A Praga Endemoniada

9 Capítulo 9 - Viajamos debaixo da terra


Eu comecei a olhar a meu redor, e não via nada de estranho, mas havia algo estranho. Eu coloquei minha mão no asfalto, e comecei escutar uma voz estranha, voz de monstro. A gente acaba de sair de uma batalha com um monstro, para depois de alguns minutos, outro monstro estar embaixo de nós.

— Pessoal, fiquem quietos! – falei.

— Por quê? – Perguntou Alice.

— Apenas façam silencio!

Todos me olharam estranhamente enquanto eu olhava o asfalto. Eu não estava entendendo nada da voz que vinha debaixo do asfalto, era como se fosse irreconhecível.

— Tem um monstro embaixo da gente – falei – Esse lugar é uma armadilha!

— Como assim armadilha? – disse Rosângela – Oliver, você pirou?

— Não, eu estou escutando a voz dele!

Eu olhei para Rosângela, e vejo uma menina atrás dela, com um vestido branco, cheio de sangue, olhando para o asfalto. Ela olhou para mim, e seus olhos eram amarelos, e dentes pontiagudos, cheios de sangue. Ela começou a gritar, e eu fiquei olhando ela, e não conseguia me mexer, nem falar nada.

— Oliver – gritou Alice – O que tá acontecendo?

Eu abria a boca, mas não saia voz. Fechei o olho e abri de novo, e a menina apareceu na minha frente e disse em meu ouvido ‘’O seu futuro será escrito com sangue’’ e sumiu. Eu consegui falar alguma coisa, mas parecia que só eu escutava.

— Oliver, você não está bem – falou Kenneth – Fale coisa com coisa.

Eu olhava ao meu redor e via mais pessoas a minha volta, todas com sangue, olhos amarelos, e dentes pontiagudos cheios de sangue, e um apareceu na minha frente e falou ‘’Sua arma é a traidora’’ e sumiu, ai veio outro e disse ‘’sua morte está mais próxima do que você imagina’’. Eu coloquei minhas mãos nas minhas orelhas, e gritei ‘’Calem a boca’’.

— Oliver – disse Alice – Fala o que tá acontecendo!

— Tem pessoas falando coisas estranhas no meu ouvido! – falei – Estou ficando louco!

— O que essas coisas falam? – Perguntou Kenneth.

— Seu futuro será escrito com sangue – falei – Sua arma é a traidora e sua morte está mais próxima do que você imagina.

— Só isso? – perguntou Alice.

— Só? – falei – Isso tá sendo um pesadelo!

— Rosângela, a lenda está acontecendo novamente! – falou Alice.

Já é a segunda vez que falam de que a lenda está acontecendo novamente, e ainda não sei que lenda é essa, legal.

— Alguém me diz que lenda é essa? – Falei.

— Não Oliver – disse Alice – É... É horrível a lenda, e é melhor você não saber sobre ela.

Eu olhava em volta e não via nada de estranho. Algo tinha tocado minhas costas. Levantei com tudo e gritei ‘’Me deixa em paz espirito maldito’’. Ela olhou pra mim e disse ‘’Eu... Sou... O... Seu... Pior... Pesadelo... ’’ e do nada ela apareceu na minha frente e disse ‘’O Mar do Diabo te espera para sua morte’’ e sumiu.

— O Mar do Diabo me espera? – Falei – Mas... O que está acontecendo comigo?

— Mar do Diabo está citado na lenda, então a lenda pode estar se repetindo novamente? – Perguntou Rosângela

Eu olhei pra Rosângela, e ela começou a andar pra trás, provavelmente com medo de mim. Ela me olhava como se estivesse em desespero. Então, ela me disse:

— Oliver, você precisa morrer!

Todos olharam para ela, e eu que fiquei com medo dela dessa vez.

— Rosângela, tu pirou? – Falou Kenneth

— Não – falou ela – só não quero perder mais pessoas próximas de mim por causa dessa merda de lenda!

Alice correu até ela, e ela deu um tapa na cara de Rosângela. Então, ela falou:

— Rosângela, acorda pra vida! Mesmo se ele morrer, a lenda vai acontecer!

Rosângela olhava pra Alice, com cara de raiva, e eu não podia interferir na briga das duas.

— Me larga – Gritou Rosângela, empurrando Alice.

Alice olhou pra ela, em tom desafiador. ‘’Isso não vai dar certo’’ pensei.

— Rosângela, você vai se arrepender de ter dito isso sua piranha!

Uma luz vermelha começou a sair de Alice, e de repente, a magia parou.

