A ponte de açúcar



Capitulo 1 – O a companhia



Eu estava andando com Selly, minha amiga, e nós íamos até a casa do senhor George para pegar algumas receitas para o meu aniversário, ele era uma pessoa realmente brilhante, conhecido por tratar bem suas visitas, servindo-os petiscos, se assim posso dizer, deliciosos, ele um dia fora o doceiro mais nobre de toda Londres quando novo, mas agora estava aposentado.


No caminho eu e Selly conversávamos sobre ele despreocupadamente, fazendo comentários sobre sua vida particular, nós apenas éramos as mais curiosas do bairro, eu digo, curiosas e não fuxiqueiras:



-Aunt, senhor George é tão só naquela grande casa em que mora, ele deve se sentir solitário. –dizia Selly com uma voz quase murmurante.



-Bom Selly, George é um homem muito distinto, se mora assim sozinho é porque deve ser de sua vontade, afinal, com a boa aparência que tem, apesar de já ter uma idade avançada, conseguiria uma mulher facilmente, e também ele tem muito dinheiro.



-Não sei, mas as vezes me sinto angustiada por ele, é um homem tão bom e generoso, mas deve ser porque não quer cair no golpe de qualquer mulher, por isso não se casa. –Selly falava gesticulando com as mãos, e com o charme de dondoca que só ela tinha.



-A va, se há um alguém que não merece essa sua pena é o senhor George, ele pode não ter esposa ou parentes próximos, mas sua vida é cheia de luxos, alem do mais ele é rodeado “daquelas” mulheres, e você sabe disso.



-Este assunto já está levando um rumo precipitado, melhor nós nos calarmos. –disse com clareza e objetividade.



Ao chegarmos na casa do senhor George formos recebidas como o esperado. Sentavamos no sofá da sala com um grande livro de receitas ao nosso dispor, estávamos escolhendo calmamente a receita de nossa preferência quando dei por conta que havia mais alguém na sala além de Selly, eu e o senhor George, era um garoto ao lado do sofá em pé segurado uma bandeja com chá.


Selly também havia percebido a presença do outro, e perguntara a George:



-Este é meu filho, Gregory, eu o adotei, eu estava muito solitário nessa casa, formulando ainda novas receitas que quando dei por conta estava só. –dissera com um olhar um pouco melancólico. –Gregory sirva as moças.



Então o tal de Gregory deu alguns passos e colocou a bandeja em cima da mesa de chá, pegou o bule e colocou quantidades exatas e igualadas de chá nas duas xícaras e serviu primeiro a mim e depois Selly, olhei para ele, era belo, muito belo, e sustentava em seu rosto um sorriso extremamente doce e calmo.



Saímos da casa do senhor George depois do chá, com a receita em mãos e em meu caso, com Gregory na cabeça, não conseguia esquecer seu doce sorriso, seu jeito suave, não saia de minha cabeça, e eu ao menos queria que isso acontecesse, já tinha me dado conta de haverá ficado balançada com aquele garoto.

Notas finais
Posto mais no fim de semana!^^