A Primeira Vista
15 Acertos / Parte 1
*Mônica*
Tudo o que eu queria, era me acertar com todas as pessoas que eu magoei especialmente o D.C. Eu não queria continuar assim, então tomei a iniciativa e fui falar com ele.
- Oi D.C!- ele me encarou com uma expressão de desprezo.
- O que? – disse D.C, ríspido.
- D.C, eu não agüento mais ficar assim, brigada com você. Eu sei que eu errei, e não mereço a sua consideração, mas o que eu posso dizer, é que você é uma das pessoas mais importantes da minha vida, e eu não quero mais agir como se fossemos dois desconhecidos, por favor D.C, me perdoa.
- Mônica, você é única pessoa que eu amei, e a única que eu desejei esquecer. Você me machucou e quebrou meu coração, e eu tentei te odiar, porque eu não consegui apagar as suas palavras da minha cabeça, e mesmo assim, eu sabia que se você precisasse de mim, eu estaria lá no fim do dia. Eu nunca consegui te odiar, e é claro que eu perdôo você.
E com isso ele me abraçou, eu me senti muito feliz naquele momento, por ter recuperado a amizade do D.C. Infelizmente esse era apenas um dos problemas que eu estava passando.
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*Cascão *
Eu estava andando de skate pelo parquinho, quando vi a Magá, ela estava de cabeça baixa, com aqueles lindos olhos inundados. Fui ver o que estava acontecendo com ela.
- Oi Magá, o que você tem?
- Oi Cas... Não é nada – disse ela, mas eu sabia o que ela estava passando. Estava me sentindo estranho, como se ela fosse um imã e eu um metal, era como se ela me puxasse, e eu tinha vontade enorme de abraçá-la e a fazer ficar bem.
- Magá, pode contar comigo, você sabe não é? – Nossos rostos se aproximaram, inconscientemente, estávamos a centímetros de distância, e eu não pude resistir, eu a beijei.
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*Magali*
Foi estranho, mas intenso. Era como se tivesse uma corrente elétrica passando pelo meu corpo. O beijo dele foi doce, e uma parte de mim dizia que tinha que continuar, mas a outra parte e a mais forte me diziam que eu estava errada, a sensação era como seu eu estivesse traindo o Quim.
Empurrei o Cascão e saí correndo.
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* Mônica*
Eu me sentia só. Magali estava pra poucos amigos, D.C e eu fizemos as pazes, mas ainda está um clima estranho, não sei do Cascão. Antigamente tinha uma pessoa que eu podia contar, mas eu evitei pensar nesse nome, só que eu não consegui, e ainda lembrei de uma coisa do passado.
*FLASHBACK *
‘’eu tinha só seis anos, e estava na porta da minha casa, esperando meus pais me levarem embora do Limoeiro. Já tinha me despedido do Cascão e da Magali, menos dele... Do Cebolinha. Meus pais entraram no carro, eu dei uma última olhada em volta, buscando, esperando que ele viesse... Tudo em vão. Quando abri a porta do carro, ouvi alguém me gritando.
-Mônica... Mônica... Espela.
- Cebolinha, eu pensei que você não ia se despedir de mim.
- Eu não quelo que você vá embola.
- Eu também não quero ir, mas papai e mamãe dizem que é pro meu bem.
-Você vai voltar?
- Eu prometo que volto.
-Vou sentir sua falta.
-Eu também Cebolinha. — agente se abraçou, e eu entrei no carro chorando.
“A última coisa que vi foi ele acenando.”
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*Magali*
Estava confusa, mas resolvi fazer aquilo que eu achava certo. Mandei um sms pro Cas, porque tinha medo de falar pessoalmente.
“Cascão, aquilo foi um erro. Nunca deveria ter acontecido. Desculpe-me, espero que isso não interfira na nossa amizade.”
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*Cascão*
Eu estava muito estranho e confuso, por isso fui falar com o Cebola, afinal ele era meu melhor amigo, mas antes de eu chegar na casa dele, recebi um sms da Magali.
“Cascão, aquilo foi um erro. Nunca deveria ter acontecido. Desculpe-me, espero que isso não interfira na nossa amizade.”
