A Primeira Horcrux de Lord Voldemort

1 A Primeira Horcrux de Lord Voldemort


Notas iniciais
Espero que entrem no clima da leitura! Procurei ser meticuloso com os detalhes. Aproveitem!

Era uma noite fria, mais quieta que o normal. Hogwarts passava por tempos difíceis, o herdeiro de Sonserina havia deixado uma mensagem ao diretor Armando Dippet, e a todos os meio-sangue. Ele libertaria a fera que habitava a câmara de Salazar.
Uma brisa gelada tomava conta do ambiente, se você fosse até o corredor do banheiro feminino, ouviria algumas palavras em ofidioglossia, e o som de rocha deslizando. Era a noite de caça para a fera da câmara, mas o herdeiro que a comandava tinha outro objetivo além de eliminar uma única meio-sangue.

***
Tom era astuto, era monitor chefe, o castelo estava sendo vigiado, e ele era incumbido dessa tarefa. Sem dificuldades abriu a câmara e deu ordens a fera.
Ele estava caminhando perto da entrada da sala comunal da Corvinal, já tinha ficado ali por horas, até que uma garota saiu de traz de uma armadura na parede de rocha clara. A garota estava chorando, e se dirigia para o banheiro feminino.
Quando entrou, se dirigiu rapidamente ate um das divisórias, e lá, começou a chorar e gemer mais alto. Tom se esgueirou para dentro, tendo certeza que não havia sido seguido. O som da garota chorando era alto, então Tom levantou a varinha em direção a porta e pronunciou:

— Abaffiato.

Naquele momento, todos os sons eram inaudíveis do lado de fora. Mas a garota percebeu, e disse choramingando:

— Quem está ai?

Tom apontou a varinha para a porta do box, e aguardou. Quando a porta abriu, Tom desacordou a garota, e levou seu corpo para dentro da câmara.
No esconderijo ele ordenou que o basilisco voltasse para sua toca, ficou de frente para o corpo desmaiado da garota, levantou a varinha e pronunciou:

—Obliviate.

A ponta de sua varinha brilhou, e ele retirou qualquer lembrança recente da garota. Aquilo era necessário para que seu plano desse certo, e discrição era tudo no momento.
Era quase meia noite, ele já deveria começar o feitiço. Tirou um diário de couro do bolço de suas vestes, invocou um pequeno caldeirão. Depois depositou o diário dentro do caldeirão. Sentou-se, e de dentro das vestes tirou dois frascos, um pequeno e um grande.
O primeiro frasco tinha raspas de osso do bruxo medieval Herpos, O Sujo, criador das Horcruxes e do primeiro Basilisco. No segundo, uma quantidade grande de sangue do próprio Tom.
Sem perder tempo, arrancou alguns fios da cabeça da garota, e levou ate o fundo da Camara, os colocou no chão. Recitou algumas palavras em Ofidioglossia, se abaixou e cobriu o rosto com as vestes.
Então o grandioso Basilisco saiu da escuridão, e por alguns instantes encarou fervorosamente os fios de cabelo no chão, os fios brilharam como brasa, depois se virou e seguiu para os encanamentos. Tom pegou os fios e se dirigiu para a garota.
Acendeu uma chama a abaixo do caldeirão, fechou os olhos e pronunciou algumas palavras.

— Potestatem habeo. — disse colocando o conteúdo do grande frasco no caldeirão. — Immortalitate peto. — adicionou o segundo frasco. — Expugnare insurgentes hostes. — despejou os fios de cabelo. — Uti magicae potentiae.

Quando os fios de cabelo tocaram a mistura, uma névoa negra surgiu do caldeirão, tinha cheiro de podre, e a mistura atingiu uma coloração marrom-acizentada volumosa borbulhante. Tom fica pé, abre os olhos, e nesse exato momento o relógio bate meia-noite.

—Avada-kedavra! — gritou Tom, e uma luz verde disparou da ponta de sua varinha, ele sorria, e mantinha a mão firme.

— Vitam, mortem, et mortem vitare vitae. — pronunciou o garoto com a dicção impecável.

A névoa negra que estava ao chão começa a se mover lentamente, indo em direção a Tom, ela o engloba, passando por suas narinas, levando uma parte de sua alma. A sensação era de como se a névoa retirasse todo o calor de seu corpo, se sentia incompleto, e ao mesmo tempo muito mais poderoso.
Em seguida a fumaça negra se dirigia ao corpo da garota, também a englobando por completo, e depois, sendo sugada para o liquido dentro do caldeirão.
Riddle se via em pé na Câmara Secreta, encarando o caldeirão, e o corpo frio da garota, tudo o que tinha para fazer, ele havia feito, exceto a ultima e mais difícil parte do encantamento, tomar o conteúdo do caldeirão.
Ficou de joelhos na frente da poção, abaixou e deu um gole da mistura. Tom sentiu uma queimação excruciante tem todo o corpo, parecia que tinha caído em um poço de fogo, mas sentindo muito frio ao mesmo tempo, todos seus membros tremiam violentamente, literalmente sentia sua alma sendo partida, era como se seu corpo rasgasse, os olhos arregalados e sensação de que seu sangue fervia.
Essa sensação passou em alguns minutos, e depois de acordar, se sentia normal, deitado ao lado de um corpo, e um diário velho jogado no chão. Quando tomou total consciência, se levantou e começou a atacar o objeto:

—Incendio!- gritava ele no meio das chamas. — Relaxo! — gritava a plenos pulmões, o diário foi explodido, queimado, desintegrado, mas depois que a fumaça abaixou ele viu o diário intacto.

Tom colocou o corpo da garota no box do banheiro, e quando estava fechando a câmara, se olhou no espelho, e viu o próprio olhar mais frio e poderoso do que nunca, e foi a partir dai que seu nome deixou de ser Tom Riddle e passou a ser Lord Voldemort.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!