— A há! Amarelou trouxa!

— Ela não amarelou Rosângela – falou Kenneth – Tem algo aqui que não permite magia, ou algo do tipo.

Eu olhei para Kenneth, e ela começou a olhar pra mim, e começou a se afastar.

— O que foi Kenneth? – Perguntei

— Tem uma menina atrás de você!

Eu olhei para trás, e havia uma menina, olhando pra mim, com um sorriso. Seus dentes eram pontiagudos, e tinham sangue e carne humana. Ela disse:

— Eu sou Aéglinos!

Ela começou a gritar, e eu fui pra trás. Alice e Rosângela nos olhavam, como se a gente tivesse fazendo uma cena de teatro.

— Oliver, que ser é esse? – Perguntou Kenneth

— São aquelas pessoas que estavam falando no meu ouvido – falei

A menina parou no ar. Então Alice e Rosângela ficaram paradas olhando para ela. Aquele maldito ser havia se mostrado para elas.

— Que bicho é esse? – Gritou Alice

— Eu sou Aéglinos! – Gritou a menina, fazendo voz de monstro.

Ficamos parados vendo a menina parada no ar. Ela olhava para mim, como se fosse me engolir vivo, ou algo do tipo. Ela sorriu para mim, com seus dentes pontiagudos.

— Dá uma pena matar um rostinho como esse – falou a menina – Mas tenho que mata-lo para que a lenda possa acontecer de novo! – Disse ela novamente, partindo para cima de mim. Kenneth me jogou para o lado para que eu não fosse atacado. A menina tentava engoli-la, mas eu não iria deixar. Abri a palma da minha mão, o circulo mágico apareceu, e depois ele quebrou.

— Nossos poderes não funcionam aqui Oliver! – Gritou Kenneth

— Então, vou ter que matar esse bicho na base da porrada! – falei para mim mesmo.

Fui correndo para cima dela. Levei a menina para o chão e segurei seus braços. A menina olhava para mim.

— Porque você me jogou desse jeito no chão? – Disse a menina – Quer me beijar? – Ela começou a botar a língua para fora, e realmente, aqui foi à coisa mais nojenta que vi na minha vida inteira.

— Que nojo – Falou Alice

— Nojo vai ser o que vou fazer com a sua cara putinha de esquina – falou a menina

— Oliver – falou Alice – me deixa espancar essa vadia!

Sem querer soltei os braços da menina, e ela pegou minha cara e falou:

— Você vai experimentar a morte!

Então, a menina me beijou. Bom, não era bem um beijo, ela colocou a boca dela na minha, e começou a cuspir sangue negro. Eu tentava soltar ela, mas ela era mais forte que eu.

— Vou sair da cidade, para ver se tem algum tipo de campo de força nessa vila – falou Kenneth.

Vi Kenneth saindo da vila. Ela ficou olhando a vila do lugar onde ela estava então ela estendeu a mão, e uma espada normal apareceu só que a espada era o contrario de normal. Kenneth foi uns 2 km para trás, e de repente, ela já estava atrás de mim. Um campo de força se desfez.

— Se transformem meninas! – falou Kenneth.

Alice tinha se transformado em sua forma de Demônio, e Rosângela estava com uma armadura negra, uma katana fosca. Sua armadura parecia mais um biquíni de ferro preto, cobri os seios e a parte de baixo e a parte da frente ficava a mostra, e uma bota preta de ferro. Seu cabelo estava solto, sobre o olho. Alice estava vermelha, peluda, chifruda, com um rabo enorme vermelho, e um tridente de Demônio. Seus olhos estavam tão vermelhos, que parecia que ela tinha acabado de fumar. Kenneth estava apenas segurando uma espada que apenas parecia normal. A menina ainda cuspia sangue negro em mim, e de repente ela me soltou. Comecei a cuspir o sangue que ela cuspiu na minha boca.

— Que foi? – Disse a menina – Não gostou do beijo?

Ela começou a mostrar a língua, e ela a mexia do um jeito muito estranho, que estava me dando mais nojo do que eu já estava sentindo.

— Que nojo – falou Alice

— Menina, Jesus esta atrás de você! – Gritei

A menina soltou um berro, o que me deu uma chance para ataca-la. Não consegui pegar minha espada, então dei um chute na nuca da menina. Ela caiu paralisada no chão.

— Ela morreu? – Perguntou Kenneth

A menina virou a cabeça e disse:

— Aéglinos não morre!

