A Primeira Neve
5 Capitulo 5
Já se passaram dois dias após eu ter todo aquele acontecimento na minha vida, nada mudou, continuo aqui deitada na minha cama, sozinha no meu quarto ouvindo músicas no meu fone de ouvido, decido pesquisar um pouco mais sobre o grupo Exo a qual o Suho faz parte, encontro algumas musicas e resolvo escutar, a primeira que escuto tem uma melodia muito bonita, olho para ver o nome e se chama For Life, realmente é muito bonita, e estou totalmente submersa na música quando meu telefone toca e interrompe o que estou ouvindo.
― Alô, quem fala?
― É a senhorita Eliza?
― Sim, sou eu.
― Me desculpe estar ligando assim, me chamo Park Jan. Esse nome me soa familiar ―Estive há uns dois dias atrás no seu dormitório no campus.
― Ah claro me lembro, você estava aqui com o Suho não é isso? Mas qual o motivo da ligação?
― Gostaria de ir lhe buscar no campus hoje e levar até a casa dele. — Será que ouvi certo isso meu Deus? Penso.
― Mas por que? — Pergunto a ela.
― Desde aquele dia ele pegou um forte resfriado e por causa disso não vai poder comparecer aos compromissos do Exo, e ele tem insistido que você sabe fazer um excelente chá.
― Quem eu? — Eu ri alto quando ela disse isso. ― Acho que ele deve tá delirando.
― Eu também acho bastante estranho isso dele, mas essa tarde ele ficará sozinho em casa, pois os meninos participarão de um evento, e eu não queria deixa-lo sozinho, será que você faria isso por mim? — Acho que estou dormindo ainda, só pode, o que tá acontecendo com a minha vida ultimamente? Por que um artista iria querer minha companhia e beber meu chá, que é terrível por sinal?
― Olha moça eu sinto muito pelo que está acontecendo, mas não sei como eu poderia ser útil, acredito que você conseguiria alguém bem mais qualificado do que eu para cuidar dele.
― Por favor, só dessa vez, realmente não tenho tempo.
Após vinte minutos estou eu aqui em uma van seguindo para um lugar desconhecido, em primeiro momento pensei em recusar, mas tive pena da moça que insistiu muito para que eu fosse, e também me sentia um pouco culpada já que fui eu quem o arrastei pela chuva, mas não conseguia entender por mais que pensasse o porquê dele querer a mim, não é como se eu soubesse de ervas medicinais que o fosse ajudar a ficar melhor.
De repente a van para e vejo que estou em frente a um lugar rodeado por muros muito altos com um grande portão, vejo que existem seguranças do lado de fora do portão, o motorista fala algo e eles autorizam nossa entrada, quando os portões se abrem vejo que na realidade não é apenas uma casa que existe ali dentro, mas um lugar parecido com o que chamamos de um sitio no Brasil, o carro entra e vamos passando por muitas árvores, um lugar realmente muito grande, poderia me perder ali dentro, quanto mais a van entra maior parece ficar o lugar, seguimos por essa trilha até que paramos então a porta da van abre e vejo uma casa muito bonita e grande, realmente pareço estar em algum filme.
― A senhorita, por favor, me acompanhe. — Diz o motorista, eu apenas o sigo até a porta, então ele bate nela e a porta se abre, vejo que quem me atende é a mesma moça que estava conversando pelo telefone comigo.
― Por favor, entre Eliza, não é isso? — Ela me pergunta.
― Pode me chamar de Liz se quiser.
― Vamos, se sente aqui nesse sofá e me espere já volto.
Sento-me no sofá e ainda estou tentando ver se aquilo é real ou um sonho, começo a olhar ao redor e vejo que tem muitos quadros do grupo pendurados na parede, tem também uma estante com troféus, mas de repente sinto algo no meu ombro, então decido me virar e ver o que é.
― Oh meu Deus, que susto. — Estou com minha mão no peito, por que senti que ia sofrer um ataque cardíaco, pois quando me virei para ver o que era tinha alguém com as mãos no meu ombro, quando olhei para cima tinha uma pessoa usando uma máscara assustadora.
