A Preferida De Lord Voldemort

11 Não me arrependo de minhas escolhas


Notas iniciais
Oláá leitores lindooos, bom ameei os reviews e perdoem a demora, aqui está mais um capitulo fresquinho Enjoy

Acordei no dia seguinte, sem pesadelos, mas sozinha em minha cama, a noite tinha sido perfeita. Achei-me uma tola por estar sorrindo sozinha pensando em como tinha sido minha primeira vez com Lord Voldemort.

– Deixa de ser tola, Elizabeth, você não era assim antes. – penso em voz alta e me sento na cama passando a mão pelo meu cabelo puxando-o para trás, penso agora em algo mais sério, Dumbledore, ele sabe a verdade, o que fará se perceber que eu passei para o outro lado? Mordi o lábio, pensativa, mas as lembranças da noite anterior voltaram me fazendo sorrir, “ao menos valeu a pena”, pensei.

– Você me ama. – eu ouço sua voz aveludada vinda da porta e mesmo sem querer sinto minhas bochechas esquentarem quando nossos olhos se cruzam.

– Não. – nego sem hesitar, sou orgulhosa, mas não é apenas isto, sei que é errado e que eu não deveria sentir nada por ele, então tento me convencer de que não sinto.

– Não foi uma pergunta. – ele diz se aproximando e se sentando em minha cama. – Mas nunca será correspondida, é bom saber disto.

Eu reviro os olhos.

– Posso saber por que não?

– Amor é um sentimento para os fracos. – dou de ombros, fingindo que não me importo.

– Como uma herdeira de Slytherin, como Mérope Gaunt pode se apaixonar por um trouxa? – perguntei e ele me olhou desconfiado. – Li seu diário, na noite em que me encontrou no seu quarto, desculpe.

– Que não se repita. – ele me alerta e encolhe os ombros, eu sei que conquistei sua confiança, não preciso mais manter-me concentrada o tempo todo para fechar minha mente e isto era bom. – Era bonito, idêntico a mim.

– Tão modesto.

– Ele não a amava, então ela lhe deu uma poção do amor, ou pelo menos foi isto que eu deduzi, isto não importa, ele a abandonou e pagou por isto.

– E o que é uma horcrux?

– Quer dizer então que no futuro ainda não descobriram meu segredo, e como poderiam...

– Eu não, mas talvez Harry Potter sim.

– Quem é Harry Potter?

– Um grande inimigo no futuro, está bem perto de destruí-lo, eu diria.

– Horcrux é um objeto onde se coloca parte de sua alma. Pretendo fazer a minha segunda este ano, pretendo fazer seis, contando com a parte de minha alma que habita meu corpo serão 7, o número bruxo mais poderoso. Quais são elas? Não, eu não confio tanto em você assim, este tal Harry Potter nunca vai conseguir me destruir. — ele diz seguro até demais.

– Seis? Pretende dividir sua alma seis vezes? — pergunto indignada, a maldade de Voldemort era ainda maior do que eu pensava, mas você não pode mais voltar atrás Elizabeth, pensei. – Apenas uma sugestão, não é preciso tantas, você vai acabar virando um monstro de alma dilacerada, não quer isto. E elas não são assim tão eficientes, se fossem Harry Potter não teria destruído uma horcrux com 12 anos.

Posso ver que ele está aborrecido e ainda não se decidiu se acredita ou não em mim, mas vê a verdade em meus olhos, ele tem esse dom, percebe quando alguém está mentindo. Por fim, sua raiva não dura por muito tempo quando me aproximo o suficiente para lhe roubar um beijo rápido e olhá-lo com um sorriso travesso, percebendo uma parte de mim feliz, sorridente e de bom humor, um lado meu que eu não conhecia até o momento e que parecia aflorar ao seu lado.

– Não podia ter escolhido uma Lady das Trevas melhor para estar ao meu lado. Vou pensar sobre isto. É melhor dar um jeito em Dumbledore, sei que contou a verdade a ele também.