Então a menina pulou na cara de Kenneth e ela começou a cuspir sangue negro na cara de Kenneth. Ela não fazia nada para a menina parar, então ela disse, colocando a mão no peito da menina:

— Sol Negro.

Uma rajada de raios negros atravessou o peito na menina. Ela caiu no chão, com um buraco no peito, e então se desintegrou.

— E ela disse que ela não morria – falei.

— Ela não morreu – falou Kenneth – Ela apenas perdeu seus poderes e não pode ficar em forma humana.

— Aéglinos é uma menina? – perguntei.

— Sim – respondeu Kenneth

— Pera – falei – Ela é um reino ou uma menina?

— Os dois – falou ela

— Como assim? – perguntei

Quando a Kenneth ia me responder, o chão começou a tremer, foi quando eu percebi que aquela cidade era um monstro.

— Nossa, mais um monstro, que novidade – Falei

Era um monstro que parecia ter uns cem metros de comprimento, suas costas eram feitas de ruas e casas que tinham na cidade, e sua frente era um monstro gordo, dentuço, e olhos extremamentes grandes. Ele segurava um bastão que era a metade dele, e disse em voz gutural:

— Porque vocês me acordaram?

— Acha melhor a gente fazer o que Kenneth? – Perguntei

— Fugir seria uma boa – falou ela

— Você fugindo de uma luta? – Perguntei

— Se você soubesse que monstro é esse você fugiria também – falou ela

— Ele não pode ser tão forte – falei

— Ele não é forte – falou Kenneth – Ele só consegue destruir um país inteiro só com um soco no chão.

— É, acho que fugir seria uma boa também – falei.

A gente começou a andar para trás devagar, mas ele relou seu bastão no chão, e o chão começou a se dividir no meio. A cratera no chão ficou grande e larga, e dava para ver o Reino de Aéglinos embaixo da cratera.

— Você acha que daria certo se tentássemos ir para Aéglinos pulando nessa cratera? – Perguntei para Kenneth

— Não Oliver, é impossível isso!

— É isso, ou a gente é esmagado por esse monstro – falei – Qual você escolhe?

— Pular a cratera – falou ela.

— Primeiro as damas – falei.

— Vai você primeiro – falou ela

— Vai você merda! – falei

— Vai você desgraça – falou ela, me empurrando para a cratera.

— Sua vaca – gritei, enquanto caia pela cratera.

Cai de costas no chão de Aéglinos. Olhei em volta, e apenas via névoas verdes, e chão rachado. Olhei para cima, e vi-as me olhando, e o monstro olhando para ela.

-Vocês vão pular ou não? – Gritei

— Estou com medo – gritou Alice

— Tem certeza que é filha de um Demônio? – gritei

— O que você disse?

— Você não é surda, então não vou falar de novo!

Alice ela pulou, caiu de cara, no chão, se levantou, e começou a me bater, mas quase não tinha forças para levantar o braço.

— Você não esta fazendo nem cosquinha, Alice.

Kenneth chegou voando ao chão, carregando Rosângela pelos braços. Ela a soltou, e olhou fixamente para a gente, e Alice parou de me bater na hora.

— Não era para a gente ter sido explodidos? – Perguntei

— Era – falou Kenneth – Mas é bem provável que aquela cratera tenha quebrado uma parte do campo de força que envolve Aéglinos.

— O.K – Falou Alice – Aonde que vamos achar o Peter aqui?

— Sei lá – falou Kenneth

— E tem mais uma coisa – falou Alice – Como vamos dormir, sem um monstro esmagar a gente?

— Cabanas invisíveis – falou Kenneth

— Ah, claro, porque todo mundo tem um estoque de cabanas invisíveis – falou Alice

— Meus guardas sabem fazer cabanas invisíveis. GUARDAS... Ah, não, pera, eles ficaram lá em cima.

— Lerda – falou Rosângela

— Me chame de lerda novamente que você vai me chamar de lerda no mundo dos mortos.

— Lerda – falou Rosângela

Kenneth olhou para ela, e a Rosângela ficou vermelha como um pimentão e se escondeu atrás de mim.

— Mas você não pode usar seus poderes para me matar. – falou Rosângela – Lembra da ultima vez que você tentou me matar e você quase matou a população inteira dos Estados Unidos?

— Eu. Estava. De. TPM. Merda – falou Kenneth

— Demônio tem TPM? – Perguntei

— Não se mete – gritaram Rosângela e Kenneth juntas.

— Melhor não se meter em briga de Demônio – Falou Alice – Acredite, experiências próprias.

