A Praga Endemoniada

6 Capítulo 6 - Peço para ir ao reino do meio


Tive que ficar em repouso no hospital por um dia, e assim que eu saísse do hospital, eu iria pedir permissão para ir ao Reino do Meio, tinha impressão que não iriam me deixar ir até lá, mas eu iria mesmo assim.

Alice tinha ficado comigo no hospital até eu melhorar, junto com alguma meia-irmã dela, ainda não sabia o nome dela. A meia-irmã de Alice tinha uma cara meiga, não tinha espinhas, era ruiva, e era um pouco baixinha, bem parecia, quando ela se levantasse eu iria saber como ela realmente é. Eu fiquei acordado, não consegui dormi desde o incidente com Peter, só estava pensando como estariam meus pais. E se minha mãe tivesse sido raptada por Peter também? Mas estava torcendo para que ela ainda estivesse em Washington ainda.

Alice abriu os olhos, e me viu sentado na cama do hospital. Ela acordou sua meia-irmã.

— Você já acordou? – Perguntou a meia-irmã de Alice

— Não consegui dormi.

— Rosângela, era meio previsto que ele não iria conseguir dormir.

Então o nome da meia-irmã de Alice é Rosângela, e ela é do jeito que eu a descrevi, só não consegui ver os olhos dela direito, mas pareciam ser cor de mel. Ela aparentava ter uns 13 ou 14 anos.

— Vamos te tirar do hospital – Disse Rosângela – Nunca sabemos quando outro ataque de Peter pode ocorrer!

— Realmente – Concordou Alice – Se arrume, que vamos sair daqui e voltar pro inferno.

Levantei-me da cama, um pouco dolorido, mas consegui ficar de pé. Elas saíram para eu colocar minhas roupas e sair dali. Peguei minhas coisas e sai do quarto.

— E agora? – Perguntei – Como vamos sair daqui sem sermos vistos?

— Simples – Disse Rosângela – Vamos sair pelos fundos, ninguém pode nos ver, os ajudantes de Peter podem estar em qualquer lado.

Fomos em direção do fundo do hospital. Um cara apareceu em nossa frente, obrigando a gente a parar. Ele pegou um dado na mão, e nisso, o dado se transformou em uma pistola enorme, era maior que uma espingarda.

— Morram imortais! – Disse o cara

Rosângela estendeu a mão e um campo de força se formou em sua mão, bloqueando todas as balas que ele atirava.

— Maldita – Gritou o cara.

A pistola sumiu e se transformou em um machado.

— Você não pode bloquear um machado filha de Kuroto! – Disse o cara, rindo da nossa cara.

Na mão de Rosângela surgiu uma foice, maior que ela. Era bem afiada, e era preta. Ela segurou a foice com as duas, e foi em direção do cara. Rosângela o atacou, fazendo um rasgo em sua blusa. Ele foi um pouco para trás, e partiu com o machado para cima de Rosângela. Ele foi em direção da cabeça dela, a derrubou, e ficou pressionando o machado na cabeça de Rosângela, mas ela se defendeu com o cabo da foice. Alice correu até Rosângela e deu um chute na cabeça do cara. Ele gritou e olhou para Alice. Ele pegou o machado e socou o cabo do machado na cabeça de Alice, a fazendo cair no chão. Peguei minha espada, e fui para cima dele. Consegui quebrar um pouco do machado do cara.

— Filho de Lúcifer – Disse o cara, se afastando de nós – Você tem cinco dias para salvar seu pai, sua mãe e um dos filhos de Kuroto, se você não estiver em Aéglinos em cinco dias, diga adeus a eles!

Quando o cara terminou de dizer, ele virou pó. Ou ele tinha morrido, ou ele se teletransportou até o Reino do Meio.

Alice estava no chão, desmaiada. Rosângela estava caída no chão, mas não estava desmaiada.

