A Praga Endemoniada

3 Capítulo 3 - A escola dos imortais do inferno


Sobrevoei por toda a cidade de Washington com Peter, quando eu e Peter pousamos em um lugar, já estava quase tudo escuro, e Peter não parava de sentir cheiro de monstros atrás de mim.

— Onde a gente está? — Perguntei

— Perto da entrada para a escola dos imortais. — Disse Peter

— Aonde é a estrada?

— Num lago de lava, perto daqui.

— LAGO DE LAVA? — Disse eu — VOCÊ TA LOUCO?

— Venha — Disse Peter, pegando no meu braço de novo.

Peter me levou até um lago de lava, protegido com um feitiço, onde só os imortais podiam ver, e entrar no lago.

Na frente da proteção, apareceu o rosto de Lúcifer.

— Ah! Peter — Disse Lúcifer — Guardas, abram a proteção!

De repente, veio uma claridão, e apareceu uma abertura, que dava para passar eu e Peter, e ficamos de frente para o lago de lava.

— Você primeiro Oliver — Disse Peter.

Não deu tempo nem para eu falar, que Peter me empurrou para o lago de lava, e quando atravessei, dei de cara com o chão quente. Quando levantei a cabeça, vi uma imensa escola na minha frente. Peter, para tirar com a minha cara, cai em pé na minha frente.

— Doeu a pancada? — Disse Peter, rindo da minha cara

Olhei para a cara dele com ódio.

— Ta bom, parei.

Um Demônio apareceu na minha frente, e me pegou pelo pescoço, e me perguntou se eu era filho de Lúcifer, eu disse que era, e depois o guarda se transformou na Alice.

— Alice? Você é uma imortal?

— Sim, filha de Kuroto, prazer — Disse Alice, rindo.

Peter olhou com desprezo para ela, como se quisesse esgana-la.

— Oi Peter! — Disse Alice, secamente.

Peter olhou para ela, e saiu, em direção da escola, sem nem falar nada.

— Menino escroto

Olhei para ela, ai ela olhou para minha barriga, ai eu percebi que ainda estava sem blusa.

— Acho melhor... sabe... você por uma blusa — Disse Alice, vermelha

Olhei para Alice, e sai, morrendo de vergonha, e fui em direção da escola. Só escutei Alice me seguindo, quando de repente, ela aparece do meu lado.

— Eu pego uma blusa para você — Disse Alice — Espera aqui

Eu não queria ficar ali, no meio, sem ninguém, e seminu. Eu apenas segui Alice até a escola. Sorte que la dentro não tinha ninguém, então, não fiquei com tanta vergonha. Fui seguindo ela por um corredor que não acabava nunca, até que finalmente ela chego em um quarto. Eu fiquei esperando ela na porta, e quando ela se virou, ela deu um grito de susto.

— Eu mandei você esperar lá fora! — Disse Alice

— Eu não queria ficar lá sozinho — Disse eu

— Você é manteiga demais — Disse Alice — Vista essa blusa, é do meu irmão.

Era uma blusa inteira preta. Vesti a blusa, e serviu direitinho. Mas preferia a minha blusa de Rock que eu tive que deixar em Washington, provavelmente, a blusa já teria virado pó, mas a única coisa que eu me perguntava é se minha mãe estava bem, só precisava saber se estava tudo bem com ela para eu me acalmar.

— Essa aqui que é a escola dos imortais? — Perguntei a Alice

— Não, é a casa para os filhos de Kuroto — Disse Alice — Parece uma escola, mas não é, é que o Kuroto é o Demônio que mais possui filhos.

— Então Lúcifer também tem uma casa?

— Bem... — Disse Alice — Não é bem uma casa...

— Aonde que é?

— Venha, vou te levar até lá – Disse Alice.

Segui Alice até uma cabana de madeira, e tinha uma placa escrito alguma coisa em uma língua de Demônio, não sabia muito bem, até que de repente, as letras começam a mudar de forma, aparecendo ‘’Cabana dos filho de Lúcifer’’.

— Aqui está, a casa dos filhos de Lúcifer! – Disse Alice

Era uma cabana velha, de madeira, e tinha um cheiro horrível.

— Quantos filhos Lúcifer têm? – Perguntei

— É... dois – Disse Alice – Você é o asqueroso do Peter!

— O que você tem contra o Peter? – Perguntei

— Depois te conto! – Disse Alice – Se você tem coisa para colocar na cabana, coloque logo, porque a gente tem que ir para a escola.

Alice foi me levar na escola dos imortais, eu estava imaginando um castelo velho e enorme, e não, era uma mansão, onde a maior parte das aulas era ao ar livre.

