A Porta Para As Estrelas

2 O Início das Confusões SGC e SG-1


Notas iniciais
Segundo capítulo, a história inicia aqui...

Começar um ano novo é como começar uma página nova em sua vida, e particularmente começar uma nova fase, o ensino médio e melhor ainda, conhecer pessoas novas e ter novas experiências, era apenas isso que eu pensava para o inicio do primeiro ano do ensino médio. Pulando a parte chata do reencontro dos colegas, depois de alguns meses separados, a fala de professores e indo direto pro recreio que é onde a nossa história começa.

Nossa sala ficava em frente à sala trinta e sete, toda a vez que eu olhava para aquela porta, parecia que algo me chamava. E foi no início do recreio, quando recebi um mensagem com o seguinte texto “Faça o que você fez no último dia de aula e entre novamente naquele lugar!”. Procurei ser o último a sair, e fui para a sala trinte e sete.

Coloquei a mão no aviso e a mesma coisa que relatei antes aconteceu, a porta se abriu novamente. Entrei no elevador e fui a sala, a última coisa que me lembrava era de Andressa. Foi quando finalmente cheguei a aquela sala e encontrei apenas seis cadeiras no entorno de uma mesa.

Eu entrei e uma voz sentada numa cadeira, que parecia mais a de um chefe, falou “Sente-se”. Eu não entendendo mais nada fiz como o ordenado, escolhi uma das cadeiras e sentei. Quando as luzes foram ligadas, Andressa estava sentada a minha frente, junto com os outros quatro amigos que estavam ao redor dela.

- Você sabe por que está aqui Leonardo? – Perguntou Andressa

- Na verdade não! – Disse eu

- Isso tudo aqui é o Stargate Comando, mais conhecido como SGC. Na verdade maninho, você vai passar a maior parte dos próximos três anos aqui! – Disse ela

- Stargate? SGC? O que é isso? – Questionei eu

- O Stargate, é um aparelho com 39 símbolos, quando uma sequencia de 7 é marcada, ele “se liga” a outro aparelho em outro planeta, distante anos-luz, ele é um aparelho alienígena, com capacidade de mudar o mundo. A missão do SGC é proteger o planeta e estabelecer relações de amizade com outros mundos habitados pelos humanos! – Disse Andressa

- Eu tenho cara de idiota Andressa? Vida em outros planetas, isso é impossível! – Disse a ela

- É mesmo?! Léo, você passou metade de sua vida de 15 anos, nunca duvidando das hipóteses que colocavam a vida possível em outros planetas, estudou durantes suas férias a física quântica e fez uma hipótese para seu próprio sistema de propulsão movido a anti-matéria! – Disse Andressa

- Isso foi em outros tempos, tenho que viver a realidade! – Disse para ela

- Tente, ao menos tente, o SGC precisa de um líder e esse líder é você! – Disse ela

- Como assim? – Perguntei a ela

- A cada 3 anos, uma geração assume o controle do SGC tendo a missão de levar ela a frente os projetos da geração anterior. Minha geração teve que concertar os estragos que a geração anterior fez, se envolvendo numa guerra que vem a anos devastando mundos humanos. Léo, desta vez é a sua missão acabar com esta guerra, temo que haja apenas um ano para vocês conseguirem ganhar ela! – Disse Andressa

- Como assim guerra? – Perguntei a ela

- Nós humanos, nos desenvolvemos primeiramente nesse planeta, onde nossa espécie prosperou, após alguns milénios, pela primeira vez, no antigo Egito foi descoberto o Stargate e alguns dos membros de nossa espécie passaram pela primeira vez no portal. Com isso, seguiu-se um ciclo que não temos notícia, mas sabemos que uma espécie de “parasitas inteligentes” que vivem dentro dos outros, escolheram os humanos como espécie hospedeira. Quando parasitam seres humanos, essa espécie, que chamamos de goaul’d, apodera-se do corpo da pessoa, subjugando sua consciência. Após a primeira união, os goauld’s começaram a espalhar os humanos pela galáxia e a se apoderar de mundos. – Disse Andressa

