A Poesia De Lissa

1 A Poesia de Lissa


Notas iniciais
Lissa: Deusa grega da loucura

A Poesia de Lissa

Bela deusa dos cabelos de ouro

Que se debruça sobre os frágeis mortais

Beijando-os com seu perigoso amor

Sentimento que desfaz a mente

Queima o sangue como o mais doce veneno

Que arte poderia mostrar com fidelidade

O efeito de Lissa sobre os mortais?

A mais perturbada pintura?

O poema mais sem sentido?

E por que alguém gostaria de ver

Experimentar a suave tortura desse beijo?

Quem se atreveria a desvendar a mente daqueles

Que caíram no encanto da bela deusa?

Quantos dos sequestrados por Lissa seriam capazes de escapar?

Achar a saída do tortuoso labirinto e ver o sol se pôr novamente

Recuperar o controle sobre sua mente, seu coração

Mas aqueles que sentiram o beijo da deusa

Jamais se libertam por completo

O toque suave ainda está lá, nos lábios, marcado na pele

Nunca esquecido. Sempre sentido

Livres ou presos, frágeis mortais dançam nos braços de Lissa

Como fantoches de um baile de máscaras

Mas até mesmo os mascarados podem escolher

Que peça interpretar

Se Lissa diz direita, eles podem ir para a esquerda

Rebeldia de mortais

Conhecendo, entendendo o sabor do beijo da deusa

Aprendendo a senti-lo na quantidade certa

Sucumbir e levantar

Submeter e controlar

A força da deusa é como a de todos os deuses

Forte perante o fraco corpo mortal

Mas frágil diante da vontade humana

Desejo de controlar, manejar o poder de Lissa

Para algo que seja benéfico ao prisioneiro

Quando algo dentro de você o machuca

Você aprende a usar a dor

Para te trazer a paz da liberdade

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!