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* Mônica*
Tomei minha decisão, eu não podia mais ficar assim. Eu amo o Cebola e não suporto vê-lo com outra. Eu era uma péssima pessoa, desde que cheguei aqui só causei confusões. Eu iria embora de novo, mas não ia voltar dessa vez. Amanhã mesmo iria embora.
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*Cebola*
A pior besteira que já fiz, foi começar esse namoro com a Irene. Eu já estava cheio disso.
Fui até a casa dela.
-Oi Irene.
-Oi amor. – ela tentou me beijar, mas evitei o beijo.
-Aconteceu alguma coisa?-ela perguntou, desconfiada.
-Irene, não dá mais pra ficarmos juntos.
- Como assim? Você pirou foi?
-Eu não gosto de você de verdade Irene, você simplesmente foi um instrumento, uma maneira pra torturar a Mônica.
-Então é isso? Tudo culpa daquela garotinha sem sal?
-É... Ela pode até ser isso ai que você disse, mas ela não é uma patricinha fútil, ela pode não ter todos os ideais da beleza, mas aos meus olhos é a garota mais linda e inteligente, ela tem inúmeros defeitos, realmente, mas será que eu a amaria se ela fosse diferente?
- Você ama aquela coisa?
-Sim, eu amo... EU AMO A MÔNICAA – Gritei, com um grande sorriso no rosto e saí da casa da Irene.
Quando cheguei em casa, cascão estava me esperando.
- Eai cara, de boa?
- Cebola, to muito estranho ultimamente cara.
-Por quê?
-Eu beijei a Magá?
-Você o que? Perdeu a noção?
-Eu to gostando dela mano, e muito.
-Nem me fale de gostar, agora estou livre terminei com a Irene e posso resolver as pendências com a Mô.
- Então se eu fosse você, começava a correr.
-Por quê?
- Caso você não saiba, ela decidiu ir embora de novo. Até já me despedi dela, há essas horas ela deve estar na rodoviária.
- E SÓ AGORA VOCÊ ME FALA ISSO SEU IDIOTA?
- Eu pensei que você soubesse.
-COMO SEMPRE PENSOU ERRADO – eu disse gritando, estava em pânico. Peguei minha blusa e fui sair, mas antes disse uma coisa pro Cascão:
- Cara, se você realmente gosta da Magali, é melhor você falar logo com ela, ou então vai ficar igual a mim.
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* Mônica*
Estava na rodoviária, o ônibus tinha acabado de chegar, quando fui entrar, escutei alguém gritando meu nome... Como na primeira vez que fui embora.
Nossos olhares se cruzaram, e toda aquela armadura que eu tinha criado em volta do meu coração se desfez...
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*Cebola*
Eu corri o mais rápido que pude, e quase não cheguei a tempo.
Então eu encontrei o olhar dela... Eu parecia um castelo de cartas no meio de um furacão, meu coração batia muito rápido, mas quando vi aqueles olhos... Senti-me inteiro de novo.
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*Magali*
Eu estava tomando sol no quintal da minha casa, então eu ouvi aquela voz que eu tanto sentia falta, a voz que fazia meu coração disparar... Era ele, o Quim.
-Oi- ele disse se sentando ao meu lado.
-Oi Quim.- disse,meio sem graça.
- Magá, eu não sei com eu pude cometer um erro tão grande quando agente terminou, eu acho que eu tive que perder pra aprender a dar valor... E se você ainda for capaz de me perdoar, eu quero voltar.
-É claro que eu te perdôo Quim, eu te amo... -disse, emocionada.
Então nos beijamos.
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*Cascão*
Fui pra casa da Magali, mas antes comprei um buque de rosas pra ela.
Finalmente cheguei então os vi, se beijando.
Deixei as rosas caírem no chão e fui me afastando.
Eu estava amando a Magali, o mundo a minha volta estava destruído, eu pedia a Deus pra que eu não sofresse tanto assim, mas doía demais. Eu estava incompleto.
Então, lembrei de uma frase:
“Cascão, aquilo foi um erro. Nunca deveria ter acontecido. Desculpe-me, espero que isso não interfira na nossa amizade.”
CONTINUA NO PROXIMO CAPITULO.
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