A Primeira Vez
2 Capítulo 2 - Tomando coragem
Notas iniciais
Tenham uma boa leitura !
Eu expirei lentamente evitando olhar diretamente nos seus olhos. Talvez um pouco de culpa estivesse pesando sobre meus ombros. Eu queria dá-lhe uma boa resposta, sim eu queria. Mas eu não sabia como ou que lhe dizer.
– Deixa vc não vai me contar né ? – sugeriu ele soltando meu braço. A culpa me acertou mais uma vez. Dei o primeiro passo e tentei contornar a situação.
– Vc não vai está presente hoje a noite não é ? – falei cabisbaixa, coopenatrada em minha caminhada e hipnotizada por passos.
– Não se preocupe eu faço questão de está na sua festa. Kikyou pode muito bem me perdoar e reconsiderar outro dia. – respondeu com outro meio sorriso que tentei corresponder.
E então eu continuei andando enquanto ele tomou uma curta trilha a minha esquerda. Inuyasha residia na terceira casa após a minha. Mundo pequeno não ? Ou seria pequena vizinhança ? Eu corri para o meu quarto e ao chegar me joguei em cima da cama.
“Você está apaixonada pelo Inuyasha Kagome. Na verdade acho que você sempre foi” Essas foram as palavras utilizadas por Sangó no inicio da semana enquanto converssarvamos sobre eu está confusa, sobre meus constantes desentendimentos com Inuyasha e forma com que nos afastamos etc Eu me acabei de rir e neguei com todas as alegações possíveis de que este não era o caso. Mas agora.. Agora já não sei se tenho tanta certeza quanto a isto. Eu não sei o que sinto pelo Inuyasha mas eu não gosto de vê-lo com a Kikyou nem com nenhuma dessas amizades coloridas que ele arranja por aí.
DROGA, DROGA, DROGA ! Enterrei minha cara no travesseiro, meia hora depois fui capturada pelo sono.
– Kagome ? Kagome ? – acordei com minha mãe batendo na porta. – Kagome vc precisa se arrumar pra receber seus convidados.
– Ok mãe eu já vou ta ? – estiquei os pés para fora da cama encarando o relógio.
Eu devia está feliz não devia ? Afinal hoje é o meu dia. E não é sempre que uma garota completa 15 anos certo ? Apesar dessa festa ter sido idéia da minha mãe e ela a maior entusiasmada com isso eu quero me divertir. São todos meus amigos que estarão me esperando lá embaixo, alguns nem tanto mas eu tenho que me mostrar confiante.
Marchei para a banheira e liguei a água quente entrando dentro do rio de espuma.
Comecei tocando meus braços, depois abracei meus joelhos.
Adolescência.. Pra uns a melhor fase para outros o pior pesadelo.
Comigo não fora muito diferente. Eu abandonei todos os meus hábitos de criança embora algumas vezes ainda me “sentisse” como uma.
Mas hoje eu queria ser uma nova Kagome. Eu gostaria de começa a lutar pelo que acredito. De ser mais do que a garota do colegial que quase não reparam. E eu acho que já esperei tempo demais. Eu quero fazer minhas próprias escolhas. Eu quero... ser feliz.
Levantei abraçando a toalha em volta do meu corpo e me olhei no espelho do guarda-roupa. Essa era a hora de quebrar o espelho dentro de mim, eu repeti em minha mente. Me vesti rapidamente, pus uma maquiagem leve e ajeitei o cabelo deixando várias mechas soltas caírem cacheadas ao redor do meu rosto.
Desci os cinco primeiros degraus com cuidado. Tudo que eu menos precisava agora era a cena cômico de um tombo. Instantaneamente eu tive a sensação de que todos pararam para me encarar o que so me deixou um pouco mais nervosa. Droga, droga será que eu preciso mesmo ser o centro das atenções hoje ?
– K-chan vc está lindaa amiga, parabéns ! – cantarolou Sangó me abraçando e entregando uma embalagem de presente quadrada. Eu a abracei de volta. Como eu estava feliz por ter a minha melhor amiga aqui.
Noite animada. Balões, fitas, salgados, doces e bebidas para todos os lados.
E assim prosseguiu uma série de pessoas que vinha me cumprimentar. Eu vi vários rostos conhecidos: Rin, Kohako, Ayame, Eri, Yumi, Ayumi, Miroku o amigo de Inuyasha e até mesmo o Houjo. Havia também aqueles que nunca tiveram muita afinidade comigo mas estavam lá: Naraku, Kagura, Kanna, Jakotsu, Bankotsu. Mas tarde eu teria uma converssa com a senhora Higurashi sob convidar meu colégio em massa.
Mas havia alguém que por mais que meus olhos procurassem não estava lá..
– Minha adorável futura esposa vc está maravilhosa essa noite – falou Kouga me abraçando e me enlaçando a cintura. Eu corei e sorri timidamente com o comentário. Kouga e eu as vezes ficávamos no colégio mas por enquanto não estávamos tendo nada sério. Ainda dizia ele.