Enquanto as duas discutiam sobre os poderes da Kenneth, Rosângela ficou tão enfurecida que gritou:

— Você precisa é de um pênis!

Kenneth ficou sem reação, assim como eu e Alice. Ela saiu da frente de Kenneth e foi para um canto isolado.

— Mas em que sentido ela falou que eu preciso... Daquilo? – Perguntou Kenneth

— Acho que é no sentido de sexo – falei

— Acho que quem precisa é ela – falou Kenneth

— To escutando tudo – gritou Rosângela

— E QUEM DISSE QUE NÃO ERA PARA ESCUTAR? – Gritou Kenneth – TUA MÃE?

— Não fala da minha mãe – falou Rosângela

— EU NÃO TO FALANDO, EU TO GRITANDO!

— PAREM DE FICAR SE PROVOCANDO – Gritei – SOU MAIS FORTE QUE VOCÊS DUAS JUNTAS!

Elas se olharam, e começaram a rir. Caiam lagrimas dos olhos delas, de tanto rir. Meu plano que eu não tinha planejado deu certo.

— Você falou isso de proposito né? – Perguntou Alice no meu ouvido

— O que você acha? – Falei.

As duas riam tanto, que ficaram sem voz. ‘’Meu senhor Jesus Cristo do Norte, eu matei elas!’’. Pensei na hora. Quando olhei para cima, os guardas de Kenneth estavam nos observando, que foi quando elas pararam de rir, e quando eu dei benção a Lúcifer.

— Dustin, Niel, finalmente vocês apareceram! – Falou Kenneth

— Mas o aconteceu que tem um monstro dormindo no meio do caminho? E como você chegou ao Reino do Meio sem ser pela entrada do Texas? – Perguntou um deles

— Descem aqui que eu explicarei tudo – falou Kenneth

Eles desceram até lá, voando, assim como Kenneth fez. Ela começou a falar com eles, e eu fiquei sentado no chão esperando tudo terminar. Quando ela terminou de falar, os guardas fizeram alguma macumba do bem (ou do mal, sei lá o que era aquilo que eles estavam fazendo) e apareceram algumas ‘’cabanas’’. As ‘’cabanas’’ estavam mais para casas, de tão grandes que eram, e eram feitas de tijolo, com portas, janelas, e tudo.

— Isso é as cabanas invisíveis?- Perguntei

— Sim – falou Kenneth – Porém, só a gente pode vê-las.

— E se um monstro pisar em cima dela? A casa e a pessoa que está dentro dela são esmagadas?

— Não – Falou ela – A casa só permite a entrada de humanos ou Demônios. Monstros não podem vê-las, nem toca-las.

— Cadê os monstros? – Perguntou Alice

— Provavelmente sendo treinados por Peter para poder nos matar. – falou Kenneth

— Então vamos ficar aqui por 4 dias sem fazer coisa nenhuma?

— Não, vamos treinar também. – Falou Kenneth – Neil, avisa a Lúcifer e a Jesus que todos os Imortais precisam de treino extremo por 4 dias, porque teremos uma grande batalha pela frente.

— Sim senhora – Falou ele.

— Descansem um pouco, e a noite começaremos o treino – falou Kenneth

Tinham apenas três cabanas, ou seja, dois em cada cabana. Rosângela e Alice vieram até mim.

— Vocês vai dividir a cabana comigo – falou Alice.

— ALICE, VOCÊ VÃI DIVIDIR A CABANA COM O DUSTIN – Gritou Kenneth.

— Ah, merda. – Resmungou Alice

— Então você é meu – falou Rosângela

‘’Ela quer meu corpo nu’’. Pensei. Entramos na cabana, e ela parecia literalmente uma casa.

Eu estava cansado, e queria dormir, mas a Rosângela não deixava. Toda vez que eu ia em direção de um dos quartos, ela me puxava.

— Ei, me deixa dormir – falei.

— Só se você transar comigo – falou ela.

— TA LOUCA?

— Não.

— Bem que a Kenneth disse que você precisa de um pênis...

— Eu não preciso de um, preciso desse aqui – Falou ela, e colocou a mão dentro da minha calça.

— Rosângela, para co...

Eu não consegui terminar de falar, porque ela me deu um beijo, me fazendo calar a boca. Ela mexia a mão dela na minha calça, e eu estava começando a ficar excitado. Ela me puxou para a cama, e começou a tirar minha roupa, e eu não estava mais me segurando e tirei a roupa dela, e então, deitamos na cama, e passamos alguns minutos fazendo coisas erradas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.