A Primavera.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A claridade assusta-me, mas o escuro também tem seus segredos... O vento gélido sacode minha alma e leva para longe meus anseios. A primavera este ano não florecerá e no jardim de minha as flores irão murchar...
O inverno chega, mas parece não congelar meu inferno!
Oh, como eu queria... Queria poder voltar a sonhar.
Mas ao invés... Os pesadelos me assombram e a vida me condena... E o poeta ainda diz que ''a alma não é pequena'' tolíce, caro amigo!
Almas também se encolhem no escuro que é a desilusão mundial...
Simples felicidade, porque não vens visitar-me algum dia?
E trazes contigo um amor... O que achas?
Talvez um dia voltes a sentir o aroma de uma flor...
E a vida volte a ter sentido e cor, porém até lá...
As lágrimas maqueiam minha face e as dores aumentam junto da chuva que parece lavar as angústias, mas afoga meus pensamentos mais estúpidos... Estúpidos? Sim, afinal qual é o tolo que pensa em tomar a própria vida na vã tentativa de diminuir sua dor? As dores na alma são as piores, mas também têm sua beleza, sua melancolia, sua mágia... A mágia da paixão, a má-gia que machuca o coração...
Flores no começo de seu nascimento esbanjam uma beleza incomum, mas logo se perde com o tempo.
Tempo, tempo de espera... Uma intensa espera.
Uma espera para que a flor volte a florecer na próxima primavera...
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