– Gr.. Com licença lobo fedido. Kagome será que vc me concede a primeira dança ? – perguntou Inuyasha. Como ele apareceu tão de repente ? Não importa eu estava feliz, agora tudo estava completo com todos aqueles que eu gostava aqui.
Uma nova música agora mais calma e lenta havia começado sustentando o convite de Inuyasha.
[Para escutar junto ao desenrolar das cenas seguintes: http://www.youtube.com/watch?v=p---FegxGuM]
– Eu.. Err..
– Ora, seu cara de cachorro.. !
– Não comecem por favor, parem já com isso. Kouga tudo bem vc me acompanha err.. na próxima dança pode ser ? – pedi sem jeito.
– Com toda certeza meu anjo.. – falou Kouga sorrindo para mim e lançando um olhar lascivo para Inuyasha.
Quando você vai embora eu conto os passos que você dá
Você percebe o quanto eu preciso de você agora?
♪ Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
E fazer tudo ficar bem...
Eu sinto sua falta ♫
Inuyasha segurou minha mão me levando em direção ao centro. Algumas pessoas abriram espaço para o momento “valsa com a debutante”. E a verdade é que apesar de Inuyasha está ali comigo eu queria me esconder de vergonha pois mamãe havia caprichado a fundo nesse negócio de festa e tradição.
Daonde eu estava ainda pude ver o rosto emocionado da minha família, o momento exato em que Sangó deu um tapa no Miroku e a formação de alguns casais que começaram a se agrupar.
– Pensei que não gostasse de dançar. – murmurei para Inuyasha enquanto ele começava a me conduzir segundo o fundo musical suave e colocava a mão em minha cintura e eu por sua vez nas suas costas. Ele colou meu corpo junto ao seu de um jeito bem possessivo mas eu não me enganaria pensando outra coisa. Provavelmente não era essa a sua intenção, era apenas por que a dança exigia um tanto dessa proximidade.
– Feh eu não gosto – protestou ele ainda executando os movimentos de passos-passo-espera,
Eu nunca me senti assim antes
Tudo o que faço
Me lembra você ♫
Só agora eu notei o quão lindo ele estava em seu smoking preto. Ninguém podia culpar os furtivos olhares e suspiros que Inuyasha arrancava. E assim foi a vida toda. Como sua amiga eu sempre notei que não havia uma mulher que não sucumbisse ou resistisse ao charme de Inuyasha.
Eu sorri sabendo que aquilo era verdade. Inuyasha odiava amargamente ter que usar gravatas e todo esse figurino clássico exagerado tal como dançar.
♪ Eu adoro as coisas que você faz
Quando você vai embora eu conto os passos que você dá
Você percebe o quanto eu preciso de você agora?
Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
E fazer tudo ficar bem...
Eu sinto sua falta
Nós fomos feitos um para o outro
Para ficarmos juntos para sempre
Eu sei que fomos ♫
– O maldito lobinho tem razão.. – comentou Inuyasha sem me olhar. Eu não entendi, por isso esperei que ele continuasse. – Vc está linda gome. – Ele falou dando ênfase ao linda.
Seus olhos miraram meu corpo de um modo intensamente caloroso que eu desconhecia. Eu corei automaticamente em meu vestido verde ficando sem palavras. Não eu devia está imaginando coisas..
Eu usava um tomara que caia bem justo na cintura com decote sinuoso que por sinal valorizava e levantava meus seios, havia também um corte na borda da lateral e um trançado que deixava minhas costas nuas. Além de um par de saltos na cor prata que me deixavam um pouco mais alta e combinavam com meus brincos.
Comecei a me questionar que talvez esse vestido estivesse ficado adulto e sensual demais para a ocasião.
Sua mão em minha cintura pareceu ficar ainda mais a vontade encaixando nossos corpos. Por fim seus olhos dourados liquido encararam os meus fixamente e eu não conseguia mais desviar. Deixei de raciocinar, eu só projetava sua boca a poucos centímetros da minha, e como quente e macio seriam seus lábios.
– Ai ! – sibilou ele disfarçando uma expressão de dor quando pisei em seu pé.
– Nossa me perdoa, me perdoa Inuyasha. Eu sou mesmo uma desastrada, está doendo ...? – comecei quando ele me barrou.
– Huh, esqueça não foi nada grave. – insistiu ele ainda segurando minha mão e esboçando um sorriso encorajador. Eu continuei dançando desconcertada. Seu olhar agora me evitava e ele parecia inquieto como se alguma coisa o incomodasse.
Ele nem esperou que a música a música acabasse rapidamente, me girou e me soltou afrouxando o aperto da gravata.
– Eu vou err.. tomar um ar. Divirta-se – falou ele se apressando para fora da minha vista e me largando profundamente confusa. Por que eu desconfio que isso soou como uma desculpa esfarrapada ?
– Inuyasha espera – falei em vão, minha voz abafada pelo barulho da festa e ele sumindo na multidão.
Um garçom passou por mim com uma bandeja cheia de copos e eu roubei uma dessas bebidas.