— Ai está, a escola dos imortais! – Disse Alice

— Tem certeza que isso é uma escola? – Disse eu

— Sim, tenho certeza – Disse Alice, rindo da minha cara – Melhor a gente entrar

Alice pegou no meu braço (gostaram do meu braço pelo jeito) e me levou para a sala, e não estava nem ai se era a minha sala ou não. Alice me levou até uma sala, e um monte de gente falando ‘’Oi maninha’’ pelo jeito, a Alice tinha bastantes irmãos.

— Quem é esse Alice? – Perguntou um dos irmãos de Alice

— Oliver, filho de Lúcifer – Disse Alice

Ele me olhou feio, como Alice olhava para Peter. Alice olhou para o irmão dela, e disse que ela não era como o Peter, e automaticamente, ele parou de me olhar feio, foi como uma mágica.

— Oliver, senta ai – Disse Alice – Você vai ter aulas aqui.

— Mas aqui é minha sala? – Perguntei

— A gente escolhe a sala que a gente quer aqui

— Ah! – Falei – Então vou ficar aqui mesmo.

Um velho entrou na sala, devia ser o professor, porque professor sempre é velho.

— Olá classe – Disse o velho – Pera ai, deixa eu me transformar na minha forma real.

O professor que tinha cara de velho, de repente, ficou novo, parecendo um adolescente.

— Professor, temos um novo aluno – Disse Alice – Oliver Sykes.

— Ah! Sim, Oliver – Disse o professor – Filho de Lúcifer? Certo?

— É, filho de Lúcifer – Disse.

— Prazer, meu nome é Eduardo Harlen – Disse o professor.

Todos se sentaram, e ficaram quietos, enquanto o Eduardo arrumava suas coisas. Eu fiquei sentado, com sono, quase dormindo, na mesa da escola, quando a Alice bate em mim, avisando que a gente ia ter aula na área externa. Levantei-me da mesa, quase caindo de sono, e fui andando, junto com Alice. Quando chegamos à área externa, estava cheia de armas de combate, como espadas, machados, foices, tudo que é arma afiada.

— Todos peguem suas armas! – Disse Eduardo

Eduardo veio em minha direção, e me falou ‘’Usa aquela espada, como você é iniciante, não saberá manusear uma arma de grande porte’’ e voltou para a frente da classe. Peguei a espada que o Eduardo mandou eu pegar. A espada era leve, mas por tanto que fosse afiada, estava bom.

— Bom classe – Começou dizendo Eduardo – Hoje iremos aprender a soltar poderes com as armas. Cada arma possui um jeito de soltar o poder, e eu vou ensina-los a como soltar esses poderes. Cada um, imediatamente em seus postos.

Todos foram até seus postos, e eu fui para um lugar vazio, já que eu não sabia aonde era o meu posto.

— Vocês que estão com a espada, agora, prestando atenção em mim – Disse Eduardo – Para soltar o poder da espada, é muito simples, é a arma mais simples de se manusear. É só você segurar a espada com as duas mãos, pensar que você precisa que ela solte o poder, que ela irá soltar o poder que ela tem que soltar.

Então será que foi assim que eu soltei o poder da minha espada quando eu estava lutando com o dragão em Washington? Só podia ser desse jeito. Coloquei minhas mãos na espada, a levantei para cima, pensei ‘’por favor, solte o poder’’, e joguei-a com força para baixo. A espada soltou uma onda negra, que acertou uma rocha, que nisso, formou uma explosão. Todos olharam para mim, como se eu fosse o gênio da espada.

— É... – Disse Eduardo, boquiaberto – Como você fez isso?

— Segurei a espada e sacudi ela, de cima para baixo uma vez – Disse eu – Por quê?

— Meu pai estava certo? – Disse Eduardo – Não... Não pode ser! É... Alunos, vocês estão dispensados.

A aula tinha acabado só por que eu tinha explodido uma rocha? Tinha alguma de errado nisso, e eu iria descobrir isso, de um jeito, ou de outro, mas eu vou. Algumas pessoas me olharam com medo, como se eu fosse algum monstro, que a qualquer momento fosse pegar eles e come-los vivos. Fui até Alice, e perguntei a ela:

— Por que todos estão me olhando feio?

— Depois te explico – Disse Alice – É muito complicado. Melhor você refrescar a sua cabeça.

Alice saiu da minha frente, e fui em direção a escola. Isso estava muito estranho, eu vou ter que tirar as palavras da boca de Alice, de alguma maneira, mas precisa tirar.