- Nossa! – Comentei eu

- O SGC, e mais alguns planetas rebeldes, declararam guerra aos goauld’s e a mais de 300 anos viemos combatendo como pudemos os goaul’d. Mas é difícil! – Disse Andressa decepcionada

- Dessa! Pode deixar comigo! Nós vamos fazer a diferença nesta geração! – Disse eu

- Eu sei que vão, mas antes tem que formar a sua equipe! A SG-1 é a equipe mais importante do SGC, da qual você é o líder. Peço que tente formar a sue equipe com pelo menos uma pessoa, procure pela Família Torres! – Disse Andressa

- Torres?! – Perguntei a ela

- Isso mesmo, bem, já está na hora de você voltar a aula! Siga em frente e faça o que tiver que fazer para ganhar esta guerra! – Disse Andressa

Uma Noite mau dormida e a descoberta dos “Torres”.

Não é muito bom saber que o destino do planeta está em suas mãos, pelo menos por enquanto. Gostaria de saber como foi a primeira noite de Andressa após saber que era “a líder do SGC e da SG-1”, a minha foi mau dormida, não conseguia parar de pensar no que o SGC representava para o mundo.

Não parei por aí, se existia uma entrada para o SGC na escola, e minha casa deveria haver alguma também. Comecei a procurar no quarto de Andressa, mas nada, aí eu me liguei e fui ao meu quarto.

Nele, coloquei no computador “SGC”, esperei um momento, mas não aconteceu nada e depois uma porta dando acesso a uma escada apareceu no canto do meu quarto. Eu simplesmente comecei a descer as escadas, até chegar a o que parecia um hangar. Havia nele um pequeno veículo, só que sem rodas, que se iniciou quando eu cheguei perto dele.

A porta se abriu e eu entrei, lá dentro, uma tela se formou e começou a dar detalhes sobre o SGC. Como os últimos dez comandantes. Por volta do sexto apareceram dois nomes que me surpreenderam, como comandante “Juliana Torres e como subcomandante Laísa Rieu”. Minha mãe fez parte do SGC. Mas quem é Juliana Torres? Por que deveria descobrir buscar os Torres para minha equipe?

Essas perguntas vinham a minha cabeça, e pareciam não ter resposta, pelo menos não ainda. De certa forma eu conhecia esse sobrenome, “Torres”, não me era estranho era como se ele já tivesse tido um papel importante na minha vida. Mas de nada valia ficar pensando em “Torres” e afins, sem dormir bem, não conseguiria encaminhar bem o segundo dia de aula. Eu sai do pequeno veículo e subi ao meu quarto.

Deitei em minha cama e pensei “Torres”, pelo jeito eles são importantes, não só para o SGC, como para mim... Não sabia que teria o primeiro sonho, desenvolvendo minhas futuras habilidades desconhecidas.

Sonho:

- Léo, acorda Léo! – Gritava meu amigo Igor

- Igor, o que está acontecendo? – Perguntei a ele recobrando a consciência

- Os goaul’d nos emboscaram, precisamos voltar pelo portal! – Disse ele

- Muito bem, vamos! – Disse a ele

Do nada o cenário passa de um campo aberto, para um apartamento nobre, no centro da cidade de Ijuí.

- Muito bem, Pietra peça desculpas a sua irmã! – Disse uma mulher

- Desculpa maninha! – Disse a garota, que parecia ter uns 12 anos

- Não foi nada Pi! – Respondeu uma maior que parecia ter minha idade, ela era linda, cabelos negros, alta e olhos violetas (uma variação muito rara do azul! Quando eu digo rara é mesmo!), uma voz que lembrava uma flauta transversal, doce como o mais puro mel.

Eu estava apenas como espectador, mas me sentia parte do cenário. Foi quando tudo novamente ficou negro, quando apenas eu e a garota ficamos na frente a frente. No momento mais real do sonho.

- E você, quem é, por que está invadindo meus sonhos? Não pense que não posso sentir sua presença! – Disse ela num tom mais sério

- Esse é o meu sonho! Sou Leonardo Rieu! – Disse para ela

- Não, por que você sonharia com o meu apartamento? Esse é o meu sonho, então peço gentilmente para você se retirar! – Disse ela mais séria

- Muito bem! Mas antes, qual seu nome? – Perguntei a ela

- Meu nome é Luíza Torres! – Disse ela

- Obrigado! – Respondi a ela

Depois disso acabei acordando, já na hora de ir para a escola, mas desta vez, já sabia por onde começar a procurar.