― gwaenchanh-a? — Essa pessoa me pergunta e tira a máscara, vejo que é um jovem de cabelos loiros, parecia bem jovem.
― Não muito bem. — Eu respondo, e vejo que ele de fato fica preocupado e se aproxima mais de mim.
― Me desculpe não foi minha intenção, quer dizer era minha intenção, mas não achei que levaria um susto tão grande.
― Tá tudo bem, você só me pegou de surpresa.
― Você deve ser a enfermeira que vai cuidar do Junmyeon? Eu sou o Baekhyun.
― Enfermeira, eu? — Estava prestes a dizer que ele havia se enganado quando escuto um barulho de pessoas falando e ao virar-me vejo se aproximando vários rapazes, eles estavam bem animados, e brincavam uns com os outros, será que fui transportada para o paraíso e não sabia? Realmente eles tinham um aspecto muito bonito, dificilmente eu saberia dizer qual era o mais bonito, então eles me viram e começaram a me cumprimentar.
Então vejo a jovem que antes havia me pedido para esperar e agora estava de volta, ela se aproxima e começa a me passar várias instruções.
― Qualquer coisa pode ligar para mim, meu numero está na geladeira. — Eu realmente estava ali para ser enfermeira, era isso mesmo? Já ia falar para ela que estava ali apenas para fazer um chá e pronto, mas eles começaram a ir embora e dizer palavras como “cuide bem de nosso guardião” e coisas do tipo, que eu não consegui dizer nada.
Bem aqui estou eu, sozinha em uma casa enorme e sem entender o que está acontecendo, mas já que estou aqui preciso encontrar o doente a qual vim tratar, isso é engraçado para uma pessoa que não entende nada de medicina ou de tratar doentes, mas já que estou aqui vamos lá.
À medida que vou andando pelos corredores da casa a procura do quarto certo, vou percebendo que é capaz de eu me perder aqui dentro, até que viro a maçaneta de uma porta e ela não está trancada, então resolvo abrir e ver o que tem lá dentro.
Quando entro vejo que o quarto está muito escuro, as cortinas estão fechadas e quase não consigo enxergar, vou tateando a parede a fim de achar uma tomada para ligar a luz.
― Aish, será que não tem luz esse quarto? — Eu bato minha perna em algo e dói bastante, então começo a xingar muito.
― Não é legal xingar na casa dos outros. — Escuto uma voz no meio daquela escuridão, e não sei se corro ou se fico ali, realmente mesmo que quisesse correr acho que não conseguiria, pois estava um pouco paralisada de medo, então tudo começa a ficar bem claro, e devido ao choque eu coloco minhas mãos nos olhos, e aos poucos vou tirando então vejo que na minha frente tem uma cama e uma pessoa deitada nela, logo vejo ser a pessoa que estava procurando.
― Sabia que não fala-se no escuro com outra pessoa? Eu poderia ter morrido de tanto medo.
― Me desculpe, mas foi você quem entrou no meu quarto.
― Você pode ter razão, mas estou aqui por que um certo alguém resolveu me contratar como enfermeira né, aliás, eu nunca disse que era uma.
― Não deve discutir com um doente sabia? — Ele começa a tossir, e eu realmente fico preocupada, então vou até a cama para ver se ele está bem, e me sento na beira da cama, passo minha mão na testa dele para saber se está com febre, e percebo que ele está quente.
― Você está quente, aqui tem algum remédio? — Pergunto a ele.
― Acredito que na cozinha tenha, lá tem um armário e na segunda porta tem uma maleta com os remédios.
― Espere aqui, eu vou lá pegar. — Digo isso a ele e saiu do quarto, mas como a casa é um pouco grande demoro a chegar à cozinha, sem contar às vezes que me perdi nos corredores, mas finalmente chego à cozinha e vou procurar o lugar que ele me indicou.
