A Pior das Traiçãos

18 Trinta anos atrás


Notas iniciais
bem meus amores, eu entreguei esse capitulo nas mãos de uma amiga, queria dar todos os créditos e agradecimentos a RHAY OLIVER. minha flor eu lhe amo ♥

A neve que caia copiosamente naquela noite, conseguia transpassar a fina penumbra das trevas que sempre me protegia.

Inspirei o ar gélido, abrindo preguiçosamente meus olhos. Meus passos se direcionavam inconscientemente a pequena avenida do sul de Londres.

Olhares curiosos se direcionavam a mim, enquanto continuava a caminhar. Os flocos de neves se prendiam a indistintas partes do sobretudo negro que trajava, mas em questão de segundos se tornavam cinzas.

Deixei-me satisfazer as jovens trouxas imundas que passavam na pequena avenida que me encontrava, com um deslumbre rápido de um sorriso falso, porém carismático meu.

Os suspiros atingiram meus ouvidos como bombas.

Repugnância.

Virei a direita, parando minutos depois em frente a meu destino.

Dim Dom

Os cabelos rebeldes se revelaram antes, antes mesmo que pudesse observar o novo lugar obstinados para os encontros. Demorou cerca de um segundo para as rugas no meio de sua testa se desfazer, e o sorriso malicioso desabrochar em seus lábios.

– Querido — até um surdo escutaria a nota de ironia no tom da sua voz.

– Bela como sempre — o trocadilho não passou despercebido pela comensal da morte.

Adentrei o cubículo, desfazendo-me do sobretudo em seguida. Aqueles olhos negros me sondavam, enquanto a porta se fechava num clique.

– Protegeu toda a casa? — perguntei, avaliando a roupa que ela usava.

Meus dedos alcançaram desleixadamente o laço que unia os fechos do apertado espartilho negro.

– Claro Mi Lorde– seu breve gemido alcançou de bom grado meus ouvidos.

Três anos depois

– Você estava enfeitiçada — falei tentando abrandar a minha voz, enquanto girava a varinha entre meus dedos.

A expressão de dor no rosto de Bella não me dava remorso. Seu corpo delgado disperso no chão inflamava uma raiva maior do que a anterior.

– Você não poderia engravidar — me levantei da cadeira indo em direção a ela e me agachando ao seu lado.

Deslizei minha mão pela bochecha cortada dela, guiei meus dedos para baixo. Seus pescoço, seus seios. Antes de chegar a seu frente, seu abdômen se ondulou para cima, mostrando a evidencia do ser que ela carrega dentro dela.

“CRUCIO” na minha mente, o grito em ensurdecedor, na realidade, só o grito de Bella eu escutava.

– Mi lorde... — sua voz saiu baixa.

Um fio de sangue começou a escorrer entre as saias do seu vestido.

– Não quero matar você Bella... — encostei meus lábios aos manchados de sangue dela, sentindo o gosto metálico me agradar. “Quero matar ela...”

– FAÇA O QUE QUISER, MAS POR FAVOR...por favor...não me tire da sua vida -

Seu corpo sofria espasmos involuntários.

Era costumeiro escutar sair da boca dela a súplica.

Ela só era submissa a mim. E mesmo se tornando fraca na minha presença, Bellatrix era de longe minha seguidora mais fiel e a mais forte.

Um dia, só a imprudência dela a mataria.

Uma cria minha seria duplamente forte.

Parei no meio do caminho, antes de entoar qualquer outro feitiço. Me levantei.

– Bella... — a chamei.

– Sim...Mi lorde — a voz dela parecia tão fraca quanto antes.

– Crie-a. Longe de tudo e de todos -

Ela será meu sangue. Mais preciosa que qualquer Horcruxes.

Ela será minha vitória.