Após a escola desci ao SGC mais uma vez procurando mais informações sobre os “Torres”, e dessa vez, achei tudo o que precisava. Um histórico completo, com mais de 11 gerações no SGC. Juliana Torres havia sido a última, e pelo jeito a família tinha se afastado do SGC e mudando a escola de seus filhos. Juliana Torres, era uma endocrinologista famosa em todo Brasil pelo seus avanços nessa área, morava em Ijuí, mas vivia viajando. Segundo o computador, ela estava agora em Porto Alegre, no hotel ritter, eu deveria ir falar com ela, não importa como.

Foi aí que eu me lembrei do pequeno veículo e pensei que ele poderia me levar a POA. Segui para a minha casa e desci ao Hangar, foi naquele momento que usei pela primeira vez a Jumper (o nome do veículo). Entrei na pequena cabine, sentei na cadeira e pensei “como vou fazer esta coisa a me levar a POA?”. Foi quando a pequena nave começou a flutuar e a seguir em frente para ir até chegar a uma saída no meio da mata que cerca a fonte Ijuí.

Não demorou nem dez minutos, quando eu já sobrevoava POA, me dirigi ao famoso hotel Ritter. A nave acabou pousando no telhado e eu segui por uma escada que levava o acesso aos quartos, segundo o computador do SGC, o quarto de Juliana era o 403. Segui aquele número até chegar a frente da porta do quarto. Fiquei a frente do quarto engoli seco e bati na porta. Não demorou muito, e uma mulher muito parecido com a denominada Luíza apareceu na porta, era claramente mãe dela.

- Olá, quem e você? – Perguntou a Dra.

- Sou Leonardo Rieu, e tenho algo muito importante para falar com a Sra. – Disse num tom sério, mas morrendo de medo.

- Rieu? Você deve ser filho da Lai... – Comentou ela

- Isso mesmo, Dra. Juliana, você deve saber sobre o SGC não é? – Perguntei na cara dura

- O SGC, sim, eu e sua mãe comandamos durante três anos o SGC... Mas por que você me procurou? – Perguntou a Dra.

- Pois preciso falar com a Sra. – Disse a ela

- Sim, você quer entrar, assim poderemos conversar melhor! – Disse ela

Entrei no quarto e me sentei.

- Muito bem, procurei você, pois ontem, quando assumi o comando do SGC me disseram “Procure os Torres, você precisará deles!”. E o que encontrei, o último no SGC foi a Sra. – Disse a ela

- Entendo, na verdade, nossas famílias estão ao mesmo tempo no SGC, e percebo que sua irmã, Andressa quer que haja novamente um Rieu e um Torres no SGC. Minha filha Luíza está na idade para entrar no SGC, mas para isso você precisará convencer minha filha a ir para sua escola. E vou avisando, não é nada fácil convencer a Luíza. – Disse a Dra.

- Entendo... – Fiz um positivo

- A Luíza está acostumada com sua escola, mas fiz isso para que minha filha crescesse longe do perigo que é o SGC, e para que esteja preparada para quando for chamada para lá, ela é faixa preta em duas artes marciais e muito inteligente, coisa que você também deve ser. – Disse a Dra.

- Na verdade, sou faixa preta em duas artes marciais também e procuro estudar, mas como posso convencer a Luíza a ir para minha escola? – Perguntei a ela

- Nisso é uma escolha dela, mas se você se aproximar dela... Vou te contar um segredo, os Torres e os Rieu tem uma conexão especial, é só você encontrar ela com a Lú! Sei que vocês dois vão ser bons amigos no futuro, e sim, você tem meu apoio para fazer amizade com Luíza! – Disse ela

- Muito obrigado Dra. Jú! – Disse a ela

- De nada, agora vá e faça o melhor para o planeta! – Disse ela

Pronto, em dois dias, tinha minha primeira missão, conquistar a amizade de Luíza e para isso teria que me passar por um aluno do colégio rival ao meu!