– Espere senhorita Higurashi, a senhorita não... – advertiu ele, mas eu já havia virado o coquetel de Kiwi todo na boca. O álcool somado ao gelo fez minha cabeça doer um pouco mas eu não me importei. Eu precisava encontra-lo.
Assim eu tirei minhas sandálias, segurei-as numa das mãos e sobi as escadas apressadamente. Atravessei o corredor e corri em direção ao único lugar aberto da casa onde ele devia estar. Ao avistá-lo sozinho com os braços debruçados no parapeito da varanda eu diminui os passos e respirei fundo puxando o ar pesadamente buscando tomar coragem.
Eu sabia. Eu não tinha coragem de me declarar para o Inuyasha. E mesmo que eu o fizesse e se só fosse atração o que eu sentia ? E se eu estivesse mesmo apaixonada mas ele não correspondesse aos meus sentimentos ? Não suportaria.. Mas durante todo esse tempo de certa forma eu já estava sofrendo. Eu precisava descobrir o que realmente havia entre nós. E por mais absurdo que fosse parecer o que eu ia fazer agora eu esperaria as conseqüências.
– Inuyasha ?
Ele se virou um pouco surpreso. Parecia que ele estava perturbado e não havia percebido eu me aproximando.
– Quê ? Gome ? Algum problema ?
– Não eu só queria converssar.. – respondi tentando disfarçar meu nevorsismo antes que ele percebesse.
Só agora eu percebi que Inuyasha estava com um copo na mão. Ainda bem, eu preciso de um pouco mais disso pensei.
– Posso ? – pedi após puxar o copo de sua mão e dá um gole.
– Ei ! Que eu saiba vc está fazendo quinze e não dezoito. Bebidas alcoólicas ainda são proibidas para você. – puxou o copo de volta alarmado. Ele precisava dizer isso ? Bom parecia que ele também tinha bebido.
– Baka ! Pare de falar comigo como se eu fosse uma criança. Eu já posso trabalhar, beijar, então porque não posso provar um pouco ? – rebati. Inuyasha parecia alterado. Mas surpreendentemente parecia olhar para minha boca.
– Tudo bem Kagome mas se não quer ser chamada atenção então não haja como uma. Agora me diga, por que não está com seus convidados ?
– Humpf
Olhei para baixo e depois de volta para ele.
– Porque.. Porque eu já decidi o que eu vou querer de presente. – emendei tentando sair bem natural.
– Sério ? Hum, que bom então finalmente vai deixar eu lhe dá alguma coisa ?
– S-sim, mas você tem que prometer que não vai demonstrar resistência e vai me dar o que eu pedir.
Ele coçou o queixo e me olhou mais atentamente.
– Isso depende.
– Não Inuyasha eu não quero um meio-termo, eu preciso de uma resposta. Sim ou não ?
– Eu vou tentar. Então o que vc quer ?
Demorei um longo minuto até reunir as palavras. Olhei em seus olhos e falei quase num disparate.
– Eu quero que me ajude a perder a virgindade. – sibilei quase falhando.
Inuyasha arregalou os olhos e me olhou como uma estranha.
– O quê ?!?
– Isso que vc ouviu.. E-eu quero perder minha inocência, e eu quero que seja com vc.
– Kagome vc está escutando o que acabou de falar ? – recriminou ele sarcástico.
– Por favor Inuyasha, eu acredito que não pareço tão sem graça que vc não possa me tocar. Por favor.. – pedi fazendo beicinho. Eu estava surpresa comigo mesma. Talvez a bebida estivesse me deixando um pouco mais solta afinal. – Se vc não fizer alguém vai fazer. E eu não quero que o cara que estou ficando pense que eu sou leiga no assunto afinal metade das meninas da minha idade já não são ... – Um pouco de uma mentira lavada, uma medida quase desesperada para conseguir sua aprovação.
– Não, Kagome, não e não.
– Olha eu vou descer até lá e quebrar a cara daquele tal de Kouga !
– Eu vou fazer isso com ou sem sua ajuda, é isso que vc quer ? – blefei, as lágrimas já querendo alcançar meus olhos. Rejeição doía, agora eu sabia.
– Por favor Inu.. – pedi me agarrando em sua camisa, as lágrimas finalmente começaram a descer. Ele parecia está preso num conflito mental entre me abraçar ou não. – Eu só estou pedindo que me ensine algumas coisas. Não é nada demais já que vc já beijou mais garotas do que pode contar, eu somente seria mais uma da sua lista.
– Kagome vc é minha irmã ! eu não posso trata-la como se você fosse mais uma... Você não entende...
– Sei, sei! Eu não sou sua irmã baka, droga Inuyasha eu só estou pedindo para que você me ajude...
A essa altura nós estávamos falando gritando um com o outro e eu não estranharia se alguém percebesse lá em baixo.
Inuyasha pegou minha mão e começou a me puxar para fora da varanda. Parecia que ele ia me arrastar até minha mãe na frente de todos os convidados. Mas ele só foi comigo até a porta do meu quarto e a trancou.
– Inuyasha, vc está me machucando, me solte...
– Não vc vem comigo ! Vc quer a porcaria de um professor de sexo ? É isso que você terá !
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