― Finalmente achei, mas aqui dentro não tem nada para febre, e agora o que faço? Claro só preciso pegar um pano úmido e passar na testa dele, isso sempre funciona nos filmes, espero que de certo também, mas aonde vou achar um pano aqui. — Reviro as gavetas atrás de algo até que acho uns paninhos, pego uma tigela e coloco agua e começo minha saga atrás do quarto, pode parecer brincadeira, mas a casa é grande e com muitos quartos o que dificulta que eu ache o certo, mas consigo chegar ao quarto dele.
― Parece estar dormindo, olhando assim até parece um anjo, mas não devemos nos deixar enganar Liz, afinal de contas ele está lhe fazendo trabalhar de graça, vamos ver se isso funciona. — Resolvo por meu plano em prática, molho o pano na agua e depois espremo, até que fique apenas úmido, depois coloco na testa dele, com a proximidade da para ver o quanto é bonito, parece que seu rosto é feito de porcelana de tão perfeito, achava que toda essa perfeição dos famosos era efeito da TV, mas ao menos nele não é.
― E agora o que faço? — Ando no meio do quarto e vejo que tem um teclado e várias partituras, resolvo ir lá dá uma olhada, não sou nenhuma musicista, mas aprendi quando mais jovem a tocar piano e ler partituras, isso por que meu pai é um pianista e me levava sempre em seus concertos e acabei que me interessei em aprender, mas com o tempo resolvi seguir outra profissão.
― Deixe-me ver aqui, tem muitas melodias inacabadas, será que ele não teve tempo de terminar?
― Não mexa nisso ai.
― Você está acordado? Está se sentindo melhor?
― Um pouco, mas não precisa ficar aqui no meu quarto direto, pode dar uma volta pela casa.
― Sozinha nessa casa enorme? Sabe já quantas vezes me perdi aqui? E se você se sentir mal hein, é melhor eu ficar por aqui mesmo, prometo que não mexo em nada.
― Tudo bem, fique quietinha. — Ele parecia está um pouco mal, resolvi ir conferir se a febre ainda continuava e me assustei ao colocar minha mão na testa dele, pois parecia pior.
― O que eu faço? Por que me chamou para cuidar de você nesse estado hein, será que não tinha ninguém melhor, a gente nem se conhece direito, aish, e se você morrer hein? Vou ser presa por maus cuidados.
― Você fala demais sabia, só faça o que estava fazendo, coloque esse pano na minha testa, e fique molhando ele, eu não vou morrer por causa de uma virose.
Ele então segurou no meu braço e me forçou a sentar na cama ao lado dele, então fiz o que ele disse, e comecei a colocar o pano úmido na testa dele.
― Você quer saber por que a chamei aqui? Fiquei doente de uma hora para outra, não posso anunciar isso para a mídia e muito menos para meus fãs, se chamasse qualquer pessoa aqui, teria o perigo de vazarem a informação, para todos os efeitos estou em compromissos pessoais, e você me pareceu confiável, já que nem sabia quem eu era quando me conheceu. — Ouvi-lo dizer essas coisas me fez refletir como deveria ser difícil a vida de uma estrela, de não poder fazer o que quer, ou sair na rua.
― Você poderia ter me dito antes, agora fique quieto e vá dormir, será que a Park Jan vai demorar a voltar?
― Um pouco esses eventos duram em torno de 3 a 4 horas.
― Nossa tudo isso? — Estava preocupada não só com o fato de demorarem, mas também com o fato de ficar em uma casa enorme com o Suho, tá certo que ele estava doente e ele não ter cara de pervertido, mas desde aquele dia que nos encontramos, meu coração sempre fica acelerado quando ele se aproxima, é como se houvesse algo forte que me puxasse para mais perto dele, podia sentir uma energia diferente no ar.
Sou abruptamente acordada de meus pensamentos por que sinto algo me puxando, quando olho, vejo que estou a poucos centímetros do rosto do Suho e que ele segura a gola da minha blusa, meu ser racional dizia que eu precisava sair dali, mas meu corpo não queria obedecer à ordem e nessa minha indecisão eu sinto que seus lábios encostaram-se aos meus, é como se uma brisa os tocasse, sinto suas mãos tocarem meus cabelos, e acho que agora não consigo mais pensar em nada e apenas cedo a aquele momento.
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