— Temos que ir imediatamente para o inferno e avisar os outros! – Disse Rosângela.

Os funcionários do hospital ficaram olhando para a gente, enquanto um ligava para a polícia. Peguei Alice no colo, e fomos sair o mais rápido possivel daquele lugar.

Tivemos que ir andando, porque voar era um perigo naquele momento, se alguém nos visse, estaríamos ferrados. Havia carro de polícia em todo canto da cidade. Alice ainda estava em meu colo, adormecida, estava torcendo para que ela acordasse logo. Rosângela andava na minha frente, verificando se a passagem estava livre, sem carros de polícias rondando.

— Quando que ela vai acordar? – Perguntou Rosângela.

— Também quero saber – Disse eu – O importante é que ela acorde. Agora é melhor nos concentrarmos no caminho de volta para o inferno.

Rosângela concordou comigo. Fomos indo em direção do inferno, mas a passagem estava difícil de passar, tinha carros de polícia em todo canto.

— Oliver – Disse Rosângela – Está sentindo esse cheiro?

— Que cheiro? – Perguntei.

— Cheiro de monstro! – Disse Rosângela – Posso sentir cheiro de monstros, todos os filhos de Kuroto podem sentir esse cheiro de monstro.

Um monstro estava vindo em nossa direção, tínhamos que sair logo dali, ou seríamos esmagados por um monstro.

BUUUUUUM! Ouvi o passo do monstro, ele não estava longe. Alice tinha que acordar, só eu e Rosângela não íamos dar conta do recado. Os passos do monstro estavam cada vez mais perto de nós, e Alice continuava adormecida. Ela não acordava de jeito nenhum, até que me veio uma ideia na cabeça de dar um tapa na cara dela para ela acordar.

— Rosângela, dá um tapa na cara dela! – Disse eu

— O que? – Disse Rosângela – Eu não vou fazer isso.

— Rosângela, esse é o único jeito de Alice acordar.

Rosângela não queria, mas ela tinha que dar um tapa na cara de Alice. Ela levantou sua mão, e deu um tapa na cara de Alice, que ficou até marca da mão dela na cara de Alice. Alice acordou na hora.

— Aonde eu estou? – Gritou Alice – Ah! Hehe!

— Alice, estamos correndo perigo – Comecei a dizer – Precisamos sair logo daqui!

Com certeza, Alice já tinha sentido o cheiro de monstro pairando no ar.

RAAAAAAAWR! O monstro estava a nossa frente. Pessoas corriam para todos os lados, outras não conseguiam se mover por causa do medo. O monstro era grande, parecia ter uns 5 metros de altura.

— Temos que fugir daqui – Disse Rosângela – Vamos!

Nós três tentamos fugir, mas o monstro nos viu. Estamos fritos, ou morreríamos, ou sairíamos todos machucados.

— Fiquem para trás! – Disse Rosângela – Eu cuido dele!

Rosângela colocou a palma da mão para frente, e um circulo mágico apareceu, e uma enorme espada surgiu na mão de Rosângela. Ela começou a brilhar, que fiquei cego por um momento, quando o brilho sumiu, eu olhei para ela, e vi-a com uma armadura, e asas de ferro enormes. A armadura cobria os peitos, e embaixo era uma saia de ferro. Na cabeça ela usava um tipo de faixa de ferro, com asas pequenas em cada canto. Seu cabelo estava solto, com a franja cobrindo um olho.

O monstro rosnou, e levou sua mão até Rosângela, a fazendo atravessar vários prédios. De repente, Rosângela apareceu no céu, voando com suas asas de ferro. Ela ergueu sua mão sem a espada, e várias espadas apareceram ao ar.

‘’Magic Swords’’ gritou Rosângela, fazendo todas as espadas irem em direção do monstro. Alice me puxou para trás para as espadas não acertarem a gente. Cada espada fez uma explosão no monstro, fazendo pedaços de prédios sobrevoarem a cidade.

