pensavam ser o verdadeiro era Barty Crouch júnior Um devorador da morte. Tinha sido ele a enfeitiça a taça.

– Agora vamos a um assunto importante – continuou Dumbledore – a ordem de Fénix.

– É preciso reuni-la imediatamente – concordou Siriús.

– Eu também quero participar – disse Francesca

– Nem pensar – disse Dumbledore ao mesmo tempo que Siriús dizia:

– Claro que sim.

– Siriús – argumentou Dumbledore – ela ainda é um miúda Já está em perigo por causa do pai. Não quero...

– Mas por isso mesmo – disse Francesca tirando o leque que Merope lhe tinha dado – isto deu-me Merope a minha avó. Disse que eu ia precisar de usa-lo e para pedir à professora Mcgonnagal para me ensinar. Preciso de me saber defender. E quero ajudar.

– Francesca, a professora pode ensinar-te, mas não te quero nas missões da ordem. São perigosas e agora tu tens de ser protegida. A tua mãe vai querer que voltes para casa, mas eu não te quero de volta ao palácio.

– Mas a minha mãe está doente. Precisa de mim.

– A Isabella está doente? — perguntou Sirius.

– Sim. Não sabemos bem o que tem, mas não deve ser nada de grave. De qualquer das formas, é no palácio que Voldemort vai procurar primeiro, por isso o melhor é ela ficar em Hogwarts.

– Não – argumentou Sirius – Voldemort infiltrou-se este ano em Hogwarts. O melhor é ela vir comigo para Grimmuald Place. Ninguém sabe onde fica e pode ser usado como escritório para a ordem. Lá ela ficará segura.

– Muito bem.

– Esperem – interrompeu Francesca – eu não quero deixar Hogwarts.

– Francesca, não é boa ideia ficares – disse Sirius – vem comigo. Lá ficarás segura.

– Então e o Harry?

– O Harry também podia...

– Não – cortou rapidamente Dumbledore – se eles desaparecerem os dois do mapa vai levantar muitas suspeitas. O Harry está protegido aqui e em casa dos tios. Mas tu tens de ter cuidado.

– E vou ter. Mas não me obriguem a ter de ficar fechada em casa até isto acabar.

– Muito bem – suspirou Dumbledore – vais passar as ferias com o Sirius, não precisas de lá passar os dias fechada, só não te quero a deambular por ai à noite. No inicio das aulas voltas para Hogwarts para teres aulas, mas depois voltas para casa do Sirius.

– Muito bem.

– Excelente, agora, Sirius, vai ver o Harry. Ele está na enfermaria. Eu preciso de falar com a Francesca.

Sirius fez uma leve vénia a Dumbledore beijou a testa de Francesca e saiu.

– Francesca eu... -

– Se me vai dizer que lamenta, é melhor poupar-se ao esforço. Devia ter-me dado ouvidos.

– Eu sei que sim. Lamento muito. Não há nada que justifique o que eu fiz. Perdoa-me.

– Devia ter feito qualquer coisa enquanto podia! Agora Cedric está morto! Podia ter sido o Harry!

– Eu sei minha querida, eu sei! Mas o Barty tinha razão, regras são regas!

– Esse tem é muita sorte em já estar morto! As regras também diziam que os alunos menores de dezassete anos não podiam participar! Ele ia quebrar as regras de qualquer das maneiras. Só tinha de escolher qual delas quebrar:ou impedia um escolhido de participar e ficava mal visto perante o povo e evitava que um aluno de catorze anos entrasse numa prova feita para alunos de dezassete, ou deixava que um aluno de catorze anos entrasse, mas ficava bem visto! Tendo em conta o que ele escolheu, dá para perceber o tipo de pessoa que é. Eu avisei que isto não ia acabar bem! Cedric morreu, Voldemort voltou! VOLDMORT VOLTOU! O MEU PAI VOLTOU!! TUDO PORQUE NÃO ME OUVIRAM!

– Francesca... — Dumbledore estava perdido – por favor perdoa-me!

Francesca não sabia o que fazer! Voldemort estava de volta, Harry estava em perigo, todos estavam! Isso significava que os Malfoy....... Muita gente, tal como a mãe de Francesca acreditava que os Malfoy nunca foram fieis a Voldemort, no entanto Francesca sabia que sim, conhecia Draco e o pai do Ron trabalhava com o Lucius no ministério Mas esperava que esses dias já tivessem passado. Draco não podia ir para o lado das trevas, não podia...mas o que é que isso lhe interessava, ela e Draco odiavam-se! Ou talvez não se odiassem tanto quanto pensavam. E eles tinham-se beijado! E depois disso ele tinha lhe dado um beijo no pescoço, um pequeno beijo de despedida! Isso tinha de significar alguma coisa...mas isso não importa porque eu não gosto dele. Ou gosto? Sem saber o que mais fazer, começou a chorar de novo. E desta vez, não tentou afastar Dumbledore quando este a abraçou.

Os dias seguintes passaram-se. Francesca estava a viver em casa de Sirius e foram os melhores dias da sua vida. Finalmente tinha um pai. E o melhor de tudo foi que Isabella e Sirius aproximaram-se de tal forma que já tinham o casamento marcado, claro que tinha de ser em segredo e que Isabella teria de ter muito cuidado para não ser descoberta, mas isso não importava. Agora iam ser como uma família de verdade e Harry também podia fazer parte dela! Iam ser como irmãos. Este pensamento levou-a a tomar uma decisão. Um dia foi falar com Dumbledore e disse-lhe que tinha tomado uma decisão importante

– Quero ser seleccionada!

Notas finais
o proximo capitulo já esta a ser escrito, no entanto, não sei quanto tempo vai demorar. se como eu são amantes de livros, vejam o meu blog: http://lercomolhosdeler.blogs.sapo.pt/ e deixem os vossos comentarios bjs da autora