– Já sei o que fazer sobre isto. – digo decidida enquanto ele se levanta e sai do quarto me deixando sozinha.

Eu faço minha higiene matinal e coloco o uniforme da sonserina, antes de ir até a sala do professor de Transfigurações. Ele me recebeu com sorrisos e desejando-me um feliz ano novo. Conversamos sobre como eu tinha passado a virada de ano, muito bem, eu pensei em como Riddle e eu nos divertimos na virada de ano e conversamos sobre o fato de Grindelwald estar se aproximando de Londres.

– Mas não acredito que a senhorita tenha vindo aqui apenas para me desejar um bom ano, Srta. Tyler. – diz o professor me olhando por cima dos óculos de meia lua.

– Não senhor, eu... Eu tomei uma decisão, não vou cumprir esta missão, vou abandoná-la.

– Vai voltar para o ano que veio, suponho.

– Não senhor, eu não posso, não há um vira-tempo que me leve para o futuro, fui abandonada por meu pai nessa missão sem sentido, não quero alterar o tempo, mas gostaria de ficar aqui no passado, sou mais feliz aqui e, no meu tempo, há guerra... Nunca estive em uma guerra e não quero estar em uma.

– Sendo assim, apenas peço que a senhorita faça tudo o que puder para não deixar que ninguém descubra a verdade e tente não alterar o futuro. – ele sugere embora esteja desconfiado e preocupado. – Pode ser perigoso.

– Sim senhor e obrigada por toda a ajuda. – digo sinceramente.

Voltei a me encontrar com Tom naquele mesmo dia mais tarde, ele estava na biblioteca, na sessão reservada lendo um livro chamado “O segredo das artes mais tenebrosas”, debrucei-me sobre a mesa.

– E então? — perguntou sem desviar os olhos do livro.

– Não é bom ficarmos assim tão próximos. — comento e ele olha para mim arqueando uma sobrancelha. — Dumbledore pode desconfiar.

– Não sei se estou disposto a ficar longe de você por causa daquele velho idiota. — ele sussurra mordendo o lábio inferior e olhando-me de cima a baixo, eu sorrio maliciosa e ele olha por cima de meu ombro, para a bibliotecária que quase dormia de tédio no balcão.

– É o melhor, embora também não me agrade. — digo me sentando ao seu lado.

As férias passaram rapidamente e com isto, nossos amigos voltaram ao castelo. Eu podia sentir os olhares desconfiados de Malfoy, Lestrange, Avery, Black e Rosier em cima de Tom e eu, viam que tinha alguma coisa de diferente.

Durante a noite, quando todas as meninas já tinham dormido, Druella me olhou séria e com os braços cruzados.

– Ainda não me disse o que aconteceu entre você e o Tom, Liz. – ela exigiu saber. – Pode ir falando.

– Ah... Bom, — eu me sentei na cama. – Você não me falou como seus pais reagiram quando souberam de você e Black.

– Ficaram orgulhosos, mas não mude de assunto.

– Acho que... Acho que eu estou apaixonada por ele. – confesso pela primeira vez em voz alta, Druella ri alto.

– Como se ninguém soubesse?

– Está tão na cara assim? Eu não sou esse tipo de garota, mas ele... Ele não é um garoto qualquer. – e então sussurrei. – Dormimos juntos.

Sua boca se abriu formando um perfeito O.

– Elizabeth Tyler sua devassa. — ela gritou.

– Calem a boca, nos deixem dormir. – resmungaram as outras garotas do dormitório e eu a soquei no braço, enquanto a mesma ria cobrindo a própria boca para não fazer barulho.

Conversamos muito e rimos antes de dormir e mais uma vez eu não me arrependi da escolha que tinha feito.

Notas finais
reviews? Espero que tenham gostado amores, prometo que dessa vez não demoro tanto assim para postar.. bjokas