O monstro surgiu sem nenhum arranhão. Ele abriu a boca, e um poder negro saiu de sua boca. Rosângela colocou sua enorme espada para frente, e quando o poder chegou perto da espada, o poder foi se desintegrando. Ela criou outra espada com a outra mão. Ela apontou a espada para o monstro. Na ponta da espada começou a se formar uma bola branca enorme.

— Oliver, acho melhor a gente ficar o mais longe possível do monstro! – Disse Alice, puxando meu braço.

‘’Bola Divina’’ gritou Rosângela. A bola se soltou da espada, e foi em direção do monstro. O poder fez uma incrível explosão no monstro, uma explosão branca e redonda, como os de filme de Heróis. O monstro se desintegrou, e no chão se formou uma cratera enorme. Carros de polícia vinham de todos os lados, tínhamos que sair dali agora. Rosângela veio até nós, pegou na gola de nossas blusas, e saiu voando com a gente o mais rápido possível até a entrada do inferno.

Chegamos até a entrada do inferno, o Lago de Lava de Washington (Lembrando que só os imortais conseguem ver o Lago de Lava.). Rosângela voltou à sua forma normal, sem a armadura. Apareceu à imagem de um Demônio mulher, e Rosângela pediu permissão para podermos entrar no inferno.

— Filhos de quem? – Perguntou a mulher da imagem.

— Duas filhas de Kuroto e um filho de Lúcifer – Disse Rosângela.

— Permissão concedida! – Disse a mulher.

O campo de força que protege o inferno se abriu, e fomos até o Lago de Lava. Passamos pelo Lago de Lava e chegamos ao inferno. E eu cai novamente quando cheguei ao chão. Guardas vinham em nossa direção, e atrás deles, vinha à mulher que nos deixou entrar no inferno.

— Quem é ela? – Perguntei

— É a Kenneth – Disse Alice – A imortal mais forte daqui.

Mais forte que a Rosângela? Caramba, ela era muito forte, dava para ver pela sua expressão no rosto de que ela era forte.

— Levante-se filho de Lúcifer – Disse Kenneth.

Me levantei na hora, de tanto medo que eu fiquei dela. Pela sua expressão do rosto, parecia que ela queria me matar. Kenneth pediu que nós a seguíssemos por que ela queria falar em ‘’particular’’ com a gente. Eu fiquei com medo do ‘’particular’’ de Kenneth. Ela nos levou ao castelo, então devia ser ela que estava comandando no lugar de meu pai.

— Tenho que falar com vocês três, urgentemente! – Disse Kenneth – Guardas podem sair por um minuto?

Os guardas saíram do castelo, e fecharam a porta de entrada. Kenneth nos olhou com uma expressão diferente do que estava lá fora.

— Vou ter que sair em expedição ao Reino do Meio – Disse Kenneth – Quero que vocês tomem conta de tudo aqui, escutaram?

Olhei para Rosângela e para Alice, e depois olhei para Kenneth e disse:

— Kenneth, posso ir nessa expedição com você? – Perguntei a ela, quase implorando aos pés dela.

Kenneth me olhou com um olhar tipo ‘’Vá cagar menino’’, mas então ela me respondeu:

— Não!

— POR FAVOR, EU LHE IMPLORO! – Disse eu – EU FAÇO TUDO QUE VOCÊ QUISER!

Pelo olhar dela, acho que convenci ela a me deixar ir na expedição ao Reino do Meio.

— Tá – Disse Kenneth – Você pode ir! E se quiser levar as duas meninas podem levar também! Agora vão arrumar suas coisas, partiremos em uma hora.

Fui em direção das meninas, e saímos juntos do castelo. Cada um iria para sua casa arrumar as coisas para irmos à expedição. Todos nós teríamos chances de morrer, mas eu não ia deixar meus pais e o meio-irmão de Alice presos com Peter.