A Primeira Vez
12 Capítulo 11 - Recuando
Notas iniciais
É vocês mandando seus reviews daí e eu trabalhando em resposta de cá, confere ?
Aí se segue mais um capitulo, obrigada pela paciência e por favor perdoem alguns problemas técnicos..
– Gome, espera ! – pedi nervoso. Kagome se recompôs e pulou para fora do carro me odiando. Ainda pensei em segui-la mas ela estava correndo em direção a casa de Sangó e a mulher no telefone quase implorava por minha atenção.
Maldição ! Mais uma vez eu havia ferrado tudo.
KAGOME POV’S
Girei meus calcanhares e não olhei para trás.
Só parei quando bati a porta atrás de mim.
Um misto de vergonha, tristeza e raiva se apossavam do meu ser.
Quantas vezes Inuyasha havia preferido Kikyou? Quantas vezes ele me faria sua segunda opção por causa dela? É um tanto egoísta eu sei. Mas quando estou com ele é como se não existisse nada além de nós. Posso ser eu mesma. E quando ele me toca é a melhor sensação do mundo.
– Ka, é você ?
– Sim Sangó, acabei de chegar. – confirmei, comprimindo o choro e forçando um sorriso torto no rosto.
Eu era péssima. Sangó foi logo me obrigando a contar o acontecido e eu desabafei um pouco contando os detalhes menos pessoais como o fato de que havíamos nos beijado.
– EU VOU DÁ UMA V-O-A-D-O-R-A NELE ! – esbravejou a morena, se referindo a Inuyasha. Ela estava arrependida por ter pedido ajuda a Inuyasha para me contactar.
– Não Sangó, por favor. – pedi sabendo que eu tinha uma parcela de culpa nisto.
– Tudo bem então, vamos mudar de assunto. – sugeriu cheia de compreensão. Eu agradeci mentalmente por ter uma amiga como ela. Não éramos irmãs de sangue, mas com certeza de coração. – Gome, preciso que você veja isso! – falou enquanto desaparecia e voltava com uma caixa nas mãos toda orgulhosa.
– O Kohako está voltando do colégio interno. Eu nem acredito ! Você acha que ele vai gostar ? – perguntou tirando da caixa uma bolinha de pêlos, vibrando de empolgação. A youkai gata ronronou e se esfregou na minha mão. Ela era pequena, de uma bela coloração entre creme e marrom, e possuía três caudas espessas. Eu acariciei seu rosto e toquei numa medalhinha prateada com nome grafado que dizia “Kirara”. Ela tinha mesmo cara de Kirara.
– Tenho certeza. – confirmei compartilhando da felicidade de Sangó, pois sabia o quanto ela amava o irmão. Isso me fez perceber o quanto eu sentia saudades de casa. Do vovô, da mamãe e do Souta. Inclusive do nosso gato, Buyo.
– Assim espero. – sorriu encantadoramente. Hey, o que acha de uma noite só de meninas ? Como nos velhos tempos ?
Eu assenti. Sua proposta era a melhor coisa que eu poderia querer agora para apagar o resto do dia fatídico.
– Certo, então vamos pedir uma pizza. Você escolhe o filme e eu faço a pasta de pepino. – comandou sumindo pelo corredor em direção a cozinha cheia de planos.
Eu me agachei de frente ao televisor e separei os DVD’S que ainda não tinha assistido. Optei por aqueles do gênero Comédia, nada que envolvesse corações partidos.
Meu celular tocou, e eu me peguei ansiosa ao contemplar a foto que aparecia no visor.
Rejeitei para caixa postal certa de que devia ignorá-lo.
Como dizia a música que tocava na rádio:
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você.
Cansei de chorar feridas que não se fecham,
não se curam.
Tomei um banho reforçado e coloquei um pijama. O celular alertava para 7 ligações não-atendidas. Dei de ombros. Me afastar um pouco me faria bem.
Kirara pôs as patinhas esticadas sobre as minhas pernas, arranhando, pedindo atenção e me observando com olhos curiosos.
– Você também está faminta, não é mesmo ? – adivinhei. Peguei-a no colo e fomos direto pra sala. A mesinha de centro antes vazia agora estava decorada de objetos, cremes e cor.
– Nossa, isso tudo é de comer ? – perguntei espantada devido a organização e variedade.
– Humpf, queria eu beliscar de tudo e continuar com esse o mesmo corpo. Conte-me Kagome, qual o seu segredo ? – piscou, brincando divertida enquanto me lançava uma almofada.
O dia seguinte guardava novas situações.
##
– Heey, Garota ! Guria ? Espera aí – assobiou uma figura masculina sinalizando. Com algum custo eu olhei para trás para vê do que se tratava.
– Você deixou cair iss... – começou. Que grosso, pensei num primeiro momento.
Eu esperei que ele terminasse, mas ele não o fez, somente estendeu a mão segurando um envelope. Foi assim que pude prestar mais atenção em sua aparência. Ele tinha o cabelo cortado rente a testa, seus olhos eram estranhamente vermelhos a ponto de parecer que ele usava lentes. De alguma forma, ele parecia fazer uma calça jeans e uma camiseta parecerem perigosas.
– Eu conheço você. Quer dizer, você é da minha sala.
– Sim acho que somos da mesma turma.. Ah, obrigada. – assenti sendo educada. Quando voltei a caminhar percebi que ele apertava os passos no mesmo ritmo.
– Nesse caso nós devíamos nos enturmar, não ? – sugeriu. Olhei de relance para vê se ele estava falando sério e o mesmo sorriu lendo meus pensamentos. Aquilo havia parecido uma cantada na pior das hipóteses. – Calma, só estou tentando quebrar o gelo. – salvaguardou sinalizando com as mãos para cima. Eu ri, Hatsuo sabia ser engraçado.
Chegamos ao refeitório onde estavam alguns de nossos colegas. Ainda tínhamos tempo antes que começasse a primeira aula. Uma garota que estava numa das mesas nos fitou parecendo conhecê-lo, por sinal ambos tinham traços que os tornavam parecidos. Hatsuo desviou o olhar e jogou a mochila na mesa a nossa frente. Apesar de receber o olhar feio que sua irmã enviou pra mim eu puxei a cadeira e me sentei também.
– Acho que já estou fazendo amigos. – ironizei evitando a fulminante Kagura. Hatsuo conteve a gargalhada antes que eu ficasse sem graça e acendeu seu cigarro.
– Quer ? – ofereceu num tom mais sério e rouco.
– Não, eu não fumo, obrigada. – dispensei, ele deu de ombros ficando a vontade. E continuou enquanto me fitava fixamente.
Notas finais
Ainda há muito o que rolar rs
Cada review é precioso ♥
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